(P.S.: Harry = Carne; Hermione = Queijo; Pansy = Forno; Neville = Forma; Blaise = Azeitona; Luna = Milho; Draco = Macarrão e Ginny = Molho.)
"Ai....
Quanto querer
Cabe em meu coração"
- Pov Draco –
- Ginny, cuidadoooooooo! – Gritou Neville. Minha cabeça tava estourando de dor o que ele pensa pra gritar assim? Levantei a cabeça a tempo de ver a molho de tomate estragado desviar de um aluno que passava correndo.
Ela respirou fundo com os olhos fechados e segurando firme o microscópio que trazia nos braços, após isso ela sorriu assim ela até parece uma garota, ela abriu os olhos virando pra Neve e gritou.
- Valeu Neve! – Gralha esganiçada, não sabe nem agradecer...
Affs será que ela não sabe que a voz dela pode ser prejudicial aos ouvidos alheios? E eu ainda quase pensei em elogiá-la. Voltei a abaixar minha cabeça nos braço que estavam sobre a bancada que divido com Neve. A sala ta um barulho só. Foi quando pude ouvir novamente a voz... Aquela voz doce e melodiosa... Tenho certeza que é Molho!
Levantei novamente a cabeça e procurei, porém não escuto novamente, só pioro minha dor de cabeça. Acho que estou ficando louco... Vejo o professor Snape entrar nessa hora, o silêncio dominou a sala. Draga! Ele só entra nos piores momentos.
- Bom dia! – Sussurrou ele. – Hoje vamos fazer uma aula pratica sobre microscópios e seu manuseio. Jovem Malfoy olhe pra mim quando estou a falar.
- Desculpe professor não estou me sentindo bem... – Falei e fiz algumas caretas ao pronunciar as palavras, porque até isso ta me incomodando, dói tudo!
- Já foi à ala hospitalar? – Perguntou-me Snape.
- Ainda não senhor.
- Então vá. – Respondeu Snape seco com aqueles olhos gélidos vidrado em mim.
Levantei-me recolhi minha mochila e fui saindo da sala enquanto ele falava com a turma e vislumbrei um ruivo cabelo passar em meu campo de visão, olhei esperançoso e visualizei a Weasley conversando com uma garota ruiva que não me lembro o nome, acho que é novata.
- Alguma coisa foi esquecida pelo senhor, jovem Malfoy? – Perguntou Snape e só então notei que havia parado quase a porta e olhava na direção da Weasley.
- Não senhor. – Respondi e antes que ele me falasse mais alguma coisa sai rapidamente da sala.
Sinceramente estou louco! Depois de um mês na banda e convivendo com a Molho, todas as ruivas que vejo acho que é ela. Ela pode nem ser ruiva! Às vezes sinto o seu perfume no ar, outras vezes acho que escutei sua voz. Garota infernal! Tudo isso por conta de um beijo!
Nem percebi e quase passo da enfermaria. Que saco! Só notei porque vi Madame Ponfrey.
- Senhorita Ponfrey! – Chamei e ela olhou para mim. Aproximei-me. – Estou com um dor de cabeça infernal, a senhora teria algum remédio para mim?
- Jovem Malfoy entre já nessa enfermaria. – Ela falou me empurrando. Não estou com forças para resisti. Ela me colocou numa das camas e começou a tocar em minha testa. – Dói aqui? – Perguntou com a mão apertando minha testa.
- Sim, porém não muito. – Respondi.
- E aqui? – Droga ela não precisava ter apertado com tanta força!
- Ai! – Gritei confirmando as suspeitas dela pelo jeito que ela sacudiu a cabeça.
- Enxaqueca. – Falou ela. – Vou te dar um remédio e o senhor vai ficar aqui.
Eu não estou a fim de passar a manhã inteira nessa enfermaria... Mas eu não quero passar o resto do dia com essa dor infernal. Ela saiu e logo voltou com um liquido em um pequeno copo descartável, sem questionar bebi de um gole. Ergh, remédio ruim! Me deitei e comecei a ouvir o silencio do local e me acalmar...
- Fim POV Draco –
"Ai....
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata, fere"
- Flash back –
- Vocês estão aprovadíssimos! – A morena falou empolgada.
- Concordo Forno! Vocês juntos são geniais, não precisamos ver mais ninguém. – Sentenciou Forma. – Milho, Azeitona, Carne e Queijo a sua frente estão os novos integrantes do Macarronada, Molho e Macarrão!
Todos aplaudiram e a ruiva e o loiro sorriram de felicidade.
Um mês de shows e eventos feitos por os novos integrantes e todos já podiam notar o quanto a banda era popular e o casal escolhido era o complemento perfeito para a banda. Não havia discussões e desentendimentos, porém uma grande afinidade era notada e também uma atração mutua dos dois vocalistas por duetos faziam o publico ir à loucura.
- Molho, minha ingrediente favorita... - Riu de sua piada. - ...posso te pedir para que ajeite junto com Macarrão os equipamentos do ensaio de amanha? – Perguntou Azeitona abraçando a garota. Todos usavam mascaras nos rostos. – É que tenho medico marcado amanha e não sei se chego a tempo.
- Tudo bem Azei! – A ruiva sorrio. – Aew Maca! Eu venho te ajudar amanha ta? – Falou alto para que o garoto loiro a ouvisse. Ele fez um legal e continuou conversando sobre a percussão com Carne. – Pronto pode ficar sossegado Azei.
