Capítulo anterior...
E parece que meu desejo é concedido, pois finalmente seus olhos de um ônix profundo encontram os meus.
Sei que vai parecer clichê o que vou dizer, mas o mundo a minha volta pareceu parar quando nossos olhos se conectaram pela primeira vez. Meu coração disparou de forma absurda, enquanto aqueles olhos de um negro profundo olhavam penetrante para os meus azuis.
Ele parecia esquadrinhar minha alma, enquanto eu tentava desvendar o que aqueles olhos queriam me dizer. Sei que parece surreal e fantasioso demais eu dizer isto, mas eu estava preso naquele olhar, estava preso naquele ser que arrebatou minha alma em questão de segundos, que parecera durar uma eternidade. Meu coração batendo de forma descompassada como a de um adolescente que se apaixona pela primeira vez, e não foi muito diferente do que aconteceu comigo naquele exato momento.
Eu não acreditava nessa baboseira de amor a primeira vista, mas é sempre assim, nós nunca acreditamos quando finalmente acontece com agente. E sim, vergonhosamente, ou não, eu estava apaixonado e tinha ciência que havia entrado numa enrascada por isso.
Seu celular tocou novamente, nos tirando daquele contato mágico pra mim. E praguejei mentalmente aquele aparelho maldito por ter acabado com aquele momento tão bom, pelo menos pra mim.
Ele desligou o aparelho sem nem ao menos atender e voltou sua atenção para minha pessoa.
E foi aí que me dei conta de que ele ainda não havia pegado seu café expresso, que este estava ainda em minha mão.
- Obrigado – disse de forma indiferente. Pegou seu dinheiro e me pagou em seguida.
Quando lhe devolvi o troco ele se virou de costas e foi andando lentamente para porta, confesso que fiquei um pouco desapontado. Mas o que queria afinal? Hei cara... Que tal um encontro a dois? Fala sério! Tenho que manter meus pés no chão novamente.
Só que isso foi impossível quando ele estacou na porta antes de sair por ela, ainda de costas me perguntou...
- Qual seu nome? – perguntou simples e direto.
Meu coração falhou uma batida com isso, e percebi que com meu devaneio demorei um pouco pra responder... er... que ás vezes meu raciocínio é um pouco lento hehe!!
- Na... Naruto senhor. – finalmente respondi quase gaguejando no processo.
Ele apenas assentiu com a cabeça sem dizer coisa alguma e finalmente saiu, me deixando com os pensamentos a flor da pele. O que havia sido aquilo? Por que ele queria saber o meu nome? Pelo visto ele nem leu no meu crachá.
Só sei que fiquei pensando e fantasiando mil coisas a respeito daquilo, não foi à toa que, com minha cabeça no mundo da lua fiz algumas besteiras, como dar troco errado, derrama café no cliente que quase me bateu no processo, bronca do chefe e outras coisas mais.
E assim à hora passou rápido demais e quando dei por mim, já estava no fim do meu expediente que se estendeu um pouco mais hoje, pois normalmente saio às 17 horas e pego ás 18 na faculdade. Como hoje é sexta-feira e não tenho aula, sai um pouco mais tarde.
Arrumei tudo, peguei minha mochila preta e me despedi do meu chefe e também amigo Neji. Um cara boa pinta, de cabelos longos e lisos, olhos de um azul claríssimo e personalidade séria, porém uma boa pessoa.
Quando sai por aquela porta, com meu ipod na mão, tentando selecionar uma música romântica para ouvir, para minha surpresa e falta de ar, quando alguém me chamou, mas veja bem... Não qualquer alguém, e sim aquele ser maravilhoso que tinha visto mais cedo. Meu coração foi à boca e voltou. Reagir de que forma? Quando você se depara com um 'Deus' em quem ficou pensando o dia inteiro encostado num Porshe preto impecável. É... o cara parecia ter grana mesmo.
- Naruto – me chamou pela segunda vez, fazendo-me sair do estado catatônico que fiquei por alguns instantes.
- S-sim? Esqueceu alguma coisa senhor? – perguntei nervoso e ao mesmo tempo feliz por ele se lembrar do meu nome.
- Sasuke, por favor. – pediu simplesmente. Então aquele era o nome do Deu .. .err... quer dizer, dele.
- Claro... Sasuke! – sorri finalmente conseguindo controlar meu timbre de voz.
- Não esqueci nada, apenas queria falar com você. – falar comigo? O que? Meu Deus, meu coração voltava a disparar feito um louco. Se continuasse assim, iria enfartar... Ok! Sei que é exagero meu, mas o que aquele homem maravilhoso poderia querer comigo?
- Falar comigo senh.. err.. Sasuke? – perguntei embasbacado.
- Sim! Sei que vai parecer estranho, mas... – vi que ele hesitou um pouco, mas logo prosseguiu. – gostaria de tomar um café comigo?
Eu preciso dizer que aceitei na mesma hora? Pois bem, errou quem disse que sim... É claro que fiz um pouco de charme e disse que não poderia e talz, mas ele insistiu e claro que acabei cedendo. Não poderia também me mostrar tão fácil assim, mesmo que eu quisesse ter aceitado na hora.
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Agora mesmo estava no seu Porche, e como aquela máquina era linda e potente, não tão bonita quanto o dono, mas mesmo assim era o sonho de consumo de qualquer ser mortal, pelo menos o meu sim.
