Segredo?
Retrospectiva do último episódio:
Sesshoumaru escorreu pela porta, com a mão na cabeça e um aperto nas calças.
- Agora, sim, eu sei tudo sobre ela – e soltou um longo suspiro, decidindo o que faria: banho prazeroso (literalmente) ou cama e sono?
2º Segredo
- Ka-go-meee! – exclamou Sango pela milionésima vez ao bater na porta da amiga, sua voz fazendo eco à de Miroku e Inu-Yasha:
- Sesshoumaru, pô! – os dois batiam na porta ao lado.
- Daqui a pouco eles trocam o café da manhã pelo almoço, vamos! – exclamou Sango entre dentes, cansando de bater.
Kagome levantou num pulo (justo quando tinha acabado de pregar os olhos, depois do que aconteceu mais cedo) e gritou o "já vai" mais sonolento e arrastado de sua vida, correndo para o banheiro.
- Ai, minha pressão – reclamou com a mão na testa. – Ele me paga. – Lavou o rosto, passou uma leve maquiagem por cima da que ainda restava, pôs um short branco e uma camiseta amarela, calçou suas sandálias ao mesmo tempo que penteava e prendia o cabelo num rabo de cavalo e abriu a porta.
- Vocês fedem a álcool – falaram todos ao mesmo tempo, tapando os narizes. Kagome olhou para o lado e viu Sesshoumaru com sua face fria (mas tinham duas covas pretas abaixo de seus olhos) e uns fios que escaparam da escova.
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- Sesshoumaru, pô! – Miroku e Inu-Yasha bateram na porta do, na concepção deles, "bêbado maluco".
- Daqui a pouco eles trocam o café da manhã pelo almoço, vamos! – exclamou Sango um pouco longe de sua porta, e as batidas no quarto ao lado pararam.
Estalando a língua, Sesshoumaru levantou-se com pesar, não pregara o olho desde que chegara. Claro, ele se molhara ao chegar, mas estava ocupado demais brincando com seu amiguinho que não conseguia esquecer a noite de ontem para lembrar que chuveiro serve para "banho". Desistiu da ideia de usar essa função da ducha e pôs uma camisa de botão branca com uma calça preta, passou a mão pelo cabelo ao passar pelo espelho e abriu a porta ainda pondo os sapatos e afivelando o cinto.
- Vocês fedem a álcool. – falaram todos ao mesmo tempo (inclusive Sara, que estava o tempo todo encostada numa parede, só olhando), tapando os narizes. Sesshoumaru olhou para o lado, mais para baixo, e viu Kagome com as sobrancelhas juntas, estudando-o.
- O quê? – estreitou o olhar para ela, terminando de afivelar o cinto. Kagome levou a mão à boca.
- Pfft... – ela fez o sinal de "um momento" e abaixou a cabeça para segurar o riso, apoiando-se no ombro de Sango com a outra mão – você tá um caco. O que aconteceu com você ontem, cara? – falou entre risinhos – ai, ai, ai, ai... – mas logo parou por causa da ressaca, levando a mão à cabeça.
- Posso dizer o mesmo de você. Que bicho te comeu ontem, heim? – perguntou virando-se para o corredor, seguindo para a área das refeições. Kagome se segurou para não ficar vermelha (de raiva) e cerrou os punhos, desvencilhando-se de Sango e indo ao lado dela para a área das refeições.
- Não era pra ser que bicho te "mordeu", não? – indagou Sango para si mesma, com a mão no queixo.
Claro que só Kagome entendera o que Sesshoumaru quis dizer.
"Mas que brincadeira sem graça. E... e... argh, que maldito..." pensou Kagome, vendo um alvo na cabeça de Sesshoumaru e uma bala passando pela cabeça dele "Seria bem legal se isso acontecesse nesse instante." E suspirou, sentando à mesa.
- Não vai comer, Kagome? – perguntou Inu-Yasha, curvando-se para ela. Kagome suspirou.
