N/A: Oiiiiiiiiiiiiiiiiiii o que acharam da história?? Bom... aí vem a continuação!
Espero mtos reviews!!
Reencontrando o Passado
Assim que abriu um pouco os olhos, uma luz a cegou, fazendo com que os fechasse imediatamente. Tomando coragem, abriu-os devagar, querendo descobrir de onde vinha tanta luz, atrapalhando seu sono, que há tanto tempo não tinha. Uma olhada no aposento em que estava a fez descobrir que era apenas o sol, entrando por uma janela entreaberta.
Percebeu alguns contornos, mas não identificou o que exatamente era. Sentiu-se quente e confortável, e concluiu que deveria estar em uma cama, coberta e seca. Já não sentia frio. Nem sozinha. E não entedia o porque.
- Fico alegre em ver que você está viva Lily – a voz era grave e de um ótimo humor. E Lílian, com um assomo de susto, a reconheceu imediatamente. Era Potter. – Você dormia tão profundamente que eu duvidei que você acordasse algum dia. Você dormiu a noite toda e boa parte do dia também.
- Onde está a minha roupa? – Lily perguntou baixinho, assim que percebeu que estava apenas com a sua camisola de seda rosa.
- Você estava toda molhada, e tinha medo de que você pegasse uma gripe de dragão ou coisa parecida. Eu fiz com que Pedro às lavasse e as secasse para você, mas acho que elas não têm mais jeito. Rasgaram-se assim que você caiu desmaiada.
- E quem foi que me trocou? – ela perguntou, temendo a resposta. James corou e Lílian previu o que ele ia falar.
- Bom... – começou com um sorriso sapeca. Sentia falta disso. – Os únicos neste navio que você conhece somos Sirius, Pedro, Remo e eu... bom, eu me dispus a fazer este pequeno sacrifício... É o dever de um capitão... – e sorriu maroto.
- Pequeno sacrifício? O que você fez comigo Potter?
- Juro que nada Lily – ele disse serio. – Ao te ver desmaiada, pálida e toda suja, minha única preocupação era te deixar bem. Nem me passou esse tipo de coisa pela cabeça. – Lílian o olhou rapidamente, deixando este assunto de lado. "Pelo menos ele me deixou de camisola e não pelada".
- Você mudou bastante Potter – ela disse ainda observando-o.
Apesar de fazer apenas dois meses que não se viam, James estava mais alto e mais forte. Estava mais adulto. Os cabelos arrepiados e os olhos amendoados, quase verdes, continuavam os mesmos, porém o corpo... Lílian sacudiu a cabeça a tempo de ouvir-lo dizer:
- Você também Lily... Você virou uma linda mulher – Lílian corou. Ele estava fazendo insinuações ou era impressão dela?
- Me diz que quando você me trocou, você estava com os olhos fechados! – ela quase implorou.
James segurou um olhar divertido. Os olhos de Lily sempre o fascinara.
- Se isso faz você se sentir melhor, sim eu os fechei...
- Não minta para mim James Potter! – Lílian disse enquanto o olhava acusadoramente.
Ele levou a mão a boca, para tapar o sorriso.
- Já disse, estava apenas preocupado com seu estado de saúde Lily, você estava muito gelada e fraca. Tinha que fazer você se sentir quente, e com aquela roupa não daria. Acredite em mim, não sou nenhum safado...
- Também não é cego! – ela disse, sentindo-se humilhada.
- Não, não sou – ele reconheceu rindo. – Em outra circunstancia eu amaria ver você assim do jeito que eu vi, mas eu estava perturbado pelo seu bem estar.
Lílian escondeu o rosto corado olhando para a parede. James sempre fazia essas insinuações com ela, sempre as brincadeiras. Mas ele nunca a tinha visto tão sem roupa quanto na noite anterior.
- Você quer comer alguma coisa? – perguntou o rapaz mudando de assunto. – Eu acharia uma boa idéia se você esperasse mais um pouco para jantarmos juntos e conversarmos sobre o que te aconteceu.
- Você já sabe? – ela perguntou, os olhos marejando. Estava muito sentimental esses dias.
- Sim Lily já sei de tudo... – ele sentou-se na cama onde ela estava deitada. – Ivy me contou o acontecido com sua mãe, o estúpido do seu cunhado e os seus planos de ir comigo para Inglaterra.
- Como você conhece a Ivy? – ela perguntou assombrada. – Nunca apresentei vocês...
- Bom... após chegar aqui naquele estado, eu e Sirius fomos em busca da sua família. Porque não contou para ninguém sobre sua mãe Lily? Porque? – ela abaixou a cabeça.
- Era uma coisa minha, não queria que se espalhasse... – respirou fundo. – Foi um engano, eu sei...
- É, foi mesmo... – ele olhou-a carinhoso. – Mas te perdoamos por isso. Então, chegamos lá, e Ivy fez o favor de nos contar tudo o que estava te acontecendo. Queria ir atrás daquele filho de uma dragoa do Dursley, mais Sirius me fez ver que eu tinha que cuidar de você primeiro.
Lílian sorriu agradecida. Apesar do rolo que tiveram no quinto ano separarem ambos, James sempre continuou a protege-la, mesmo sabendo da repudia que a garota sentia por ele. Um silencio cômodo se instalou. Mas tinha apenas uma coisa que Lílian queria saber.
- Então... – começou baixinho. James virou o rosto para Lily. – Você me daria essa ajuda? Assim que chegar na Inglaterra eu começarei a trabalhar e te pagarei tudo, juro que sim...
