Oi, oi, pessoas! Um pouco tarde demais, eu notei que havia várias coisas absolutamente intraduzíveis nesta história... vários jogos de palavras que só fazem sentido em inglês. Mas agora já estou na chuva mesmo... só posso me desculpar com as minhas leitoras e principalmente com a autora pelas mudanças que precisei fazer.

Ah, e, claro, dizer que a autora está aqui no ffnet agora, atendendo como DesertC. Leiam! Ela é in-crí-vel!


Capítulo 2 - As Vontades que Envolvem

- Professor? - O apelo urgente em sua voz foi seguido por um suspiro trêmulo, quando ele mergulhou seus longos dedos no interior quente e úmido do sexo dela. Ela estava prestes a gozar, mas estava pedindo sua permissão, ela precisava disso.

- Professor? - Seu rosto se contorceu enquanto implorava por seu alívio.

Ele combinou seus esforços desesperados com os dela. E, finalmente, com seu canal muscular sugando e apertando os dedos que a estocavam, cedeu aos seus desejos.

- Agora, minha querida, pode gozar. Goza pra mim . . .

- Professor!

O golpe firme em seu ombro o levantou como um boneco de mola.

- Quê?

Hermione estava de pé ao seu lado, seu rosto contorcido de tensão.

- Preciso usar o banheiro. Urgentemente.

- Oh. Certo. - ele ainda estava cambaleando, as imagens do seu sonho recuaram lentamente como a cauda viscosa de uma serpente sórdida.

Limpando a garganta, sua mente saltou para outra serpente sórdida, uma que não tinha a menor intenção de recuar. Ao invés disso, vergonhosa e dolorosamente, provocou-o enquanto tentava reposicionar o cobertor no seu colo.

- Gostaria que me devolvesse as minhas vestes agora, se não se importa. - ele estalou os dedos, levantando a mão livre com impaciência, tentando distrair sua atenção.

Ela piscou para uma massa de pano escuro enrolado em torno de seus pés.

- Oh, não me lembro de colocar isso.

- Você não colocou. - ele acenou sua mão com impaciência. - Você estava tiritando como um esquilo. Eu não conseguia dormir.

Ela inclinou a cabeça indignada. Primeiro, seus cabelos e agora seus dentes. Este homem tinha insultos saindo pelo ladrão. Irritada, ela empurrou as vestes pelo braço, passou pelo livro e jogou-lhe o resto do pano no colo.

Ele a vigiou cautelosamente quando girou cuidadosamente no banco, tentando envolver-se na roupa discretamente usando apenas um braço.

- Você precisa de ajuda? - ela suspirou, mudando o peso de um pé para o outro.

- Eu sou perfeitamente capaz. . .

- O que estou dizendo é: você pode se apressar? Eu estou quase. . . - ela fez uma careta, não queria usar palavras que pudessem disparar um gatilho ou sugerir uma cena que não tinha intenção de compartilhar.

- Tudo bem. - ele bufou, de pé e apertando sua roupa torpemente ao redor da cintura. - Há um banheiro para alunos no corredor.

- É muito longe. - ela esfregou os nós dos dedos contra a coxa, o tecido marrom marcado pela sua ansiedade. - Eu vou usar o seu.

- Você definitivamente não vai! - suas sobrancelhas arquearam ameaçadoramente.

- Por que não? É bem ali. - ela apontou em direção aos seus aposentos.

Sua voz baixa silvou entre os dentes cerrados.

- Esses são meus aposentos particulares.

- Você que sabe. - Ela engoliu em seco, agora com mais medo agora de sua bexiga traiçoeira que de sua fúria crescente. - Ou me deixa usar o seu banheiro ou vou aqui mesmo no chão da sua sala de aula.