- Nem. Não tô com muita vontade de pôr alguma coisa em meu estômago, sabe. – apoiou os cotovelos na mesa e a cabeça nas mãos, massageando o couro cabeludo. Inu-Yasha pôs a mão sobre seu ombro. – Se bem que um suco de laranja seria ótimo – falou finalmente e o homem sorriu, dando duas palmadinhas na cabeça dela, virando-se para pegar sua bandeja, seguindo os outros.
Sesshoumaru, como diz a lei de Murphy, foi o primeiro a sentar-se. Kagome nem precisou levantar o olhar para saber que era ele, aquelas mãos inconfundíveis.
- Não diga nada – levantou o dedo Kagome, sabendo que ele abrira a boca para falar.
- E o que você quer que eu faça? – ele deu um suspiro, dando um gole em seu suco de maçã.
Kagome levantou a cabeça, passando as mãos para ajeitar a franja e apoiando-se na mesa.
- Você bem que podia agir com mais naturalidade. – Sesshoumaru parou seu mini-croissant a meio caminho da boca.
- E quando foi que eu não o fiz? – ergueu uma sobrancelha, mordendo o pãozinho.
- Ah, faça-me o favor – Kagome suspirou e girou os olhos, vendo a aproximação de seus amigos. Sussurrou – você tá agindo normalmente com todos, menos comigo. A primeira coisa que você faria se me visse desse jeito – ela apontou para si mesma – era preocupar-se e dizer tudo que Inu-Yasha me disse – finalizou bem na hora que Sara e Sango sentaram-se ao seu lado.
- Kagome, eu tava falando pra Sara como esse navio é incrível. – começou Sango, bebericando sua vitamina de mamão. – Que tal a gente fazer um tour por ele mais tarde?
- Bem mais tarde, né, Sango. – E abaixou a cabeça na mesa, sua pressão ainda não voltara ao normal desde... aquilo com Sesshoumaru.
- Tá tão mal assim? Olha, toma – Sara falou, mexendo em sua bolsa e tirando uma cartela de remédios – esse é tiro e queda pra ressaca.
- E pra pressão baixa, também? – Kagome apoiou a cabeça em uma mão e roubou o último mini-croissant de Sesshoumaru, comendo-o rapidamente. Ela sorriu ao ouvir o suspiro irritado dele.
- Hã? Por que pressão baixa?
- Tô mal... me lembrem de nunca mais pôr sequer uma gota de álcool no sangue.
- Nossa, Kagome, cê tá péssima – finalmente Miroku deu o ar da graça, sentando-se ao lado de Sesshoumaru (entre ele e Sara tinham duas cadeiras). – Que bicho te mordeu, heim?
Sesshoumaru olhou para o lado, segurando o riso e Kagome pressionou os lábios numa linha.
- Nenhum bicho me mordeu, Miroku. Olha, porque a gente não faz o seguinte? Obrigada – agradeceu ao pegar o suco que Inu-Yasha lhe entregara, tomando-o pelo canudo – Porque a gente não vai lá pra piscina? Vai ver eu melhoro se pegar um pouquinho de sol.
- Não vejo lógica nenhuma nisso. – comentou Sesshoumaru, terminando seu suco e empurrando a bandeja para o frente, limpando os lábios com um guardanapo de pano.
- Eu também não, mas tudo bem – riu Sango. – Eu tava querendo mesmo ir à piscina. – piscou para Miroku, que não vira por estar ocupado cortando seu baguete.
Kagome sorriu e olhou de relance para Inu-Yasha, Sara e Sesshoumaru.
- Então, à piscina!
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Depois de tomar o remédio de Sara, ela realmente ficou melhor da dor de cabeça e enjoo. Sua pressão até deu uma melhorada depois de ter comido aquele croissant de Sesshoumaru (parecia que ele tava ali exatamente para ser roubado, diga-se de passagem). Kagome pôs uma toalha, protetor solar e toda parafernália que mulheres levam para piscina, dentro de sua bolsa transparente. Vestiu seu biquíni cor-de-rosa e um par de havaianas¹.
Sesshoumaru pôs seu calção azul e branco com uns detalhes florais (N/A:lembrem-se do kimono dele, muhaahah), óculos escuros, havaianas e abriu a porta ao mesmo tempo que Kagome, ainda pondo a toalha em cima do ombro.
