Parte que deveria ter sido publicada ontem, mas o arquivo foi corrompido.
Carol: "o arquivo tá corrompido mesmo... com um conteúdo daqueles....."
Corrompendo geral!!!
Beta: Carol Camui
Jared se dirigiu à sua mesa sem prestar atenção ao burburinho que ocorria em sua sala de aula. Estava lendo um livro quando chegou, e mal descolava os olhos do mesmo. Tropeçou várias vezes a caminho da sala. Chegou à sua carteira e simplesmente se jogou nela, tentando terminar o restante da página para poder fechar o livro. Apenas tentou, pois Genevieve o arrancou de suas mãos, enquanto ria da cara de inconformado que ele fazia olhando para o rosto dela.
- Como você é despistado! – Sentou em sua carteira, logo atrás de Jared e jogou o livro sobre a mesa.
- Como você é estraga prazer! Eu estava quase terminando! – Dizia, pegando o livro e colocando sobre sua mesa. – E do que diabos você está falando?
- Estou falando da última novidade! Que é claro que você não percebeu, porque estava muito entretido lendo suas histórias de fantasmas... – Ela sabia que ele odiava que falassem mal de seus hobbies, mas dessa vez ele decidiu ignorar e voltar-se para frente. – Você não está nem curioso?! – Perguntou, já sabendo a resposta.
- Não estou, mas você com certeza vai me contar, então diga de uma vez. – Se não fossem amigos de longa data, ela com certeza teria respondido de atravessado, porém desconsiderou e prosseguiu.
- Olhe discretamente para o fundo da sala. Temos dois novos colegas de classe. – Ele virou o rosto, procurando os novatos. Foi fácil achar, pois metade da sala olhava para a mesma direção. – Meu Deus! Eles são maravilhosos! – ela concluiu enquanto ele ainda reparava nos novos alunos.
A primeira impressão que teve é de que aqueles dois pareciam que estavam na sala há muito tempo, pela forma descontraída que conversavam. Reparou no loiro, que deveria ser o motivo do alvoroço de Genevieve. O rapaz era realmente "bem apessoado", mas não via motivos para todo aquele sorriso estampado no rosto da garota e nem para ela ter lhe tirado o livro das mãos. Ele tornou a olhar para ela com uma cara entediada e fez um movimento com a boca como quem diz "UAU!" sem emitir nenhum som, lançando um olhar carregado de sarcasmo.
Genevieve apenas abriu e fechou a boca inconformada pela falta de interesse do seu amigo por seu entusiasmo. Ia revidar, entretanto desistiu quando viu o professor entrar na sala.
A aula transcorreu sem maiores problemas. Jensen e Misha tiveram que passar pelo ritual de apresentação, que se deu de forma natural. Jensen adorava se apresentar para as pessoas. Fazia isso com a maior naturalidade e ficava observando as reações dos presentes. Como Misha costumava dizer: Jensen era um pavão que adorava exibir suas plumas. Misha já era mais discreto, mas dificilmente passava despercebido, principalmente pelo seu bom humor. Era possível ver vários grupinhos de meninas cochichando enquanto os mesmos se apresentavam e respondiam a algumas perguntas do professor, a fim de conhecer melhor os rapazes.
O ano letivo tinha começado há pouco tempo, mas a maioria dos jovens sempre frequentou a mesma escola, com poucas exceções. Os rapazes não teriam muita dificuldade em alcançar as matérias. Porém, Jensen já havia marcado alguns rostos caso "precisasse" de ajuda. As horas passaram rápidas e logo estavam na hora do intervalo. Alguns alunos se dirigiam ao refeitório, outros iam para o jardim. Jensen arrastou Misha até o jardim, assim poderia observar melhor o novo ambiente.
Pouco atrás deles estavam uma eufórica Genevieve e um desinteressado Jared. Genevieve, misteriosamente, tinha resolvido seguir o caminho do jardim, seguida por Jared. Ela estava comentando sobre todos os detalhes que observava em Jensen, o que já estava começando a irritar Jared.
- Caramba! Parece que você nunca viu um homem! – Jared, não aguentando mais aquele falatório, cortou-a irritado.
- Como você é grosso! – retrucou ela, dando um leve soco no ombro dele. – Não é que eu nunca tenha visto um homem, mas nunca tinha visto "esse" homem... – debochou do amigo enquanto Jared revirava os olhos.
- Parece que está no cio! – Falou e saiu correndo antes que fosse atingido por um soco mais forte. Acabaram passando correndo por Misha e Jensen que observaram a cena da garota correndo atrás do rapaz.