- Lily, deixe de ser idiota – ele sorriu. – Receio não poder te levar comigo no Marotos – ela olhou-o intrigada. – É o nome do navio...
- Ah... e porque não?
- Este é um barco mercantil Lílian, apenas homens, marujos, navegam nele. Eu temo que não seja o melhor transporte pra você.
- Esta dizendo que eu não sei me defender por ser mulher? – ela perguntou, começando a se estressar.
- Nunca me passaria pela cabeça te dizer isso – ele respirou. – Apenas que aqui neste barco existem quase cinqüenta homens que passam três meses sem ver nenhuma mulher. Carregar uma a bordo seria um tanto quanto arriscado.
Lílian bufou. O instinto protetor de James estava agindo. E ela odiava isso.
- Não fique brava comigo Lílian, estou apenas te ajudando...
- Me ajudaria me levando para a Inglaterra com você... eu não tenho medo dos seus – e fazendo aspas com as mãos disse: - marujos!
Ele revirou os olhos. A teimosia de Lílian era um charme, mas as vezes era ... irritante.
- Eu vou te mandar para a Inglaterra Lily... – ele respirou fundo. As seguintes palavras pesaram em seu coração. – Mas não comigo...
- Com quem então? – perguntou, sendo submetida de um estranho aperto no peito.
- Com o Capitão Preweet. Ele a levará com segurança até o seu destino...
- Mas... bom... eu não tenho...
- Não acabe de dizer isso ou me ofenderá gravemente – ele a olhava sério. – Eu pagarei tudo o que você precisar...
- Mas quando eu chegar la eu te devolvo!
- Sem cobrar nada – ele terminou como se não tivesse sido interrompido. Lílian ia retrucar, porém James foi mais rápido – Seu malão está ao lado de minha cama, se você quiser tomar um banho, o banheiro é logo naquela porta. Vista-se para que possamos jantar – ele sorriu. Já estava quase na porta quando virou-se. – E Ruivinha, foi bom te ver...
Ela apenas sorriu.
Lílian levantou-se e só então percebeu como era o camarote de James. A decoração era perfeita, toda feita com moveis antigos e escuros. Uma escrivaninha, um guarda roupa e uma cama, tomavam a maior parte do espaço. Adentrou na porta que ele lhe mostrara e viu que tinha bom gosto. O banheiro era em mármore preto, e uma linda banheira prata contrastava com o piso. Lílian amava banheiras. Logo ligou a torneira e começou a se despir, entrando em seguida. Estava la durante algum tempo, quando um fio cobre chamou sua atenção. Logo reconheceu sendo um fio de cabelo cobre de sua cabeça. "Mas ele está com um coque...". O choque foi expressado em seu rosto.
- Ele me... banhou? – sussurrou assombrada. – Meu Merlin, ele me deu banho! Banho!
A idéia de que Potter tenha tido tal intimidade com ela pôs suas bochechas vermelhas. Tinha vontade de mata-lo para ter sua dignidade de volta. Com esses pensamentos saiu da banheira e foi até o seu malão. Os pensamentos das mortes mais cruéis para Potter fervilhavam em sua mente. Colocou um leve vestido amarelo com uma sandália baixa. Penteou os cabelos e assim que acabou seu ato, ouviu batidas na porta.
- Ta vestida Lily? – era ele. – Posso entrar?
- Sim, claro – ela disse tremente de raiva, se assegurando de que seu vestido tivesse um comprimento adequado. Logo suspirou, de que adiantava se ele já tinha visto tudo? Suas bochechas coraram novamente.
James entrou e deixou a porta aberta para que a comida, que flutuava, entrasse também.
- Você está prestes a provar a melhor comida de todos os tempos Lily – ele disse feliz, enquanto organizava as coisas. – Philippe, nosso cozinheiro é realmente bom, Sirius que o diga.
- Não vi Sirius ainda, nem Pedro... – ela sentou-se a mesa com James. – Você disse que os dois estavam aqui, e Remus?
- Bom, Remus deve voltar hoje a noite ainda, você sabe... – ele baixou o tom de voz. – Lua cheia...
- A ta... e Sirius?
- Bom, quando ficamos ancorados Sirius corre para matar saudade de seu Hobbie preferido, sabe como é, uma vez cachorro, sempre...
- Cachorro... conheço a raça – ela disse cortante no momento que um homem entrava.
- Ah – James levantou-se. – Este é o Philippe, Philippe, esta é a senhorita Evans...
- Mas ela é a maior beleza do globo terráqueo capitaine – disse sorrindo. James fechou a cara. Lily, percebendo que o homem era de origem francesa, resolveu provocar um pouquinho o maroto. Vingança não fazia mal a ninguém.
- Enchanté de faire votre connaissance, monsieur Philippe..
O bigode de Philippe mexeu quando ele sorriu abertamente admirado com a capacidade de Lílian falar francês fluentemente.
- Por favor, se não se importam, eu não sei francês, porque não falamos inglês? – comentou um irritado James, Lily sorriu.
- Excusez moi capitaine ... – começou o cozinheiro.
- Philippe, por favor! – exclamou.
- Perdão capitaine me emocionei ao ver alguém falando meu próprio idioma.
- Contenta-te que você consegue – retrucou mal educado. – Sei que a senhorita Evans – Lílian ergueu a sobrancelha. – É linda, mais é minha hospede, e não quero que a assustes com o seu fogo.
- Perdão Capitaine nunca desejaria tal coisa.
- Mais você não me ofendeu Philippe, não se preocupe – disse Lílian, contrariando James. Este lhe lançou um olhar gelado. Philippe sorriu e serviu a comida. Assim que saiu, Pontas se virou para Lílian.
