Capitulo II – o plano esquecido
Os raios de sol que denunciavam a manhã batiam na cara de Tsunade, que lutava desesperadamente para retomar o sonho que tinha tido. Um sonho fantástico em que ela e Jiraya se tinham envolvido durante uma missão. Mas isso não passou apenas de um sonho e provavelmente entre poços minutos ouviria Shizune entrar no seu quarto aos gritos oferendo-lhe o pequeno almoço. Mas enganou-se e sentiu-se feliz por isso quando sentiu uma mão quente a percorrer o seu abdómen. A sanin sabia que Shizune não faria isso e portanto sempre era Jiraya que estava a seu lado. Tsunade virou-se e abriu os olhos, viu Jiraya a olhar para si e a sorrir enquanto lhe passava as mãos no cabelo.
- que foi? – disse ela a corar.
- estava a pensar… nunca pensei que iria conseguir isto… amo-te simplesmente – disse ele com os olhos a brilhar. Tsunade ficou emocionada ao ouvi-lo dizer aquilo e sem mais demora deu-lhe um beijo profundo. Os dois beijaram-se durante muito tempo ate faltar o ar, depois do beijo Jiraya sentou-se.
- gostava muito de ficar assim mas temos uma missão para tratar – disse ele bocejando
- sim… concordo – disse Tsunade levantando-se e começando a vestir-se.
Os dois abandonaram a gruta abraçados com as mãos nos bolsos de traz com as cabeças encostadas seguiram viagem. Desta vez o dia passou muito depressa os dois sanins riam-se, beijavam-se, conversavam pelo caminho, enfim estavam finalmente juntos e felizes. Quando começou a escurecer Jiraya montou a tenda de campismo para descansarem, pois o próximo dia iria ser agitado irão chegar ao esconderijo do Orochimaru. Tsunade entrou e deitou-se de barriga para cima com as mãos atrás da cabeça a fixar o tecto. Jiraya entrou também e fez o mesmo que ela.
- é já amanha… depois regressamos a vila! – disse Tsunade com uma certa excitação na voz.
- é… por um lado parte do meu corpo quer descansar para estar a 100% amanha, mas por outro lado… - disse Jiraya de uma maneira muito provocadora passando a mão na coxa de Tsunade. A sanin sabia que amanha tinha de ter todas as suas forças, mas não podia recusar o pedido de Jiraya visto que também era o seu desejo.
- então vamos fazer o seguinte! Tu escolhes uma coisa que querias fazer, e eu escolho outra, e vamos fazer isso durante 30 minutos.. 15 para uma tarefa e 15 para outra e depois de tudo feito vamos dormir ok? – disse Tsunade com uma cara de safada.
- ok… eu já sei o que quero – disse ele deitando um olhar pervertido a amiga.
- ok diz que eu faço! – disse ela corando um pouco
- quero que me faças uma oral! – disse ele sentando-se.
Tsunade olhou-o de cima a baixo e não hesitou. Foi de gatas direita a ele dei-lhe um beijo ao mesmo tempo que lhe abria as calças rapidamente e começou o seu trabalho.
Enquanto Jiraya tinha os olhos fechados e gemia Tsunade pensava " ele esta a tentar ter já um orgasmo, mas não vai conseguir!, ontem levou horas para ter um!" .
Mas a Sanin estava enganada, pois quando o tempo estava em 14 minutos Jiraya atingiu um orgasmo deixando a boca de Tsunade inundada. Surpreendida a sanin ficou a olhar para o amigo.
- como é que conseguiste? Ontem levaste horas! – disse a Sanin surpreendida.
- eu ontem estava a controlar-me… não queria foce o primeiro e ainda não estivesses satisfeita… - disse ele ainda a suspirar
- huau aguentaste durante horas? Incrível – disse ela começando a desamarrar as suas calças.
- o que queres que te faça? - Disse ele pondo-se de joelhos. Tsunade não respondeu, limitou-se a tirar as calças e a roupa interior, pôs-se de gatas e nesse momento Jiraya percebeu a mensagem o que o deixou louco, pois o Sanin adorava sexo anal. Sem mais demoras o sanin montou-se na amiga e trabalhou durante os 15 minutos. No fim do tempo os dois atingirão os orgasmos e deitaram-se um ao lado do outro abraçados.
Os dois estavam cansados mas os seus corpos queriam mais; só 30 minutos não chegava para matarem a sede de prazer. Os dois olharam-se sem falar, ambos perceberam isso, então Jiraya pôs-se por cima de Tsunade unindo as barrigas suadas, os dois envolveram-se novamente e assim continuaram a noite.
