Entrando numa Fria
By Palas Lis
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Capítulo 2
O novo colégio
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Saori olhava displicentemente a paisagem com árvores e arbusto passarem rápido pela janela do ônibus. Ela resmungou algumas coisas, impaciente pela demora em chegar ao acampamento militar. Ela estava irritada pelas horas que estava sentada na mesma posição e mexeu-se desconfortavelmente no banco duro do ônibus, resmungando novamente.
Mesmo contra sua vontade, estava indo para aquele odioso Colégio Militar. Como estava detestando essa idéia. Ter de largar seu colégio de artes – delicado e feminino – para ir para um quartel – que de delicado e feminino não deveria ter nada. Ela só conseguia imaginar homens monstruosos, que não possuíssem neurônios, e mulheres masculinizadas, que não possuíam beleza.
- Quartel... – ela fez uma careta. Nem sabia para que servia um. Em sua concepção, um quartel era um lugar que se acumulava muitos homens feios e mulheres-machos, que não conseguiram arranjarem namorados e resolveram seguir carreira militar.
Além do mais, Abel estava fazendo a viagem de avião – só porque era o general. E daí que ela era apenas um cadete e ele o general? Era injusto que ele fosse de avião e ela tivesse que ir naquele ônibus velho e enferrujado. Um ônibus velho, enferrujado e amarelo – sendo que amarelo não era exatamente sua cor favorita.
Ela sentiu o ônibus dar um solavanco maior, o que a fez olhar para frente, e não pôde deixar de admirar o edifício do colégio. Era colossal. O ônibus parou e ainda olhando para o colégio, ela desceu. O lugar mais parecia uma cadeia – com grades espalhadas por todo o muro que protegia os internos.
Saori só não sabia se toda esse segurança era para impedir que alguém invadisse ou que os alunos fugissem – mas a segunda opção lhe parecia mais certa. Ela olhou atentamente o imenso portão de ferro da entrada, escrito com letras grandes 'Colégio Militar', e mais em baixo 'Entre um menino e saia um homem'.
- Kami! – Saori arregalou os olhos ao ler a última frase, espantada. – Quantos anos eu vou ficar aqui?
A jovem Kido bateu a mão no vestido branco que usava, tentando deixá-lo menos amassado, ajeitando o longo cabelo também e começou a caminhar em direção ao portão, arrastando uma mala de viagem – que era de uma tonalidade de rosa totalmente indiscreta.
Abel nem para levar a mala dela no avião... Imprestável!
- É isso... – ela falou, parada frente ao portão aberto, sentindo uma imensa vontade, quase que incontrolável, de dar meia volta e ir para sua casa em Tóquio e nunca mais se aproximar de nenhum colégio de treinamento militar. – Agora você está em um Colégio Militar...
Ela respirou fundo e cruzou o portão, apertando a alça da mala de viagem que estava puxando, numa tentativa de ficar menos nervosa. A jovem caminhou olhando para os lados e arqueando uma sobrancelha ao ver ao longe um grupo de soldados marcharem e pôde ouvi-los cantar algo que ela não conseguiu entender direito – mas lhe pareceu uma música imbecil que rimava e que a letra não fazia o menor sentido.
- Esse pessoal aqui gosta muito de se exercitar – ela comentou, vendo ao longe alguns alunos fazendo exercícios físicos, outros trotando em torno da escola e outros ainda praticando algum esporte que ela não sabia qual seria, mas que não tinha nada a ver com a dança que ela praticava.
- O que faz aqui?
Saori deu um pulo no lugar que estava ao ouvir a voz masculina, assustada. Estava tão distraída vendo os alunos treinando que nem percebeu a aproximação do homem que ainda a olhava, esperando uma resposta da garota.
- Eu sou a nova aluna – ela respondeu.
- Você? – ele franziu a testa, olhando-a dos pés a cabeça. O que ela pensava que estava fazendo ali? Não era comum chegarem garotas tão exageradamente femininas para uma escola como aquela. – Tem certeza que não está no lugar errado?