Ele a encarou por alguns momentos antes que uma mistura confusa de palavras mal formadas fervesse em voz baixa. Ela ouviu "sportávdpor", que ela suspeitava ser uma versão truncada de "insuportável da porra", mas não se abalou, permitindo-se ser arrastada para a porta. Ele deu ordens claras para que ela liberasse as proteções e destrancasse a porta, antes de abri-la e atravessar e um salão pequeno mas organizado.

Sem tempo para examinar a sala corretamente, sua impressão imediata era de um estilo refinado, mas masculino. "Meio que faz sentido", ela admitiu. Era um reflexo de sua aparência e comportamento geral. Mas quando eles fizeram o tour em alta velocidade pelo quarto dele, a impressão era completamente diferente.

Havia uma riqueza, uma beleza sensorial. As capas e o mobiliário lembraram-lhe de um bosque salpicado de sol e cheio de musgos que ela e Ginny haviam encontrado no coração da Floresta Proibida. Almofadas aveludadas em verde e dourado, tapetes impossivelmente finos - que faziam os pés flutuarem, candelabros semelhantes a gotas de orvalho e lâmpadas de cristal lapidado que borrifavam jóias de luz ao redor das paredes. Ela estava tão encantada que quase esqueceu sua bexiga, até que afinal, cruzaram a porta do banheiro.

Ele se virou e olhou para ela, respirando pesadamente.

- Professor, se você puder me dar um minuto? - ela se dirigiu a ele com tanta dignidade quanto pôde, considerando que ela estaria tocando nele enquanto estivesse sentada e ocupada.

Ela esperou que ele se afastasse e, mesmo que ela estivesse prestes a estourar, tomou a precaução de lançar um feitiço de silêncio.

Como ela ousa! Ele se irritou. Ele permitiu apenas um punhado de pessoas em seus aposentos particulares nas quase duas décadas que ele estava em Hogwarts. E ela exige entrar pra quê? Pra poder macular o seu banheiro?

Poucos minutos antes ele notou seu reflexo, distorcido na curva da ducha como uma pintura surrealista animada, mas ainda assim, irrefutavelmente, desabotoando. . . a . . . saia. . . Sua respiração travou. Ele deveria fechar os olhos? Ele deveria, não deveria? Não. Ele não podia. Ele tinha que ver. Como seria? Para cima ou para baixo? A saia. Aquela saia que a tocava tão intimamente. Como as pétalas de uma flor, abraçando uma suavidade ainda mais sedosa.

Ele fez uma careta quando seu "velho amigo" levantou a cabeça para olhar também. Ela puxaria para cima? Revelando seus joelhos, coxas e. . . Ele engoliu com um clique audível. Não, estava escorregando ela para baixo. Ambas as mãos, os dedos espalmados, arrastando o tecido sobre as coxas lisas, estremecendo em sua descida ondulante. Então ela estava afundando, baixando, baixando, a cabeça e os ombros agora o único reflexo, os dedos de sua mão livre passando pelos seus cabelos cor de caramelo.

E ele podia senti-la, aquele dedo contra o dele, movendo-se. Por que estava se movendo? Por que razão teve que se mover? Roçando contra o dele, acariciando. Deuses, era tortura por gotejamento. Gota após gota. Esfregar após esfregar.

Ele fechou os olhos então, desejando que seu pau ansioso cooperasse. Se comportasse. Ele entendeu sua excitação. Passara-se um tempo excessivamente longo desde que eles tinham testemunhado a carne feminina de qualquer tipo - exceto pela ocasião particularmente desagradável, quando a Sra. Hooch insistiu que ele a ajudasse na remoção de uma farpa do traseiro. Mas a carne não era o problema aqui. E ambos sabiam disso - ele e seu pênis. Era particularmente a pessoa a quem a carne pertencia.

