Depois de alguns segundos e Mary processar o acontecimento, ela andou rapidamente até o outro lado da cama e se sentou na borda,e levando as mãos levemente a bochecha dele, fazendo um leve carinho.

- Ele é lindo.

Jhon sorriu:- Puxou a mãe.

- E ao pai.- disse Mary dando um sorrisinho, era algo irreal estar ali, vendo seu filho adulto e conversando com seu marido, tentou deixar a razão de lado e apreciar o momento.- Ele está um pouco quente e com alguns arranhões.

- Sammy.- chama Jhon baixinho, mais ele não acordou.- Eu acho que ele não está bem.

- Eu também tenho a sensação que não.- disse Mary preocupada.

- Afinal, onde está o Dean?- disse Jhon se levantando e indo ver se o seu filho mais velho estava no quarto dele, abriu a porta, o quarto continuava igual a antigamente:- Acho que eles não estavam morando aqui, o que infernos está acontecendo?- perguntou a si mesmo. por impulso enfiou a mão no bolso da jaqueta, claro que seu celular não estava ali, mais não custava tentar.

- Tenho que ligar para o Dean, será que ele mudou de celular?

Ele desce as escadas e ver o telefone, disca o número do filho, que se lembrava de côr, o ruim seria fazer Dean acreditar que era ele.

Chamou...

- Alô.

O coração de Jhon acelerou ao ouvir a voz de Dean, bom, pense Jhon no que falar.

- Oi Dean.

- Quem está falando?

- É o Jhon, filho.

A linha foi cortada.

- Eu já devia saber que ele ia fazer isso.

Jhon subiu as escadas, desapontado, voltou para o quarto de Sam:- Ele não acreditou que era eu.- disse com um sorrisinho.

- Jhon, acho que deviamos chamar um médico, o Sammy está com umas queimaduras no braço e barriga.

- Você tem razão meu amor.

Mary encarou ele, nossa, ela pensou que nunca mais fosse ser chamada assim, sentiu sua barriga se remexer, e então deu um sorrisinho.

- É Mary, você sempre será meu amor.

Mary se levanta e vai rapidamente até Jhon, o abraçando:- Eu te amo Jhon, me promete que o quer que seja isso, vai durar.

Jhon não podia cumprir o que não podia, mais queria o mesmo.

- Eu vou fazer o possível, pode ligar para um médico?

- Eu preciso de um médico de confiança para olhar meu filho.

- Eu só não sei qual, estou perdido aqui também. Vou ver se o Bobby atende a minha ligação.

Jhon desceu as escadas novamente, esperando que Bobby atendesse:- Bobby Singer falando.

Jhon deu um sorriso, lembrando-se do amigo:- Hey Bobby, eu sei que isso é uma tentativa frustante, mais é o Jhon, e eu espero que você não desligue a porra do telefone pois preciso de sua ajuda.

- Jhon?

- Sim amigo.

- Você não espera que eu acredite nisso, espera?

- Bobby, quem mais podia ser? Eu não acreditaria, se fosse eu, eu já liguei para o Dean, mais você conhece o garoto.

Bobby coçava as mãos não querendo acreditar, mais sentia que era verdade, estava se sentindo péssimo, afinal Sam tinha acabado de se jogar no buraco, e queria desligar a porra do telefone e começar a beber novamente, mais sentia de verdade.

- Eu não posso estar acreditando nisso...

- Pode, Bobby, eu preciso de sua ajuda, pode vim na minha casa em Lawrence e eu te explico, por favor, venha.

- Estou indo.- desligou, e por mais que podesse se arrepender disso, tinha que tirar a cabeça de Sam.

Jhon voltou para o quarto e viu que Mary passava um pano molhado pelas queimaduras no corpo de Sam.

- A ajuda está vindo.

- Um médico?

- Não, um amigo, mais eu vou comprar uma pomada para queimaduras, ele continua na mesma não é?

- Sim.- disse Mary sem ânimo.- Eu decidi passar gelo, posso amor?

- Você é a mãe dele, Mary, claro que pode.

Então Jhon desceu as escadas e abriu a porta, a rua em que morava, será que os vizinhos eram o mesmo? Não ligava, ninguém ali sabia que ele tinha morrido, podia dizer que havia voltado, foi até a garagem e viu que seu caminhão não estava, acho que eu vou ter que andar, que ótimo. Foi na casa do vizinho e tocou a campainha, a bela mulher abriu a porta:- Olá.