- Eu acho que não – ela falou, pegando um papel na mala e olhou o nome do colégio e depois para frente do prédio, confirmando o nome. – É aqui sim.
Ele deu mais uma olhada para ela, não escondendo o sorriso de deboche. Só podia ser uma piada de mau gosto. A garota não parecia conhecer nada de exército e muito menos das regras daquele lugar. Afinal, se conhecesse as regras, não estaria andando como quem está indo passear em um shopping.
- Onii-chan me disse que era para procurar por Kazuo Shaka.
Ela finalmente levantou os olhos e encarou o rapaz a sua frente, surpreendendo-se com a beleza dele. Era alto e tinha cabelos curtos e castanhos, com lindos olhos escuros e aquela farda que usava deixava-o mais atraente ainda. Sinceramente, não estava esperando por alguém tão bonito assim.
- Quem é você? – ele perguntou, fazendo-a despertar de seus pensamentos.
- Kido Saori, prazer e... – ela sorriu, graciosamente, estendendo a mão para ele. Ele apenas manteve as mãos juntas atrás do corpo, olhando a mão dela estendida, sem nem dar sinal que ia mover-se. – Prazer...?
- Não cumprimentamos com aperto de mão – ele falou, controlando-se para não rir dela. Patético, nem se apresentar ela sabia.
- Er... – Saori sorriu sem graça, balançando as mãos algumas vezes. Então fez uma reverência para o rapaz, curvando o corpo na direção dele. Se não se cumprimentavam com aperto de mão, só poderia ser com reverência.
Ainda olhando para os próprios pés, ela não o viu sequer tirar as mãos de trás do corpo ou fazer menção que ia se inclinar para se apresentar, e deu um sorriso, desanimada. Droga! Tinha errado novamente. Certamente, ele devia estar se divertindo com a cena cômica que ela estava fazendo e pensou novamente em uma maneira de matar Abel pela vergonha que estava passando.
- Também não fazemos reverência – ele falou, mordendo o canto da boca para não rir da garota que se endireitou de uma vez, sem graça e com as bochechas vermelhas.
- Eu desisto, não conheço mais nenhuma maneira de me apresentar – ela suspirou, não querendo mais se apresentar. – Você poderia ao menos me dizer onde eu tenho que ir?
- Entre no colégio e siga o corredor até o fim, na última sala você vai encontrar o coronel Shaka-sama – ele falou, apontando com a cabeça para o edifício.
- Domo arigatou – ela falou, alegre, pelo menos não estava perdida. A menina correu para a porta do lugar que ele havia indicado, não querendo olhar para trás e encarar o sorriso de escárnio que ele devia estar nos lábios.
- Eu, hein! – ele balançou a cabeça para os lados negativamente, caminhando em direção a quadra para aproveitar seu tempo livre jogando bola. – Cada coisa que aparece.
Saori cruzou a grande porta central do lugar e andou em linha reta, vagarosamente, olhando para os lados, percebendo como o colégio era grande e organizado. Parecia que tudo estava no seu devido lugar. Viu algumas pessoas – que ela acreditou ser alunos – passarem por ela e ficou os observando. Eram tão alinhados e elegantes. Pareciam mais robôs do que pessoas de tão eretos que andavam. Tudo era tão... Tão perfeito!
Subitamente, lembrou-se do jovem que havia encontrado do lado de fora da escola e pensou na vergonha que passou na frente dele e ficou corada, xingando Abel mentalmente por não tê-la ao menos ensinado como se apresentar ou contado algo sobre o lugar. Seguramente, ele estava apenas querendo evitar falar sobre como era rígido para ela não querer mudar de idéia e não querer ir para o Colégio Militar.
A jovem de longos cabelos e olhos verdes, parou frente à porta da última sala do corredor gigantesco e bateu levemente na madeira. Virou e olhou ao seu redor, esperando até ser atendida. Esperou alguns segundos e nada de alguém responder, então abriu uma fresta na porta e olhou por ela, tentando ver se havia realmente alguém na sala.