Por que ela voltou? Ele mal havia controlado seus pensamentos depois de anos de obsessão. Ela era sua estudante e ele respeitara seu relacionamento como tal, nunca ultrapassara o que era apropriado, apesar dos surtos de desejo que quase o deixaram louco quando ela estava no último ano. E agora ela aparece, a "nova professora", toda espumante e reluzente e preparada e curvilínea e untada com mel. Ele tinha quase o dobro de sua idade. Ela o desprezava. E com bons motivos. Ele tinha sido um babaca completo com ela. Fora a única maneira de lidar. E era a única maneira de lidar agora.

- Você terminou? - ele disse. - Ou vamos continuar com esta demonstração das Cataratas do Niágara pelo resto da manhã?

Ela desejou lançar um feitiço silenciador sobre ele. Levantou quando estava pronta. Na verdade, talvez tenha enrolado um pouco mais do que o necessário. Então um pensamento a atingiu. Ele próprio provavelmente também estava desesperado para ir, mas era orgulhoso demais para admitir em voz alta.

Suspirando, lançou um rápido feitiço de limpeza sobre si mesma, puxou sua calcinha e saia e deu descarga. Suspendendo o feitiço de silêncio, ela deu um puxão no livro.

- Sua vez.

Girando para encará-la - por que todos os seus movimentos se assemelhavam ao bote de uma cobra? - Ele estreitou os olhos, mas não contradisse sua suposição.

Aproximando-se do vaso, ele atirou-lhe um olhar acusador como se ela tivesse sugerido algo impróprio.

- Você precisa de ajuda? - ela perguntou, de repente irritada por sua insinuação silenciosa.

- E por que eu precisaria de ajuda? - sua mão livre se contraiu enquanto pairava sobre sua virilha, ele estava claramente desesperado para se aliviar.

- Oh, eu não sei, você tem uma inclinação por botões, pensei que talvez você tivesse levado o tema para a sua roupa íntima".

- É claro que você pensou. - suas palavras e seu tom eram tão secos quanto pergaminho.

Ela se explicou:

- Não se preocupe. Não tenho intenção de assistir. - ela rapidamente lançou um feitiço de silêncio sobre ele e se virou antes que ele pudesse responder.

Ele realmente pensava que ela estivesse tão pateticamente desesperada? Certo, ele a pegou tentando encontrar alguma pornografias desarmando um sistema de segurança mais complicado do que aquele que protege as Jóias da Coroa. Talvez ela simplesmente gostasse de um desafio? Não era como se ela não tivesse visto uma bom número de genitais masculinos. Ela se divertiu um bocado na Especialização para Professores, com certeza. Parecia não faltar bruxos dispostos a exibir e demonstrar suas partes, mas faziam alguns meses que ela tinha visto ou feito qualquer coisa. E, portanto, o livro. E, então, esse fiasco dos infernos.

Ele deve já deve ter terminado.

Ela virou ligeiramente a cabeça. Ele ainda estava ocupado?

Ela se virou ainda mais. Pelas bolas de Merlin!

Ela acabara de resolver vários mistérios. Um era o mistério do Monstro do Lago Ness. Não era de se admirar que não pudesse ser encontrado, estava escondido nas calças de lã de Snape todo esse tempo.

Ela ficou boquiaberta. E não parecia estar completamente flácido. Talvez seja por isso que ele estivesse demorando tan...

Seu braço empurrou violentamente. Ele estava olhando para ela, gritando algo, tentando se cobrir. "Sem chance", pensou enquanto desviava o olhar, ofegante com uma mistura de medo e excitação.

Ela sentiu uma série de pequenos trancos em seu braço como um peixe no final de uma linha de pesca. Só que esse peixe, particularmente, ela não queria fisgar. De repente, ela foi puxada, o corpo todo se desequilibrou, chocando-se contra seu peito firme. Ele tinha agarrado um pedaço da sua blusa em uma mão e colocara mão do livro atrás de si, torcendo seu braço em um ângulo estranho. Ele estava respirando pesado.

Ela teve que erguer o pescoço para olhar para seu rosto vermelho-sangue.

