Má Interpretação

Disclaimer: Harry Potter não é meu e isso não é novidade...

Summary: Não tinha como imaginar, não era sua culpa ser inocente.

Aviso: Yaoi... Pobre Ginny... ah... eu não vou com a cara dela mesmo.

Shipper: Harry e Draco

N/A: Como Darkness não saía de jeito nenhum, resolvi atender ao pedido da Drika. Esse segundo capítulo é puramente humor... é um pov de alguém muito inesperado!! Ai ai... eu e minha mente insana...

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Estava passando por ali quando viu uma grande algazarra de cabeleiras vermelhas entrecortadas por uma ou outra loira e morena. Imediatamente se escondeu. Via um casal de, provavelmente, homens praticamente se agarrando, quando outro casal de, definitivamente, homens sentou ao lado do primeiro. Foi até lá o mais disfarçadamente que pôde, precisava xeretar. Escondeu-se na planta.

-Dray, podem nos ver – reclamou o moreno do segundo casal. O seu par era um loiro chamado Dray.

Que nome mais estranho! O seu era Flyyyingui, muito normal de onde viera, mas preferia ser chamado de Fly. Como naquele desenho que vira na casa de um garotinho mais cedo. "Fly, Fly, Fly"¹ a música não saia de sua cabeça agora. Voltou a prestar atenção.

-Harry, seu testa partida – isso era uma nova espécie? Legal. Vivendo e aprendendo. – Os Weasel tão mais ocupados com o vestidinho da filhinha amada do que conosco. O que é um erro, óbvio.

Weasel, ele sabia o que era weasel². Só que o weasel que ele conhecia não era vermelho, nem loiro e nem moreno. Esses dois deviam ver National Geographic mais, era assim o nome do programa que mostrara um weasel na casa daquela fêmea loira de boca vermelha? Devia ser. Preferiu se aproximar mais e se escondeu no encosto do sofá. Um grande estalo o assustou.

-Oh, Severus, assim todo mundo olha para nós. Ah, olá, afilhados – e voltou a sumir no par.

Afilhados? Afilhados Testa Partida, devia ser uma espécie muito rara, nunca escutara falar. Uma fêmea de cabelo muito vermelho desceu a escada sorridente.

-Falando na filhinha Weasel Fêmea – Dray sorriu.

Essa fêmea decididamente não parecia um weasel. Mas ela caminhou até o Afilhados Testa Partida, sinceramente não sabia que afilhados o outro era, e sentou em seu colo.

-Olá, Weasel Fêmea, falávamos de você. De como não tem peito para caber no vestido que a sua mãe adoraria que você usasse. Pobre senhora Weasley, não tem culpa de a Weasel Fêmea não ter nascido com bons dotes – Weasley? Mais uma espécie? Sua cabecinha rodou. Era muita coisa para decorar.

-Draco, isso foi baixo e vil – quem era Draco? O nome dessa weasel fêmea vermelha? Ah! Weasley devia ser weasel fêmea vermelha. Interessante.

-Como você, meu docinho de coco – boiei legal. Provavelmente estava ouvindo errado, se aproximou mais. Fora espantado por um tapa.

-Harry, por que deixa ele falar assim de mim? – Harry era o testa partida, e o Dray era o afilhados amarelo, como o testa partida podia mudar algo que o amarelo dizia? Essa weasley tinha pirado na batatinha. Achou melhor xeretar a vida do outro casal.

Aproximou-se e se escondeu no ombro do cara de cabelo tão comprido que o fazia crer quer era uma fêmea. Eles sussurravam coisas e soltavam uns sons estranhos, parecidos com 'a', mas não era exatamente. Tinha certeza que havia algum 'n' nessa história. Quase caiu quando levantaram. Mas logo bateu as asinhas minúsculas e voou de volta ao casal dois.

-Ah, Harry, vamos para o quarto, siiiiiiiiiim.

-Dray, por favor, Dragão. Espera – pára, pára, pára. Dragão?

SOLTEM OS ALARMES, HÁ UM DRAGÃO NA CASA. Ele não era um afilhados amarelo, era uma afilhados draconiano amarelo. Provavelmente perigoso, como todo dragão. Começou a voar em círculos na cabeça do afilhados testa partida para avisa-lo, e recebeu outro tapa.

-Que mosquito enjoado.

"Mosquito não. Meu nome é Flyyyingui!" pensou irritado.

-Mas vamos Harry. E logo – levantaram e caminharam até as escadas, o moreno ia a frente e o dragão perigoso o seguindo.

