Inicio: 12/06/09
Término: 12/06/2009 - 15:30 hs
Sinopse: Doze de Junho não é Dia dos Namorados!
Gênero: Romance/Comédia.
xx Projeto: Table III. Linha 3. "Vamos comemorar!" xx
(só diálogos)
Quem disse uma tolice dessas?
por Bruh M.
- Quem disse uma tolice dessas?
- Não é tolice, Camus. É a mais pura verdade, veja: esta aqui no calendário, dê uma olhada.
- Eu sei que dia é hoje, Milo. Não preciso confirmar.
- Está bem. Então: vamos comemorar!
- Comemorar o que, eu mal lhe pergunte?
- Ora, o Dia dos Namorados!
- Milo eu já te disse: hoje não é dia dos namorados!
- Lógico que é Câ, está no calendário!
- Quem disse isso?
- Aldebaran! Foi ele quem me contou. Estava descendo as escadarias hoje logo cedo e o encontrei com uma caixa de presentes na mão. Ele me disse que era um segredo, mas… cá entre nós e, por favor Camus, não conte a ninguém: o presente era para Mu.
- Não conte a ninguém, ãh? Diga-me, esta foi uma recomendação do próprio Aldebaran para você?
- Sim, foi.
- E não era para contar a ninguém?
- Sim, era.
- E porque diabos eu estou sabendo dessa história pela sua boca, se era um segredo entre você e Aldebaran, meu caro?
- Ora! Ora… eu sei que posso confiar em você, meu caro. E é por essas e outras que não guardo segredo algum com você!
- Sei, sei.
- Então, para onde vamos hoje à noite?
- Não estou a fim de sair Milo, desculpe. Andei treinando muito por estes dias, gostaria de ficar em casa se não se importar.
- É lógico que me importo Camus! Eu quero sair com você, justo hoje que é um dia especial!
- Dia especial? Que dia especial?
- Por Zeus, Camus! Está mais avoado que de costume, acorda! Hoje é doze de junho: Dia dos Namorados!
- Já me cansei de lhe dizer isso, Milo. Pela última vez: hoje não é dia dos namorados!
- Lógico que é! Está na folhinha, então eu acho que, pelas circunstâncias, devemos crer nos feriados que marcam o calendário.
- Dia dos Namorados não é um feriado…
- Bem que poderia ser, você não concorda?
- É talvez sim. Mas da onde Aldebaran tirou esta historia de que hoje é dia dos namorados? Que eu saiba, e todos hão de concordar, comemoramos este dia em quatorze de fevereiro.
- É, eu sei… estranho não é? Mas me parece que a data no Brasil é diferente, pois eles comemoram a data na véspera do dia de Santo Antônio. Sabe, o santo é casamenteiro, o Aldebaran me disse.
- Interessante.
- Muito interessante! Além do Aldebaran e Mu comemorarem o Dia de São Valentim como o resto do mundo faz, eles ainda têm uma outra data comemorada no Brasil. Muita sorte o Mu têm, eu diria.
-Mi, você está sendo indiscreto em relação aos dois.
- Me empolguei, desculpe. E aí, o que me diz? Se não quiser sair hoje tudo bem, posso passar no seu templo no fim da tarde e comemoramos a noite toda!
- Ok, pode ser. Eu te espero lá. Mas espere aí… o que quer dizer com comemorar a noite toda?
- A data não pode passar em branco, temos que comemorar de alguma forma… o que me diz?
- Milo… não somos namorados!
- Mas… poderíamos ser!
- O quê?
- Ora Câ! Isso é muito relativo. O fato de não sermos namorados não quer dizer muita coisa com a nossa relação atual.
- O que quer dizer com isso?
- Veja, fazemos muita coisa juntos: treinamos, brincamos, passeamos, jantamos e almoçamos na companhia um do outro. Suas opiniões são importantes para mim assim como as minhas tem um peso importante na sua vida. Passamos mais tempo um na casa do outro do que todos julgam necessário e repare só: até roupas minhas eu tenho no seu guarda-roupa!
- Tem porque é um folgado e desleixado! Se não fossem as roupas que pedi que deixasse em minha casa, correria o risco de ficar sem ter o que vestir quando resolve tomar banho por lá.
- E me diga então se mais algum Cavaleiro de Ouro divide o chuveiro em seu templo?
- Bem… Aldebaran e Mu provavelmente dividem os deles.
- Certo, eles são um casal. Quem mais?
- Milo! Nossa relação é pura e simplesmente amizade!
- É amizade porque você quer!
- Como?
- Você me ouviu, não vou repetir!
- Ãh… Milo, me escute! Eu acho, eu acho que você está levando as coisas para um outro lado, entende? Um lado da nossa amizade que…
- Não estou distorcendo absolutamente nada, Camus. Quem não enxerga o óbvio aqui é você, não eu. Aliás, eu já percebi que nossa relação de amizade deixou de ser amizade há muito tempo.
- Como assim?
- O fato de mostrar cara feia para cada garota que eu te apresento é uma prova disso!
- Eu nunca fiz isso!
- Além de me comer com os olhos quando eu saio do seu chuveiro é outra prova!
- …!
- E então? Nem ao menos vai se dignar a negar isso?
- Eu… eu…
- Você?
- Eu…
- Você está vermelho, Câ.