O loiro já estava na sala quando a ruiva entrou.
- Boa tarde Maca! – Cumprimentou a ruiva sorrindo.
- Boa. – Respondeu o loiro também sorrindo. – Como você esta Molho?
- Bem e você?
Enquanto a conversa continuava cordial eles arrumavam os equipamentos terminaram logo e sentaram em um dos grandes sofás da sala de ensaio.
- To curiosa pra saber como o publico irá reagir à nova musica. – Comentou a ruiva.
- Eu também, ela esta muito bonita, porém ainda discordo desse amor exacerbado que ela demonstra. – Criticou o loiro.
- Você é um desalmado, Maca! – Riu a ruiva e deu um leve tapa no ombro do loiro. – Sua melodia ficou linda e encaixou perfeita com minha letra.
- Nós nos completamos bem, não é? – Comentou o rapaz.
- Às vezes me assusto com isso. Eu confio no que você faz e olha que nem te conheço. – Comentou a ruiva.
Sem nenhum motivo obvio o garoto escorregou do braço do sofá, que era de couro lustroso, caindo em cima da garota ruiva. Eles se olharam durante alguns segundo e dispararam a rir.
- Essa foi histórica um homem no seu tamanho escorregando do braço de um sofá... – Molho falava entre risos. – Parece até uma cacetada!
- Eu ia ganhar a piada do mês! – Macarrão ria do acontecido enquanto falava.
Então os risos foram cessando e ambos ficaram sérios, suas respirações ofegantes e os rostos muito próximos, as mascaras tinha o espaço da boca abertos e o loiro fixou seu olhar nos lábios carnudos da ruiva e então aconteceu o que menos esperavam ambos juntaram os lábios e começaram um beijo intenso e apaixonado. A porta mexeu e eles se separaram assustados. Era apenas o vento. "Droga de vento!!" Pensou Draco. "O que foi isso meu Deus? Se não fosse a porta mexer nós não teríamos parado..." Pensou Ginny.
- Fim flash back –
"Vai...
Sem me dizer
Na casa da paixão"
Draco ia saindo da enfermaria, já era noite, e estava nervoso.
- O que essa bruxa velha me deu? – Resmungava para si. – Me fez apagar o dia todo... E tenho ensaio hoje! Quero saber como vou explicar o atraso.
Desceu as escadas do quarto andar do castelo as pressas e ao virar a esquerda no corredor do terceiro andar para pegar uma passagem mais rápida para os dormitórios da Sonserina tombou com uma pessoa.
- Mais cuidado, por favor. – Reclamou a voz feminina.
- Desculpe-me. – Desculpou-se Draco olhando para a garota. – Ah! É você molho estragado de tomate podre? Se soubesse teria era tombado para derrubar faria um bem para o mundo, talvez lhe quebrando um braço e uma perna. – Falou sarcástico.
- Macarrão sem molho, só podia ser você o elefante a tombar em alguém com tanta brutisse. – Desferiu Ginny sarcástica e raivosa. – E não te perdôo pelo seu erro, alias não faz mesmo diferença já que você é mesmo um trasgo.
- Retire o que disse sua... – Draco segurou a garota pelos braços com força e falava sibilante e raivoso. – Ou eu...
- Eu sou o que? – Ginny respirava com dificuldade pela raiva que sentia e falava raivosa. – Não retiro! O que você vai fazer? Vai me bater? Me apertar os braços até ficarem roxos? Há-há faz-me rir Malfoy, só vai comprovar o que eu já disse.
Draco a olhou com os olhos brilhando em ódio enquanto Ginny o olhava com desafio e raiva. Foi quando um trovão estremeceu as paredes ressoando em todo o prédio, as luzes se apagaram e a chuva bateu forte nas janelas que aconteceu algo impossível. Ginny assustada agarrou-se a Draco com toda a força que tinha. Draco abraçou-a por instinto e acariciou-lhe o cabelo ruivo.
"Como é macio, cheiroso e familiar essa sensação de acariciar-lhe os cabelos... Cabelos ruivos como o fogo..." Pensou Draco.
"Que sensação boa. Me sinto segura com cheiro do perfume... Me é tão familiar..." Pensou Ginny.
- Você esta bem? – A voz sussurrada, rouca e grave soou nos ouvidos da garota.
- Tenho medo de trovões... – A voz sussurrada, suave e melodiosa soou nos ouvidos do garoto.
A garota ruiva afastou-se tentando para de tremer, soltou-se fácil dos braços do garoto loiro olhando para a janela mais próxima.
- Algo errado? – Draco perguntou. "Por que estou sendo gentil com a Weasley?"
- Está escuro. Como irei caminhar assim? – Questionou Ginny. "Eu estou falando meus medos ao Malfoy?"
- Onde você estava indo? – Perguntou o loiro.
- Para... – Pausa a ruiva pensando. Olhou pela janela e viu um raio chocar-se com a terra. – Ah! – Gritou e novamente agarrou-se a Draco.
Draco apenas a aconchegou em seus braços sem dizer nenhuma palavra. Ficaram ambos parados ali naquele corredor durante algum tempo até que a chuva abrandou.
- A chuva diminuiu... – Comentou Draco.