Foi como se a aura tivesse explodido ao redor deles e só sobrara vácuo ali. Eles se olharam de cima a baixo, Kagome lembrando daquele abdome em cima dela e Sesshoumaru lembrando daquelas curvas embaixo dele.
Mas não durou muito, esse momento. Logo seus amigos saíram de seus quartos e seguiram para a piscina, as garotas elogiando os biquínis umas das outras e os garotos fazendo questão de ficar para trás para apreciar a vista.
A piscina estava lotada.
Foram para outra, do outro lado do convés, e notaram que estava menos cheia que a anterior. Inu-Yasha e Miroku saltaram na piscina com mortais, arrancando uns "seu bando de idiota" seguido de risadinhas das garotas. Sesshoumaru girou os olhos e sentou-se debaixo de um guarda-sol, abrindo e lendo um jornal que estava convenientemente dando sopa em cima da mesa.
Kagome deitou-se na cadeira de praia, jogando sua bolsa para o lado, aproveitando a sombra do mesmo guarda-sol. Sara fez o mesmo, mas Sango pulou na piscina e ficou jogando água na cara dos meninos.
Aproveitando a deixa dos óculos escuros, Sesshoumaru de vez em quando olhava de relance para a Kagome deitada do outro lado da mesa, na cadeira de praia.
Ah, kami, como ela era deliciosa.
Ele sempre soube que a amiga não era de se jogar fora, mas depois da noite anterior, ele ficou mais consciente disso. Do rebolado que ela dava ao andar, do caimento perfeito que seus cabelos faziam em seus ombros, da profundidade de seus olhos azuis brilhantes.
Ele a queria de novo.
Mas, dessa vez, queria lembrar-se e curtir o momento, sóbrio.
Claro que ninguém poderia ficar sabendo, afinal – ele olhou para Sara, com seu biquíni marrom cheio de detalhes meio listrados e sóbrios – ele ainda queria alguma coisa com Sara, mulher pela qual nutria uma antiga paixão.
Mas... – olhou novamente para Kagome, que pusera os óculos escuros sem que ele percebesse – Sara podia esperar. Ele queria esconder embaixo dos lençóis dessa viagem todas as suas fantasias com Kagome. Eles poderiam ser amigos, depois. Sesshoumaru cansou de conhecer pessoas que tiveram relações com amigos sem nada ter mudado entre eles.
Fechando o jornal, Sesshoumaru decidiu: iria falar com ela.
- Kagome.
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Espreguiçando-se e deitando-se na cadeira de praia, à sombra do guarda-sol que também estava sendo usado por Sesshoumaru, do outro lado, Kagome levantou os braços e curtiu o calor.
Sango pulara e começara a jogar água nos outros dois (até outras pessoas juntaram-se a eles e começaram a jogar vôlei), Sara ficara ao seu lado, com seus óculos escuros (que combinavam perfeitamente com seu biquíni), lendo a revista de moda que trouxera. Sempre trabalhando.
Incomodada com a luz, Kagome remexeu na sua bolsa e pegou seus próprios óculos escuros, deitando-se novamente.
Aproveitando a deixa dos óculos escuros, Kagome de vez em quando olhava para Sesshoumaru, atento para o jornal que encontrara convenientemente em cima da mesa.
Ah, kami-sama, como era delicioso.
E bem-dotado, acrescentou mentalmente, cruzando as pernas e sentindo uma leve ardência. Ela mordeu o lábio inferior ao lembrar-se da noite anterior.
Ainda tá tudo bem. Amigos ficam uns com os outros, é normal. Kagome cansou de conhecer pessoas que foram mais além (de dormir mais vezes e em lugares inusitados) e ainda assim serem amigos.
Além de quê, por causa do álcool, apesar de todos os flashes, a memória ainda era fraca, só o seu corpo que fazia questão de lembrar-se dele.
Pronto, vai ser um segredo esquecido por entre os lençóis dessa viagem, e Kagome vai se esforçar para esquecer...