- Sabe Lily...
- E o senhorita Evans, onde foi parar? – ela perguntou risonha.
- Você não pode me desautorizar assim na frente dos marujos – ele concluiu, ignorando-a.
- Esta pedindo pra que eu fique quieta quando estou na presença deles?
- Nunca... apenas...
- Abaixe a cabeça e aceite o que você fale? – levantou uma sobrancelha. – Acho que você está me confundindo Potter...
James suspirou. Lílian definitivamente não poderia viajar com eles.
- É que Lílian, você não pode dar trela pra esses homens, eles são impossíveis...
- Você ainda esta vivo, pelo que posso ver.
Ele bufou.
- Ta ok, faça o que quiser sim? – e começou a comer. Lílian sorriu vitoriosa começando a jantar também. Tinha tanta fome!
Em um momento do jantar, sem nenhum tipo de cerimônia, Sirius adentrou o aposento. Quando percebeu a presença de Lily sorriu abertamente, indo até a amiga e abraçando-a fortemente.
- Senti sua falta ruiva... – disse para a garota enquanto se separavam.
- Eu também Sirius, muitas... – ela sorriu. – janta com a gente? Ou também tem que pedir autorização para o Capitaine? – e sorriu encarando James. Sirius olhava de um para o outro sem entender nada.
- O que? – perguntou confuso.
- Nada Almofadinhas... – respondeu-lhe. – Lílian estava apenas brincando.
- Ah sim... – e voltou a sorrir.
- Me conte o que tem feito Sirius – pediu Lily enquanto bebericava de seu vinho.
- Bom, você sabe... trabalhando com o Pontas aqui no nosso negócio...
- Ah... então você também é um Capitaine? – ela perguntou surpresa. Sirius novamente olhou para James. Este encarava Lílian abertamente.
- Ok... – disse o moreno de olhos azuis. – O que aconteceu hoje que eu ainda não estou sabendo?
- O seu amiguinho... – começou Lílian antes que James o fizesse. – Quer começar a dizer o que eu tenho que fazer ou não, inacreditável, não acha?
- Não é nada disso Lílian! – retrucou o maroto. Sirius olhava de um para o outro como se estivesse assistindo um jogo de tenis. – Eu apenas disse pra você não dar trela para esses homens, eles são...
- O que? – ela perguntou desafiadora. – E outra, eu não estava dando trela nenhuma, eu estava apenas sendo simpática, coisa que você – e apontou o dedo para ele. – Tem que aprender a ser mais vezes...
- Ora essa... – ia começar James, porém Sirius o interrompeu.
- Eu estava com saudade das discussões de vocês... – ele sorriu saudoso. – Sentimos muito sua falta Lily, e de Alice e Lisa também. Como elas estão?
- Ah bem... Alice viajou essa semana para a França e Lisa segue com seu treinamento para auror na Inglaterra... as duas estão bem... – respondeu esquecendo-se da discussão.
- E você Lily? – ele perguntou curioso. Logo os olhos da garota se anuviaram. Por este pequeno período parecia ocupar a vida de outra pessoa, e não a sua mesma. Mas aquela pergunta de Sirius fez a realidade cair sobre ela como uma bomba. – O que aconteceu? – Ele perguntou a Tiago.
- Bom...
- Minha mãe faleceu há dois dias atrás – ela começou.
- Meus pêsames Lily... fiquei sabendo ontem, confesso, mas te ver hoje tão bem não tinha me dado coragem de perguntar-lhe algo assim – Sirius disse, acariciando a mão da amiga.
- Tudo bem Sirius... – ela sorriu. – Eu sei que mamãe está bem. O que me preocupa de verdade é Petty... – James revirou os olhos. Sirius bateu a mão na mesa indignado.
- Como Lílian? Olha tudo o que essa mulher está fazendo você passar!
- Mas Sirius, ela é minha irmã, entende? – suspirou cansada. – Ontem eu tinha raiva dela, mas hoje, pensando bem, eu vejo que minha irmã foi manipulada pelo Ogro de seu marido.
- Lílian não seja tão inocente – disse-lhe James. – Para chegar a casar-se com ele ela não poderia ser melhor.
Lílian silenciou. Ele tinha razão. Mas ela queria que não tivesse. Será que eles não entendiam que Petúnia era a única família que lhe restara? Sirius respondeu por ela.
- Sabe, não é como se fosse o fim do mundo, digo sua irmã. Eu também achava que tinha ficado sozinho quando sai de casa. Mas acabei descobrindo que família é quem cuida e gosta da gente e não quem tem laços sanguíneos.
- E você pode ter certeza Lily, que por mais que briguemos e que você me odeie ao extremo – Jamessorriu compreensível. – Os marotos sempre estarão aqui por você. Sempre. E nós seremos a sua família agora. Espero apenas que sua mãe aprove.
- Ela aprova – Lílian também sorriu.
- Então falemos de coisas melhores... – anunciou Sirius. – Você não tem nenhuma amiga bonitinha aqui não, ruiva, assim, pra eu passar as últimas horas junto?
Todos riram. Ele era Sirius.
Algum tempo depois, Almofadinhas saiu do aposento com a desculpa de ter um encontro com um comerciante. Lílian riu.
- Do que você está rindo? – perguntou-lhe James.
- Um encontro com um comerciante? – ela abanou a cabeça negativamente. – Às dez horas da noite?
- Bom... a mulher que esta negociando conosco tem uma pequena queda pelo Sirius, e ela não é de todo feia... – ambos sorriram. – E o contrato que estamos fechando com ela é realmente bom.
