Acompanhante de Aluguel

Acompanhante de Aluguel

De M. Sheldon

Capítulo II

...

Deus, o que uma mulher deve fazer numa hora dessas? Pega de surpresa, Sakura apenas ficou parada na porta de seu apartamento, encarando Shaoran com seus olhos arregalados de surpresa.

Reparando o quão rude estava sendo, recompôs-se o quanto pôde, permitindo que um pequeno sorriso tímido agraciasse sua face.

-O prazer é todo meu, Sr. Li! – a expressão estranha de Shaoran não escapou aos olhos de Sakura. Aparentemente sem conseguir conter-se mais, o homem permitiu que uma gargalhada lhe escapasse pela boca.

-Acho que essa é a primeira vez que uma de minhas clientes me chama de senhor! Por favor, nada de formalidades. – e então com um sorriso sugestivo ele acrescentou. – Creio que vamos ser muito íntimos por um tempo para isso.

Sakura sentiu-se corar da ponta de seus pés até o último fio de seu cabelo castanho-avermelhado. Olhou para os lados, pensando em um modo de acabar com aquela situação embaraçosa.

-Ah, gostaria de entrar? – sem esperar pela resposta, ela adentrou seu apartamento, esperando que ele a seguisse. O som da porta se fechando seguido pelo dos passos do rapaz lhe garantiram que ele havia feito exatamente aquilo. – Sente-se, sinta-se à vontade! Eu vou colocar essas flores num vaso e volto num instante.

Já em sua cozinha, enquanto enchia um de seus vasos de água, Sakura não parava de pensar no homem que deveria estar nesse exato momento sentado em seu sofá. De fato, Shaoran era tudo aquilo que ela esperara que fosse e mais.

Não fazia idéia do que fazer, entretanto, agora que ele de fato estava ali. Sakura encontrava-se simplesmente perdida, e não havia algo que ela detestasse mais do que isso.

Mas não teria como voltar atrás agora. Pelo que ouvira, Shaoran Li era um homem muito ocupado e disputado. Com certeza havia deixado de... Realizar outros trabalhos... Por ter aceitado a sua oferta. Se ela fosse até a sua sala e lhe dissesse: 'perdão, eu estou em dúvida e acho que não fiz a escolha certa ao chamá-lo. Creio que não vou mais precisar de seus serviços, mas obrigada do mesmo jeito!', tinha certeza de que ele não ficaria muito feliz...

Além do mais, ela fora a causadora de seus próprios problemas, muito tempo atrás, quando inventara 'Gin'. E de maneira alguma contaria para as suas amigas que seu suposto namorado não existia ou como a dor do abandono ainda estava muito fresca em sua memória. Ah, não... Tudo menos isso. Contratar um acompanhante de aluguel, sim, mas não isso. Teria como a sua situação se tornar mais patética?

Deixando as belas flores que Shaoran havia lhe dado em sua mesa, Sakura as observou atentamente. Verdade, havia se sentido lisonjeada. Afinal, hey, que garota não gosta de receber flores de homens maravilhosos? Mas mesmo assim, ela não se iludia. Sabia muito bem que isso nada mais era do que parte de seu trabalho, e que ela não fora a primeira, nem seria a última, a receber flores do rapaz.

Sakura permitiu-se um momento de reflexão. Por que estava se sentindo tão nervosa? Afinal, era ela quem estava no comando da situação. Ela era a chefe que pagava o funcionário, que por si apenas a obedecia calado! Com a confiança restaurada, Sakura voltou para a sua sala de estar. Afinal, aquilo se tratava apenas de um negócio. Nada mais.


Shaoran calmamente aguardava Sakura, sentado no confortável sofá. Deixou que seus olhos percorressem o cômodo, na falta do que fazer. Ela tinha uma boa casa. Em uma prateleira ele notou que havia várias fotos da garota. Fotos apenas dela, com amigas, parentes ou amigos. Em todas ela sorria.

