Capitulo II: Nada é o que parece.
- E aí Amamiya. Vamos nos sair com a rapaziada hoje? - falou um homem da sua idade que chegava no vestiário do hospital.
- Acho que não Sato. Acabei de sair de uma cirurgia. - Shun vestia sua roupa normal.
- Ah, qual foi? Você sempre dá uma desculpa. Vamos sair. O pessoal já está falando.
- Falando o que?
- Ah, você sabe. Que você não gosta de mulher. Está sempre sozinho.
- Isso de novo. - Shun botou o casaco e virou para ele. - Será que podem para de cuidar da minha vida? Não é porque eu não namoro uma garota diferente toda a semana, não quer dizer que eu seja gay.
Shun bateu a porta do seu armário e saiu de perto dele. Aquela conversa o estressava. Não era a primeira vez que alguém insinuou aquilo. Não que tivesse algo de errado em ser gay, mas falar algo que ele não era, deixava Shun muito irritado. Ele não fazia fofocas de ninguém, porque fazia dele?
- Calma, Shun. É só o que dizem. Também não vejo nada de errado com isso. - Sato de defendeu. Ele correu até Shun.
- Eu não sou gay. Dá para parar?
- Eu sei. Desculpa. – Vendo a irritação do colega, Sato recuou. - Mas vamos sair. Eu prometo que é um lugar legal. Tem uma boate aqui perto que é super VIP. Lá tem muita mulher bonita.
- Não sei. Não gosto desses lugares.
- Então fazemos assim. Você vem com a gente hoje. Se por acaso você não gostar, não ter perturbamos mais. Fechado? - esticou a mão para firmar um acordo.
Shun olhou, pensou bem e aceitou. Precisava mesmo relaxar.
(...)
O ambiente era escuro. Haviam muitas mulheres de lingerie dançando em cima de mesas, rebolando muito. Shun estava muito desconfortável com aquilo, mas seus colegas de hospital pareciam estar se divertindo muito. Por mais que quisesse ir embora, não queria ser o estraga prazer. Se sentou à mesa e ficou aquele canto por um bom tempo.
Olhava para aquela cena e ficava pensando no que levava aquelas mulheres, muitas delas com idade para serem universitárias, a fazer aquilo. De vez enquanto, aparecia uma em sua mesa, quase esfregando o decote na sua cara, o oferecendo algo.
Olhou o celular, já era 1 da manhã. Por sorte teria o fim de semana inteiro de folga.
De longe viu um bar e se lembrou de June. Quem sabe ela não poderia estar lá?
Se levantou e ao chegar, viu apenas duas mulheres - Uma morena e outra com cabelo colorido - mas nada de June.
- O senhor deseja alguma coisa? - perguntou a bar tender de cabelos negros, sorrindo.
- Não, não. Obrigado. - disse constrangido. Ficou com vergonha por ter encarado a moça. - Para falar a verdade, você saberia me informar se aqui trabalha... Não é nada. Obrigado. - E deu as costas, a deixando sem entender nada.
Ele não sabia porque fez aquilo. Shun iria apenas perguntar, mas teve medo da resposta. Era difícil imaginar June em um lugar daqueles. Ela havia dito que trabalhava em um Pub com bartender. E bem... ela não era uma das batenders daquele lugar e aquele local não era nem de longe um Pub. Então ele estava mais calmo.
De repente a luz baixou e uma mulher morena de vestido preto, bem justo, subiu ao palco com o microfone. Todos olharam para ela, inclusive Shun.
- Cavalheiros, finalmente a tão aguardada atração da noite: A Camaleoa. – Ela se retirou do palco e a luz desligou por completo por alguns segundos.
Subitamente, uma forte luz focava no meio da cortina vermelha. Quando ela se abriu, havia uma cadeira no meio do palco que sentava uma mulher virada de costas para o público. Ela tinha o cabelo loiro preso em uma trança bem-feita. Usava um corset preto, que fazia conjunto com uma minúscula calcinha e uma cinta-liga, finalizando com um salto altíssimo.
Os homens ficaram eufóricos só com a presença dela e começaram a chamar por ela. Clamando para olharem para eles e até alguns dizendo coisas muito obscenas. Mas ela permaneceu assim até a música começar a tocar em um tom sensual.
Com muita elegância, a Camaleoa se levantou, enquanto rebolada e olhou para a plateia. Usava uma máscara que cobria metade do seu rosto a tornado irreconhecível.
Shun não sabia explicar porque, mas os movimentos que ela fazia, o deixaram hipnotizado. Sua vontade era de estar apenas os dois, mas são sabia o porquê. Quando mais ela mexia o corpo, mas calor Shun sentia.
Puxou o laço que envolvia uma de suas pernas e jogou na plateia. Houve uma briga para ver quem pegaria aquele apetrecho, mas ela nem pareceu se importar com aquilo. Ela caminhou até a ponta do palco e pegou o chicote que a aguardava para o seu número final. Ela foi até a barra de poli dance, utilizando-o. Uma mistura de sensualidade e beleza. A cada novo movimento que ela fazia, as pessoas ficavam ainda mais agitadas.
De uma hora para outra, ela puxou o seu corset, deixando seus seios à mostra. Aquilo foi o ponto ápice da apresentação. Os homens começaram a gritar ainda mais alto e Shun se incomodou com aquela exposição toda. Mas principalmente, o que o incomodava mais, foi ela lembrar tanto June.