- Sirius comentou comigo por carta que vocês fizeram uma viagem à Rússia... – ela disse enquanto experimentava a sobremesa. – Como é lá?
- Não como você supõe, tenho certeza. Posso dizer que é frio e tudo o que você consegue ver é branco...
- Tão chato assim?
- Mais ou menos... – ele deu um sorriso sonhador. – Mas os navios de lá são os melhores. Eles inventaram um feitiço em que não há em nenhum outro lugar do mundo, que faz com que seus barcos naveguem velozmente. É realmente um sonho.
- Eu sempre acreditei que você fosse ser jogador de quadribol ou auror. Nunca comerciante. Você nunca despertou interesse por isso – ela comentou casual.
- É... mas assim que saímos de Hogwarts, vovô propôs uma viagem a mim e a Sirius, neste navio dele mesmo. Ele pretendia fazer com que nos interessássemos pelo ramo e seguíssemos com sua empresa. Não preciso dizer que foi completamente bem sucedido. Sirius e eu amamos a liberdade que este emprego nos oferece. A oportunidade de conhecer novos lugares sempre, sem contar a boa remuneração. Não tardou muito, chamamos Pedro e Remo para vir conosco. É um modo de ficarmos sempre unidos. Pedrinho adorou, ele ama o mar. Já o Remo nem sempre pode vir, por causa de seu probleminha peludo – Lílian riu. – Sirius sempre se aventura comigo, e papai cuida da parte burocrática em Londres.
- Deve ser mesmo bem legal...
- É sim... – ele encheu as taças de vinho, quando percebeu que o liquido tinha acabado. – Mas não para uma donzela...
- Mas você também não sente saudade? – ele a olhou intrigado. – De ter uma família, sei la, uma casa sempre pra qual voltar...
- Mas eu tenho uma casa...
- Eu digo uma casa só sua – ela explicou melhor.
- Uma casa só minha. Comprei-a a poucos dias. Fica em Godric's Hollow. Não é uma mansão, mas é algo confortável e bonito.
Lílian sorriu. A vida de James tinha tomado um rumo tão diferente do que ela tinha imaginado. E a dela também.
- Eu tenho desejos também Lílian, de ter uma família sabe – seu olhar fuzilou o da ruiva. Ela sentiu-se corar. – De chegar em casa todos os dias e ser recebido por minha esposa – Lílian revirou os olhos. – Ok... de chegar em casa todo dia e ver que minha esposa esta chegando também, e ambos exaustos ainda brincaremos com nosso filho, ou filha... e depois o jantar em família, as noites juntos, os aniversários, as brigas, os cachorros... Eu quero ter tudo isso. Eu um dia vou ter tudo isso.
- Mesmo que isso seja desistir do seu trabalho?
- Porque?
- Não me parece legal ter um marido que passa três meses fora e apenas uma semana em casa... – ela disse calmamente.
- É... eu também não ia gostar.
- Pois bem... mas isso são suposições, coisas que poderão acontecer, mas somente no futuro – ela respirou. – Este doce esta uma delicia, quase igual ao que mamãe fazia. Pena que ela colocava uva passa. Eu odeio uva passa.
James riu.
- E eu odeio amora... e isso aqui ta cheio de amora – ela também riu, porém esqueceu que uma amora estava na sua boa, e engasgou-se. Rapidamente James se levantou e colocou as mãos de Lílian para trás, pedindo para que ela se levantasse. Ele a apertou na altura do tórax, fazendo com que a amora voasse. Embaraçada pela proximidade com o rapaz, Lílian se apressou a distanciar-se dele, porém tropeçando em seus próprios pés. James em um ato digno de apanhador experiente, socorreu-a novamente antes que caísse. Durante alguns instantes, Lílian se sentiu segura naqueles braços. Segura como não se sentia desde a morte de sua mãe. E também sentiu a resposta dada pelo corpo do rapaz devido a proximidade.
Ambos se separaram bruscamente, como se um choque tivesse acontecido. Nunca sentira tamanha necessidade de estar próximo de Lílian e isto o assustava, e apenas tornava mais forte sua decisão de mandar-la para Londres com Preweet. Como era possível uma menina, em apenas dois meses, se converter em uma mulher tão digna de desejo como ela? Cada gesto seu mostrava uma sensualidade casual. Uma sensualidade natural. Com esses pensamentos em mente, James se pronunciou:
- Sairei por alguns momentos, se você se sentir cansada, pode dormir, não tem necessidade de me esperar – e sem dizer mais nada saiu do aposento. Precisava de ar frio. E água também.
Já era manha quando o maroto mandou um marujo para caso Lílian necessitasse algo.
- Pode entrar... – disse a garota ao ouvir batidas na porta.
- Desculpe srta. Evans – ele fez uma reverencia e encarou-a. Sua boca ligeiramente aberta. Lílian corou. – Hum... o Capitão Potter me enviou para atender suas necessidades.
- Ah... – ela sorriu-lhe gentil. – Qual o seu nome?
- Perdão outra vez senhorita – disse o rapaz ruborizando. Lílian notou, não devia ter mais que sua idade. – Sou Todd, Billy Todd.
Lílian lhe estendeu a mão, porém o rapaz olhou ansioso para suas costas.
- Não me diga que Potter te impediu de me cumprimentar? – ela perguntou revirando os olhos, ainda com a mão no ar.
- Não... hum... não, claro que não senhorita... – ele estendeu a sua e apertou a da jovem. Lílian sorriu-lhe.
- Sendo assim tenho um pedido para te fazer... – ela abaixou o tom de voz. – Será que eu poderia sair daqui? Sabe... ver o sol, ir la em cima um pouco?