Uma foto em particular lhe havia capturado a atenção. Sentada a uma mesa, provavelmente de um bar pela quantidade de garrafas de saquê vazias sobre ela, Sakura olhava diretamente para a câmera, na face o sorriso um tanto ébrio. A imagem não seria tão chamativa, entretanto, não fosse a presença dos dois canudos inocentemente enfiados no nariz da mulher e as mãos erguidas, em forma de garras. Shaoran esticou o braço e pegou o porta-retrato, aproximando-o mais do rosto. Seu corpo tremia levemente, tentando conter o riso.

Não, ele com certeza não se arrependia de sua decisão!

Enquanto dirigia até a casa da garota, havia tentado ouvir o bom senso. Ele não a conhecia. Não fazia idéia de como ela era. Então o que ele estava fazendo indo até a sua casa? Estava arriscando muito. Porém... Seus instintos simplesmente lhe diziam que fazia a coisa certa.

E Deus, como havia se divertido com as mensagens dela! Qual fora a última vez em que rira daquele jeito? Shaoran não fazia idéia.

O rapaz foi arrancado de seus devaneios quando reparou que sua cliente se aproximava. Ainda em seus pijamas e com passos decididos, ele a observou sentar-se logo a sua frente, os olhos verdes fixos no chão.

Mas Sakura não tardou a voltar o olhar para Shaoran. Sua cabeça pendeu para o lado, movimento que fez parte de sua franja cair sobre os olhos, os quais pousaram sobre o objeto nas mãos do visitante, as sobrancelhas levemente franzidas. Parecendo reconhecer a moldura, suas pálpebras arregalaram-se e segundos depois a foto, subitamente arrancada da posse de Shaoran, estava escondida por trás dos braços dela, as bochechas já avermelhadas.

Shaoran deixou que o canto de sua boca se curvasse num sorriso cálido diante do jeito acanhado de sua cliente, que agora dava pequenos tapas no topo da própria cabeça.

-Saquê... Quatro garrafas... Tomoyo e suas fotos... E bêbada... Argh! – Sakura não conseguia formar frases completas, murmurando palavras meio soltas, e se afundando cada vez mais no sofá. Shaoran mais uma vez, fazendo uso de toda a força de vontade que tinha, conseguiu conter o riso para não deixar a garota ainda mais envergonhada, presenteando-a, ao invés disso, com um pequeno sorriso compreensivo e tranqüilizador. – Hum... Bem...

O silêncio instalou-se na sala. Sakura parecia ponderar se falava o que queria ou não. Finalmente tomando uma decisão, ela deixou que as palavras fluíssem por sua boca.

-Hum... Acho que antes de tudo, o que devemos fazer é discutir o preço, não? – a garota tinha um semblante estranho enquanto falava, mostrando o quanto estranhava aquela conversa.

-Por quanto tempo você requer meus serviços? – foi a resposta calma de Shaoran, acostumado com o tipo de conversa.

-Bem, na verdade eu não sei ao certo. Eu acho que já expliquei a situação para você...? Gostaria que você fosse para um casamento comigo como meu acompanhante. A cerimônia será em Tomoeda, uma pequena cidade não muito distante daqui... As passagens serão por minha conta, naturalmente. Resta apenas saber o pagamento que você requer parar realizar a tarefa.

Sakura se remexeu um pouco em seu lugar, totalmente desconfortável.

-Sakura, você não tem nem uma idéia do número de dias?

Sakura ficou olhando-o quase sem piscar, atormentada. O rapaz assistiu com interesse quando a garota abriu a boca para responder, para logo em seguida fechá-la. Abriu-a uma vez mais, mas não tardou a fechar novamente.

Entretido com a observação dos tentadores lábios da garota, seu mente apenas gritou em deleite quando a garota dedicou-se à tarefa de morder levemente o lábio inferior, num ato de nervosismo, de um jeito tão sensual e espontâneo que Shaoran se viu quase hipnotizado.

Com um suspiro, a garota finalmente falou, tirando-o se deu estupor.