- Eu sinto muito.

Foi a única coisa que pôde pensar em dizer. Ele estava tremendo contra ela, claramente angustiado. Ela não tinha certeza de por que ele estava tão chateado. Mas era Snape, ele provavelmente tinha problemas com todos os tipos de coisas.

- Eu realmente sinto muito. - era a mais pura verdade - Eu pensei que você tinha terminado. Você estava levando tanto tempo que eu. . .

Ele a olhou atentamente enquanto seus lábios se moviam, a língua os tocava silenciosamente. Ela suspendeu o encanto silenciador.

-Não... fale... comigo

Se Hermione achou que seria estranho estar fisicamente ligada ao seu antigo Professor de Poções por um livro de sexo, errara. Seria muito pior. Ele parecia determinado a fingir que ela não estava lá, arrastando-a como uma criança travessa em um desses arreios que vira às vezes no supermercado.

Ele se moveu rapidamente, apesar da dificuldade - embora, ela admitia, ela rapidamente tivesse desistido de resistir e agora estava simplesmente tropeçando, tentando evitar colidir contra os móveis. Quando ele finalmente permitiu que se sentassem, ocupando os extremos opostos de um sofá caro de veludo brocado perto do fogo, ele conseguira obrigar a diretora McGonagall a dizer-lhe que suas aulas do dia deveriam ser canceladas, reunira uma pilha de livros de sua coleção particular que agora se curvava em sua direção na mesa pequena, ordenara que os elfos domésticos lhes servissem o café da manhã (que pousava fumegante em uma bandeja) e franzira as sobrancelhas em uma expressão tão consternada que Hermione se perguntou se, apesar da objetividade das suas ações, ele não teria perdido o fio da meada.

Tirando um livro da pilha, ele abriu o livro na primeira página e colocou-o no braço do sofá, seus olhos escuros escaneavam eficientemente a folha.

Hermione observou como as ondas invisíveis de fúria continuavam a irradiar dele, tamborilando seus dedos na varinha e imaginando o que fazer. Ele realmente estava sendo um pouco exagerado, mas ela suspeitava informá-lo de disto não iria ajudar. Ela decidiu fazer o que sempre fazia em momentos como este. Tomar chá.

Usando sua varinha, ela serviu as duas xícaras. Ela realmente sabia como ele gostava do seu chá. Era algo que ela costumava prestar atenção, uma cortesia que fazia as pessoas se sentirem especiais. Ela não sabia o quão bem se sairia com o Professor eu-não-sou-especial-o-bastante-mesmo-que-eu-tenha-um-pau-enorme. Ou talvez ele pensasse que ele era especial demais. Ela realmente não sabia.

Ela decidiu fazê-lo do jeito que ele gostava - forte com açúcar e creme. O que era estranho porque ele tomava seu café preto, sem açúcar; e seus arenques ao ponto; e suas torrada bem passadas. Diabos, por que ela sabia tanto sobre ele? Ela só estava lá há pouco mais de uma semana. Ela sabia até mesmo que ele passava manteiga dos dois lados da sua torrada.

Ela suspirou internamente, com tantas dúvidas sobre si mesma quanto sobre ele. Ele era um completo babaca com ela. Ele sempre fora. E estava sendo agora. Mas, então, surgiram aquelas dúvidas insistentes que a corroíam como carunchos na cevada. Haviam coisas que não se encaixavam. Um olhar disfarçado, uma respiração surpresa, um suavizar de expressão. Ela tinha certeza de que não estava imaginando isso, não tudo.

Confusa, lançou um leviosa e colocou a xícara diante dele sobre a mesa. O chocalho familiar de louça anunciando o chá fumegante pareceu arrancar seu foco do livro. Seus olhos descansaram sobre a xícara por um período excessivamente longo.

Obrigado. - A palavra não fora estrangulada. Era suculenta e cheia. Ele quis dizer isso.