- Oi, a senhora sabe onde tem uma farmácia aqui perto?

- Tem uma, duas esquinas daqui, ah, e é senhorita.- disse ela dando uma piscadela nada discreta.

- Ah, então muito obrigada.- disse dando um sorriso.

Ele começou a andar ainda sorrindo, não que ele tivesse gostado da mulher, mais ela devia ser quantos anos mais nova? Eu ainda estou bonitão.

Logo chegou na farmacia e pediu a um homem, uma boa pomada contra queimaduras.

- Tem vários, posso ver o estado da queimadura?, assim seria mais fácil indicar um.

- É que não é para mim, é para meu filho, ele está em casa.

- Podia pedir a uma enfermeira que trabalha aqui ir lá, mora perto?

- Aham.

- Então eu vou chamar ela.

Ele voltou segundos depois, era uma bela garota, tinha cabelos ruivos, um corpo desenhado, e devia ter a idade de Dean.

- Oi meu nome é Kelly.

- Oi Kelly, eu sou o Jhon, bom, podia ir comigo na minha casa ver as queimaduras de meu filho?

- Claro senhor.- disse ela pegando sua maletinha.

Os dois sairam da farmacia conversando.

- Kelly, é o seguinte, eu e minha mulher viajamos o fim de semana, e ao voltarmos hoje, encontramos nosso filho desmaiado e com algumas queimaduras, e ele não acorda.

- Nossa, e por que não o levam a um hospital?

- Não sabemos direito o que ocorreu.

- Eu sou apenas uma enfermeira, então vou ver o que posso fazer, eu conheço um médico, ele é muito bom...

- A senhorita podia chamar ele, eu sou meio que novo na cidade.

- Meio?

- Sim, eu morava aqui, mais isso tem uns 23 anos.

- Ah, então pode contar comigo e bem-vindo de volta.

Jhon abriu a porta. kelly o seguiu até as escadas e depois até o quarto de Sam, Mary fazia um cafuné em Sam.

- Oi, eu sou a Kelly.- disse a garota sorrindo.

- Ela é enfermeira, vai ver o que pode fazer pelo Sam.

- Ah, muito obrigada.- disse Mary sorrindo e mandando ela se aproximar.

Kelly topou na pele de Sam e viu que ele estava um pouco quente, tirou o termometro da maletinha e colocou embaixo do braço dele, depois começou a olhar as queimaduras do seu corpo.

- Bom as queimaduras estão feias, eu vou ligar para o Jack.- disse ela sem tirar os olhos do belo corpo de Sam, depois tirou o termometro:- A temperatura está alta, mais nada demais, não é devido a ela que ele está desmaiado, a boca dele está ressecada, acho que ele estava num lugar bastante quente, eu não sei muito bem o que fazer, o Jack é bem melhor, recomendo essa pomada.- disse ela entregando a Mary- Ligarei para ele, deve estar aqui antes da noite.- Disse se levantando e saindo.

Alguém toca a campainha, Jhon vai atender, achando que fosse Jack:- Jhon?- era Bobby, de boca aberta.

- Oi Singer, entre.

Inesperadamente, Jhon sentiu sua pele molhada, sim, Bobby tinha jogado água benta nele:- Sou eu cara.- disse secando seu rosto.

Então Bobby entrou:- Jhon.- repetiu e deu um abraço no amigo.

- Jhon, corre aqui.- era Mary chamando.

Jhon corre para a escada chamando Bobby, ele entra no quarto, Mary sentada ao lado de Sam, que se remexia:- Acho que ele está acordando.

Jhon senta ao lado de Sam, e olha para a porta, para encontrar Bobby parado e branco, muito branco.

- Que infernos está acontecendo aqui?

- Adorariamos saber.- disse Mary.

- Mary?

Mary afirmou coma cabeça.

- Isso é demais para mim.- disse Bobby seguindo pelo corredor.

- Vou falar com ele.- disse olhando para Sam que havia parado de se mexer.

Bobby estava sentado no sofá, com as mãos na cabeça:- Bobby?

- Jhon, mim responda, os Winchesters veio para o mundo com a missão de me enlouquecer?

Jhon se sentou ao seu lado e Bobby se levantou indo em direção a porta.

- Bobby, não vá, você é a única ajuda.