-Li, por favor. Eu não consigo fazer isso, desculpe-me. Não consigo conversar assim com você, tratando-o como nada mais além de uma mercadoria! – a garota explodiu, não agüentando mais. – Quero dizer... Ah, eu nem sei como explicar!

A visão da garota com aquela expressão séria, somada as suas palavras, mais o fato de que ela as dizia ainda com aquele pijama foi demais para Shaoran. Sem conseguir se conter mais, ele deixou que o som de sua gargalhada se espalhasse pelo apartamento de Sakura.

-Eu disse alguma coisa errada, Shaoran? Se eu o fiz, perdão! Veja você... Eu estou um pouco nervosa com toda essa situação... – a moça pareceu reconsiderar. – Francamente, estou muito nervosa! Nunca passei por nada parecido e arrisco dizer que nunca esperei passar também!

As sobrancelhs de Shaoran aproximaram-se um pouco, numa expressão pensativa, enquanto lançava um olhar avaliativo e surpreso para Sakura.

-Devo confessar que é a primeira vez que tenho uma cliente como você. – Sakura arregalou de leve os olhos, hesitante. Shaoran aliviou instantaneamente sua tensão ao permitir que um enorme sorriso se abrisse em sua boca. – Vai ser divertido passar esses dias ao seu lado, Sakura.

Ali estava. Aquele tom sensual e grave com que ele dizia seu nome. Sakura arrepiou-se e ficou estática por quase cinco segundos, até que Shaoran limpou a garganta, obviamente querendo chamar a sua atenção.

Sakura piscou duas vezes, ainda um pouco confusa, olhando para Shaoran. Seu estupor desapareceu de uma vez quando ela notou o sorriso de lado, matreiro, do rapaz, mostrando que ele sabia o efeito que havia causado e gostava disso.

Não tinha como ela saber, mas Sakura poderia jurar que seu rosto estava vermelho como um pimentão.

-Uh-hum, - ela limpou a garganta. – O casamento será dia 29 do próximo mês. Mas nós vamos ter que estar lá mais ou menos uma semana antes para os ensaios e jantares. O que nos dá... Pouco mais de duas semanas.

-Para...?

-Para nos conhecermos e planejar como as coisas vão ser.

Shaoran não disse nada, pendendo a cabeça para o lado levemente, suas sobrancelhas franzindo-se. Era sua vez de se sentir confuso agora.

-Você disse nos conhecermos? – sua voz carregada de dúvida surpreendeu Sakura, que, por sua vez, também franziu levemente as sobrancelhas.

-Sim... Hum... Nós não devemos fazer isso, Li? – Talvez fosse contra as regras da empresa, Sakura pensou.

-Não, não. Nada com isso! Só preciso saber como você deseja fazer isso. Como quer passar seu tempo comigo, Sakura?

Sakura já havia perdido a conta de quantas vezes o rapaz já a havia feito corar, não gostando nem um pouco do poder que Shaoran tinha sobre suas emoções. Ela se perguntava se ele estava ciente dos tipos de pensamentos impróprios que provocava com seu tom de voz e palavras. Sakura quase deu um tapa na própria testa. É claro que ele estava.

-Eu não havia pensado nisso ainda... – a garota esqueceu suas reflexões anteriores e se concentrou apenas no assunto em questão. Sakura baixou os olhos, fixando-os num ponto qualquer do chão enquanto pensava. Ela realmente não conseguia imaginar um jeito fácil e rápido de conhecer Shaoran e vice-versa. Afinal eles tinham apenas duas semanas... Um sorriso iluminou o seu rosto, ao passo em que seus olhos procuravam os de Shaoran novamente, orgulhosa. – Já sei!

Shaoran se viu estudando atentamente os gestos de Sakura. Aquilo estava sendo uma experiência nova para ele também, afinal as clientes que havia tido não eram em nada parecidas com a mulher que estava sentada a sua frente. Ele sentiu sua boca curvar-se num meio sorriso diante do jeito quase infantil de Sakura.

-É mesmo? E qual seria seu plano, Sakura? – seu sorriso se abriu um pouco mais, revelando seus dentes perfeitamente alinhados e brancos.