Eu acabei dizendo pra ele que não agüentava mais ver café na minha frente e ele entendeu meu motivo. Ele parou em frente a uma barraca de cachorro quente e pediu dois para viajem, comprou também dois refrigerantes em lata e depois voltou para o carro. O engraçado que ele nem tinha me perguntado se eu queria, mas eu estava mesmo com fome então não disse nada.
Vinte minutos depois estacionamos perto do ¹Rijksmuseum, e como era lindo aquele lugar, ainda mais a noite. As luzes, o Museu, tudo dava um ar bem antigo e moderno ao mesmo tempo.
Saltamos do carro, ele pegou o lanche e fomos caminhar para o gramado limpo á uns poucos metros do museu. Pode parecer ilusão minha, mas aquilo tudo estava com um ar romântico, parecia que estávamos tendo um encontro, e eu bem queria que essa possibilidade fosse verdade.
Voltei a observá-lo e ele me parecia quieto calmo e misterioso, sentou-se no gramado fofo e me sentei ao seu lado.
- Aqui é muito bonito, fazia tempo que não vinha aqui. – comentei resolvendo quebrar o silêncio que ainda imperava entre nós desde quando entramos no carro.
Ele nada comentou, apenas retirou seu terno, jogando-o para o outro lado, depois retirou sua gravata e desabotoou três botões da camisa fina branca, deixando um pouco amostra seu tórax alvo e levemente definido. Prendi minha respiração por alguns segundos, o que ele queria com aquilo tudo? Se a intenção dele era de me seduzir, estava conseguindo facilmente.
Eu queria muito perguntar o porquê daquilo tudo, mas tinha medo de abrir minha boca e acabar dizendo alguma besteira e espantá-lo dali, mesmo que ele ainda permanecesse em silêncio eu estava gostando muito da sua companhia.
Ele pegou as latas de dentro da sacola que estava a sua frente, me dando uma e logo após abrindo a sua sorvendo o líquido gelado. Fiz o mesmo e ainda continuei o encarando, esperando alguma atitude sua.
- Você deve estar se perguntando o porquê disso tudo não é mesmo? – Bingo! Perguntou mais para si do que pra mim.
Eu apenas assenti e esperei que ele continuasse, ele voltou sua cabeça e me olhou novamente com aqueles olhos negros penetrantes.
- Sei que vai soar estranho, mas é a verdade o que vou dizer. Eu tenho sonhado com você durante quase um ano, vejo sempre seu rosto em todos eles e me perguntava o porquê daquilo, porque sempre o seu, ser era algum tipo de anjo. Então quando o vi hoje pela manhã pensei estar sonhando ou coisa do tipo, mas quando vi que era real eu tinha que conhecê-lo.
Disse tudo de forma clara e direta, e quando dei por mim estava de boca aberta e olhos arregalados, ele sonhava comigo? Será que aquilo era destino? Embora eu nunca tenha acreditado nessas bobeiras, mas aquilo tudo era tão estranho, e ao mesmo tempo excitante e surreal demais.
Engoli em seco, e esquadrinhei seu semblante a fim de ver alguma mentira, ou gozação, mas o que vi foi apenas a sinceridade e o jeito desconcertante que ele pareceu ter ficado.
Achei aquilo fofo demais, mas algo martelou na minha mente... Que tipo de sonhos ele tinha comigo?
- Hum... err... que tipo de sonhos? – acabei perguntando, tamanha era minha curiosidade.
Ele deu um sorriso ínfimo de canto e achei aquela reação a mais bela que tinha visto naquela noite. Sasuke realmente era lindo, ainda mais sorrindo, mesmo que esse tivesse sido apenas um meio sorriso.
- Você sempre me salva neles, estou sempre caindo do céu e de repente aparece você como um raio de sol e segura minha mão, sempre me puxa e daí acaba assim.
- Eu... eu... – ok! Agora estou sem falas, não tenho o que dizer pela primeira vez na vida.
Ele sorri daquele jeito mais uma vez e abaixa a cabeça, como se perdido em pensamentos. Eu não sei o que dá em mim, mas logo em seguida me vejo largando o refrigerante de qualquer jeito e o abraçando, ele a princípio fica um pouco tenso com minha reação, mas logo relaxa e envolve seus braços por cima dos meus.
E assim nós permanecemos por algum tempo, como se não existisse mais nada a nossa volta.
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Continua...
Agradecimentos aos reviews de pessoas não cadastradas no site: Minha nee-chan Toshi 3, Rina, Ero-Lucas e I'м. ̽ Λмα'αн.
Essas pessoas com nomes citados acima (com exceção de Toshi e Rina), por favor deixem seus e-mails da próxima vez, assim agradecerei de forma mais apropriada ^^
Notas:
¹ Rijksmuseum: é um museu nacional dos Países baixos, localizada em Amsrterdã na Praça do museu. O Rijksmuseum é dedicado à artes e história. Ele tem uma larga coleção de pinturas da idade de ouro neerlandesa e uma substancial coleção de arte asiática.
Pra quem quiser saber como é, aqui nesse link abaixo tem uma foto:
.org/wikipedia/commons/thumb/0/0b/Rijksmuseum_/800px-Rijksmuseum_
Esclarecimento: Eu estou postando esta fic no Nyah fanfic. também. Porém, o tíluto está em português, pois aqui no site fiz uma cagada que não lembro qual, e não consegui por o título original... mas dá tudo no mesmo... to explicando isso, caso alguém ache que tem uma fic parecida lá e ache que esteja sendo plagiada xD ok! exagerei, mas enfim é isso.
Espero que gostem e agradeço à todos que comentaram e curtiram a fic ^^