- Quem é? – Saori deu um pulo de susto e um passo para trás, quase caindo, assustada com a voz fria que ecoou no corredor vazio.
Ela respirou fundo e levou a mão na maçaneta, tentando criar coragem para abrir a porta e entrar na sala. Pela tonalidade da voz, o dono dela devia ser um monstro e Saori estava com medo de entrar na sala.
Quando, finalmente conseguiu coragem suficiente, abriu totalmente a porta e pôde ver vários homens sentados em torno de uma mesa e sentiu o rosto aquecer no momento que todos olharam-na. E não pôde deixar de ver como eram lindos. Nunca imaginou que no exército existissem homens tão belos.
- Konnichiwa... – ela sorriu sem jeito, acenando levemente para eles.
- Você está atrapalhando nossa reunião – um rapaz loiro e de lindos olhos azuis disse, cruzando os braços, irritado por ela ter entrado na sala. Saori reconheceu a voz, fazendo-a surpreender-se novamente. Apesar da voz grossa e o tom ameaçador que ele usava, era um homem muito belo.
- Eu não...
- Não me interrompa – ele respondeu, friamente.
Saori ficou calada, desviando os olhos do homem e olhando para as próprias mãos, nervosa. No seu antigo colégio ninguém nunca falava tão rudemente com ela, nem mesmo Dohko que era seu professor mais severo. Ela suspirou desanimada, pensando como alguém tão bonito podia ser tão impassível e frio como aquele homem loiro.
- O que você quer? – ele perguntou ao vê-la sem graça, sem suavizar o tom de voz. – Está atrapalhando nossa reunião.
- Eu sou nova aqui e queria achar onii-chan – ela falou com voz chorosa, levantando os olhos para a direção dele.
- E quem é seu irmão?
- Kido Abel – ela respondeu.
- Então você deve ser Kido Saori, não é mesmo?
- Hai – ela respondeu, maneando a cabeça. – Ele mandou que procurasse Kazuo Shaka quando chegasse.
- Sou eu – ele falou, levantando-se de seu lugar e andando até ela, da mesma maneira mecânica que as pessoas que viu fora da sala. – Vou levá-la até seu novo quarto.
- Que bom! – ela falou com um sorriso, vendo-o passar direto por ela, altivo, e o seguiu. – Queria mesmo conhecer a casa de onii-chan.
Ele apenas ficou calado. Saori abriu a boca diversas vezes e fechava de novo, sem emitir nenhum som. Queria conversar, mas desistiu; Shaka não estava demonstrando ter a mesma vontade que ela. A jovem apertou o passo, tentando caminhar ao lado do coronel, sem sucesso. Ele não andava, praticamente corria!
- É aqui – ele falou quando parou frente a uma porta e virou um pouco o rosto para olhá-la.
- Aqui é a casa de onii-chan? – ela perguntou, franzindo a testa. Devia haver algum engano. Abel tinha dito que era uma casa grande e bela, mas aquela porta não parecia com a entrada de uma bonita casa. E onde estava o bonito jardim que o irmão prometeu que teria?
- Aqui não é a casa do general – ele respondeu, fazendo Saori respirar fundo.
- Ainda bem – ela falou aliviada. – Pensei que fosse.
- Mas, quem disse que você vai ficar na casa de Kido-sama?
Saori olhou para Shaka rapidamente, podendo quase que ver um sorriso perverso nos lábios dele e um olhar divertido, demonstrando que havia gostado muito da cara de espanto que ela fez. Abel não havia falado nada de ter que ficar em outro lugar, apenas lhe disse que ficariam mais tempo juntos.
- Você vai ficar no dormitório do quartel – ele falou, vendo-a ficar boquiaberta. – Temos normas e regras por aqui, mocinha – ele falou, severamente. – Não é porque você é irmã do general que vai ser tratada diferente.
