Saudações a todos. Aqui está o segundo capítulo da nossa série. Gostaria de dizer que quase não consegui fazer esse capítulo, pois não tinha idéia do que eu ia fazer aqui até que eu tive uma idéia na aula de Inglês, e graças a ela, me permitiu fazer o capítulo que lerão em seguida. Agradeço a professora Ângela e desejo uma boa leitura.
Estranhas semelhanças, um novo aliadoPor Soul Hunter
Paloma preparou a arma, quando o vulto deixou-se ver. Era um rapaz, melhor dizendo o rapaz que estava junto com Tomoyo e a outra jovem. Ela se virou com tal rapidez que foi de impressionar. Ele diz:
- A senhorita está bem?
Paloma analisou o rapaz. Ela viu que a arma que ele carregava ainda estava fumegante, o que quer dizer que ele usou a arma a pouco tempo. O rapaz estava parado, esperando que Paloma lhe dissesse algo. Ela reparou a preocupação do rapaz e diz:
- Eu estou bem, graças a você. E as meninas?
- Elas duas estão bem, o tiro foi na parede. Quando você saiu na perseguição daquele cara, resolvi segui-la para o caso de uma emergência. Foi bom eu ter ido senão, algo de muito ruim teria acontecido.
- Eu que o diga. Se você não tivesse me seguido, eu provavelmente estaria morta nesse momento.
O rapaz engoliu em seco, como se estivesse incomodado ou perturbado com as palavras dela. Paloma percebeu rapidamente o incomodo do rapaz e diz:
- Não fique tão nervoso. Muito obrigada.
- Não precisa me agradecer, só fiz o que achei certo.
Paloma sorriu para o rapaz. Ela diz:
- Deixe-me apresentar, o meu nome é Paloma Liqueur. E qual é o seu nome?
- O meu nome é Shaoran Li. Prazer em conhece-la, Srta. Liqueur.
- O prazer é meu. Mas, eu lhe peço que me chame só de Paloma.
Paloma estava calma, mas com um pouco de dificuldade para falar. Shaoran diz:
- Escute o que eu vou te dizer, Srta. Paloma, é melhor você abandonar o caso enquanto há tempo para desistir. Se não fizer isso, eles virão atras de você para acabar com a sua vida e não quero ver mais sangue derramado por causa de um motivo desconhecido. De procurado, já basta eu.
- Meu caro Shaoran, você não conhece o suficiente para dizer tais palavras.- diz Paloma séria.- Quando eu pego um caso, dificilmente eu volto atras na minha decisão.
- Mas eles vão matar a você e a sua amiga.
- Muitos já tentaram e eu ainda estou aqui falando com você. É certo que nessa última vez, contei com a sua ajuda, mas sou vaso ruim, não quebro com facilidade. Enquanto a Tomoyo, você tem razão, ela corre riscos, mas eu me arriscarei sozinha.
- E como você vai fazer isso? Você conhece os métodos que eles usam para matar, as vítimas que eles escolhem, os motivos que os levam a isso? Você sabe disso, ou não?
- E você sabe? Você por acaso é a testemunha que estava em todos as cenas do crime?
- Sou, por quê?
Paloma olhou para ele, completamente chocada. As peças começaram a se encaixar, mas ainda faltavam muitas peças para que o quebra-cabeça estivesse montado. Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Paloma, deixando um grande espaço negro na mente dela. Ele pergunta ironicamente para ela:
- Está assustada detetive, ou será que eu me enganei?
- Levei um leve choque, mas acho que é você que está assustado, meu querido amigo.- respondeu Paloma friamente.- O que aconteceu contigo?
Shaoran parou de repente e Paloma sabia que havia acertado bem no alvo. Ele virou o olhar e responde:
- Minha prima foi uma das vítimas desse assassino. Ela foi a primeira vítima, foi morta na minha frente e agora, eu quero vingança. E não me importo com o preço que tenho que pagar, desde que eu a vingue.
- Você também não tem medo de perder a vida.- diz Paloma.- Agora, é melhor voltarmos para ver se elas estão bem.
- Espere, eu vou com você.
Paloma começou a caminhar rapidamente, seguida de perto por Shaoran. Eles encontraram Tomoyo e a outra jovem sendo amparadas por Yukito e um outro policial, chamado Tales. Tales pergunta:
- O que aconteceu Paloma?