- Kagome. – o coração da mulher saltou para a boca e ela virou a cabeça mecanicamente para onde ouvira a voz. Ela só viu a cintura dele, por debaixo da mesa, o que não ajudou muito, visto o rumo que seus pensamentos haviam tomado.
- AI MEU KAMI – Kagome pulou ao levar uma bolada de praia na barriga, ouvindo risinhos – querem me matar, é, bando de louco? – exclamou, olhando nervosamente para Sesshoumaru, entregando-lhe seus óculos – cuida deles aqui – fingiu ser normal e jogou-se na piscina, atirando a bola na cabeça de Inu-Yasha.
Sesshoumaru massageou a região entre os olhos "não foi dessa vez. Talvez mais tarde, à noite, seja melhor. Contenha-se".
- Por que não vai jogar com eles? – a voz de Sara saiu como um sussurro, mesmo estando a uma mesa e uma cadeira de distância.
- Pareço o tipo de pessoa que faz aquilo? – perguntou com uma voz fria de escárnio, apontando para a multidão que agora brincava, uns se jogando por cima de outros (ele sempre olhando para Kagome, vendo os outros homens olharem-na e se jogarem em cima dela para pegar a bola, de propósito). Sara deu uma risadinha.
- Não, não parece – e voltou sua atenção, ainda com ar de riso, para a revista concorrente.
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Saíram da piscina lá pelas quatro da tarde e foram direto para seus quartos depois de ouvir no alto-falante a programação: um show de música eletrônica na boate (que começaria ao pôr-do-sol e só acabaria ao amanhecer), um lual na piscina principal (aquela que estava cheia) ou outra noite de gala no restaurante granfino (eles excluíram essa opção, lembrando-se da taxa de álcool que tudo tinha lá dentro).
Sesshoumaru sequer teve chance de puxá-la para conversar, pois Inu-Yasha e Miroku o puxaram para planejarem as coisas: eles iriam para a boate pegar todas.
"Que plano incrível", pensou Sesshoumaru cético, ao entrar em sua cabine.
Tomou um banho demorado (mas com certeza seria o primeiro a sair, conhecendo seus amigos) e começou a pensar no que faria quando Kagome aceitasse.
Começou a ficar animado mas logo mudou a água para fria. "Vamos deixa essa animação para mais tarde" e saiu do banho. Vestiu-se com uma tank top preta, calça jeans escura e pôs um casaco no ombro, pra garantir.
E era incrível como isso acontecia com frequência: saiu do quarto exatamente na mesma hora que Kagome.
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Depois que saíram (na verdade, foi ainda no vôlei), decidiram ir para o show de eletrônica. Despediram-se de seus mais novos amigos (apesar de Kagome não lembrar sequer o nome de um deles) e foram-se para suas cabines.
Sem saber o porquê, Kagome entrou rapidamente quando Sesshoumaru fora puxado pelo irmão e pelo amigo.
Ela se sentia inquieta, só pelo fato dele ter dito seu nome com aquele sussurro maravilhoso justamente na hora em que ela se lembrava da noite anterior.
- Calma, Kagome, lembre-se do escândalo que fizeram essa manhã. – Respirou fundo e entrou no banho, lavando o cabelo com cuidado – ele não vai fazer mais nada depois daquilo, pode ter certeza. – Ela então sentiu suas partes baixas umedecerem. Apertou os olhos e lavou-se.
Não iria ficar de salto naquela boate, ainda mais se pretendesse passar a noite toda lá, então decidiu por uma rasteirinha acompanhada de uma jeans rasgada e uma camisa preta colada na cintura e folgada nos quadris, estranhamente fácil de tirar.
- Fácil de tirar, fácil de tirar... – ironizou Kagome, maquiando-se para noite.
Depois, procurou seu celular dentro da bolsinha que usara na noite anterior e enfiou-o em outra bolsinha, dessa vez uma clutch que desse para ficar sempre à mão. Ela quase capotou quando viu um pacote de camisinha ao lado de sua cama. E fechado.
- Meu kami-sama – engatinhou até ali, e, por impulso, enfiou a camisinha na bolsa – não, aqui não! – e jogou a bolsa para cima. – Tá, vou sem bolsa. – chutou a clucht para o lado – é tudo incluso, mesmo – e fez bico para a bolsinha esquecida no canto, abrindo a porta ainda com o coração na mão.