-Não sei se vai gostar da minha idéia, mas acredito que será muito divertido se concordar. – Shaoran ergueu uma das sobrancelhas levemente ao ouvir aquilo. Ele estava sendo pago para fazer o que ela desejava, é claro que teria que concordar.

Ele reparou que a mulher observava suas reações, cheia de expectativas. Só então Shaoran percebeu que Sakura esperava alguma espécie de aprovação de sua parte para continuar a explicação. Não resistindo e ardorosamente desejando ver mais uma vez as faces da garota colorindo-se de rosa, Shaoran lhe perguntou:

-Conte-me então, Sakura: que tipo de diversão você tem em mente para nós dois se eu concordar?

Shaoran não se decepcionou.

Engolindo em seco, a garota desviou os olhos, perguntando-se, alarmada, quando sua mente se tornara tão poluída. Afinal, aquela era uma pergunta bem inocente, não?

– Hã... Duas semanas é muito pouco tempo para que possamos nos conhecer bem, mas acho que um método muito eficiente seria, cada dia, um de nós fazermos os programas favoritos do outro.

-Programas favoritos? – Shaoran perguntou, ainda não entendendo muito bem a idéia de Sakura. A mulher fez que sim com a cabeça, novamente empolgada.

-O que você faz no seu tempo vago, Shaoran? Entende? O que você mais gosta de fazer em seu tempo livre?

Num primeiro momento as sobrancelhas de Shaoran se esticaram, e sua testa se enrugou levemente, enquanto um pequeno 'ah' saía de sua boca, mostrando que ele finalmente havia compreendido a idéia da garota. Então elas voltaram ao normal e acabaram por terminarem franzidas, enquanto uma expressão pensativa tomava conta das linhas de sua face perfeita.

-Eu acho que entendi o que você quis dizer. – Shaoran disse passados alguns segundos. – Mas ainda não sei ao certo que programas devo escolher...

Shaoran não queria contar que há tanto tempo não fazia as coisas que gostava que nem sequer se lembrava de quais elas eram, de fato. Afinal, que tempo livre que ele tivera nos últimos anos?

-Tudo bem, eu entendo! Imagino que seja difícil, mesmo, mas não se preocupe temos alguns dias pela frente. Vamos fazer assim: eu começo. Nós fazemos alguns dos meus programas favoritos amanhã, e você terá bastante tempo para escolher quais você quer fazer no dia seguinte. O que acha?

Shaoran notou que a mulher estava visivelmente ansiosa para pôr logo em ação suas idéias. Contagiado por sua alegria, Shaoran sorriu e balançou levemente a cabeça.

-Você realmente é estranha... – ele se levantou do sofá e deu alguns passos em direção à porta. – Achei seu plano muito interessante, Sakura, - ele caminhou até a porta e posicionou-se de lado, fazendo um galanteio e estendendo o braço. – Vamos logo, então, mademoiselle, creio que você deve estar com fome. Estou ansioso para ouvir mais sobre seu plano enquanto almoçamos.

Mas foi só enquanto a observava levantar-se com um sorriso capaz de iluminar uma cidade inteira e caminhar em sua direção que Shaoran percebeu que pela primeira vez em muito tempo ele não estava atuando. Ele dizia a verdade.

-Ah, mas acho melhor darmos um jeito nas suas roupas, minha querida Sakura. A não ser que esteja querendo me levar a uma festa de pijama, creio que elas sejam um pouco inapropriadas...

E Shaoran deliciou-se ao, mais uma vez, conseguir fazer com que aquele adorável tom avermelhado se espalhasse por sua delicada face.


Sakura olhava atentamente o cardápio da espagueteria na qual Shaoran havia feito reservas para o almoço.

-Já sabe qual molho você vai querer, Sakura? – Shaoran perguntou, este também olhando para o cardápio.

-Vou querer à carbonara, por favor – ela disse, voltando-se para o garçom que aguardava na ponta da mesa.