- Demo... – Saori tentou falar. – Onii-chan não...
- E pare de chamar seu irmão assim – ele falou, levantando a mão, pedindo para que ela permanecesse calada. – Aqui ele é o general Kido-sama.
O coronel Shaka só podia estar brincando! Era isso, ou ela estava tendo um terrível pesadelo. Além de ter de dormir fora de sua casa, sem sua cama e longe de seu avô, ainda ia ter de chamar seu irmão de maneira tão cordial? Definitivamente, era um pesadelo, e o pior de todos que já tivera.
- Agora entre e vá se arrumar que o evento de comemoração do novo general é essa noite.
Shaka nem esperou ela perguntar ou falar alguma coisa, virou-se e saiu, caminhando pelo corredor da maneira ágil que costumava andar. Saori o viu cruzar a direita e sumir de sua vista, ouvindo apenas os passos dele serem dados no corredor vazio.
- Abel, seu grande baka! – ela retrucou, chutando algo invisível, fazendo uma pequena cena, revoltada com o irmão mais velho.
Depois se acalmar, Saori virou e abriu a porta, vendo um enorme quarto, com várias beliches e contraiu o rosto. Maravilha! Agora estava tudo perfeito. Ia ter que dividir o quarto com todas as mulheres do quartel. Nada poderia ser pior.
Ela viu as garotas que estavam lá dentro pararem o que estavam fazendo e olharem-na, tentando saber quem era a nova companheira de quarto. Saori caminhou para dentro do dormitório, sem graça com os olhares postos sobre si e acenava para as moças.
- Konnichiwa...
As garotas apenas a seguiam com os olhos, vendo Saori se aproximar de uma cama vazia que tinha sobre ela três trocas de roupa. Provavelmente, aquela cama havia sido separada para a nova aluna, já que era a única vazia do lugar.
- Você deve ser a nova aluna – uma garota falou, sentando-se no beliche frente ao de Saori, cumprimentando com um sorriso. – Sou Sayo Esmeralda, prazer.
- Sou Polares Hilda – uma outra jovem aproximou-se e apresentou-se. – Mas, o que você faz aqui? – ela perguntou, curiosa, ao notar que Saori não parecia exatamente feliz em estar ali.
- Eu sou Kido Saori – ela sorriu, sentando em sua cama, fazendo uma careta ao sentir que o colchão era fino demais e nada confortável. – Onii-chan é o novo general desse quartel e quis me trazer para estudar aqui.
- Você é irmã do general Kido Abel? – elas perguntaram ao mesmo tempo, surpresas.
- Hai – Saori sorriu.
- Tenho pena de você – Esmeralda falou num suspiro desanimado.
- Pena de mim? – Saori piscou duas vezes, confusa. – Por quê?
- Acho que ser irmã de Kido-sama é uma pena para qualquer um – Hilda falou, sentindo até um calafrio ao dizer o nome do general. – Ele me dá medo.
- Medo do Abel! – Saori exclamou, surpresa, dando uma gargalhada depois.
As garotas ao ouvirem Saori gargalhar e chamar o general pelo primeiro nome, aproximaram-se dela, curiosas para saber quem era ela para se referir a Kido-sama daquela maneira. Ou alguém muito corajosa, ou alguém completamente desinformada para não saber que era proibido se referir ao general pelo primeiro nome.
- Gamem ne – Saori pediu, limpando uma lágrima que formou em seus olhos de tanto rir. Essa piada tinha sido ótima, quem teria medo de uma pessoa tão gentil como Abel?
- Ele é realmente seu irmão? – uma das garotas que se aproximaram perguntou.
- Hai, hai – Saori confirmou, acenando com a cabeça que 'sim'.
- Eu já o vi duas vezes e ele é tão sério – a jovem falou.
- Ah! – Saori falou, balançando a mão. – Onii-chan é muito divertido e carinhoso.
- E dizem que ele é muito severo e frio – Hilda falou, sentindo um calafrio ainda maior percorrer sua coluna. – Chega a ser pior que o sargento Carlo-sama.