- Pare com isso, está me constrangendo.
- Tudo bem, Câ. Se você não quer sair do armário e assumir que, no mínimo, sente-se atraído por mim eu posso tentar te compreender. Mas pela deusa, não minta para você mesmo! Se não quiser que eu apareço na sua casa hoje é só falar. Eu vou embora.
- Ei, Milo, espere! Eu não quis dizer isso… você não entende!
- O que eu não entendo?
- A culpa é sua se joga esse monte de informação em cima de mim de uma vez só. Eu estou confuso, desnorteado! Apenas… apenas não vá embora agora… eu preciso te dizer algumas coisas.
- Algumas coisas?
- Sim, algumas.
- Como o quê, por exemplo?
- Como… como o fato de você estar me cobrando uma posição de uma relação que nós dois sabemos não existir.
- É lógico que existe, todos conseguem enxergar! Você é o único que não quer ver.
- Eu nunca dei a entender que gosto de você mais do que um amigo gostaria.
- E isso é verdade?
- Não, não é!
- Então é verdade!
- É sim, é verdade! Eu odeio isso, você está me confundindo!
- Ainda quer que eu vá à sua casa hoje à noite?
- Quero!
- Para quê?
- Não sei o que, exatamente… apenas vá, ok?
- E o Dia dos Namorados?
- O que têm?
- Vamos comemorar?
- Vamos.
- Como namorados?
- Sim, como namorados.
- Está me pedindo em namoro, Camus de Aquário?
- Sim, estou!
- Então faça a pergunta corretamente, Câ. Estou esperando por isso há muito tempo!
- Você não pode estar falando sério!
- Você vê algum tipo de brincadeira em um pedido de namoro?
- Eu não acredito nisso, você está fechando o cerco para cima de mim, seu escorpião maldito!
- É o que nós, escorpianos, costumamos fazer. E você está caindo feito um patinho, cubo de gelo.
- Chega dessa conversa. Vamos para casa, agora!
- Para a minha casa ou a sua casa?
- Para a minha casa, você não quer um pedido de namoro com tudo o que tem direito?
- Esse vai ser o meu presente de Doze de Junho?
- É, vai.
- Onde estão os beijos, os abraços apertados, as mãos enlaçadas, os eu te amo tanto Milo?
- …
- Câ?
- Hn?
- Você me ama? Assim, do jeito como eu amo você?
- No sentido de quantidade eu não sei precisar. Afinal de contas, você não foi o único que notou meus olhares indiscretos em você. Não fui completamente indiferente aos seus toques, Milo.
- Isso significa exatamente…?
- Ora, não se faça de desentendido. Se eu te comia com os olhos era porque você fazia questão de se despir na minha frente. Era um tanto quanto óbvia a sua maneira de se mostrar a mim. Nunca vi alguém com tão pouca vergonha de se desnudar para os outros da forma como você faz!
- Para os outros não, para você! Entenda, nunca fiz menção de esconder que sinto algo por você.
- Verdade?
- Você que é desligado demais para notar. Enfim, pode me recompensar este tempo de espera me respondendo a pergunta que tentou fugir.
- Eu amo você, Milo. Feliz Dia dos Namorados.
- E o meu presente?
- Me diga uma coisa, curiosidade apenas: você não armou isto aqui para tentar ganhar qualquer presente da minha parte não é? Se for isso, eu não respondo por mim, Milo de Escorpião!
- Calma, calma! Eu só tentei unir o útil ao agradável, que mal a nisso?!
- Eu não acredito, eu não acredito!
- Câ, está ficando frio demais aqui… relaxe!
- Some da minha frente!
- E o meu beijo?
- SOME!
- Mas eu te amo!
- Eu também te amo, droga!
- E por que estamos brigando no nosso primeiro dia de namoro? Eu nem te beijei ainda!
- …
- …
- Me perdoa? Não fiz por mal, Camus… eu só…
- Eu sei, eu te conheço e te perdôo por isso. É o seu jeito de tentar resolver as coisas, afinal. Venha cá…
- Hn, abraço quentinho.…
- Milo…?
- Sim?
- Podemos ir para casa agora?
- Sim, podemos… mas, ainda estou esperando o meu beijo de Doze de Junho!
Fim
(e o pedido de namoro, obviamente, já que Camus conseguiu escapar de quase todas as perguntas de Milo, aquele liso!) ^^
N/A: Não sei vocês, mas eu super consigo enxergar o Camus perdendo a paciência com a verborragia do Milo para cima dele, ainda mais se for uma cobrança desse tipo. Vocês também? Sei que para alguns vai parecer meio – ou completamente – OCC, mas eu tentei deixar o Camus o mais confuso possível com as cobranças malucas do Milo. A ponto de fazê-lo agir sem pensar, como certamente não faria. Literalmente, dar um nó na cabeça ruiva dele! HAHA! Atualização rápida né? E fic escrita mais rápida ainda: 3 horas! Levando em conta que sou péssima com diálogos e o último challenge de Harry Potter de qual participei me ajudou muito neste quesito, estou feliz com o resultado! Obrigada as reviews de Descobertas: graziele e acid amber, e todos os alerts que recebi. Não prometo nada, mas… alguém aí quer um lemon? Me respondam nas reviews? Elas são bem-vindas, sempre. Beijos.