-O meu com molho alfredo, então.

-Ok, dentro de alguns minutos os pratos estarão prontos. Se precisarem de algo, podem me chamar que virei atendê-los! – o homem disse após ter anotado os pedidos, enquanto recolhia os cardápios, e se retirou. Estando novamente a sós, Shaoran voltou-se para Sakura com um pequeno sorriso.

-E então, Sakura... O que iremos fazer hoje? Quais são seus planos?

A mulher abriu um largo sorriso antes de levar a sua taça de vinho à boca e beber um gole.

-Não vou contar – uma das sobrancelhas de Shaoran ergueu-se.

-Por que não?

-Porque será uma surpresa! Torna a coisa toda mais emocionante, você não concorda?

Shaoran não disse nada por alguns segundos, parecendo analisar a situação.

-Eu preferiria se você me contasse qual é o programa, ao menos...

-É mesmo? Por quê?

-Bem... – ele sorriu de lado – eu poderia me preparar melhor.

Sakura soltou a taça e levou a mão à boca, enquanto um riso lhe escapava.

-Mas é exatamente isso que não quero que aconteça! – Ao ouvir suas palavras, Shaoran olhou um tanto abobado para Sakura e pendeu a cabeça levemente para o lado. Percebendo a confusão do homem a sua frente, Sakura tratou de explicar-se. – Só assim eu poderei conhecer o verdadeiro Shaoran, não é? – ela disse, um pequeno sorriso em sua face.

Shaoran se surpreendeu ao sentir seu coração pulsar mais forte com o que ouvira. Ele, sempre tão hábil com as palavras, não sabia o que dizer. A única coisa que conseguia fazer era observá-la, estático, ainda sorrindo para ele.

-Com licença... Seus pedidos. – Shaoran voltou-se para o garçom que colocava agora os pratos diante dele e de Sakura. – Tenham um bom apetite! – ambos sorriram, educados, para ele antes de agradecerem.

Sem dar muita atenção para a comida, Shaoran apenas assistia os movimentos de Sakura atentamente enquanto ela levava a primeira garfada a boca. Os olhos da mulher arregalaram-se um pouco e depois se pousaram sobre Shaoran...

-... Delicioso! – ela disse empolgada. Shaoran sorriu e começou a sua refeição. Alguns minutos depois, reparou, porém, que a garota lançava olhares para o seu prato vez ou outra.

-Aconteceu algo, Sakura? Deseja algo mais?

-Hum? Ah, não, não! – ela deu uma risada nervosa. – Bem... Na verdade... Hum, você se importaria se eu provasse um pouco do seu? Está com uma aparência tão boa! – as bochechas de Sakura coraram de leve enquanto ela falava.

-Claro que não. Desde que você também me permita provar um pouco do seu. – ele respondeu, matreiro. A garota fez que sim com a cabeça, empolgada e contente. Rapidamente levou seu garfo em direção ao prato de seu companheiro, mas este não deixou, segurando a mão de Sakura no meio do caminho, cuidadoso, mas firme.

Os olhos da bela garota, antes presos no prato do outro lado da mesa, voltaram-se para as duas mãos e, finalmente, para o rapaz. Shaoran baixou o braço de Sakura até que este estivesse sobre a mesa e com movimentos elegantes levou um pouco do macarrão em seu próprio garfo até a boca delicada e rósea de Sakura.

-Você... Você vai me dar de comer, Li?!

-Esta é a idéia. – ele respondeu com seu característico sorriso de lado.

Com medo de que pessoas ao redor da mesa notassem sua situação, Sakura mais que depressa partiu os lábios e deixou que o rapaz a alimentasse. Mastigando devagar, Sakura desviou os olhos. Segundos depois, foi pega de surpresa ao sentir Shaoran passar levemente o polegar sobre seus lábios.

-O que achou, Sakura? – ele quase sussurrou.

-Delicioso, Li. – ela disse sorrindo, o coração num ritmo acelerado dentro de seu peito. Shaoran recolheu a mão e Sakura quase gemeu, descontente, pela ausência do contato.