- Agora a chuva que cai parece uma orquestra sem bateria e tambores. – Falou Ginny tentando sorrir, porém falando muito baixo. – Acho melhor eu ir para o dormitório. – Continuou abraçada a ele.
- Eu também vou para o meu... – Falou Draco, porém não a soltou. "Ela comparou a chuva com musica?" – Você gosta de musica?
- Gosto... – Respondeu Ginny. "Droga comparei chuva com musica! Assim o colégio inteiro saberá quem sou." – Quem não gosta? – A ruiva afastou-se com um pouco de dificuldade do abraço do loiro.
- É... Quem não gosta... – Falou Draco soltando a garota. – Você quer companhia ate seu dormitório?
Mal Draco havia terminado de falar e a luz voltou, ele olhava a ruiva a sua frente ela tinha um rosto suave, com traços finos e lábios rosados os cabelos estavam em uma trança única e comprida, uma franja chegava-lhe perto dos olhos.
- Agora da pra eu ir sozinha. – Falou Ginny.
Ginny observou um Draco que para ela era desconhecido, os cabelos estavam simplesmente jogados sem a arrumação de mauricinho, o rosto possuía traços finos para um homem, mas não deixavam de ser forte com queixo quadrado, olhos cinzentos e lábios finos, Draco parecia que era esculpido em mármore.
"Sai...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele"
- POV Ginny –
Eu estou sentada como sempre em minha mesa olhando o professor escrever e estou anotando tudo o que ele anota e diz, por que não consigo entender? Droga! A noite de ontem não me sai da cabeça. Por que o leite estragado tinha que ter sido tão gentil? Até estava apresentável... Espera eu to dizendo o que?? Parecia até que éramos íntimos, que éramos... Amigos... Ou mais que isso...
- Senhorita Weasley!! – Opa, esse é meu nome!
- Sim professor? – Como sou cara de pau!
- Eu te fiz uma pergunta e a senhorita não me respondeu. Você esta bem jovem? – Ele me fez?? Não ouvi...
- Eu não dormi bem ontem professor... – Desculpa mais mixuruca... Mas é a única que consigo pensar. – Acho que estou pegando um resfriado.
- Ok! Então vá a ala hospitalar! Ou se concentre e responda a pergunta que lhe fiz. – Como ele é chato. Não posso ir a ala hospitalar, não tenho nada!
- Por favor, professor repita a pergunta que eu responderei. – Falei segura.
Que saco de dia! Primeiro o mico da sala, depois de responder a maldita pergunta do professor pensei que tudo ia ficar bem. Errei e feio! Na aula de educação ambiental to bem na minha, mas pra minha sorte tínhamos um trabalho em dupla, feliz da vida corri pra o lado de Kelly, uma garota ruiva que é novata e adivinhem? A professora disse que iria ser por sorteio. Até ai tudo bem, o problema esta em quem é minha dupla... Eu vou fazer dupla com o leite azedo!! Agora to eu aqui nessa maldita biblioteca com a lagartixa de parede em vez de estar aproveitando o dia de sol que ta lá fora.
- Doninha! Dá pra me passar o livro de biodiversidade Amazônica que esta ao seu lado? Ou ta difícil? – Ele com essa cara de mauricinho lambido pela mamãe, isso é podre! Tia Ciça que me perdoe.
- Claro Fuinha! – Passei o livro e continuei minha leitura sobre biodiversidade da caatinga.
- Você esta bem? – Perguntou o Fuinha.
- Não! – Opa! Resposta automática. – Com você por perto nada esta bem lagartixa de parede. Por quê?
- Não seja grosseira Doninha. Falei porque você esta muito pálida. – Nossa ele to mesmo preocupado? Agora fiquei confusa.
- Eu só estou cansada. – Respondi sem olhá-lo, lógico que ele notaria minha confusão se eu o olhasse.
Para ai, e essa mão em minha testa?? Levantei o rosto do livro e notei o Malfoy com a mão em meu rosto. Quando ela se aproximou tanto? Será que estou surda?
- Você esta pegando fogo menina! Você vai a ala hospitalar agora!
Para ai!! Ele esta me tratando como gente? Acho que estou mesmo delirando, mas não tenho muita certeza. Apenas me levantei e quando ia começar a andar tudo desapareceu da minha frente. Então por que não sinto o chão? Por que não sinto dor?
- Fim POV Ginny –
"Crescei, luar
Pra iluminar as trevas
Fundas da paixão
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Caí nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai"
Ginny abriu devagar os olhos encontrando um grande quarto branco e verde. Tentou se levantar e sentiu-se pesada.
- Quieta jovem! – A enfermeira Ponfrey se fez ouvir. – Sua febre estava muito alta. Consegui controlar sua temperatura a pouco. Você andou muito descuidada ultimamente, suas taxas sanguíneas estão todas baixas.
- Como cheguei até aqui senhorita Ponfrey? Eu não me lembro. – Ginny não reconheceu a própria voz, estava rouca e fraca.
- Um jovem muito preocupado a trouxe e espera desde ontem por seu despertar. – Falou a enfermeira tranquilamente.
- Eu estou dormindo desde ontem à tarde? – Espantou-se Ginny.
- Sim, minha jovem. Posso permitir que o jovem que a trouxe entre por alguns minutos enquanto preparo um medicamento pra você. – Falou carinhosamente.