- Eu fui na perseguição do homem que tentou atirar nelas, e fui encurralada num beco pelo homem que eu perseguia. Ele teria me matado, se não fosse a ajuda dele. E vocês duas, como estão?
- Um pouco assustadas, mas tudo bem.
- Tomoyo, por que você e sua amiga não vão lá para casa?- diz Paloma.- Depois de tudo que aconteceu hoje, acho que é melhor vocês duas irem descansar.
- Você acha melhor a gente descansar Paloma?
- Sim, é melhor depois do susto que levaram.
Ela observou Shaoran e Tales e pergunta discretamente:
- Vocês poderiam acompanha-las até a casa onde eu e Tomoyo moramos?
- Nós podemos.- respondem os dois rapazes.
- Então, por favor levem as duas até lá. Eu não quero que elas voltem sozinhas, pois não confio muito nos caminhos dessa área.
- Tudo bem Paloma, nós entendemos suas preocupações.- diz Tales.- Pessoal, vamos por aqui.
Tales levou os três para o carro da polícia e saiu rapidamente. Paloma e Yukito saíram da faculdade logo em seguida.
- Me desculpe a indiscrição, mas o que aconteceu para vocês dois virem até aqui?- pergunta Paloma, entrando no seu carro.
- Uma moça ligou para o distrito dizendo que ouviu tiros e achou que algo estava acontecendo. Então nós viemos ver o que é.- responde Yukito, sentando do lado dela.- Mas bem que você poderia me contar o que houve.
Paloma contou a Yukito todos os acontecimentos que ocorreram e algumas suspeitas. Ele ouviu tudo com muita atenção e diz:
- Kaho já me contou do caso. Eu ajudarei no que for possível.
- Obrigada.
Ela parou de falar e ficou quieta até chegar a delegacia. O dia fora muito calmo, sem muitas ocorrências sérias. Paloma ficou na delegacia analisando dados da perícia de cinco dos seis assassinatos. Ela vira os seis cadáveres. Todos tinham marcas de bala. Uma legista que estava com ela acabou dizendo algo que rendeu a Paloma a primeira pista daquele caso:
- Isso é muito estranho.
- O que é estranho Adriana?
- As marcas nos corpos deles. Todos os corpos tem sete marcas de tiros que, separadas não querem dizer nada, mas juntas, elas formam uma espécie de cruz.
- Em todos os casos?
- Sim Paloma, em todas as vítimas desse assassino tem essas marcas.
- Obrigada Adriana, você me ajudou muito.
E saiu da sala. Já era oito horas da noite quando ela saiu da delegacia. O caso começou a fazer mais sentido, mas ainda as peças não se encaixavam. Quando ela estava abrindo a porta do carro, ele ouviu alguém chamando:
- Detetive.
Paloma se virou. Shaoran estava se aproximando dela.
- O que você está fazendo aqui?
- Vim ver se você estava bem.
- Pelo menos eu estou viva e descobri algo. Mas preciso que você me confirme certas coisas.
- Tudo bem.
- Sua prima foi morta com sete tiros?
- Foi.
- E que tipo de forma as marcas formavam?
- Eu não me lembro muito bem, mas acho que pareciam com uma cruz.
- Obrigada.
- Por quê?
- Pois essa é a primeira pista do caso. Essa cruz é a marca desse assassino.
- Tem certeza?
- Tenho.
Eles ouviram um barulho.
- Tenho que ir Paloma. Eles estão vindo atrás de mim, mas prometo que manteremos o contato.
- Eu esperarei notícias e procurarei pistas para resolver esse caso. Agora vai.