Dando-se conta do que quase fizera, a mulher piscou os olhos com força, tentando voltar a si. Shaoran não desviava os olhos de seu rosto. Será que ela deveria... Retornar o gesto?

Hesitante, Sakura pegou um pouco de seu macarrão com o garfo e levou à boca de Shaoran, que aceitou com prazer o que lhe era ofertado. Depositando o garfo sobre seu prato novamente, Sakura reparou que um pouco do molho teimosamente maculava o canto da boca perfeita do rapaz.

-Você tem molho... Um pouco aqui... Hum... – ela disse, apontando para os próprios lábios.

Diante do eloqüente 'hum?' de seu companheiro, Sakura não se conteve e delicadamente retirou o pouco de molho da boca do rapaz com a ponta dos dedos, rindo de leve da expressão quase juvenil que se mostrava no rosto de Shaoran.

Antes que pudesse afastar a mão, entretanto, Shaoran a capturou com a sua e com gestos deliberados a trouxe até a boca novamente, envolvendo os dedos de Sakura entre seus lábios e limpando-os de qualquer resquício que ali restasse do molho, seus olhos, lânguidos, fixos nos surpresos de Sakura durante todo o processo.

-Delicioso, Sakura...


Não, isso não é um sonho, miragem ou ilusão. Eu realmente estou atualizando minha fic!! Não vou tentar justificar todo o tempo que fiquei sem postar nada... Tenho que admitir que por muito tempo eu simplesmente não conseguia escrever porque não tinha vontade nenhuma de escrever. Simplesmente não saía. E eu sei que esse capítulo ainda está curto... Mas isso provavelmente vai mudar! (suspira)

A verdade é que era pra muitas coisas mais acontecerem nele... Mas eu senti que eu precisava postar esse cap. ainda hoje, como um incentivo a mim mesma...

Bem! Espero que tenham gostado! Terminei faz pouquíssimo tempo e já postei logo em seguida, de tão empolgada por finalmente terminar um capítulo, então ele não foi revisado! Perdoem qualquer erro, por favor! Huhu!

Tenho tanta coisa pra falar... Mas vou deixar pra outra hora! XD

Pretendo atualizar minhas outras fics o mais breve possível também! Assim como retonar minha leitura de fics.

Quero agradecer o apoio de todas as pessoas que me mandam reviews quando posto algo e vocês que mesmo depois de tanto tempo não desistiram de mim! (gota)

Mas esse ano eu realmente não tenho tido tempo pra quase nada... T.T De qualquer maneira, espero que possam me perdoar! Se serve de consolo... O comecinho do cap. 3 já está feito! Hehe!

Assim que possível vou responder os reviews um por um via e-mail! Mas quero agradecer a vocês que me apoiaram!

Margherita, Sakura Lucy Li, Lan Ayath, Yuri Sawamura, Tat, Hikari Nakao, kureopatsura-chan, Yasashiino Yume (não esqueça que essa fic é toda pra você, minha linda!), Ikinawa Li, Sakurinha, .Cathy.C., Vcious, Anaisa, Thata Radcliffe, analu, Cíntia, Adriana Paiva, Leila, Maho, Clã, Lillyth, Mia, Dani Glatz, sakurita ratinha, AnGe Lille, MeRRy-aNNe, Akane A.L., aggie18, LiLiSaN, Sesshoumaru, youkai, Uchiha Kayra, mila duda granger, Julielly, Beatriz, Miki H, N1Cky-chan, Elektra015, Caroline, Lally Y K, Miseno-san, Katryna Greenleaf Black (como você está, hein, querida?), Lilinda, tomoyodaidouji2007, .ai lin.n.n, Monih, Sakura Lindah, Bruna cm Yamashina, Brilyance, Natsumi Shimizudani (admito que seu review foi um dos maiores responsáveis por esse cap estar sendo postado hoje! XD).

TODOS VOCÊS: MUITO OBRIGADA!

Até breve! ;3

M. Sheldon