- Por favor, senhorita Ponfrey. Eu gostaria de agradecer... – Falou se sentindo zonza por tantas informações e dores no corpo.
A enfermeira saiu e Ginny fechou os olhos tentando encaixar as imagens em seu campo de visão.
- Você esta se sentindo bem? – Sou aquela voz de garoto que Ginny adorava, macia, rouca e grave.
- Estou melhor... – Abriu os olhos Ginny e viu o loiro com o qual mais implicava ao seu lado. Notou-lhe grandes e profundas olheiras. – Foi você quem me ajudou? – Ginny sentiu o peito descompassar ao olhá-lo. "Como o Draco esta bonito mesmo com esse ar cansado..." – Obrigada...
- Você esta tão rouca e pálida... Tem certeza que esta melhorando? – Draco tinha a voz aflita. Olhou o rosto pálido os lábios carnudos sem cor, e a voz dela tão rouca e fraca. "Mesmo nessa situação ela parece uma boneca de porcelana fina. Como é bonita Ginny..." – Por nada. Você me deixou muito preocupado.
- Desculpa. Eu andei sem me cuidar direito esses tempos. – A voz de Ginny emanava um ar cansado e muito rouco.
- Você deve ter cuidado, sua vida é única. – reclamou firme Draco.
- Desculpa. – Falou e tossiu forte Ginny.
- Você tem que descansar. – Draco já estava ao lado dela segurando a cabeça para que ela não se engasgasse.
- Acabou o tempo, jovens... – Sou a voz da enfermeira atrás de Draco.
- Você vai voltar? – Questionou Ginny.
- Se você quiser... – Falou Draco.
- Quero. – Respondeu sem pensar Ginny.
- Então voltarei. Fique tranqüila Ginny. – Sorriu de leve Draco.
- Vou ficar Draco. – Sorriu fraco Ginny.
Madame Ponfrey colocou Draco para fora da enfermaria o mandando ir descansar.
- Ele pareceu-me mais aliviado. – Falou a senhora. – Vocês são parentes não é mesmo senhorita Weasley? Mas, em minha opinião formam um belo casal.
Ginny nada respondeu apenas fechou os olhos e caiu num sono profundo e restaurador. Em seu sonho ela ouviu Macarrão tocar e cantar a musica deles. E em seus sonhos Draco a beijava, só que ele era o Macarrão. Quando Ginny acordou ao lembra-se do sonho sorriu de leve e só depois abriu os olhos e viu Draco sentado em uma poltrona ao lado lendo um livro.
- Olá! – Cumprimentou Ginny e por um instante ela pensou que Draco estava dormindo.
- Você já acordou. – Falou Draco em voz baixa. – Nossos amigos mandaram lembranças e pediram que você melhorasse logo pra todos poderem te ver.
- Já me sinto bem melhor! – Sorriu Ginny e falou suavemente. – Não estou mais sentindo dores e nem tonturas. – Draco parecia hipnotizado a olhando. E Ginny sentiu as bochechas esquentarem. – O que foi?
- Que bom que se sente bem Ginny. – Draco falou após sacudir de leve a cabeça. – É que estou meio com sono... – Respondeu alheatoriamente a pergunta da garota. – E acordei agora a pouco.
- Você dormiu aqui de novo? – Perguntou a garota ruiva confusa.
- Sim. – Falou o loiro. – Sua mãe pediu uma autorização especial para mim, para ficar ao seu lado e o diretor Dumbledore concedeu. Você não pode receber visitas até ter suas taxas normalizadas... – Parou ponderando as palavras Draco.
- E o que eu tenho de tão grave? – Questionou Ginny demonstrando um pouco de nervosismo.
- Você está com anemia média, Ginny. – Falou o mais tranqüilo que pode Draco. Levantou-se da poltrona e sentou-se na beirada da cama de Ginny. – O que você anda fazendo para esta parando de comer o necessário? Logo você que sempre comeu bem...
- Eu ando um pouco ocupada... – Virou o rosto para o lado oposto da poltrona de Draco. – E desde quando você observa o que como e o que deixo de comer Draco?
- Olhe pra mim Ginny. Eu estou te dando um conselho, não se maltrate, acontece às vezes, quando a gente está muito ocupado, esquecer-se de comer. Só que é por isso que devemos prestar mais atenção. – Falou Draco e Ginny o olhou nos olhos. Notou o tom preocupado o qual ele falava e não gostava de ver aquele ar de piedade no rosto dele.
- Não quero que tenha pena de mim Draco Lucius Malfoy! – Começou Ginny com um ar contrariado. – Eu sei que devo me cuidar e agora estou sofrendo as conseqüências pelo meu ato de irresponsabilidade. Mas não estou a fim de ver ar de pena no rosto de ninguém.
- Não é pena o que vê em meu rosto. – Defendeu-se Draco. – Ginevra Molly Weasley, eu estou preocupado com você, será que não percebe? – O tom de Draco era de desespero. – Estou tentando ser gentil e te dar um conselho, tentando fazer com que entre nessa sua cabeça dura o quão importante é a sua saúde! O quão importante é sua vida, o seu bem estar, o quanto você é importante pra... – Ele parou de vez e olhando nos olhos de Ginny desviou um pouco a vista para a poltrona e respirou fundo voltando a tranqüilidade de antes. – O quanto você é importante para as pessoas que gostam de você.