Ele saiu correndo. Paloma entrou no carro e foi para casa. Chegou tão perturbada que foi direto para o banheiro, tomar uma ducha fria para refrescar as idéias. "Esse caso está cada vez mais estranho e cada vez mais perigoso. E o pior é que eles apenas confirmam o meu pressentimento. Espero que nada de mais grave aconteça." Pensou Paloma, assim que saiu do banheiro. "Eu realmente não entendo as pessoas. Eu não me importo com a minha vida, mas não admito que outras pessoas não se importem com a vida delas. Se eu não me importo com a minha vida, outras pessoas tem o mesmo direito de faze-lo." Ela entrou no quarto e colocou uma roupa. Depois, se sentou na escrivaninha, pegou um livro e o abriu. Era uma álbum de fotografias. Na primeira página, havia uma foto que ocupava quase toda a página. Paloma parou na hora e começou a observar a foto. Eram duas garotas sentadas num muro. Uma das garotas estava vestida com um longo vestido branco. Era morena de olhos negros, feito a noite e estava alegre e risonha. A outra vestia um longo vestido e um longo sobretudo azul-petróleo. Era um pouco mais alta que a outra garota, branca de cabelos acaju e olhos claros quase transparentes como se os seus olhos fossem cristais e tinha um ar sério e calado. Paloma virou-se para o espelho. Seu corpo tinha mudado, seus cabelos e seus olhos de cristal pareciam diferentes.
- Como eu mudei nesses sete anos.- suspira Paloma, ao se observar no espelho.- E você também estaria mudada se estivesse viva, Alexsia. Mas o destino te privou a vida.
Ela folheou o álbum, até parar numa outra foto. A jovem morena estava na foto, ao lado de um rapaz de olhos escuros. Paloma fala, em voz baixa:
- Você também, Caio.
E continuou a observar as fotografias do álbum até tarde da noite quando foi dormir.
Algum tempo depois...
Fazia cinco dias que Paloma perdera o contato com Shaoran. "Será que ele está bem?" Pensava ela, observando a janela à procura de algum sinal. Por volta das duas horas da tarde, o telefone da polícia tocou. Paloma avisa:
- Deixa que eu atendo.
Ela pegou o telefone.
- Polícia de Tomoeda, boa tarde, quem fala?- atende Paloma.
- Você já sabe quem é, detetive.- responde uma voz.
Paloma se assustou um pouco.
- Shaoran, é você?- pergunta Paloma.
- Sim Paloma, sou eu.
- Você havia sumido. Como descobriu o telefone daqui?
- Eu procurei o número na lista telefônica.
- Pensei que você não iria mais se contatar.
- Desculpe, mas não tive chance de falar contigo nesses cinco dias. E você sabe bem o por quê.
- Tudo bem, você me ligou agora, é sinal que você ainda está vivo.
- Devo receber isso como um bom sinal?
- Isso é você que decide.
- Ele começou a se mover. Talvez ele esteja escolhendo a próxima vítima.
- Eu também acho isso.
- Agora eu tenho que desligar, se você precisar ligar para mim, eu deixarei um envelope na porta da sua casa com o número do telefone que você pode ligar. E assim que você achar o envelope, ligue para mim e mande o seu número, para que eu possa manter contato. Até uma próxima.
- Até.
Paloma desligou o telefone. Ela trabalhou o dia inteiro, sem que mais nada de estranho lhe acontecesse. Quando chegou em casa, quase beirando às dez horas da noite, Paloma encontrou um envelope preso na porta. Ela abriu o envelope e retirou um pedaço de papel. Ela leu a mensagem contida no papel.
Paloma, sempre que precisar de informações sobre os assassinatos ou tiver alguma pista sobre os mesmos, ligue para o número 3484-8469 e assim poderá falar comigo. Assim que ler esse papel, ligue, e mande o número para eu ligar para você, pois creio que não vai dar muito certo ligar para a delegacia. Não quero que eles desconfiem de você.
Ela não pensou duas vezes. Assim que entrou, com o envelope na mão, ligou para o número escrito.
- Alô, Paloma?
- Já estava esperando a minha ligação?
- Digamos que estava. Já recebeu o papel.
- Se eu não tivesse recebido, como é que eu iria ligar para você?
- Certo. Eu não devia ter feito essa pergunta.
- Tudo bem, agora anote esse número que eu vou lhe dar, pois é o número que você deve ligar quando for falar comigo.
- Pode dizer, que já estou com papel e caneta na mão para anotar.
- Lá vai então, é 3481-7093. É o número do meu celular, pois se eu der o de casa, tem o risco de Tomoyo atender por engano e seria muito difícil iludi-la.
- Isso eu sei. Quando fui atrás de você, quase tive que empurrá-la para desobstruir o caminho.
- Voltando ao assunto que nos une, o assassino já deve estar escolhendo uma nova vítima
- Bom, isso é inegável, mas por que ele faz isso?