Tinha que salva-lo. Por que ninguém via a perseguição que acontecia. SALVEM O AFILHADOS TESTA PARTIDA! Era ele, Flyyyingui, contra aquele dragão imenso. A pobre criatura correu o máximo que pode, e como era lenta. O horrendo Dragão quase a pegou 'ene' vezes! Fly era muito bom em matemática, principalmente em polinômios! Mas ele chegou e se trancou num quarto, e infelizmente o dragão entrou junto. Lógico que ele entrou também. A vida daquela frágil criatura estava nas suas mãos.

-Dragaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaão – gemeu a criatura, devia ter sido atingida. – Agora que você me trouxe até aqui vai ficar parado, vai? – sua voz estava arrastada, provavelmente devido ao ferimento. Pobre criatura, tão brava e provavelmente com os dias contados.

O valente mosquito mordeu o dragão horrendo. E foi espantado por um tapa. Mais um naquele dia, mas não se daria por vencido. NUNCA!

O horrível dragão caminhou lentamente até sua presa. Esse afilhados era com certeza um grupo muito lento! Dava nos pobres nervos de Flyyyingui. Ele o alcançou com selvageria e arrancou a pele do testa partida. Alguma coisa saltou da pele e quase o acertou, mas rapidamente desviou.

-Ah não, Dragão, eu gosto dessa camisa – chorou. O dragão o deixou de lado e caminhou até uma revista. Provavelmente a pobre criatura queria salvar sua honra porque o seguiu.

-Bom, e eu também, não mandei colocar, agora passa pra mim – falou mexendo na revista.

O testa partida tentou atacar. Ergueu sua mão e mexeu nos cabelos amarelos do dragão. Recebeu um tapa forte na mão. Coitado, queria tanto ajuda-lo. Mas não podia mais receber tapas, ou ficaria cansado e não faria nada numa hora mais drástica.

-Tira sua mão daí seu Gryffindor tarado e insensível – quê? Bom, gryffindor devia ser presa na língua dos dragões.

Viu a coitada vítima lançar um olhar triste, provavelmente prevendo sua sina, e tocar o dragão de forma... Carinhosa? Provavelmente era só a lerdeza natural do afilhados, o que queria na verdade era estrangular, aquele ser vil e imoral.

-Isso, grita mais alto, e eu não ia bagunçar seu cabelo, seu furão, eu ia arrumar – tsc, tsc. Esse aí era burro mesmo. Não tá na cara que furão e dragão são coisas completamente diferentes?

-Igual ao seu? – realmente. Ponto pro ser vil e imoral.

O moreno se aproximou do loiro e o beijou. Estava certo o tempo todo. O testa partida só queria matá-lo sufocado. Estava puxando todo o ar do dragão para si. Dava para ver aquela criatura medonha lutando pela sobrevivência. A maneira como arranhava a costa do outro.

-Pára, testa rachada. Eu não gosto dessa posição, sempre dói e sou eu quem sente – lógico idiota, ele está tentando te matar. Era cada coisa que o pobre Flyyyingui via.

-Idiota, você sente porque se joga no chão, nunca vi pior seeker que você – seeker? E bem, ele realmente havia se jogado no chão. Mas uma maneira de tentar escapar daquela tentativa de homicídio. Será que além dos reflexos lentos, os afilhados possuíam raciocínio lento? Provavelmente.

-Você é perfeito? – entrevistando a presa. Provavelmente para saber se era bom jantar. Ele tinha que agir. Recebeu outro tapa.

-Lógico, Dragão. Agora venha aqui e refaça a posição – apontou para a... como chamavam aquilo mesmo? Ah sim, cama.

E o dragão foi. Oh pobres criaturas que prezam a honra demais. E eles recomeçaram a luta de um tentar sufocar o outro. E o dragão tentou usar o famoso golpe de cortar a jugular. Ele TEVE que agir. Tentou acertar aquela criatura mesquinha o máximo que pode. Até que o pobre testa partida conseguiu uma vantagem o prendendo na cama. Seguiu-se um som de algo partindo e Flyyyingui foi xeretar.

-SEU TESTA PARTIDA INSENSÍVEL, SEU CEGO! VOCÊ QUEBROU, AGORA VAI ME PAGAR OUTRA! – não entendera bulhufas, mas aparentemente aquele testa partida não era uma boa vítima. Sorte do moreno.

-Dray, Dragão, vem cá... – criatura burra. Sua chance de escapar.

-Não! Não! E não! – agora o dragão estava com medo. Entendeu. O testa partida era venenoso.