Ginny olhou o rosto de Draco e notou o quanto ele estava sendo sincero, sem a prepotência que ele agia quando falava zombarias para ela e ficou se sentindo culpada por tê-lo julgado.
- Desculpa. – Falou num sussurro rouco. – Eu só pensei... Pensei que você estivesse zombando de mim...
- Mas não estou. – Cortou Ginny um Draco obstinado. Então acariciou o rosto de Ginny com uma mão carinhosa, porém muito ligeiramente. – Vou lhe trazer algo para comer. – Falou Draco e se levantou rapidamente da cama e afastou-se de Ginny.
"Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai..."
- Flash back -
Draco chegou a sala de ensaio e notou o grupo todo junto, porém faltava alguém, Molho. "Esperava vê-la aqui. Me tiraria essa sensação de mal estar..." Pensava Draco.
- Olá pessoal! – Cumprimentou Draco como se estivesse animado, mas indo ligeiramente até seu baixo. – Onde esta a Molho? Se ela demorar muito passaremos da hora do ensaio...
- Draco! – Harry chamou o amigo.
- Sim... – Respondeu sem perceber e quando notou o que tinha dito entrou em pânico e olhou a sua volta. Para seu espanto os seus amigos Neville, Luna, Harry, Pansy, Hermione e Blaise eram os ocupantes da sala. – O que está acontecendo aqui? – Questionou confuso. – Harry? Luna? Blaise, Mione, Pansy? Neve??
- A molho não vem Draco... – Falou Pansy.
- O que vocês estão dizendo? Como vieram parar aqui? Como sabem que sou eu? – Começou a se descontrolar Draco.
- Tenha calma cara! – Falou Neville. – Nós somos a banda Macarronada! – Explicou.
- E Molho não vem porque ela é a Ginny! – Falou Mione.
- Você sabe mais que a gente sobre a saúde dela. – Falou Blaise. – Por isso não vai ter ensaio, nem show, até ela melhorar...
- Como?? – Gritou Draco. – Como pode??
- Se acalme Draco. – Pediu Luna e segurou o braço dele. – Não pensamos que chegaríamos a esse ponto só queríamos que você e a Ginny realizassem o sonho de serem músicos... E sabemos que você gosta da Ginny, mas não quer admitir...
Draco perdeu o chão e foi levado sem resistência por Luna até um sofá e sentou-se.
- Vamos te explicar tudo Draco, basta que você se acalme. – Falou Harry sentando-se ao lado de Draco no sofá.
Draco olhava o chão enquanto seus amigos narravam a historia toda, desde quando eram pequenos e das primeiras brigas entre ele e Ginny na escola na frente deles que já eram amigos durante o jardim de infância, o romance entre todos eles, até a idéia da formação da banda e os shows o sucesso verdadeiro da banda, como eles conseguiram em tão pouco tempo fazer com que a banda acendesse e a troca dos integrantes.
- Então o pai da Pansy era o produtor da banda original... – Falou Neville. – Falamos com ele e ele só fez trocar o nome da banda já formada tiraram a mascara deles e eles agora formam uma nova banda de sucesso e então ele nos colocou como Macarronadas e é ele, Pansy e eu que programamos os shows, viagens, tudo.
- O interessante é que realmente fizemos sucesso! – Falou Pansy que estava sentada no chão a frente de Draco. – Meu pai adorou tanto que já ta programando um DVD ao vivo.
- E então Draco? Você entendeu tudo? – Perguntou Hermione.
- Então quem eu beijei naquele dia foi a Ginny... – Pensou alto Draco e ouviu os risos dos amigos. Finalmente os olhou. – Do que vocês estão rindo?
- Nós vimos vocês se beijando e percebemos que nosso plano estava dando certo. – Falou Luna. – Mexemos a porta na expectativa de vermos vocês melhor e saímos correndo quando vocês ouviram a porta mexer, nos escondemos no primeiro corredor.
- Você se arrepende Camarada? – Perguntou Blaise colocando a mão no ombro do amigo. – Porque eu não me arrependo de estar namorando a Luna, só me arrependo de não ter feito isso antes.
- Vocês estão felizes cada um de vocês com seus próprios namoros não é mesmo? – Perguntou Draco olhando todos os amigos.
- Acho que na verdade só precisávamos de um incentivo... – Falou Harry. – Você e Ginny só foi o empurrãozinho que faltava pra mim e Mione, pro Blaise e Luna e pro Neve e Pansy.
- Sim Draco. Estamos felizes! – Exclamou Mione.
Draco voltou à ala hospitalar depois de ter saído da sala do diretor com a autorização de ficar ao lado de Ginny, já que a mãe dela estava viajando junto com o pai e ele era o parente mais próximo. Draco encontrou uma poltrona confortável sentou-se observando a garota dormir parecia um sono tranqüilo. Ele levantou-se e foi a janela e olhou o céu escuro cheio de estrelas e teve uma vontade incontrolável de ter seu violão ali e então em uma decisão impulsiva foi buscá-lo e quando voltou Ginny ainda dormia pesadamente por conta dos remédio aplicados pela enfermeira e o medico contratado para cuidar da garota ruiva. Draco sentou-se novamente na poltrona dessa vez com o violão no colo e começou a tocar uma musica qualquer só com o instrumental e quando se deu conta estava cantando a musica deles... A letra dela e sua melodia...
Ai....