O coitado foi parar na boca ao dar de cara com Sesshoumaru. Maldito Murphy.
Ela engoliu seco, levando seu coração, nervosismo e suor frio junto, olhando-o de cima a baixo.
- Vista o casaco – pegou o dito cujo do ombro de Sesshoumaru e entregou-lhe para vestir, tentando parecer normal.
Ele ergueu uma sobrancelha, curioso.
- Ora, mas porque? – mesmo com a pergunta, vestiu-o, deixando-o aberto (e a tank top era tão colada que dava até pra contar os músculos de seu tanquinhozão).
- É muito frio naquela boate – mentiu. Ela só não queria que aqueles braços perfeitos fossem secados por outras pessoas.
Tá, ela sempre fora ciumenta com ele, então ainda tá valendo.
- Então eu lhe darei esse casaco e vou pegar outro para mim. Porque não entra? – e fez cara de lobo mau ao passar o cartão para abrir sua porta.
Kagome mudou o peso do corpo para uma perna, nervosa.
- Não, valeu, tô bem aqui – e encostou-se à parede, olhando-o entrar, despir-se do casaco e jogar para ela, que amarrou-o em sua cintura – obrigada – deu um sorriso relaxado (que não condizia com seu coração e a umidade no meio de suas pernas) ao vê-lo vestir outro casaco exatamente igual, só que de outra cor.
Ele foi até a porta sem quebrar contato visual com ela, e deu seu golpe baixo: o meio sorriso. Kagome só faltou morrer.
Ainda bem, pensou ela, que Sara abriu a porta no mesmo instante que Sesshoumaru fechara a dele.
- Mas já? – perguntou com um sorriso sensual. Ela estava com um vestido curto e preto, salto meio-plataforma gladiador e uma clucth.
- Por que a gente não vai indo? Eles nos encontram lá. – Kagome queria fugir logo dali.
- E não ia esperar por mim? Que maldade – falou Sango com um biquinho saindo do quarto. – Vamos logo, os meninos pareciam planejar algo quando entraram, acho melhor nem nos metermos.
(N/A: Eu ia fazer uma maldade sem tamanho aqui, mas fiquei com pena xD)
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Boate. Muita gente.
Muita gente.
Sesshoumaru odeia mundiça.
A melhor, ou pior, parte foi que assim que entraram, cada um foi para um lado e ele se viu obrigado à ir para o bar e ficar sentado num daqueles banquinhos.
Suspirando, irritado, ele pensou em pedir um whisky, mas se conteve, pedindo água. Não queria ficar como na noite anterior, e ainda queria falar com Kagome. Nem que tivesse que carregá-la até seu quarto.
Passando os olhos pela multidão, ele logo encontrou o seu alvo. Ela estava dançando, meio animada, meio tensa, com Sango e Sara. Sesshoumaru olhou para Sara, seu outro alvo.
E balançou a cabeça em seguida. Falaria com Kagome primeiro. Encontrou sua deixa quando os meninos chegaram e chamaram a atenção das outras duas garotas. Ele puxou Kagome pelo braço e a multidão fez o trabalho de separá-los do grupo.
- Agora você não me escapa.
- Se-sesshoumaru... – ela mordeu o lábio inferior, a lembrança do dia anterior fazendo questão de aparecer entre suas pernas.
- Precisamos conversar – num piscar de olhos, eles estavam no bar, Sesshoumaru sentado e Kagome de pé, ao seu lado.
Ela mudou o peso do corpo para uma perna.
- Olhe, se for sobre ontem—
- É sobre ontem. Kagome – ele alisou o braço dela de baixo para cima até chegar em seu rosto, ato que fez todos os pelinhos de seu corpo subirem – eu a quero de novo.
- Se- - ela olhou discretamente ao redor – assim parece que você está flertando comigo.
- Mas eu estou.
- Pensei que quisesse segredo.
- Ora, já concordou?
- Não é isso!
- Tudo bem, então, vamos para o meu quarto, lá, conversaremos.