Billy ficou sem graça.
- Ok, Potter está aí? – ela perguntou, contendo sua raiva.
- Não senhorita. O Capitão está há algumas horas numa reunião com os seus amigos. Mas pediu para que eu a avisasse que ele vem para almoçar com a senhorita. Ele pediu para que a senhorita não saísse do aposento. Disse que ainda esta fraca para passeios.
Lílian sorriu para o garoto. Ele não tinha culpa. Mas se Potter achava que ela cairia nessa ladainha de saúde, estava muito enganado.
- Ele acha que se eu sair daqui os homens me atacarão é isso? – perguntou ela, andando pelo quarto. Viu Billy fazer uma careta, e teve plena certeza de que era por isso. – Ele pediu para que você me vigiasse, não foi?
Novamente a careta. Lílian se sentiu presa. Encurralada. Potter não podia fazer isso com ela! Nunca!
- Mas... – começou baixinho Billy – O Capitão não precisa saber que lhe disse isso, precisa senhorita?
- Não... – ela sorriu-lhe. Billy era gentil. – Da minha boca não sairá nada. Fique tranqüilo Billy.
- Nos perdoe se às vezes somos meio bruscos senhorita – explicou-se Billy recolhendo as roupas de cama suja e forrando novas. – Nunca tivemos uma dama a bordo. Bem, já tivemos, mas por poucas horas e não como hospedes.
- Se os demais são iguais a você Billy, tenho certeza que estou rodeada de cavalheiros. Excluindo, obvio, o seu Capitão – Billy sorriu corado.
- Eu devo voltar ao meu trabalho senhorita...
- Lily, pode me chamar apenas de Lily, Billy...
- Tudo bem, voltarei ao meu trabalho, se precisar de alguma coisa Senho... Lily, é só me chamar, estou ao seu dispor – e fazendo novamente a reverencia, saiu do quarto de James. Sem muito o que fazer, Lílian deitou-se na cama de James, sentindo o cheiro das roupas novas que Billy trouxera. Um olhar pela janela a fez ver uma coisa que não queria. O maroto estava acompanhando uma mulher, horrível, por sinal, até a popa do navio. Sem saber porque, sentiu-se extremamente usada.
- E este verme manda dizer que esta com os amigos! – disse alto enquanto tirava as roupas e enchia a banheira de água. – Francamente, igual a sempre, nunca mudará!
Mesmo não querendo com todas as suas forças, Lílian sabia que seu coração sempre fora e sempre seria de James. Mas não era por causa deste pequeno detalhe que ela sofreria todas as humilhações que um dia sofrera com ele. Ela sabia que ainda gostava dele. Porém, ele não. E nunca saberia, se dependesse dela.
Após meia hora, saiu de seu banho e vestiu uma saia rodada que ia até os joelhos, com uma blusinha colada ao corpo e sandálias de salto alto e fino. Sairia nem que Potter a estuporasse. Porém, assim que acabava de colocar seus brincos, ouviu uma voz conhecida do outro lado da porta.
- Lily, sou eu, James, posso entrar?
A raiva cresceu dentro dela. "E ainda tem coragem de vir aqui! Imbecil".
- Sim – disse ela sabendo que a voz saíra mais fria que o normal.
Ao entrar deu-lhe um sorriso que não fora retribuído. Achou estranho, Lílian costumava ser sempre gentil. Fingindo que nada acontecera, foi até o banheiro e lavou o rosto e as mãos.
- Você está confortável aqui? – ele perguntou, enquanto a olhava de cima em baixo. Lílian estava lindíssima. A saia era branca com pequenos tons dourados, que ornavam perfeitamente com seus cabelos. A blusinha era de um tom meio dourado também junto com a sandália. Estava esplendida. – Você não sairia assim daqui, não é?
- Estou prestes a fazer isso – ela disse emburrada passando perfume.
- Lily...
- Evans para você – ela se virou para ele, com fúria. – Tchau.
- Um momento Lil... Evans, ok, Evans... – ela parou para escutá-lo. – Philippe já esta trazendo o almoço. Fique aqui mais um pouco e depois eu a acompanho até a poupa – ela levantou uma sobrancelha. – Ou você vai aonde quiser, inferno!
- Olhe como fala comigo Potter! – ela o advertiu. – Acredita que sou uma boneca sua, que você manda e desmanda a hora que quiser? Faça isso Lílian, não ruiva fique aqui, Lílian não suba lá... pois eu te digo uma coisa, sou livre e vou pra onde quiser. Do começo aceitei suas condições, afinal você estava preocupado comigo, mais isto já esta sendo um exagero. Eu só queria ver o sol um pouco. Outra coisa que não fosse a parede de seu quarto para variar...
James a encarou pronto para retrucar, porém a porta se abriu dando passagem a Philippe.
- Obrigada Philippe – disse, segurando a porta para que ele saísse. – Assim que acabarmos te chamo para recolher tudo.
- Sim Capitaine – olhou para Lílian – Com licença, madame Evans.
E saiu do aposento. James fechou a porta logo em seguida. Se dirigiu a mesa, enquanto Lílian se sentava nela, e serviu vinho aos dois.
Lílian sentiu-se abalada. Estar na presença de James Potter sempre a descontrolava. Sentia medo pelo que poderia fazer. Ele era o Capitão, entendia isso, mas acima de tudo era o Potter. Seu ex e agora seu atual amigo Potter. Tão diferente do que conhecera a sete anos atrás.