Quanto querer
Cabe em meu coração
Ai....
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata, fere
Vai....
Sem me dizer
Na casa da paixão
Sai...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele
Crescei, luar
Pra iluminar as trevas
Fundas da paixão
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Caí nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai...
(Olha eu aqui de novo gente xD bem só vim explicar que a musica usada até aqui nesse capitulo se chama Samurai e ela é do cantor Djavan).
Após tocar a musica Draco levantou-se indo até Ginny e beijando de leve os lábios rosados saindo logo em seguida para guardar seu violão e voltando com um livro, porém com o coração mais leve e as preocupações reduzidas a cuidar de quem gostava ele logo dormiu ali naquela poltrona. "Ginny eu irei te conquistar e nós seremos felizes, como nossos amigos, que encontraram o amor." Dormiu com esse pensamento Draco.
- Fim de Flash back –
Draco voltou com uma bandeja e o medico a acompanhá-lo.
- Como esta nossa paciente? – Perguntou o medico sorridente e caloroso.
(Pessoal agora vou mudar um pouquinho o padrão de narração dos personagens, seria Draco, mas como todos já perceberam ele já esta mais que decidido, não é mesmo xD. Por tanto vamos a narração de Ginny novamente).
"Para falar eu canto
Quero que saiba o quanto
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem"
- Pov Ginny. –
Eu acho que estou ficando louca! Depois de meu mal estar e descobrir que estava com anemia fiquei na ala hospitalar por 15 dias. Tinha febres constantes, vômitos e não sentia fome de jeito nenhum, porém o medico contratado por meus pais era eficiente e sempre me ajeitava de tal maneira que quando caia a ficha eu já tava terminando um prato de comida... Também é influencia de Draco... Quero dizer, Malfoy, ai que saco! É por isso que acho que to louca, ele passou todos os dias do meu lado e me ajudou, saí da enfermaria mais ele continua tão... Tão... Educado, gentil, carinhoso e lindo! Aaaaaaaaahhhhhh! Nunca pensei que reuniria todas essas palavras pra pensar no Malfoy. O que esta acontecendo comigo?
- Ginny! Ginny! – Ué to sonhando ou estão chamando meu nome? – GINNY!!!!
- AaaaHHHHH!! – Grito ao ouvir o grito com meu nome. – Que foi? Harry?
Risos dele é claro, por que eu não entendi.
- Ginny já tinha uns cinco minutos que eu te chamava. Onde você tava menina? – Perguntou ele com aquele riso debochado de quem ouviu uma piada. Ta eu riria assim também se o caso não fosse comigo.
- Eu tava aqui pensando, só isso. – Nossa eu ando cheia de criatividade não é? – Mas por que você tava me chamando?
- É que você já terminou sua atividade sobre catástrofes causadas por elementos da natureza, e eu queria dar uma olhada para saber como você colocou a constituição vulcânica. – Ele respondeu enquanto revirava sua própria mochila atrás da própria atividade.
- Ta, claro que pode ver. Ta na minha mochila mexe ai e pode pegar. – Falei a preguiça vai me matar ainda, mas essa poltrona ta tão fofinha e é raro não ter um monte de gente na sala comunal aqui da Grifinória. Sabe chega a ser estranho... – Harry ta tendo jogo hoje?
- Sim, Sonserina contra Lufa-Lufa. – Ele respondeu com calma.
- Então é isso... Espera Harry!! Você não deveria estar assistindo? Você disse Sonserina? Meu Deus! Temos que ir lá Harry já!
Me levantei mais rápido do que imaginaria me levantar e depois disso tudo ficou girando. Parem a porcaria desse mundo! Fiquei estática por uns segundos e minhas preces foram ouvidas, então comecei a andar ligeiro em direção a porta e andei o mais rápido que pude sempre sendo acompanhada por Harry. Logo chegamos ao campo onde o jogo já estava rolando.
- Tudo isso é pra torcer pra Sonserina perder? – Falou Harry rindo. Achamos um lugar e sentamos olhando o jogo. – Eles vão jogar contra a Grifinória no próximo jogo, eles podem ganhar essa partida que mesmo assim não nos acompanharam em pontuação. Olha lá o Draco! Ta ai vale a pena assistir qualquer jogo que o Draco e o Blaise estejam jogando é sempre um show!
Sim lá esta o Draco... Mas por que meu coração palpitou quando eu o vi? Por que em primeiro lugar eu vim assisti a esse jogo? Por que quero que a Sonserina ganhe? Por que desejo que Draco... Saco! Por que chamo esse babaca pelo primeiro nome?
"Atenção ouvintes ouve uma penalidade contra a Sonserina" O narrador do jogo falou então eu vi o Dra... Malfoy caído e Blaise o ajudando a levantar. "E é mesmo Malfoy quem vai cobrar a falta. Ele ajeita a bola, toma uma certa distancia, o juiz apita. Ele parece esta procurando alguém... Atenção platéia feminina! Quem sabe ele não esteja procurando alguém pra dedicar o gol!" Ouvi gritinhos femininos encherem as arquibancadas e ele parecia realmente procurar alguém. Ele ta olhando na minha direção? "Parece que quem ele estivesse procurando ele achou, pois já se preparou e vai chutar a bola e... É GOOOOOOOOOOOOOOL da SONSERINA, MALFOY! Lindo gol gente a equipe toda comemora o gol." Foi realmente um lindo gol, mas tive a impressão que ele olhou pra mim por quê? O jogo decorreu normal e a Sonserina ganhou, 4 x 1. Com dois gols de Drac... Malfoy! Por que eu to feliz por ele ter ganhado?