- Bem que eu gostaria de saber. - diz Paloma.- Torço para que ele pare.
- Infelizmente creio que você esteja errada Paloma.- responde Shaoran.- Ele vai voltar a agir, pode ter certeza disso.
- O que você que dizer com isso?
- Quando isso acontecer, você entenderá. Até logo.
- Boa noite.
Paloma desligou o telefone. Só que o que Paloma não sabia é que ele estava certo.
Doze dias depois...
Depois de uma manhã cheia, Paloma estava sendo liberada da delegacia. "Adoro quando isso acontece." Pensou Paloma, pronta para sair, quando foi surpreendida por Tales. Ele diz para Paloma:
- Houve mais uma morte Paloma. Uma universitária estrangeira chamada Safira Nairobi foi encontrada no beco da Faculdade de Tomoeda.
- E me deixe adivinhar o resto, ela foi assassinada com sete tiros e as marcas dos tiros formavam uma espécie de cruz.
- Exatamente Paloma. Como é que você sabia disso?
- Foi como nas outras mortes. É uma marca desse assassino.
- É mesmo?
- Sim. Agora vai avisar a delegada. Eu tenho que fazer algumas coisas.
"Infelizmente meu pressentimento estava certo. Terei que revelar meu passado para ele." Pensou Paloma. Ela entrou na sala e foi até uma mesinha no canto. Abriu uma das gavetas, pegou um livro e o colocou dentro da bolsa. Depois de colocar o livro na bolsa, puxou a manga esquerda de sua blusa até acima do ombro, revelando uma espécie de tatuagem: uma rosa escarlate na frente de uma lua crescente.
- Ah, Alexsia, minha amiga, por que as coisas tinham que ser desse jeito? Por quê?- Paloma se perguntava.
"Desde da morte de Alexsia, eu tinha apenas um sentimento, vingança, e era essa vingança que me mantinha viva. A partir desse sentimento criei uma personagem, um fantoche para fazer minha vingança, Mia Jaelish. Para mim, foi a melhor escolha que tinha. Pensei que isso iria me ajudar, só que as coisas apenas pioraram. Eu confundi tudo, e a chegada de Tomoyo me fez perceber isso." Pensou, ajeitando a manga da blusa. "Mais do que isso, ela me mostrou que eu tinha feito a escolha errada. Agora, eu quero ajeitar as coisas, mas só eu posso fazer isso." Paloma saiu da sala, pegou o celular, e ligou para o número que Shaoran havia lhe deixado.
- Alô, quem fala?
- Não me diga que você não sabe quem é?
- Usando o mesmo truque que eu Paloma.
- Ora, não custava nada testar.
- O que você quer?
- Vim lhe dizer que você estava certo. Ele voltou a atacar.
- Isso eu sei. Uma jovem, tinha a mesma idade de todas as vítimas, assassinada no lugar onde você o deteve. Ele fez com ele o que fez como todas as outras vítimas. A polícia não tem todas as informações, mas eu posso lhe contar todos os detalhes do assassinato.
- Onde é que você vai me contar isso?
- Você passa pela faculdade, não passa?
- Passo, por quê?
- Eu vou estar na porta da faculdade esperando para contar.
- Não, é um lugar não muito seguro. Eu estou saindo da delegacia agora.
- Por acaso é dia de folga?
- É. Me espere na porta da faculdade, eu irei te buscar. Também preciso contar algumas coisas.
- Está bem. Estarei te esperando.
- Até daqui a pouco.
- Até.
Paloma desligou o celular, e desceu correndo a escada.
Dez minutos depois...
Paloma estava chegando na faculdade. Ao parar na porta da faculdade, desceu do carro e viu que Shaoran se aproximava. Ele havia a visto.
- Desculpe se demorei, esse trajeto é relativamente rápido, mas estava a pensar em certas coisas.- diz Paloma.
- Tudo bem, foi melhor mesmo você ter demorado um pouco mais. Se tivesse chegado um pouco antes, teria dado de cara com uns investigadores estranhos. Eu acho que a polícia os designou para investigar o que estar acontecendo.
- Não pode ser. Não foi a polícia, pois a polícia não põem dois investigadores diferentes para investigar o caso de formas diferentes.
