Capítulo II

Existem pessoas que gostam de arruinar a vida dos outros.

Parece que elas sentem prazer em ver os sonhos de outras pessoas desmoronarem.

E eu tenho a "sorte" de conhecer uma pessoa assim.

Seu nome é Michael Clark, o idiota estranho, meu parceiro na aula de anatomia.

Eu só me pergunto porquê coisas assim só acontecem comigo.

Mas tudo bem.

Você não deve estar entendendo, não é? Mas logo mais, quando eu contar todos os detalhes, você entenderá e concordará que o melhor seria se Michael Clark sumisse do planeta.

Antes de começar a aula, eu já estava no Laboratório onde as aulas de anatomia acontecem. Sentei-me à bancada da frente, afinal não queria perder nenhum detalhe da aula. Como teria que conviver com Michael Clark durante o resto do ano letivo nas aulas de anatomia, eu teria que, pelo menos, tentar viver pacificamente com ele. Por isso, esperei que ele chegasse e quando isso acontecesse daria início a uma conversa civilizada.

Tudo bem.

Esperei.

Todos os alunos chegaram.

O professor também chegou.

Mas nada do meu querido parceiro.

E eu devo mencionar que é muito importante a presença deste indivíduo, pois, caso ele esteja ausente, eu fico prejudicada, já que não posso fazer o trabalho individualmente.

E será que eu devo acrescentar que o ilustre indivíduo só apareceu no final da aula com a cara mais cínica do mundo?

"Clark, onde você estava?"

Ele me olhou com desprezo e disse:

"Ora, dormindo. Onde eu poderia estar?"

"De preferência AQUI, na AULA, né?"

"Por que?"

"Olha, Clark."- eu disse,tentando me controlar- "Eu lutei muito para chegar até aqui. E não vai ser um tipinho como você, arrogante e filhinho de papai que vai me prejudicar. Se você não quer aprender, ÓTIMO, mas não me atrapalhe, ok?"

Dei graças a Merlim por a aula ter acabado e então saí da sala sem dar chance de Clark se defender.

Decidi que não podia ficar aqui parada. Além do curso, teria que arranjar um trabalho decente, afinal minhas economias acabariam em breve e eu tinha necessidades, como comprar um pergaminho ou uma pena. Por isso, fui á luta e depois de andar muito consegui arranjar um emprego como garçonete de uma lanchonete trouxa. O expediente era de seis horas na parte da tarde. Tudo bem.

Comecei logo e até que não errei muita coisa. Eu sabia me virar bem em tarefas de casa, então não tive muitas dificuldades.

Quando cheguei na escola, estava muito cansada, mas mesmo assim decidi estudar um pouco e depois de alguns minutos acabei adormecendo sobre os livros.

Então minha rotina ficou sendo essa: acordava, assistia às aulas, ia para o emprego, estudava e acabava adormecendo sobre os livros. Eu me sentia muito cansada, mas realizada. A cada dia que passava tinha mais certeza da minha escolha.

Quanto ao Clark não tive mais problemas. Nas aulas do laboratório ele sempre chegava cedo e nós não trocávamos uma só palavra, mas eu não me importava. Se ele cumprisse a difícil tarefa de comparecer à aula já era o bastante.

Mas eu devo dizer que ele não me era estranho.

Algo nos olhos dele me dizia que eu o conhecia de algum lugar. Mas o nome não me era familiar, tinha certeza que nunca tinha escutado.

Ele era misterioso, mas ao mesmo tempo muito bonito.

Embora fosse arrogante e prepotente.

Mas eu preferia não pensar no Clark, somente na Escola e no trabalho (embora isso fosse difícil, às vezes).

Certo dia, quando estava chegando ao trabalho, juro pelo que você quiser que levei um susto enorme quando vi Michael Clark varrendo a lanchonete.

"O quê você está fazendo aqui, Clark?"

"Não está vendo? Varrendo."

"Muito bem. E o quê te fez varrer?"

"O meu emprego."

"Como assim? Você vai trabalhar aqui?"- eu estava profundamente desesperada com essa idéia.

"Vai sim, Ginevra."- disse o dono da lanchonete –"E você vai ensinar a ele o funcionamento da casa, ok?"

"Certo.Ok."- e o que eu poderia dizer?

Coloquei meu avental e a toca e dei início ao meu trabalho. Quando Clark terminou de varrer a lanchonete eu iniciei a aula sobre o funcionamento.

"Bem, aqui nós vendemos sanduíches, refrigerantes, café, essas coisas."

"Sim, Weasley, eu já suspeitava."

"Bem, você sabe fazer sanduíche?"

"Não. Por quê?"

"Meu Merlim! E o quê você achava que ia fazer aqui?"

"Sei lá. Tipo, nada."

"Nada? Você é muito sem noção, garoto. Vem cá, eu vou ensinar como faz os sanduíches. Antes, lave as mãos, coloque a toca."

Depois que ele estava devidamente preparado começamos.

Merlim, o quê aquele garoto estava fazendo ali?

Alô, aqui é uma lanchonete, lugar que se faz lanches e ele não sabia fazer nada. Nada. Nadinha de nada.

Tentei aliviar e perguntei:

"E café, você sabe fazer?"

"Claro! Diga-me onde está a cafeteira e tudo estará resolvido."

"Acorda. Aqui não tem esse negócio de cafeteira."

"Então eu não sei fazer."

"Sério, Clark, o quê você veio fazer aqui?"

"Eu preciso do dinheiro. Decidi que não posso mais viver às custas dos meus pais."

"Muito bem. Então, você vai passar fome, porque nesse ramo você não tem futuro."

"Claro que tenho. É só você me ensinar."

Olhei para a cara dele.

Parecia sincero.

E eu tinha/tenho o coração muito mole.

Por isso, decidi:

"Ok, eu vou te ajudar."

Então todos os clientes que ele ia atender eu dava um jeito de fazer o serviço dele. Eu estava trabalhando por dois e ganhando por um. Pena eu não ter notado isso a tempo. Mas tudo bem. Ele foi aprendendo e pouco tempo depois já conseguia fazer as coisas sem a minha ajuda.

E aos poucos nós nos aproximamos. Percebi que ele não era tão arrogante quanto parecia. Embora, às vezes, fosse muito teimoso. Mas era divertido, engraçado e muitas vezes, gentil. Realmente ele foi se tornando o único amigo que eu tinha e eu nem mesmo percebi.

Mas algo me dizia que eu não deveria me envolver. Que era perigoso, arriscado. Naquele momento eu não quis ouvir o meu coração e acabei, lentamente me envolvendo.

E me envolvi com uma pessoa que eu nunca pensaria me envolver. Tudo bem, eu nem sabia que ele era ele, mas eu saberia.

Em breve.

Nota da Autora: Caham... terminei no suspense...é assim que eu gosto.

Explicações:

Gente, eu demorei a atualizar pq meu pai tava hospitalizado desde o dia 15 de julho...ou seja, logo depois que eu publiquei a fic...

Quando eu decidi atualizar a fic, minha avó (mãe do meu pai) faleceu, em agosto e eu fiquei meio desnorteada.

E, por fim, quando estava pronta para atualizar a fic, meu pai faleceu, dia 06 de novembro, depois de ficar quase 4 meses internado e vocês podem imaginar que eu ainda estou meio sem chão...

A fic não está boa, mas é por causa dos problemas...logo logo tudo irá melhorar (pelo menos na fic)

Obrigada para quem comentou.

Se puderem e quiserem, comentem.

Beijos,

Manu Black