Ele saiu correndo, Flyyyingui ficou dividido entre correr atrás do dragão ou descobrir mais sobre a nova criatura venenosa, por fim seguiu o ser vil e imoral. Ele entrou num banheiro e se trancou lá dentro. Estava mais ágil. Estranho. Bom. Não devia se preocupar com isso.

-Maldito Testa Partida, diz que me ama, mas olha o que faz. Provavelmente nem ligava para o que tinha me dado. Eu não podia usar, ele sabia que estava no bolso. Sabia! – Flyyyingui ficou ainda mais sem entender. Ficou com tanta pena do pobre Dray, o dragão, que pousou em seu ombro. Aparentemente ele não o vira. – Odeio você, Potter. Odeio, seu testa partida desgraçado – devia estar falando em língua de dragão. Zumbiu suavemente para acalmá-lo. Mas seu consolo não foi ouvido porque alguém gritou algo lá fora.

O Dragão levantou e correu até a porta, tentou abri-la, mas sem resultado. Passou a mão direita pela cintura e falou outra coisa em dragonês. Flyyyingui saiu pela fechadura e entrou no cômodo a frente. O testa partida estavana mesma situação. Mas ele pegou uma vareta e abriu a porta. Correu até onde o dragão estava.

-Meu amor, meu amor, você está bem.

-Merda, Potter, abra essa droga de porta, agora! – urgiu o dragão, tão histérico, que misturou dragonês com inglês.

O dragão, mesmo tendo sido salvo, tentou assassinar a outra criatura quebrando seu pescoço.

-Calma, foi sem querer, desculpa pelo pingente. Eu juro que conserto – falou a criatura, provavelmente com tanto medo que tentava persuadir ao ser vil e imoral para não mata-lo. Estava dando certo.

Foram para o quarto longe e deitaram. Ficou lá vigiando para que o dragão não matasse o testa partida. Mas em algum momento o mosquito adormeceu também. Quando acordou não os achou na cama e voou muito rápido atrás deles. Desceu as escadas e os encontrou na sala. A weasley grande gritava com o testa partida.

-Harry Potter, pode me explicar o que raios é isso de não haver casamento?

-Senhora Weasley, eu, o que posso dizer, eu não amo a Ginny.

-Por que o senhor não pode amar a minha Ginevra?

-É que eu... eu amo outra pessoa – o dragão sorriu. Perigo. Novamente Flyyyingui se via obrigado a salvar todas essas criaturas.

-E o que essa tal pessoa tem que minha Ginevrinha não tem – o dragão começou a ter espasmos, caindo da poltrona em que se encontrava, o casal um da noite anterior também começou a rir. E aos poucos as pessoas iam achando a graça que ele não via.

O dragão se recuperou, mas o mosquito ainda estava em alerta. Todos ficaram sérios, menos o casal um e o dragão.

-HARRY JAMES POTTER, VOCÊ NÃO SE ATREVA A CONFIRMAR ESSAS RISADAS OU EU TOMAREI PROVIDÊNCIAS PARA QUE VOCÊ SEJA... – foi nessa hora que a weasel fêmea chegou, mas ninguém a viu e ela saiu. Voltou a olhar o testa partida.

-Desculpe, mas, eu e o Dragão... bem, nós...

-Ah eu sabia – urgiu a mulher. Bem weasleys provavelmente eram muito perigosas, todos tremiam nas bases diante dela. – Eu sabia. Essa amizade de vocês estava estranha demais, mas não. Eu não pude acreditar. Você Harry um rapaz tão decente. TRAINDO A GINNY. Oh não, não... não consigo digerir isso. ARTHUR EU VOU DESMAIAR – e caiu.

Flyyyingui se aproximou para verificar o que havia acontecido.

-Ahá! – gritou um ruivo. – Achei o mosquito que estava nos importunando ontem.

O pobre Fly viu mãos se aproximando, tentou escapar, mas de repente tudo ficou preto e ele reviu sua mãe no paraíso dos mosquitos.

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¹ - Aquele anime antigão... Fly... (detalhe: Fly além de "voar" também significa mosca em inglês)

² - Weasel - Doninha. Draco chama os Weasley de Weasel como zoação com o nome, na verdade ele foi transformado num Ferret, o furão. Por isso em Darkness eu chamo ele de Malferret.

N/A²: Bem, não estranhem. Essa loucura saiu de onde toda a Sessão Bobagem, que eu escrevi na escola, mas nunca cheguei a publicar, saiu. Do meu cérebro deturpado. Espero que esclareça mais o capítulo um.