A sensação que sentiu quando viu aquela mulher, era de que a a cor do cabelo, quanto o pedaço do rosto que estava a mostra, eram muito parecidos com os dela.
O show durou mais alguns minutos e depois a cortina fechou.
- Shun...
Alguém o chamava ao longe, mas Shun ainda olhava fixo para o palco. Espera que a Camaleoa reaparecesse novamente. Sentiu alguém tocar em seu braço e olhou. Era Sato que estava ao seu lado.
- E aí? Gostou, né? - Sato estava visivelmente eufórico por conta do álcool. - Vi a sua cara de longe.
A face de Shun estava vermelha de vergonha. Esperava que não houvesse ninguém, além dos seus colegas, que o conhecesse naquele local.
- Não é nada disso. Eu só... - disse encabulado. - Quem é ela?
- Você gostou da Camaleoa? - Sato sorriu. - Quem não gosta, né? Você tem que vim aqui toda sexta à noite. O dia do chicote.
Aquilo o deixava ainda mais incomodado. Porque justamente ela usou um chicote? Ainda mais a familiaridade com aquilo.
- Não pode ser. – Shun murmurou.
- O que?
Ele começou a ficar pálido e sua respiração ficou pesada. Precisava falar com aquela mulher. Precisava saber quem realmente era ela, mas as coessências eram muito grandes.
Então era por isso que June não queria que ele fosse no bar que ela trabalhava?
- Cara, você quer ir ao hospital? – Sato começou a ficar preocupado com o amigo que não parecia está nada bem.
- Não. Eu preciso de água.
- Tudo bem. Vou vê se consigo um copo d'água para você. Não sai daqui. - Ele deu as costas deixando Shun sozinho.
Sua cabeça estava a mil. Olhava para os lados, procurando por algo que respondesse as suas perguntas. Foi aí que, disfarçadamente, viu uma mulher loira com a cabeça coberta por um capuz, cercada por seguranças, caminhando para a saída. Shun não sabia porque, mas sabia que precisava ir atrás.
Ele saiu da boate, mas a perdeu de vista.
Um carro preto luxuoso parou um pouco mais a frente dele. A porta foi aberta de lá saiu um homem de um pouco mais de 30 anos, vestido com um sobretudo preto, parecendo um mafioso. Ele possuía colares e anéis de ouro reluzentes, um sorriso mal-intencionado no rosto. No meio dos seguranças, a loira que Shun estava seguindo, surgiu. O homem de sobretudo acariciando seu rosto, mas ela o repudiou.
No momento em que ela virou o rosto, Shun viu seu rosto claramente. Era ela.
Linda, perfeita, mas algo estava errado.
- June?
Ela olhou em direção a Shun e no momento que o viu, ficou paralisada. O homem também olhou para ele e não gostou nada aquilo. Ele a puxou fazendo-a entrar dentro da limusine.
O coração de Shun se quebrou. Não sabia o que pensar de June diante daquela situação. Ela estaria contra sua vontade? Era difícil acreditar nisso. June era uma ex-amazona, ele sabia da capacidade dela.
Quem era aquela mulher? Ainda era a June que conheceu na Ilha de Andrômeda?
(...)
As batidas na porta do seu quarto o fizeram despertar. Mas Shun estava sozinho. Quem poderia ser?
- Se você não se apresar vai ficar sem comida. - Aquela era a voz de Ikki.
Shun pulou da cama imediatamente ao reconhecer a voz do irmão. Abriu a porta e o viu pondo a mesa, enquanto Pandora fazia suco.
- Quando vocês chegaram? - Shun deu um abraço forte no irmão e cumprimentou Pandora com um sorriso.
- Nós acabamos de chegar, mas já vamos sair.
- Como?
- Calma Shun. Vamos ficar por mais dois dias. Nós temos que resolver um assunto por aqui.
- "Nós" nada, Pandora. Você.
- Tanto faz. Agora come. - e botou um prato de pretzel e panquecas. - Você vai quer o que Shun?
- Pode deixar, Pandora, eu mesmo faço.
- Nada disso. Fiz muita coisa, é só escolher.
Ikki olhava incessantemente para a cara de Shun.
– Porque você está me olha do assim? – Shun perguntou. Aquilo o deixava desconfortável.
– Você está horrível?
Ah, isso? Tive que fazer plantão. – mentiu. Não queria que Ikki soubesse onde esteve. Embora já soubesse que o irmão frequentava lugar com aqueles antes de se relacionar com Pandora.
– Você devia trabalhar menos.
– E você devia deixar seu irmão em paz e comer logo isso. – Pandora deu uma bronca nele.
Shun riu. Era engraçado ver o irmão sendo mandado por uma pessoa, coisa que nem Saori conseguiu fazer.
Os três passaram um bom tempo conversando e comendo as coisas deliciosa que Pandora havia feito.
Continua...
Aqui estou eu de volta.
Decidi que postarei essa fanfic mensalmente, todo o dia 10. Esse mês foi uma exceção, porque fiquei enrolada em uma outra história e não consegui postar antes. Se alguém gostar de Captain Tsubasa, por favor, deem uma passada por lá.
Espero que tenham gostado.
Gostaria de agradecer ao comentário que eu tive. Isso ajuda muito.
Deixem seus comentários. Só assim eu vou saber o que estão achando e quem sabe, os próximos capítulos saem mais rápidos.
Bis Bald.