- Parece que seu novo objeto de desejo já tem dona... – Misha comentou divertido.
- Quem disse que ele é meu novo objeto de desejo? – Blefou, mesmo não acreditando que Misha fosse cair.
- Claro que não! É o meu objeto de desejo... – Se houvesse uma escala de zero a dez para o sarcasmo, Misha teria atingido nove, pois dez só o Jensen conseguia.
O loiro começou a rir. – Vamos voltar para dentro, tem muito mais coisas para vermos. – Com a clara intenção de mudar de assunto. – Já decidiu se vai ficar na minha casa ou não?
- Decidi. Vou alugar um apartamento. – Respondeu já esperando uma reclamação.
- Você é um fresco! Poderia muito bem ficar morando conosco! – Falou contrariado
- E aguentar você vinte e quatro horas por dia?! Prefiro manter a amizade. – Começou a rir da cara de poucos amigos de Jensen – Sabe que entrei nessa história com você para conseguir independência e que seus pais acabariam me mimando como mimam você...
- Eu não sou mimado! – Essa tinha sido a única parte da conversa que ele havia registrado – Tudo bem... Pelo menos vou ter algum lugar pra passar as noites de bebedeira sem ninguém pra encher meu saco.
- Ah! Claro! Meu apartamento não vai ser o seu albergue. – Misha não se conformava com a praticidade de Jensen e sua habilidade em reverter as situações a seu favor.
- Eu pago minha estadia. – Jensen lançou seu sorriso mais malicioso.
Misha preferiu não falar mais nada. Passaram pelo refeitório, fizeram um lanche rápido e se dirigiram a sala de aula, para concluir mais um período.
Quando Jared entrou na sala, retornando do intervalo, se deparou com um par de olhos verdes o encarando enquanto ele caminhava até sua cadeira. Um choque percorreu o seu corpo enquanto ele encarava aqueles olhos. Ele estranhou aquela sensação e por fim, resolveu ignorá-la.
Ao final das aulas, Misha e Jensen seguiram para a casa dos pais de Jensen. Almoçaram comentando sobre o dia de aula. Jensen se retirou da mesa primeiro, subindo as escadas para tomar um banho. Misha foi para o seu quarto provisório, ligou seu MP3 e se deitou na cama. Acabou dormindo e só acordou quando sentiu um peso sobre si.
Jensen tinha acabado de sair do banho. Estava com os cabelos molhados e o cheiro do sabonete exalava de seu corpo. Ele estava sentado sobre o abdome de Misha.
- Você é muito sem vergonha. Seus pais estão em casa – falou sonolento.
- Não estão, não. Eu verifiquei antes de vir para cá. – Aquele sorriso sacana destruía qualquer sanidade de Misha.
Misha puxou Jensen pela nuca e iniciaram um beijo voraz. As mãos de ambos percorriam seus corpos. As mãos de Misha começaram a percorrer o tórax de Jensen por dentro do roupão que ele vestia, abrindo-o aos poucos.
Jensen gemeu ao sentir os toques que Misha distribuía pelo seu peito, tocando delicadamente em seu mamilo. Em resposta ele passou a se esfregar no membro de Misha, sem nenhuma vergonha, lhe arrancando um gemido rouco. Jensen sabia como provocar as mais diversas reações em Misha e usava todo o seu conhecimento para dar prazer a ambos.
Os gemidos foram aumentando e Misha começou a abrir o roupão de Jensen com mais impaciência. Reparou que ele não tinha se dado ao trabalho de vestir nenhuma peça por baixo da roupa. Jensen também começou a retirar a roupa de Misha com pressa. Tirou-lhe a camiseta e distribuiu mordidas pelo pescoço e foi descendo, trilhando um rumo certo em direção ao quadril de Misha. Deu uma mordida mais forte na lateral da barriga de Misha, e o que ouviu um rosnado mais alto e prolongado.
Jensen continuou seu caminho rumo à calça de Misha. Retirou-a sem demoras e abocanhou o membro do amigo sem aviso. Um grito rouco ecoou pelo quarto. Jensen chupava-o com perícia, hora encarando Misha com um sorriso pervertido, simplesmente para levar Misha ao limite. Apreciava cada expressão de prazer do amigo e tentava despertar novas.
Quando sentiu que iria gozar, Misha puxou Jensen para cima de si, ao mesmo tempo em que terminava de tirar aquele maldito roupão que ainda estava cobrindo parte do corpo de Jensen. O loiro jogou a cabeça para trás quando o moreno começou a masturbá-lo lentamente enquanto se beijavam. Jensen se empurrava contra a mão de Misha buscando mais contato e um pouco mais de velocidade.