- Você tem certeza?
- Nesse caso eu tenho certeza absoluta, meu amigo. Sei de coisas sobre a polícia quanto você sabe de coisas sobre os assassinatos. Agora, você bem que poderia me contar como foi o assassinato dessa universitária.
Ele contou com todos os detalhes o assassinato. Contou como agiam, como escolhiam as vítimas, como matavam. Paloma ouvia atentamente cada palavra da narração, cada vez mais surpresa. Parecia que o caso estava pouco a pouco sendo desvendado, mas ainda haviam muitas dúvidas para esclarecer, dúvidas que Paloma sabia que a resposta traria surpresas. Mas algo no semblante de Paloma indicava uma seriedade mórbida.
- O que houve Paloma?
- Se eu te disser que não é nada, eu estaria mentindo.
- Você está bem?
- Eu estou. Agora, por favor, entre no carro.
Shaoran entrou no carro, meio a contragosto, mas preocupado com Paloma. Ela pisou fundo no acelerador e o levou até a seu apartamento. Já dentro do apartamento, Paloma fez que com ele sentasse no sofá, e se sentando no outro.
- O que você quer me dizer?
- Enquanto estudava o caso, fiz algumas descobertas e, com base em tudo que aconteceu, vou lhe pedir uma coisa, cuide-se. Você pode ser a próxima vítima. Todas as pistas indicam isso.
- Paloma, você não está bem.
- Eu estou no meu juízo perfeito se quer saber. Eu estou te avisando, assim como você me avisou. Estamos os dois correndo grande perigo. Tomoyo, a jovem que estava com Tomoyo, você, Tales, podem ser vítimas dele.
- E o que eu posso fazer para te ajudar, além do que eu já estou fazendo?
- Nos tornamos aliados, por que ambos queremos a todo custo a resposta.
- Certo.
- Eu tenho mais duas pessoas que me ajudam nesse caso, um você já conhece, eles também querem a resposta desse caso. Não seria pedir demais que você se junte a nós?
- Se essas duas pessoas forem de confiança, não vejo problema nenhum.
- Então, vá a delegacia as 8:00 da noite. Está bem?
- Está.
Eles pararam de falar, devido o barulho da porta.
- Não se preocupe. Tomoyo chegou.- avisa Paloma.
Quando Tomoyo entrou no apartamento e viu Paloma sentada no sofá conversando com Shaoran, ficou surpresa.
- O que você está fazendo aqui?- pergunta Tomoyo.
- Tomoyo, você se esqueceu que hoje é o dia que eu saio mais cedo do trabalho.
- Caramba, como é que eu fui esquecer disso?
- Será porque é época de exames na faculdade. Você sempre fica assim nessas épocas. E quem é essa adorável moça que está atrás de você?
- Creio que você já a conheça Paloma. Esta aqui é a minha amiga, ela é que estava comigo naquele dia.
- Ah! Agora sim, eu me lembro de você, minha querida jovem. E qual é o seu nome, doce criança?
- Meu nome é Sakura Kinomoto.- responde a jovem num misto de seriedade e obediência.
- Que belo nome você tem. É o nome de uma flor muito bonita.
Sakura corou levemente. Paloma sorriu discretamente ao ver a jovem corar, que ela sabia ser de uma forma muito estranha. "Não tenho mais dúvidas, Sakura faz parte da Fênix Negra, por isso ficou sem reação ao me ver. Yamazaki já deve ter avisado a ela que poderia me encontrar aqui. Mas o que será que ela veio fazer aqui?" Pensou Paloma, levantando-se da cadeira e perguntando para Sakura:
- Você poderia me acompanhar até o quarto?
- Posso.
- Então venha comigo. Já voltamos.
Ela deixou Tomoyo e Shaoran na sala e levou Sakura até o quarto.
- Você faz parte da Fênix Negra, não é.
- Como você sabe disso?
- Acho que isso vai te explicar.- responde Paloma, mostrando o desenho que havia no seu braço.
Sakura ficou parada por alguns segundos, depois de cair de joelhos no chão.
- Essa marca, Yamazaki contou-me sobre ela. Você então é a minha mestra?
- Sim, se é isso que você acha. Eu apenas criei a gangue, todos que entram são como se fossem meus irmãos.