Hermione soltou a respiração que estava segurando. Talvez este fosse o ramo de oliveira. Ela ainda não achava que tivesse feito algo particularmente errado, mas eles tinham um problema sério para lidar e teriam que resolver isso juntos. Serem capazes de conversar provavelmente seria um requisito importante.

Seguido ao chá ela serviu mingau com mel e, em seguida, torradas com marmelada. Quando terminaram, aquecidos e satisfeitos, sentiu que a tensão se dissipara consideravelmente.

Ele respirou profundamente e limpou as migalhas de torradas da frente de seu casaco.

- Estes são todos os livros que tenho sobre azarações e maldições. Nós precisamos lê-los e elaborar uma solução.

Era o mais razoável que ele já fora - ao falar com ela pelo menos.

Hermione inclinou-se para a frente e pegou o próximo livro do topo da pilha. Em um silêncio sociável, eles leram, pulando páginas, verificando índices e referências, esfregando os olhos cansados e, de vez em quando, Hermione escrevia notas sobre o pergaminho que pegou da mesa de canto. O almoço veio e se foi, assim como o jantar.

Ela estava no meio do seu quarto livro quando percebeu que ele tinha adormecido, com a mandíbula apoiada no punho. Ela fechou o livro, aproveitando a oportunidade para olhar para ele, corretamente, sem o cenho franzido. Ele realmente não era tão assustador quando seu rosto estava suavizado pela mão terna do sono. Sua pele, embora pálida, era surpreendentemente perfeita, como alabastro polido e seus lábios, levemente separados, ela tinha que admitir, parecias particularmente deliciosos. Deliciosos? Outra palavra que ela não deveria ter usado. Mas agora ela não podia desusar.

Sua boca, esculpida quase que permanentemente como uma linha sombria, quando separada, revelava dois relevos ondulados, cheios e macios - picos e vales sensuais nos quais as suas palavras rolavam, como gemas soltas. Aquela voz. Seus dedos se enrolaram no grosso brocado. Ela tornava todas as palavras tostadas e douradas. Ela pensou em lamber cada sílaba murmurada de entre aqueles relevos macios e sensuais. Droga! A mão dela subira inadvertidamente para a boca e ela mordera com força demais a pele entre o indicador e o polegar.

Alongando a mão para diminuir a dor, ela concluiu que só havia uma coisa a fazer. Só uma coisa que ela quisesse fazer. Consultar o Seu O'Bait.

Colocando o livro não terminado na mesa, ela posicionou gentilmente a mão dele até que o livro entre suas palmas estivesse de frente para ela. Examinou-o cuidadosamente por algum sinal de que estivesse acordando e abriu o livro.

Prefácio

A arte do sexo - de fazer amor - em todas as suas formas, pode ser deliciosamente realçada pelo produto de uma alquimia habilidosa e dedicada. As dez poções da paixão descritas neste livro foram escolhidas tanto pela sua potência quanto pela sua capacidade de induzir e aumentar o prazer sexual e sensual. Cada processo alquímico é acompanhado de uma descrição detalhada de como a poção deve ser aplicada para o máximo efeito (Seu O'Bait).

O rubor de Hermione se intensificou. Será que era uma boa ideia? Ela já estava úmida e dolorida pela sua imaginação anterior sem controle. E que tipo de alívio ela esperava obter? Ele não iria continuar dormindo se… se alguma coisa particularmente vigorosa acontecesse. E o que aconteceria se ele a pegasse em flagrante? Com a boca na botija? Bem, não que ela não quisesse por a boca naquela… Oh, droga, ela odiava a sua mente às vezes.

Ela passou para o primeiro capítulo.

Poções da Paixão

1 - Sedução

Desliza e recebe. Engole afoita a gota quente. Gosta e sente. Solta sua seiva ardente. Sibila no fogo que a aquece. Bebe, borbulha e ferve. Doce pressão seu domo exerce. E restam somente languidos traços, nos suaves e insensatos olhos baços.