A intensidade dos gemidos aumentava enquanto um provocava o outro, num contínuo jogo que estavam acostumados a jogar. O dono do par de olhos azuis foi que acabou perdendo a paciência e agarrou Jensen pela cintura juntando suas ereções. Gemeu baixo ao ouvido do loiro.
- Chega... de... brincadeira... – Jensen ouviu e concordou, pois ele também já não estava mais aguentando aquela tortura.
Misha rolou por cima de Jensen invertendo as posições. Sorriu e ofereceu para Jensen dois de seus dedos para ele chupar. Jensen abriu a boca e foi em direção aos dedos de Misha. Quando ele foi lamber os dedos do amigo, Misha afastou sua mão sorrindo travesso.
- A brincadeira não tinha acabado? – Jensen perguntou ofegante apenas para provocar.
- Agora acabou! – disse ainda rindo e colocando os dedos na boca de do loiro.
Recebeu uma leve mordida como castigo, mas Jensen chupou seus dedos até achar que era suficiente. Misha levou seus dedos à entrada do loiro e ficou algum tempo acariciando o local até ouvir um gemido impaciente. Introduziu um dedo e iniciou um movimento de vai e vem preparando Jensen. O segundo dedo se juntou ao movimento, arrancando alguns gemidos mais escandalosos do loiro. Distribuía alguns beijos sobre toda a extensão do membro de Jensen enquanto fazia todo essa processo.
Misha voltou a beijar Jensen enquanto se posicionava para iniciar a penetração. Colocou as pernas do loiro em seus ombros e começou a invadi-lo lentamente. Um gemido de dor saiu da boca bem desenhada do loiro, mas eles continuaram até que o moreno estivesse dentro dele por inteiro.
Já haviam feito isso inúmeras vezes. Eram cúmplices nesse ato, mas sempre era especial para os dois. Não sabiam dizer se o que sentiam era amor, mas possuíam uma boa sintonia e se entendiam nesse aspecto. Os movimentos lentos e cuidadosos no início faziam parte do ritual. Era assim que começava...
Aos poucos o ritmo ia aumentando, embalado pela necessidade dos corpos. Os gemidos aumentavam, as respirações ficavam descompassadas e os corpos suados se uniam com força. Quando estavam quase chegando ao clímax, Misha saiu de dentro de Jensen e o fez deitar-se de lado. Posicionou-se atrás dele e começou a penetrá-lo novamente, ainda podendo beijar sua boca.
O moreno masturbava o loiro no mesmo ritmo em que o penetrava. Jensen jogou a cabeça para trás, apoiando-a em Misha. Os dois já não aguentavam mais e Jensen gozou na mão de Misha. Mais algumas estocadas e Jensen sentiu-se ser preenchido pelo líquido quente de Misha.
Ficaram algum tempo naquela posição tentando acalmar suas respirações. Misha abraçou Jensen e depositou um beijo no ombro do loiro. Estava apreciando aquela sensação boa, até Jensen se virar e se acomodar junto ao peito do moreno.
- Tomara que meus pais não tenham chegado nesse meio tempo... – Riu imaginando a reação dos dois ao chegarem a casa e ouvirem uma série de gemidos.
- Você que é escandaloso... – Riu quando Jensen mostrou-lhe o dedo do meio e lhe deu uma leve mordida no seu maxilar.
- Deixa só você me pedir pra gemer mais pra você... – O loiro tentava ameaçar falando sensualmente ao ouvido do moreno.
- Por isso eu preciso de um apartamento. – Pontuou com chave de ouro para Jensen parar de falar para ele deveria ficar lá.
- Sou obrigado a concordar... – falou se ajeitando melhor sobre o moreno. – Eu te ajudo a encontrar um lugar.
Passaram a tarde dormindo. Compartilhando o calor um do outro para depois, provavelmente, saírem à noite e conhecer a cidade. Mas por hora era apenas mais um momento dos dois.
Nota: Acho que podem estar pensando que a localização temporal está confusa, e está mesmo! Fiquei tentando decidir onde iria encaixar no tempo e espaço, mas não consegui resolver esse problema. Se fosse aqui no Brasil, eles teriam que estar na faculdade, mas eu não queria que fosse na faculdade. Sei que nos Estados Unidos eles deixam o colégio mais tarde, porém o horário de aulas é diferenciado. Então fiz o universo agir a meu favor e escrevi do jeito que eu queria: colégio, idades entre 18 e 19 anos, período da manhã. Liberdade poética =P
Beijos