- Acho que Billy disse a você que eu preferia que você ficasse no camarote, não? – O maroto começou a conversa enquanto se servia. Lílian suspirou. Sem querer entregara o pobre Billy.
- Sim, mas eu o persuadi. Acredite.
- Acredito. Conheço o seu poder de persuasão ruiva – e sorriu, bebendo um pouco de vinho. Lílian não respondeu. – Sua manhã foi boa?
- Ótima – disse em tom sarcástico. James revirou os olhos. – Suas paredes realmente são ótimas companhias.
- Mas o Billy veio aqui! – ele se justificou.
- E ficou um pouco mais que três minutos – ela bebeu um pouco do vinho. – Será que você não me conhece? Será que não entende que eu tenho o mesmo anseio de liberdade que você, Sirius, Remus ou Pedro? Será que não entende que está criando uma barreira entre você e eu, agindo assim?
- Assim como? – ele perguntou espantado.
- Me super protegendo. Não querendo que eu faça nada!
- Eu apenas estava te defendendo das garras desses homens!
- Isso é puro ciúmes! – ela disse um pouco mais alto. James riu sarcasticamente, porem corou. – De todos os que conheci até agora, nenhum me faltou ao respeito, e pode acreditar, seu legume insensível, que se um dia isso acontecer eu sei me defender muito bem, obrigada!
Potter parou com a taça a caminho da boa. Baixou de vagar, olhando fixamente das duas esmeraldas a sua frente. Suspirou. Ela estava certa, como sempre. Lílian era livre e sempre seria assim. Não tinha o direito de fazer isso. Era mesmo um legume insensível.
- Me perdoe – murmurou. – Eu não... eu...
- Só me promete que vai deixar eu ter minha vida e já está tudo bom pra mim – ela disse sorrindo. Ele acariciou a mão dela.
- Legume insensível? Você se supera às vezes hein!
Ambos riram. Estavam bem.
No outro dia, Billy encontrou a bandeja com o suposto café de Lílian ainda intacta.
- Esta se sentindo bem, senhorita? – perguntou preocupado.
- Sim, sim, estou ótima – ela se apressou a tranqüiliza-lo. – Fazia dias que não me encontrava tão bem.
- Então deseja outro tipo de comida?
- Não Billy, realmente obrigada, mas acordei sem fome essa manha. Mas juro que não tenho nada – ela pensou por um momento. Uma pergunta latejando na cabeça. – Onde dormiu o Capitão Potter, Billy?
- Não sei senhorita, mas hoje bem cedo o vi acertando algumas coisas com o Capitão Black.
Lílian estava começando a se sentir folgada demais. James a acolhera de bom grado, mas já havia ficado ali por três noites. Ele com certeza queria dormir em seu quarto.
- Estou pensando em juntar meus pertences e me retirar, Billy. Potter deve querer o conforto de seu quarto novamente. Posso me instalar no navio do Sr. Preweet.
- Não tenha pressa quanto a isso senhorita – e sorriu-lhe indo embora com a bandeja.
Algumas horas depois, tendo tomado banho e colocado um delicado vestido rosa, Lílian subiu à coberta. Logo deparou-se com James e Sirius concentrado em alguns papeis. Pedro estava dando instruções de carregamento para alguns marujos e Remo, seu velho amigo, vinha em sua direção.
- Lílian Evans... – ele disse a abraçando fortemente. – Como tem andado? Soube que sua vida deu uma pequena mudada...
- Estou bem Remo, tinha muita saudade de você – ela sorriu-lhe sincera. – E posso até desconfiar de quem está te mantendo tão informado.
- Se eu fosse você não desconfiaria, já teria certeza – Lílian riu e Remo a encarou.
- Você mudou um bocado – ele comentou.
- Acho que os acontecimentos recentes me fizeram mais adulta – ela suspirou. – Eu estou fazendo coisas que nunca tinha sonhado em fazer Remo. Quando na minha vida viajaria em um barco desconhecido, rumo a Inglaterra, sozinha?
- Como assim sozinha? – ele perguntou espantado. – Você não vem com a gente?
- Não – ela sorriu triste. Preferiria viajar com eles do que com os Preweet, mas isso nunca diria. – James me ajudará a chegar lá com o Sr. Preweet.
- Mas porque?
- Diz ele que é mais seguro – ela deu de ombros. – Eu apenas quero chegar à Inglaterra e recomeçar a minha vida.
- Lílian, James está cego de ciúmes só pode – ele suspirou. – O tanto de homens que tem aqui, tem lá também. Pelo menos com a gente te protegendo, sua viajem seria mais tranqüila.
Ok, agora ela estava com medo.
- Como assim? – perguntou espantada para Remo.
- Olhe, você é uma linda moça, e sabe quantas mulheres viajam em um barco dos Preweet? Nenhuma. Me admiraria você chegar tão sã, digamos assim na Inglaterra – suspirou novamente. – Falarei com James, ele esta louco.
- Não Remo! – ela disse segurando seu braço enquanto Remo se levantava. – Ele vai achar que fui eu que o mandei.
- Não Lily, não vai, acredite – piscou para a amiga, saindo.
- Lílian esta aqui James – disse Remo assim que chegou. Sirius e ele levantaram as cabeças dos papeis.
- Eu percebi – respondeu, olhando de soslaio para Lílian, fazendo com que Sirius risse. – E parece que o resto dos homens também.
Remo lançou um olhar geral. Bom, não era de todo mentira o que James falara.
- A Lílian disse que você vai manda-la para Inglaterra com os Preweet – ele disse casualmente, fazendo com que Pontas cerrasse os olhos e respirasse fundo.