- Entendo.
- O que você está fazendo aqui?- pergunta Paloma, quase num sussurro.
- Os Dragões Azuis começaram a se mover e nós achamos que eles estão te procurando.- responde Sakura.- Então resolvemos que um de nós devia ver como você está...
Paloma pôs dois dedos na boca de Sakura, impedindo-a de terminar a frase.
- Não diga esse nome aqui Sakura.- diz Paloma.- Aqui meu nome é Paloma Liqueur. Devemos manter o maior sigilo sobre isso, pois você sabe que eles ainda não sabem.
- Vai contar para eles sobre a sua outra face?
- Sim Sakura, mas eu estou esperando apenas o momento certo para revelá-lo a eles.- responde Paloma, passando a mão no rosto dela.- Mas enquanto isso não acontece, eu não quero uma palavra sequer sobre o assuntou. Ah, depois que você ir, preciso que me envie uma mensagem para Yamazaki e peça para ele avisar a todos os membros da Fênix Negra.
- Qual mensagem, mestra?- perguntou Sakura sussurrando.
- Que eles se preparem e esperem, pois a qualquer momento eu voltarei para liderá-los e terminar o que eu já havia começado.
- O que você quer dizer com isso?
- Quem está desde do início vai entender o que falo, e tenho certeza que quando eles entenderem, você saberá. Agora vamos voltar, eles já devem estar estranhando.
As duas voltaram para a sala. Tomoyo estava com uma pasta nas mãos, mostrando algo para ele. Sakura parecia estar levemente enciumada.
- Não precisa ficar com ciúmes dela.- acalma Paloma.- Ela só está mostrando os desenhos dela.
- Tomoyo é uma excelente desenhista.
- Sim, ela é.
- Você fala isso como se fosse algo sem importância.
- E não tem importância mesmo. Ela gosta mesmo é do Tales, aquele rapaz da delegacia que trouxe vocês duas junto com ele.- responde Paloma, rindo enquanto pegava a maleta.
- Você já vai?- pergunta Tomoyo.
- Eu preciso resolver algumas coisas na delegacia.- responde Paloma.- Shaoran, você vai depois onde eu te disse, está bem?
- Pode deixar, eu irei na hora marcada.
Ela saiu do apartamento e foi para a delegacia.
Uma hora depois...
Paloma estava sentada em sua sala, observando atentamente a lua, quando Yukito e Kaho entraram na sala.
- Fazendo alguma coisa, Paloma?- pergunta Kaho.
- Não Kaho, só estou apenas observando a lua.- responde Paloma, sem tirar os olhos da lua.
Kaho engoliu seco.
- E o que você quer me dizer Kaho?- pergunta Paloma num tom calmo e harmonioso que nunca havia sido ouvido.- Diga o que te deixa tão aflita e se for algo que eu possa te responder, eu o farei.
Ela respirou fundo, e olhando para a cadeira diz:
- Desde que você pegou este caso, acho que você está um pouco mudada.
- E por que você acha isso, minha doce amiga?
- Pelo seu comportamento. Você começou a fazer coisas que nunca ninguém aqui tinha te visto fazer antes. Parece que este caso está te mudando mais do que pode imaginar.
- Kaho, meu comportamento não mudou, foram vocês que finalmente o perceberam. Você não me conhecem totalmente para saber do meu jeito, da minha vida.
- Mas tem algo que você está mudando em si mesma Paloma, e é isso que Kaho e eu percebemos.- diz Yukito.- Você não pode evitar as mudanças.
- Mas eu sou assim, e vou mudando conforme as coisas vão mudando ao meu redor. É simplesmente isso Yukito, é assim que as coisas são para mim.
- Você descobriu algo bastante estranho, pelo seu jeito de responder.
- Talvez eu tenha descoberto e não sei o que é.
Paloma parou de falar e continuou a observar a lua. Ela continuava olhar pela janela, quando sem querer acabou dizendo as palavras:
- O fim é apenas o início e o início é apenas o fim.
Kaho e Yukito olharam intrigados para Paloma. O que ela queria dizer com "o fim é apenas o início e o início é apenas o fim". Será que ela sabia de algo e não queria contar para eles?
- O que você quis dizer com isso?- perguntaram.