As garotas se afastaram, impressionadas com Saori. Ou não estavam falando do mesmo Abel, general do quartel, ou havia um engano genético muito grande entre os dois. A personalidade deles eram totalmente opostas, nem pareciam irmãos. Abel era discreto e frio, já Saori era sorridente e meiga.
Quando elas se afastaram, Saori finalmente percebeu algo estranho nelas... Elas estavam usando uniformes? Ela olhou melhor e arregalou os olhos. Elas usavam fardas! Saori olhou para sua cama, vendo trocas de roupa sobre ela, quase não acreditando no que via.
- Eu também vou ter que usar uniforme?
- Hai, todos os dias temos que usar a farda – Esmeralda respondeu, ainda sentada frente a Saori, a deixando de queixo caído. – O de calça verde e camiseta branca é para exercícios. Esse azul é para as aulas, e o preto é para eventos e ocasiões formais.
- Mas, tem que ser essas cores sem graça? – Saori pegou o uniforme azul escuro para olhá-lo, deixando uma gota na cabeça de Esmeralda. – Não podia ser rosa ou vermelho?
Esmeralda olhou para ela, se perguntando o que Kido-sama tinha na cabeça para trazer a irmã para o exército. Ela estava tão perdida e não conhecia nada de quartel. Teria que convocar as outras garotas para ajudá-la, e o mais rápido possível se quisessem que Saori permanecesse com vida.
Saori pegou a mala e colocou sobre a cama, abrindo-a e tirando algumas peças de roupa e uma bolsa pequena com brincos e maquiagens, tentando escolher qual colocaria no próximo dia. Teria pelo menos que escolher um que combinasse com sua farda.
- Shaka falou que vai ter um evento hoje aqui – Saori perguntou distraída, olhando as bijuterias que trouxe, não percebendo que a porta se abriu e todas as garotas se colocaram de pé em uma coluna frente às camas. – Que evento é esse, Esmeralda?
Ela esperou por alguns momentos pela resposta, mas ela não veio. Saori virou um pouco o rosto, notando todas de pé e levantou-se também, tentando entender porque estavam daquela maneira.
- O que está acontecendo? – a novata perguntou, olhando para as moças que permaneciam com a coluna reta e quase nem respiravam.
- O que está fazendo fora da fila?
Saori olhou na direção da voz e viu duas mulheres paradas frente à coluna de garotas e reparou que a farda delas eram mais bonitas que a sua. Depois ia reclamar isso com alguém. Por que a delas tinham que ser mais bonita?
A novata viu uma delas parar a sua frente, imponentemente, olhando-a dos pés a cabeça, com uma expressão nada agradável.
- Eu? – ela apontou para si.
- Você está vendo outra pessoa fora da fila?
- Iie – ela balançou a cabeça que 'não'.
- Só responda quando eu mandar – a voz dela ecoou pelo ambiente em tom frio.
- Mas você perguntou e...
- Calada! – ela gritou, fazendo Saori dar um pulo assustada no lugar que estava.
- Fique calma, Shina – a outra mulher falou, levando a mão no ombro de Shina, tentando deixar a capitã da ala feminina calma. – Ela é nova aqui, ainda não conhece as regras.
- Você é boazinha demais, Marin – Shina falou, tirando a mão dela de seu ombro e andando novamente para frente das jovens.
- Como é seu nome? – Marin perguntou.
- Kido Saori e... – ela foi fazer uma reverência, mas se endireitou. Não estava querendo ficar sem graça como ficou na frente do rapaz moreno. – Eu não sei como vocês se cumprimentam, mas, assim que eu aprender, me apresentarei melhor.
- Hum... – Marin arqueou a sobrancelha e Shina riu, divertindo-se com a garota.
- Esmeralda – Shina chamou.
- Hai, Shina-sama! – ela respondeu em tom de voz alto.