Quando o dia aclarou Jiraya e Tsunade já se encontravam a porta da casa de Orochimaru
- Kuchiyose no Jutsu – disse Jiraya pondo a mão no chão. Quando o fumo desapareceu foi visível uma pequena figura.
- Bom dia Jiraya, que queres de mim – perguntou o filho mais velho do chefe dos sapos.
- entra ali dentro e vê se há guardas, tem cuidado – disse Jiraya preocupando-se realmente com a segurança do amigo.
O pequeno sapo obedeceu, cavou um pequeno buraco debaixo da casa, Jiraya e Tsunade aguardaram na copa de uma arvore próxima. Durante 15 minutos o pequeno sapo não apareceu e Jiraya começava a ficar preocupado.
Ao fim de algum tempo de espera o sapinho apareceu de novo.
- podem entrar não esta ninguém na casa toda! – disse o sapo saltando para o ombro do sanin.
- tens a certeza? – perguntou Jiraya chocado
- sim – respondeu ele.
- não pode ser eles já deviam de ter chegado ontem! – disse Tsunade preocupada.
- vamos entrar – disse a sanin começando a andar
Os dois entraram dentro da casa e o sapo tinha razão não estava lá nada, nem ninguém. A casa estava remexida e vazia, alguém estivera ali antes deles.
- olha isto! – disse Tsunade apanhando um dossier do chão que estava aparentemente esquecido.
- se calhar caiu quando estavam a esvaziar a casa! – disse Jiraya enquanto Tsunade desfolhava o dossier
- que horror! – disse Tsunade a tremer
- que foi? O que é isso? – perguntou Jiraya preocupado
- isto são relatórios das experiencias que o Orochimaru anda a fazer… ele … ele anda a utilizar corpos… - disse ela com a voz a tremer
- para que? – perguntou ele com uma expressão pesada na cara.
- para se transferir.. ele quer ficar imortal… - disse a sanin fixando Jiraya.
O sanin engoliu em seco, nunca pensou que o ex companheiro de equipa fosse capaz de tal imoralidade.
- que cheiro é este? – perguntou Tsunade fechando o dossier
- isto é cheiro a pólvora! – disse o sapo no ombro de Jiraya
- espera la… A POLVORA EXPLODE! – gritou ele agarrando a mao de Tsunade e começou a correr a escada a cima e no preciso momento em que o ninja empurra a porta para o exterior a casa atrás deles rebentou com um estrondo forte, fazendo com que os dois sanins caíssem no chão.
- foi por pouco – disse Tsunade sentando-se no chão
- eles já sabiam que alguém vinha aqui e por isso armadilharam a casa e tiraram tudo o que era importante… mas no meio da fuga deixaram cair isso – disse Jiraya apontando para o dossier que Tsunade ainda segurava nos braços.
- vamos mostrar isto ao Hokage quanto antes! – disse a sanin pondo-se de pé.
Desta vez não houve tempo para se envolverem durante as noites pois correram para Konoha seguido sem pararem durante noites e dias.
- humm isto é serio! – disse o Hokage analisando a documentação.
- talvez ele ande a procura de alguém em Konoha para se transferir… daí ele vir para tão perto… - Disse Tsunade com uma cara seria, tentando esconder o cansaço. Jiraya não se preocupava com isso pois já dormia profundamente na cadeira do escritório do hokage.
- ainda bem que conseguiram isto, vai ser muito importante e se realmente quer alguém de Konoha ele tem de vir buscar e aí nos atacamos. Ate lá vocês vão descansar. – terminou o hokage olhando para Jiraya. Tsunade deu uma cotovelada ao sanin que deu um salto na cadeira.
- sim senhor! – disse ele ainda ensonado.
Os dois sanins saíram do escritório e caminharam lentamente ate saírem do edifício
-ahh só vejo a minha cama – disse Tsunade bocejando
- queres vir ate a minha casa? – disse Jiraya amavelmente
- Jiraya estou cansada e suja, já não tenho força para estar a ter brincadeiras eróticas - Disse Tsunade agarrando o braço do sanin e encostando a cabeça ao ombro.
- não é isso, era só para tomarmos um banho e descansarmos juntos… não consigo estar longe de ti. – disse ele muito romântico encostando a sua cara a cabeça de Tsunade.
A sanin adorou o convite e aceitou. Os dois caminharam lentamente, agarrados ate à casa do sanin, já no apartamento os dois deslocaram-se ate à banheira deixando as roupas pelo caminho.