"É sempre assim perfeito
Você de qualquer jeito
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem..."
Hoje volto a ensaiar com a banda. Bom, pelo menos descobri que antes não teve ensaio algum, todos estavam estudando pra uma prova. Recebi umas mensagens no meu celular do Azeitona, do Forma e da Forno. Assim me deixa aliviada. Tenho que me arrumar bem hoje pra que nenhum deles perceba que estive doente. Depois de pronta, detalhe: sempre me arrumo no banheiro feminino do andar onde ensaiamos porque só eu sei como entrar nele. Sabe, eu nunca sei nada sobre os integrantes da banda eles não parecem ser velhos, mas as turmas que tiveram prova por esses dias foi o 4º ano que é um ano acima do meu, o 6º, o 8º e o 1º ano. Então devo cruzar com eles todos os dias. Não acho nenhum deles com cara de novatos, na verdade tenho a impressão que os conheço.
- Olá Molho! – Falou Carne assim que entrei na sala.
Já estão todos aqui. Inclusive ele, Macarrão. Estanho como só agora notei que senti falta dele.
- Oi gente! – Sorri chamando atenção pra mim. – Como foram as provas?
- A gente tira de letra, já acostumamos depois de tanto tempo. – Falou Forma enquanto preparava um equipamento eletrônico.
Fiquei observando todos enquanto arrumavam os instrumentos e equipamentos. Como senti falta de todos eles... Como também senti falta de meus outros amigos. O diferente é que meus amigos quando me viram só faltaram me matar sem ar de tantos abraços. Eles não sabem que estou doente. Por isso vou agir normalmente.
- Me deixe ajudá-la Milho. – Falei tentando ajudar com o teclado novo dela.
- Não precisa Molho. – Ela sorriu pra mim. – Você já ajeitou sua guitarra nova, quero aprender a mexer em meu teclado novo. Mais contato ajuda com a música. – Ela se explicou. Por que tenho a impressão de que não é só por isso?
- Ok. – Respondi e fui até Azeitona. – Azei, quer ajuda?
- Que é isso minha ingrediente favorita! – Ele rio da piada. – Eu estou me saindo bem aqui, por que você não se senta um pouco e observa meu trabalho perfeito. – Ele estufou o peito e rio de si mesmo.
Azei é sempre brincalhão, mas dessa vez foi diferente. Será que to tão impressionada com os cuidados excessivos meus amigos que estou estranhando todos a minha volta? Afs... Acho que vou seguir o conselho de Azeitona e me sentar. Estranho é que parece que todos estavam atrasados. Em geral sempre alguém vinha mais cedo e organizava tudo. Mas deixa pra lá eu to é impressionada. Fiquei olhando o movimento de certo loiro que estava no canto esquerdo da sala.
- O que tem na direção do Macarrão que você não tira os olhos de lá? – Me assustei com uma voz grave em meu ouvido, falou de maneira que só eu o ouvisse.
- Não me assusta assim Carne! – Falei baixo e em tom de reclamação com a mão no peito. E só então percebi que estava olhando fixamente pra o Macarrão. – Eu não estava olhando pra lá. Estava distraída. – Olhei Carne.
- Por que você o prefere e não a mim? – Carne ta me zoando da pra sentir pelo jeito que ele se jogou no sofá ao meu lado. – Sou mais bonito e tenho mais cor, ele é tão braço que chega a ser amarelo. – Ele rio gostoso da própria piada e eu não me contive em rir junto com ele.
- Posso saber a piada também? – Quem perguntou agora foi Queijo sentando-se do meu outro lado.
- A Molho não tira o olhar do Macarrão. E eu perguntei do por que ela não olhar pra algo mais gostoso e com mais cor como eu. – Respondeu carne.
- Que tal, por você ser muito oferecido Carne. – Zombou Queijo e rindo em seguida.
- Mas eu sou mais gostoso não sou? – Ele falou em tom de suplica olhando nós duas.
- Deixa de ser oferecido Carne! – Falou Queijo e todos rimos juntos.
- Vamos começar o ensaio gente!! – Anunciou feliz Forno.
Tomei minha posição que é do lado de Macarrão ele me olho dentro dos olhos e por um segundo tive a impressão de ser desnudada em frente aqueles olhos cinzentos. Onde eu já os vi antes Senhor? Começamos a ensaiar e tudo era tão perfeito que nem parecia ser ensaio. Eu amo tocar e todos aqui eu já percebi também amam.
"Basta ver o reflexo dos seus olhos bem nos meus
Com esse calor que deu para entender
Que o coração não mente
E afortunadamente
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem."
Quando terminamos o ensaio arrumamos tudo. Eu ia saindo quando senti uma mão segurar em meu braço de leve, porém suficiente para me fazer parar de andar. Olhei para trás e lá estava Macarrão.
- O que foi Maca? – Sorri e perguntei tentando esconder meu nervosismo.
- Você esqueceu isso Molho. – Ele me entregou uma folha com uma letra de musica digitada. Era a musica que cantamos na audição. – Eu achei no chão no dia da apresentação e acabei ficando.