- Ensine a essa garota alguma coisa – disse autoritária, olhando para Saori, pensando que ela não duraria muito tempo naquele colégio. Podia até apostar que ela ia desistir na primeira semana. A jovem novata parecia ser do tipo que chorava quando quebrava uma unha.
- Hai! – ela respondeu.
Shina ia começar a falar, mas viu que Saori ainda não estava na fila e rodou os olhos, irritada com ela. Como detestava que as coisas não tivessem da maneira que queria e andou até a novata, puxando-a pelo braço e a colocando ao lado de Esmeralda na coluna, ajeitando Saori – que ainda olhava para os lados, sem saber o que fazer e totalmente perdida.
- Como vocês já devem saber, essa noite vai ser o evento oficial para o novo general, então quero todas prontas uma hora antes – Marin falou.
- Hai, Marin-sama! – todas responderam em coro.
- Descansar – Marin falou antes de sair da sala, sendo seguida por Shina, deixando apenas as cadetes no quarto.
- Saori, você não pode responder! – Esmeralda falou, saindo fora da fila e olhando para ela.
- Ela perguntou! – Saori se defendeu.
- Aqui tudo o que fazemos é cumprir ordens e para tudo tem regras – Hilda falou, saindo da fila também.
- Ai, ai – Saori choramingou num suspiro desanimado, sentando-se em sua nova cama. E ela que achava que fazer pinturas com tinta óleo era difícil. O exército era bem mais e isso porque nem começaram as aulas ainda. Não queria nem imaginar como seria o treinamento militar e os exercícios. – Eu acho que nunca vou aprender.
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Revisão – Feita pela Dany.
Notas da Autora – Konnichiwa, minna-san! Sumimasen pela imensa demora, mas como estou com várias outras fanfics, dei prioridade a que estava mais adiantada, que era a história "Vida bandida". Espero que gostem desse capítulo e, se tiverem um tempinho, deixem um review, certo?
Domo arigatou pelas reviews que recebi! Fico muito feliz em saber que estão gostando. E agradeço também a quem leu e não deixou comentário.
Saori Ogawara – Olá, amiguinha! Tudo bom? Que bom que gostou do primeiro capítulo, espero que goste desse também. Quanto ao seu "chocolate", acho que você percebeu que ele teve uma minúscula participação nesse capítulo, né? Rs.. Obrigada pelo comentário. Beijinhos.
Onime no Suga – Olá! Gostei muito de trocar e-mails com você. Deve ser muito legal mesmo estudar em um Colégio Militar, pena que eu nunca estudei em um T-T. Espero que goste desse capítulo também, mas não estou fazendo a diferente do real, para ficar mais divertido. Obrigada pelo comentário. Beijinhos.
Teella – Olá! Hilary Duff? Eu nunca nem vi esse filme, mas tive a inspiração de escrever essa fic quando assisti o filme da Disney, chamado "Cadete Kelly", com aquela menina loira, e também porque sempre quis estudar em CM. Como você queria, a Hilda deu as caras, mas ainda não sem quem será o par dela, mas prometo não colocar o Siegfried, ok? Rs... Obrigada pelo comentário. Beijinhos.
Lily-chan – Olá... Desculpe-me a demora em atualiza, mas estava dando prioridade a VB. Daqui para frente que você vai dizer: "Coitada da Saori" rs.. Espero que goste desse capítulo também e obrigada pelo comentário. Beijinhos.
Tea Mazaki – Olá, moça! Bem, primeiramente tenho que te agradecer, pois graças as suas gentis reviews quando estava escrevendo "Indo de encontro ao amor" que continuei a escrever, muito obrigada mesmo. Fico feliz que também tenha gostado dessa fanfic e desculpe a demora; como já disse, estava dando prioridade a VB. Obrigada por ler minhas outras fanfics também. Beijinhos. (Obs. Passa seu MSN ou me adiciona para conversarmos mais. Já entrei no seu profile e não tem lá, ok?).
Kisus no Lis-sama
Bai bai