Durante o longo banho os sanins abraçavam-se, massajavam o corpo, acariciavam-se beijavam-se, houve uma certa brincadeira erótica pela parte dos dois, suspiros, gemidos e prazer. Jiraya encostou Tsunade a parede da banheira levantando-a ligeiramente enquanto penetrava a sanin, Tsunade apertava o pescoço de Jiraya com força, enquanto lhe enterrava as unhas nas costas. Após atingira rapidamente a excitação máxima e os respectivos orgasmos, os sanins acabaram de tomar banho.
No fim do banho, os dois sanins limitaram-se a vestir a roupa interior e deitarem-se abraçados, rapidamente adormeceram.
No dia seguinte os dois sanins acordaram e saíram para os respectivos trabalhos.
- estas toda contente – brincou Shizune enquanto Tsunade vestia a bata para ir trabalhar.
- sim… posso dizer que sim – respondeu Tsunade não escondendo a alegria que tinha.
- do que é que estas a espera! Conta-me tudo! – pediu Shizune impaciente.
Tsunade cedeu e contudo a amiga tudo, mas mesmo tudo, do que havia para contar. A manha passou-se calma e sossegadamente, Tsunade e Shizune foram para a sala de descanso fazer uma pausa enquanto bebiam café, e Tsunade continuou a contar.
Entretanto ouviu-se bater a porta, Tsunade reconheceu a silhueta e comprimiu os músculos da cara enquanto se dirigia para a porta preocupada.
- que se passa? – perguntou ela ao abrir a porta a Jiraya
- eu vim despedir-me! – disse ele com a voz fraca. O coração de Tsunade parou e esta ficou sem reacção. Ao ouvir isto Shizune deu um pulo no sofá e virou-se para traz.
- dês..des..despedir? – gaguejou ela começando a tremer.
- sim eu vou para uma missão agora, só volto daqui a duas semanas… - disse ele coçando a cabeça mostrando um ar de quem estava aborrecido com o trabalho.
- ahh… de repente assustaste-me! – disse ela sem hesitar
- calma, tu és a minha flor de estufa… nunca te vou deixar agora que és minha – sussurrou Jiraya ao ouvido da sanin enquanto lhe dava um forte abraço. Tsunade retribuiu o abraço e em seguida beijaram-se. Foi o primeiro beijo que Shizune presenciou e como tal não conseguiu parar de olhar. Depois da despedida Jiraya foi-se embora e Tsunade voltou ao trabalho.
- que seca ele agora ir-se embora não é? – perguntou Shizune enquanto seguia Tsunade com processos de doentes.
- pois – respondeu ela sem mais pormenores.
Passou-se uma semana desde a despedida de Jiraya, as duas ninjas medicas estavam em casa a jantar na cozinha, Tsunade enquanto brincava com a comida no prato suspirava.
- hey calma, já se passou uma semana, é só mais uma… - disse Shizune tentando animar a amiga.
- as saudades apertam Shizune… - respondeu a amiga com um suspiro
- pois estou a ver… isso é tudo amor? – brincou ela comendo um bocado de carne.
- claro… só o quero a ele. E também sei que ele me quer igualmente – respondeu Tsunade dirigindo-se para a janela fixando a lua.
- sim isso é certo… - concordou a amiga.
- mas está quase… quando ele voltar, para ele eu vou correr, e também sei que ele virá para mim, o Jiraya sabe que estou aqui… alem da eternidade, eu sei que o vou amar… embora este destino mau queira-nos separar – Shizune levantou a cabeça sem interromper a amiga, Tsunade continuou – tenho sofrido tanto, pensando onde estarás, que deus me leve a onde tu estas… o nosso elo é tão grande que não se romperá, e vai durar toda a vida e muito mais, eu procuro-te tanto e espero-te tanto, eu vou-te encontrar e tu vais-me achar, e então eu juro prometer, jamais vou-te deixar, maior que a eternidade, será o nosso amor, e eu vou-te acompanhar para onde fores.
- hey calma, ele virá em breve – disse Shizune tentando animar a amiga, Tsunade somente sorriu.
Mas Shizune tinha razão, passado mais 4 dias Jiraya voltou para Konoha e foi a correr para a sua Tsunade. Nesse dia a sanin tirou uma folga do hospital e passou-a inteiramente com o seu amado.
- então e ninguém ficou ferido? – perguntou Tsunade com a cabeça em cima do peito despido do sanin fixando-o enquanto este lhe passava a mão na barriga também despida.
- já te disse que não foi um mini combate, nos rebentamos logo com eles – respondeu Jiraya sossegando a sanin.
- eu não quero que te aleijes! – disse Tsunade nervosa.
- claro que não… eu tenho sempre cuidado – respondeu Jiraya sentando-se na cama dando um beijo profundo a Tsunade.
Os dois passaram o resto do dia a namorar e a matar saudades um do outro e não havia duvida que finalmente eles estavam felizes.