- Pode ficar. – Falei ao sentir meu corpo reagir com tranqüilidade. Gelei quando ele me mostrou a folha eu não sabia onde eu a tinha perdido. – É bom que assim você fica com uma lembrança daquele dia.
- Mas e você, com que lembrança fica? – Ele perguntou de um jeito.
- A minha lembrança ta aqui oh! – Coloquei a mão na cabeça.
Ele apenas sorrio e guardou o papel novamente no bolso. Depois disso saímos cada um para um lado.
- Fim POV Ginny. –
Os dias daquele mês foram passando e uma nova musica foi produzida por Ginny que estava mais confusa com relação aos seus sentimentos. Algumas vezes se via olhando Draco e como ele a tratava. Outras se via olhando Macarrão e cada gesto dele com ela. Tinha sonhos com ambos. Enquanto isso Draco cada dia mais fazia investidas discretas para conquistar o coração de Ginny. Seus amigos estavam o ajudando.
As férias do meio do ano estavam finalmente chegando e os ensaios estavam chegando ao fim.
- Pessoal! Atenção por favor! – Forno entrou com um papel na mão e todos pararam o ensaio. – Sentem-se, temos um contrato para uma festa de aniversario nessas férias. – Todos sorriram felizes. – Sei gente que isso é bom, só que existem umas exigências dos pais.
- Tiramos isso de letra Forno! – Falou Azeitona contente.
- Já fizemos muitos shows o que tem de tão especial assim em um aniversario que a gente não possa suporta? Que é isso vai ser é divertido! – Comentou Carne.
- Eu sei pessoal, mas deixem a Forno falar. – Reclamou Forma. Todos acalmaram. – Fale Forno.
- Obrigada Forma. – Sorrio a morena. – Pois bem, a festa é em uma mansão e será uma festa na piscina. Teremos nosso palco e nosso camarim. Até ai tudo normal. O problema que eles não querem que levemos câmeras. O aniversario é fechado e as únicas câmeras permitidas são as da família. Os amigos querem que variemos os vocalistas, ou seja, poucos duetos. E as roupas têm que ser de gala. Não podemos ir como costumamos. Algum problema com alguma das exigências?
- Por mim não. – Falou Milho.
- Roupa de gala? Acho que da pra sobreviver. – Comentou Azeitona.
- Certo sem câmeras. – Apoiou Queijo.
- Festa na piscina, paisagem perfeita! – Comentou Carne.
- Podemos descansar e revezamos, às vezes eu canto só, às vezes a Molho canta só! – Falou Macarrão.
- E qual o nome do nosso aniversariante? – Perguntou sorrindo Molho.
- É... – Forno olhou o papel a sua mão. – Ginevra Molly Weasley. – Falou.
O sorriso de Ginny desmanchou instantaneamente.
- NÃO! – Gritou Ginny em desespero.
Os companheiros a olharam com surpresa. Ela sentiu a garganta gelar com todos a olhando, porém não conseguia falar.
- Por que não Molho? – Questionou Macarrão.
- Er... – Ela tentou pensar rápido. – Essa garota não estava na ala hospitalar um dia desses? – Falou pra ganhar tempo.
- É por isso que a família quer dar essa festa. – Começou explicando Forno. – Os pais se sentem culpados, parece que eles estavam muito relapsos com a garota. Por isso eles vão colocar a banda favorita dela na festa, nós, - Todos riram, exceto Ginny. – e chamar todos os amigos dela para a festa.
- Ainda tem alguma coisa contra Molho? – Questionou Forma.
Ginny não conseguiu responder, apenas forçou um sorriso e sacudiu negativamente a cabeça. Seus pensamentos estavam funcionando a todo vapor. "Como vou ser a aniversariante e a cantora ao mesmo tempo?" Pensava Ginny em desespero.
- Então, por hoje vocês estão liberados! – Anunciou Forno.
Ginny guardou seu material automaticamente falou um "tchau" e saiu.
- Ela ficou chocada como previmos. – Comentou Harry.
- Draco você tem certeza que isso é uma boa idéia? – Questionou Hermione.
- Sim! – Respondeu Draco encerrando a conversa com um sorriso maroto.
Ginny entrou em seu dormitório. Estava sozinha, então pegou seu violão e começou a tocar uma musica que a muito vinha lhe tocando nos pensamentos, ela queria saber quem ela queria ser e ter...
Para falar eu canto
Quero que saiba o quanto
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem
É sempre assim perfeito
Você de qualquer jeito
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem...
Basta ver o reflexo dos seus olhos bem nos meus
Com esse calor que deu para entender
Que o coração não mente
E afortunadamente
Me faz bem
Me faz bem
Me faz bem.
(Essa musica não é de Ginny, muito menos minha. A ouvi pela cantora Luiza Possi e se chama: Me haces bien, Me faz bem).
"É isso! Eu sou Ginny e sou Molho. E eu vou conseguir qualquer coisa que eu queira. E vou escolher entre o Draco e o Macarrão. Como sou burra eu estou apaixonada por eles e só notei agora. Vou me decidir!" Pensou Ginny logo após tocar e cantar a musica.
Obs: Os personagens de Harry Potter não me pertencem. Eles são de criação exclusiva de J. K. Rolling. Eu sou apenas uma fã boba tentando prolongar o meu personagem favorito. Draco volta!!!!