- Tudo que você menos quer é conversar, Sesshoumaru, eu sei.
- Então conversamos no caminho.
- Você ta me deixando nervosa! – Kagome sentiu seu coração parar de tão rápido que batia.
- Vamos, finja que está passando mal, eu a carregarei até o "seu quarto" – ele não fez o sinal das aspas, mas Kagome quase pôde vê-las.
- Sesshoumaru, você ainda vai me deixar louca – falou numa voz chorosa, apoiando a cabeça no ombro dele, escorrendo para baixo, como quem está prestes a desmaiar.
- Opa, opa – ele pôs a mão ao redor da cintura dela e levantou-a nos braços. – Como sempre, uma ótima atriz. Eles estão vindo pra cá.
- Você deveria estar falando algo como "você está bem?" agora. – sussurrou pouco antes de seus amigos chegarem.
- Kagome, vou te levar pro quarto, não se preocupe.
- O que aconteceu?
- Ela começou a passar mal, acho que ainda não se recuperou de ontem.
- Nunca mais me deixem beber – falou num fio de voz, aninhando-se ao peito de Sesshoumaru, chorosa.
- Kagome-chan... – Sango falou, preocupada.
- Vou levá-la para o quarto dela e, de lá, vou para o meu, esse lugar já ta me dando nos nervos. – os olhares preocupados assentiram – boa noite. – e seguiu para a saída.
- Ahh~, minha música favorita... – Kagome ainda falou no tom de voz fraco, para seus amigos ouvirem, assim que Hold it Against Me começou a tocar.
Mesmo com todo mundo muito doido e dançante, parecia que a multidão abria-se para Sesshoumaru passar. Assim que chegaram na saída, Kagome de remexeu.
- O que pensa que está fazendo, moça adoecida?
- Não me vem com essa – ela lhe mostrou seu semblante mais raivoso, mas ele somente viu o pânico estampado naqueles olhos azuis. Não pôde deixar de dar uma risadinha.
- Do que você tem tanto medo? Não vai fazer mal nenhum.
- Olha só quem fala, seu bem-dotado – Kagome desistiu de tentar descer e encostou a cabeça na clavícula dele, apertando seu casaco com todas as forças.
- Cuma? – perguntou ainda com uma voz de riso, adorando aquela reação fofa.
- Eu... eu passei o dia todo com a noite anterior na cabeça. Não que pudesse esquecer, né, o senhor – ela apontou com a unha para o peito dele – bem-dotado não me deixou esquecer, ainda sinto a noite de ontem aqui – ela nem precisou apontar, ele já baixou o olhar para entre as coxas dela.
Sesshoumaru lambeu os lábios, orgulhoso.
- Não faça isso, me dá mais medo – fez biquinho e fincou as unhas no peito dele quando viu seus quartos se aproximarem.
Sesshoumaru fez uma manobra de pegar o cartão no bolso e abrir a porta com ela no colo.
- Me deixe descer, não é como se eu tivesse mesmo doente.
- Não. Eu faço questão de colocá-la na cama. – retrucou com sua voz mais rouca e mais sensual.
- ... – Kagome ficou boquiaberta e sentiu todo o seu nervosismo subir à pele e descer para o meio de suas pernas.
- Esta noite, eu quero sentir e lembrar de tudo perfeitamente, não com aqueles flashes inúteis. – Fechou a porta atrás de si com a perna e seguiu para a cama, pousando-a com gentileza, sentando-se ao seu lado.
- Sesshoumaru...
- Shh. – ele pousou o dedo indicador sobre a boca da mulher e foi para o pescoço dela. – Esta cabeça parou de pensar agora. – Kagome mordeu o lábio inferior, imaginando como a outra cabeça pensaria – amanhã a gente discute tudo – e foi descendo os carinhos para a camisa dela, tentando se livrar desse pedaço de pano inútil. Kagome deu um gemido baixo e levantou as costas, ajudando-o a tirá-la. Ele tirou seu casaco e camisa, soltando um suspiro de prazer ao ver os "dons", ou seios, de Kagome, presos naquele sutiã inútil. Kagome soltou o mesmo suspiro ao ver o peito nu de seu amigo de longa data. Com certeza ela preferia esse ângulo.