- Nada. Eu estava pensando alto.- responde Paloma, se virando para observar os dois amigos.- Vocês acham que eu estou escondendo algo de vocês.
Ambos sabiam que Paloma havia percebido o que estavam pensando.
- Paloma, você por acaso lê pensamentos?- pergunta Kaho.
- Não minha cara amiga, mas percebo facilmente o que passa em suas mentes através dos olhos de vocês.- responde Paloma, com um toque de sutileza.- Pelos olhos de vocês, eu sei do que vocês pensam mais do que suas vãs filosofias podem imaginar. Pra que palavras, se vocês me dizem tudo o que pensam através do olhar.
Yukito lançou um olhar cortante para Paloma e diz:
- Nós estávamos pensando nisso sim Paloma, eu pelo menos estava. Eu a conheço há muito tempo e sei que quando você diz coisas desse tipo, é um aviso que tem algo mais do que você está contando.
- Não se preocupe Yukito, o que não estou falando para vocês são apenas suposições, se elas forem verdadeiras eu contarei para vocês, mas elas ainda não passam de suposições que tem chance de nem ocorrer. Bom, eu vou dar uma saída e volta daqui a pouco. E, o nosso novo aliado está chegando, creio que vão gostar de conhece-lo. Até mais tarde.
Ela saiu rapidamente da sala. Meia hora mais tarde, a porta novamente se abre.
- Aqui é a sala da detetive Paloma?- pergunta Shaoran.
- Sim, por que a pergunta?- responde Yukito.
- É que ela me disse para vir aqui para conversar com ela.
- Então você é o nosso novo aliado.- comenta Yukito.
- Exatamente. Meu nome é Shaoran Li.
- Bem vindo ao time.- cumprimenta Kaho.- Eu sou Kaho Mizuki, delegada.
- E eu sou Yukito Tsukishiro, detetive.
- Prazer em conhece-los.
- O prazer é nosso.
Então, os três ouviram um barulho. Era Paloma, que havia acabado de entrar na sala. Ela sorriu e o cumprimentou:
- Vejo que já conheceu os outros da equipe.
- Sim, eu já conheci.
- Bem vindo ao time Shaoran.
Ele sorriu discretamente e diz:
- Farei o melhor para ajudar você e os outros.
- Sei que fará.
Os quatro estavam decididos para resolver aquele caso.
- Pessoal, agora ninguém vai deter a gente de descobrir quem é o autor desses assassinatos em série.
As palavras de Paloma soaram como uma promessa. Eles estavam todos parados vendo Paloma. "Então é verdade, alguém dos Dragões Azuis é o assassino anônimo. É melhor eu conversar com eles, mas sem que eles percebam minha descoberta." Pensou Paloma.
Duas horas depois...
Todos conversavam calmamente até que Paloma se virou para Shaoran e pediu:
- Já é muito tarde. Vá para casa descansar e amanhã continuaremos a investigação.
- E vocês?
- Nós também já vamos.
Ele saiu e ela fechou a porta. Estava séria e os dois perceberam que ela queria dizer algo muito importante. Yukito pergunta:
- Você já sabe quem foi, não é?
- Eu tenho quase certeza.- responde Paloma, suspendendo a fala por alguns momentos para poder respirar.- E para nós isso vai lembrar coisas nada agradáveis.
- Não me diga que foram os Dragões Azuis, Paloma.
- Eu ainda não posso dizer com absoluta certeza Yukito.
- Eu não acredito que eles seriam capazes desse tipo de morte, apesar dos Dragões Azuis sejam conhecido por causar mortes desse tipo.- comenta Kaho, num tipo de análise.- Apesar de tudo, os Dragões Azuis possuem um rígido código de honra, que se for cumprido por seus participantes, ocasiona a deserção e em alguns casos a morte.
Paloma assentiu com a cabeça.
- Nós sabemos quais são as regras e como elas são aplicadas. Todos aqui presentes sabem também como as regras deles são cumpridas sem falta. E, pelo o que sei sobre o código de honra deles, matar uma mulher é igual a uma traição e é punida com tortura e com a morte pelo método mais sangrento. E quem mata as pessoas condenadas por isso é o próprio Mikael.- continua Kaho.
- Até ai eu concordo com você, mas aonde você quer chegar com isso?- pergunta Yukito.