- Como assim? – perguntou Sirius espantado, fixando seu olhar no maroto. – Você por um acaso, enlouqueceu?
- Não... – ele suspirou irritado. – É que...
- É que nada James – cortou Sirius. – Lílian não merece aquela espelunca que eles chamam de barco!
- Mas o que você quer que eu faça? – ele perguntou irritado. – Se você não percebeu, estávamos agora mesmo vendo onde socar estes moveis aqui!
- Se você quiser James– começou Remo – você sabe que pode esvaziar muito bem um compartimento e instalar Lílian perfeitamente.
- Sem contar que os homens do Preweet são tarados e você sabe disso. Sua ruivinha, se chegasse na Inglaterra, seria com as piores lembranças de toda sua vida.
- E você quer que eu faça exatamente o que? – ele perguntou irritado. – Não tem espaço Sirius!
- Conta outra agora!
James o fuzilou com um olhar. Porque seus amigos não o entendiam? Passar três meses com Lily Evans era uma tortura. Uma tentação que ele não seria capaz de resistir.
- Você ainda gosta dela – afirmou Remo.
- É eu gosto – ele concordou após algum tempo. – E por isso mesmo ela não pode vir conosco. Não suportaria ver esse monte de homem babando por ela. E ela correndo perigo...
- Ta bom – Sirius disse sarcástico. – Agora fala a verdade, a gente sabe o que acontece com um cara que se aproxima da Lily...
- Ta ok Sirius! –ele explodiu – Eu não quero que ela venha com a gente se não eu não me agüentarei entendeu? Eu vou estragar tudo o que eu conquistei com ela até agora! Agora você realmente acha que ela está mais segura aqui do que la?
- É, eu acho, aqui ela pelo menos tem a gente!
- Mais Sirius, nos Preweet é apenas uma hipótese do que possa acontecer a Lílian, aqui é uma certeza – ele disse serio, encarando o amigo. – Agora vamos trabalhar.
Acabado de dizer isso, Um carro entrou no barco, pela pista de deposito, chamando a atenção de Lílian. Dois homens desceram da carruagem e a garota os reconheceu imediatamente. Valter Dursley e Howard Rudd.
- Pelas barbas de Merlin – suspirou enquanto via James e Sirius se aproximarem dos outros dois homens. Ficou um pouco mais perto, também.
- Posso ajuda-los? – perguntou James educadamente, não tendo idéia de quem era. Nunca chegara a ver o Porco em toda sua vida.
- Sim, sim, pode – disse Valter alterado. – Estamos buscando uma menina que fugiu. O Sr. Preweet nos informou de que ela estava se hospedando aqui no seu barco senhor.
- Navio – respondeu Sirius mal educado. Odiava as pessoas que não sabiam essa pequena diferença.
- Uma menina? – ele perguntou desconfiado. Os homens estavam cheirando a bebida. Não gostou do que viu. – Não levo nenhuma menina, deve ter tido um engano – Lílian se escondeu atrás de uma grande caixa.
- Ah ela esta aí sim – teimou Dursley com certa raiva. – E eu vou encontrar-la, nem que tenha que ir aos quintos dos infernos!
- Como é o seu nome Senhor? – Perguntou Sirius polidamente.
- Valter Dursley e este é meu advogado Howard Rudd – James e Sirius trocaram rápidos olhares. Sirius se precaveu. James estava furioso.
- Muito bem – começou Pontas. – O navio é meu, entra quem eu quero! E se me forçarem a algo, terão o que merecem!
- Apenas queremos ver a Lílian Anne Evans.
- E para que quer vê-la?
- Ela está sobre a minha responsabilidade! – seu bigode mexeu. – E de minha esposa, Petúnia Dursley, sua irmã mais velha.
- Acho difícil... – ele respirou fundo.- A tutela é de Petúnia e não sua!
- Parece que o senhor não me entendeu – disse Dursley após algum tempo. – A Lílian não tem idade suficiente para tomar decisões judiciais. Sou eu quem devo tomar suas decisões e sustenta-la!
- Então porque a expulsou de casa? – perguntou com ódio. – Não é uma boa demonstração de sua preocupação!
- Isso é mentira! Evans é a pior espécie de mentirosa que já conheci – isso foi demais. Lílian levantou-se.
- Fala isso na minha cara, seu porco, imbecil, toupeira...
- Pelo menos seus apelidos são diferentes, James – Sirius comentou sorrindo.
- Eu vim te levar para casa Lílian – ele fez um timbre que achou ser suave. – Vamos?
- Não tenho mais casa aqui, você deixou isso bem claro quando praticamente me expulsou.
- Mas que feio falar isso Lílian – disse docemente. – Assim o senhor me achará um Ogro...
- Que curioso – interviu Potter. – Era o que pensava no exato momento.
- A jovem não tem porque estar aqui Capitão – contestou Valter com cautela. – A levarei imediatamente – segurou Lílian pelos braços. Contato que não durou nem um segundo. Sentiu seu braço ser pressionado por outro. – O que significa isso?
- Serei direto. Ela não sai daqui enquanto ela mesma me disser que quer isso. Entendeu?
- Você não tem esse direito! – protestou Dursley.
- Não? – se virou para Lílian. – Quer ir embora com ele Lílian?
- Lógico que não! Você não tem minha tutela e sim minha irmã. Eu li isso!
- Mas encontramos em outra parte que sua mãe confiou a mim também esta propriedade.
- Acho que devo te explicar a diferença de propriedade e tutela, senhor – respondeu friamente Sirius.
- E isto – acrescentou James pegando os papeis do advogado. – pode ser muito bem falsificado.