Mais do que sugar aquelas "belezas", como ele pensava, Sesshoumaru queria a boca de Kagome. Aquela boca macia e vermelha. Sensual e deliciosa. Eles se beijaram como se fosse a primeira vez e agarraram-se um ao outro, Kagome fincando as unhas no couro cabeludo de Sesshoumaru. Sem querer se soltar, Sesshoumaru foi descendo a trilha de beijos e lambidas para os seios dela e, para sua sorte (ele chegou a pensar que tinha sido de propósito), o sutiã desatacava na frente. Assim que ele o fez, o pedaço de pano se soltou num flash e os seios dela balançaram. Como uma criança desmamada, Sesshoumaru banqueteou-se. Kagome ainda conseguia pensar alguma coisa como "devagar, bem-dotado". Talvez ela até tenha falado, mas não se preocupou em lembrar, as carícias a estavam deixando louca.
- Chega disso... – e gemeu ao sentir os beijos descerem para suas calças, facilmente retiradas por ele – venha para dentro, rápido – suplicou, apertando os olhos e os dentes, o prazer tomando-a por inteiro. Ela sentiu um choque quando a respiração dele parou em cima de sua calcinha, então o viu ajoelhar-se e abaixar as calças. Ela não podia, mas olhou o volume na roupa de baixo dele. Ela girou os olhos, prazerosa, querendo aquilo tudo dentro dela, e mordeu os lábios quando sentiu sua calcinha ser puxada para baixo.
Sesshoumaru não perdeu tempo, já estava ficando louco de tanto esperar. Posicionou-se entre as pernas dela e roçou seu membro totalmente ereto e palpitante na vulva dela, que se contorceu com um gemido. Kagome apertou transformou o cobertor em frangalhos com as unhas, implorando para que ele entrasse logo.
Sesshoumaru levantou as pernas dela e colou seus corpos, encostando sua testa na dela, suas respirações misturadas. Ambos trincando os dentes, Sesshoumaru penetrou-a devagar, lembrando-se do comentário dela no corredor, tentando ser o mais gentil possível.
- Deixe disso, venha logo – o prazer na voz dela era quase palpável e Sesshoumaru deu um suspiro de prazer ao ouvir isso, penetrando-a por completo. O gemido baixo e contido dela o deixou preocupado, mas ela logo abraçou-o, pedindo por mais. Ele gemeu ao movimentar-se, e, em meio a gemidos e abraços, ele beijou-a e disse:
- Como nós conseguimos viver sem isso até agora? – e penetrou-a mais fundo. O gemido dela só faltou vir com um coração no final. Kagome segurou o rosto dele, observando suas expressões.
Então, se beijaram.
To be continued...
¹ - Havainas = internacional xD
Capitulozão, heim? xD
Uia, o clima esquentou demais, nossa, ainda bem que aqui ta friozinho, me fez ficar confortável XD –corre-
Ashudha sabe aquela notinha lá no meio? Eu ia parar o capítulo ali XD –foge das pedradas – mas eu disse que ia ter hentai nesse chap, entom fiz o máximo que pude pra colocá-la aqui, mesmo fazendo um chap kilométrico 8D.
Muuito obrigada pelas reviews (mesmo sendo só duas, magoaram), e pelos avisos de favoritos, amo vocês =^_^=
A partir do próximo chap é que as coisas vão ficar mais quentes, então leiam com um ventilador do lado, ok? XDD
Ok, às reviews \o\
Kagomeinug no sesshy – Ahaha, aqui está o próximo chap :D espero que tenha gostado e correspondido às expectativas \o\.
Pitty Souza – Yay, obrigada \o/ Eu já tinha escrito mais da metade do chap, mas aí aconteceram algumas coisas e eu fiquei sem vontade de postar. Mas as reviews sempre me deixam feliz, foi por causa delas que eu postei ;) continue sempre reviewzando, viu? xD Espero que tenha gostado do chap \o\
Bom, gente, é isso, deixem reviews, ok?
Kissus da Yuki o/