- Você pode me deixar terminar o meu raciocínio?
- Vai, termina sua suposição.
- Você não acham estranho que hajam mortes de mulheres entre as vítimas desse assassino. Se ele for mesmo dos Dragões Azuis, vocês acham que Mikael não o puniria se soubesse disso?- diz Kaho.
- Concordo com você nesse ponto, se ele sempre puniu crimes desse tipo, por que ele pararia agora?- responde Yukito.
- E se Mikael não souber que um dos seus seguidores está violando a principal regra da gangue? O que vocês acham que estaria acontecendo?- pergunta Paloma.- Vocês já pararam para pensar nessa hipótese.
- E se ele souber? Lembro que saiu a caça de Mia Jaelish.…- Yukito consertou a frase rapidamente.
- Eu duvido muito. Não pela parte da caça, mas de ele saber.- respondeu Paloma.- Ele pode ser vingativo, mas creio que não é burro. Ele impôs essa regra, não penso que desistiria tão fácil. E sobre o outro assunto, eu não quero uma palavra sobre ele, nem um mínimo pensamento sobre isso. Estou sendo clara, ou preciso explicar de novo?- ela falou friamente.
Os dois concordaram com Paloma. Sabiam que quando ela falava desse jeito, ela não estava brincando. Ela podia ser muito perigosa se alguém tentasse fazer o contrário do que ela queria. "Será que esse assassino pretende derrubar Mikael da liderança dos Dragões Azuis?" Pensou Paloma. Paloma fechou o punho e diz:
- Eriol, Naoko, Rika, Meilin, Safira, Richard e Daniel, eu prometo pela minha vida que não deixarei suas mortes impunes.
Os três saíram da delegacia, cada um em direção a sua casa.
Enquanto isso, em algum lugar da Zona Oeste de Tomoeda...
Tales foi até uma casa e bateu na porta.
- Senha?- pergunta uma voz.
- Fortuna Maior.- responde Tales.
- Entre.
Tales entra na casa e percorre o imenso corredor até dar de cara com uma imponente porta de madeira. Ele bate discretamente na porta.
- Quem é?- pergunta um voz do outro lado da porta.
- Sou eu Mikael, Tales.
- Espere um pouco, eu já vou abrir.
Tales viu a porta se abrir com dificuldade e um jovem aparecer. Tinha seus 27, 28 anos e com um gesto, fez Tales entrar na sala. Era uma sala bem arejada e iluminada. Havia uma escrivaninha grande, com duas cadeiras na frente e uma atrás. O rapaz pergunta, sentando na cadeira atrás da escrivaninha.
- Descobriu algo, Tales?
- Não consegui descobrir muitas coisas Mikael. Sei que houve mais uma morte e que com essa morte aumenta para sete o número de vítimas.
- E a detetive, descobriu algo?
- Sim. Ela descobriu que as marcas dos tiros que ela levou foram uma espécie de cruz.
- Você disse cruz?
- Sim, disse. É uma marca, todas as vítimas dele tem essas marcas.
- Entendo Tales. Ela tem mais pistas?
- Ela tem mais algumas pistas, mas eu ainda não sei quais. Parece que ela já tem alguns suspeitos.
- Você tem certeza disso tudo que está me contando Tales?
- Absoluta, Mikael.
O rapaz olhou para fora e diz:
- Você verá eu fazer algo que ninguém nunca pensou que seria capaz de fazer. Talvez eu ajude a polícia, Tales.
- O quê? Você, ajudando a polícia? Eu sei que isso não pode ficar impune Mikael. Mas você tem certeza do que quer?
- E é isso mesmo o que eu quero, Tales.
Ele virou o olhar para Tales.
- Mas isso não pode ficar impune Mikael.- diz Tales.
- E isso não vai ficar impune, Tales. Eu juro que não vai ficar, nem que eu mesmo tenha que acabar com isso.
Fim do 2º capítulo.
E ai galera, o que acharam? Desculpem se demorei muito para enviar esse capítulo, pois tive uns problemas que me afastaram do teclado por um tempo (problemas na escola e falta de tempo). Tentarei não demorar muito para mandar os outros capítulos. E vocês já sabem, elogios, sugestões, criticas, me escrevam, que será um prazer ler seu comentário.