Hermione ficou boquiaberta. Caralho! Ele era um poeta também. Era sua maior fraqueza. Definitivamente não era a hora certa para…

- Então nós passamos de hipóteses científicas para viagem pornográfica?

Ela pulou, olhando para cima para ver suas orbes de obsidiana dardejando para ela.

- Na verdade, - ela respondeu com firmeza, tentando acalmar sua ânsia devastadora. - Este livro está longe de ser pornográfico. É lindamente poético.

Ele bufou.

Então ela leu para ele. Em sua voz mais sombria e sedutora.

"Desliza e recebe. Engole afoita a gota quente. Gosta e sente. Solta sua seiva ardente. Sibila no fogo que a aquece. Bebe, borbulha e ferve. Doce pressão seu domo exerce. E restam somente languidos traços, nos suaves e insensatos olhos baços."

Ele a olhou por um momento antes de bufar outra vez.

- Parece um caipira maravilhado.

- Ele é um poeta nato - ela replicou indignada.

- Ele é um punheteiro nato.

- O Seu O'Bait não é um punheteiro.

- Seu O'Bait? - ele debochou - Está mais para Metido a Besta. Eu nunca ouvi ninguém mais feliz com seu vocabulário abstrusamente sincopado.

Ele se virou e continuou a ler o seu livro.

Olha só quem está falando. - Hermione sussurrou em um suspiro, desejando não ter lido aquilo para ele.

Ele estava claramente com inveja. Por que não estaria? Ali estava um homem que poderia fazer as mulheres molharem a calcinha com umas poucas linhas de prosa. Ela não podia negar que o homem ao seu lado tinha jeito com a palavra falada. Um jeito de irritá-la com a palavra falada - com seu típico cinismo Snapeano. Então ela cometeu o erro de imaginá-lo lendo aquelas linhas. A boca dele dizendo "afoita" lhe arrepiou os mamilos e dizendo "olhos baços" molhou seus lábios. Ela estava correndo o risco de deixar uma mancha embaraçosa no seu sofá caro. Ela precisava se mexer.

- Presumo que vamos dormir aqui? - ela disse abruptamente, se levantando. - Vou transfigurar a outra cadeira em uma cama. Vai ser mais quente e, espero, mais confortável.

Ele assentiu sem erguer os olhos do livro.

Enquanto ela se ocupava de preparar seu quarto, ele se permitiu uma careta. Merda, ele gostaria que ela não tivesse lido aquelas linhas para ele. E não tivesse usado aquela voz. Seu pau teve mais atividade nas últimas vinte e quatro horas que tivera em anos. E não haveria oportunidade de aliviá-lo, ou mesmo de libertá-lo do doloroso confinamento das suas calças. O quanto antes eles se separassem deste livro, melhor. Ele tinha tão pouco controle sobre as suas emoções e sobre suas funções corporais que era humilhante. Ele precisava dar um jeito.

Hermione deitou na escuridão, sua mão tocando a dele. Era ridículo, na verdade. Eles pareciam dois amantes ansiosos ainda que um estivesse claramente desesperado para se ver o mais longe possível do outro. As cadeiras não eram confortáveis. Ela desejou ter sugerido a sugerido que dormissem na cama dele. Ou na dela. Quanto menos ela dormisse, mais dificuldade teria em lidar com o comportamento errático dele. Ao menos na cama ela estava aquecida. Ele poderia até tocá-la. Ela permitiria? Depende de com o que ele a tocasse. E se fosse com aquele pau impressionante? E se ele quisesse demonstrar sem sombra de dúvidas porque ele era o diretor da casa das cobras escorregadias?(NT)


NT: Um exemplo daquelas maravilhas intraduzíveis... O Snape é o Diretor da Casa Slither...in, Sonserina no original, mas também, "escorregar para dentro".