- Eu sou um homem honesto. E a lei está do meu lado quanto ao caso da garota! Ou me entrega ela ou terá sérios problemas judiciais!
- Problemas judiciais? – ele sorriu torto. Lílian o mirou. James estava demorando em perder a cabeça. – Você a expulsa de casa, a deixa andar pelas ruas de Londres sozinha por horas, e vem me ameaçar com problema legais! Vá pro inferno! – disse ficando vermelho.
- Mentira. Tudo mentira dela! Com certeza está te manipulando com palavras doces, e não me admiraria que ela já tenha até se deitado com você em troca da hospedagem!
Lílian abriu a boca pelo espanto. Um assomo de raiva tomou posse de si enquanto procurava por sua varinha.
Apenas levantou os olhos ao perceber que James estava em cima de Valter e Sirius socando a cara de Rudd, por precaução, porque o coitado não falara nada.
- Não me toque! – guinchou Dursley. James lhe acertou um soco no nariz ao mesmo tempo que levou um empurrão e foi impulsionado para trás. Valter aproveitou para levantar-se e segurar Lílian pelo braço. Está começou a socar-lo também.
- Desce deste barco agora antes que eu te estrangule, sua pirralha! – ele berrou. Lílian meteu-lhe um tapa na cara. James o agarrou e socou-lhe novamente.
- Farei com que você se arrependa do dia em que conheceu essa vadiazinha! – berrou para Potter. Seus olhos brilharam. Um sorriso em seu rosto.
- Eu duvido muito – um soco mais e Dursley estava desacordado. – Joguem-no ao mar. Deixe que o advogado dele o segure!
Os marinheiros obedeceram a ordem e logo após fez-se um breve silencio. Todos de dispersaram e voltaram para suas atividades. Lílian se aproximou.
- Sinto muito por isso Potter – desculpou-se. Ambas as mãos apertadas uma na outra. – Não esperava que ele se opusera a minha partida. Creio que é melhor eu sair de seu barco agora, antes que ele volte. Você apenas me arrume um marinheiro para me ajudar com as malas e me transfiro hoje mesmo, se não for muito incomodo.
James negou com a cabeça.
- Agora é impossível.
- Bom, então eu mesma levo, não se preocupe. Apenas me diga onde posso encontrar esse navio.
- Não o permitirei.
- O que você não vai permitir? – perguntou confusa. – Não te entendo. Se você não pode me ceder nenhum de seus empregados, porque não me diz pelo menos onde fica?
O rapaz cruzou os braços e a olhou irritado.
- Porque se você for com os Preweet, será mais fácil de te encontrarem.
- O que eu faço então? – ela perguntou confusa.
- Quão pressa você tem para chegar à Inglaterra? – ele perguntou calmamente.
- O mais rápido possível.
- Se é verdade que você está sob a tutela desse filho da... – Lílian o recriminou pelo olhar. – Ok, você entendeu, o problema é quase irreversível Lílian. Ainda que seja uma falsificação, até as autoridades descobrirem, você estaria com ele. E nem quero imaginar o que ele faria com você.
- Você disse quase, Potter – ela lembrou-se. – Eu estou disposta a fazer tudo para ferrar esse imbecil.
- Bom, o que eu vou te dizer agora não vai te agradar nem um pouco, se te conheço bem. Mas não está me ocorrendo outra idéia a não ser esta.
- Fala primeiro depois a gente decide.
James parou para pensar. Ela ficaria escandalizada e talvez até voltasse juntos dos Dursley de bom grado. Encarou-a firmemente.
A demora começou a impacientar Lílian. Apavorou-se com o que estava por vir.
- Preferia que você não fizesse isso.
- Fazer o que, ruiva? – Lílian olhou-o. De novo não. A última vez que acontecera algo entre os dois, fora exatamente desse jeito que James começara, com palavras doces.
- Olhar-me assim, tão atentamente. Parece que estou sendo consultada por um médico novato.
- Tentarei mudar meus modos com você, ruiva– ele respondeu, coçando o queixo.
Novamente o silencio. Lílian tinha quase certeza que ele estava fazendo de propósito, apenas para torturá-la, instigar-la a dizer coisas. "Não falarei nada!". Alguns minutos depois...
- Eu acho que estou sendo submetida a uma demora que não mereço – falar só dessa vez não tinha problema, tinha?
- Desculpe a demora, Lily querida – ele encolheu os ombros e olhou o horizonte, sonhador. – Mas como a idéia é muito recente, tenho que pensar direito nas circunstancias, antes de expô-la a você.
Lílian se calou esperando-o. "O que não se faz para ferrar Valter Dursley?". James mordia ligeiramente o lábio inferior, e seus braços estavam apoiados da cerca que divisava o navio com o mar. As mãos estavam cruzadas e sua expressão era séria, concentrada. "Irresistível", pensou Lílian quase que sem querer.
- Bom... – disse após alguns segundos de silencio, fazendo com que a garota levasse um pequeno susto. – Tudo aponta que esta é realmente a nossa única saída – Lílian estranhou a palavra "nossa" no meio da frase. – Se você realmente esta decidida a ir para Inglaterra, Dursley não nos deixa muitas opções.
- Eu estou – ela retrucou convicta.
- Nesse caso, ruiva, devemos nos casar de imediato.
N/A: Mais um cap. concluido!! Uhulllll
o que será que o James pretende propondo Lily?? Rewiewssssssssssss please!!
Jackeline Prongs: Aí está o segudo cap!! Beijos e obrigada pela review..
Thaty: ;) sempre a força, neh!! valew bjooo
