Harry Potter não é minha propriedade.

Dossiê J. Potter

Nota: O nome foi roubado descaradamente do tópico de discussão do James da seção JL do fórum 6v.

Aqui se reuniram as fics escritas para o projeto Just James - onde escrevemos sobre o nosso querido personagem que precisou crescer pra desencalhar -QQ

Adoraria que caso alguém decidir favoritar a fic, deixar review, porque é muito chato ver sua fic nos favoritos sem que essa pessoa diga o que gostou, o que acha que precisa ser melhorado e tal.

É isso. Espero não ter soado chata.

Atualização em menos de meia hora. Eu sei.

A fic está num POV diferente. De uma PEDRA! E eu me diverti horrores postando.


Brilho de James

Situação: Como conheceu Remus e Peter.

Mal tinha entrado no dormitório quando viu um menino pálido e magricelo – igual a ele – e algumas cicatrizes – não é preciso ler mentes para compreender que pensava que o menino era tão bagunceiro quanto ele – e outro gorduchinho – que lhe sorriu simpático.
Olhou para o que o acompanhava e o sorriso que abriu fez o outro abrir um idêntico. – Sabe, aprende-se por aí que a amizade surge nos momentos mais... Aleatórios. Bem, é verdade. – Duas crianças de onze anos tão parecidas nesses aspectos.
- Oi. – o menino descabelado diz, procurando a polidez que a mãe ensinou que ele deveria ter.
- Oi. – o gordinho diz e aquele silêncio constrangedor. Quatro crianças querendo se provar mais velhas que de fato são e tudo não deixa de ser constrangedor.
O menino Black revira os olhos e aponta para uma cama.
- Está vazia?
- Está. – o menino pálido responde com timidez. Mal termina de responder, o outro já está acomodado na cama com os braços cruzados atrás da cabeça e as pernas cruzadas. Uma posição pouco convencional para uma criança, principalmente uma com aquela postura nobre.
Faz anos que não vejo uma criança com essa postura – se é que eu já vi!
- Não nos apresentamos, Sirius. – lembra o menino de cabelos bagunçados. Acho que eu já vi aquele brilho no olhar dele. Posso não ser tão bom de memória, mas me é familiar. – Prazer. Sou James Potter.
Um menino Potter. O último que vi foi... Charlus? Acho que sim. O tempo é meio confuso para uma pedra, sabe como é.
O outro se apruma na cama e sorriu simpático. Pude notar um rubor surgir nas bochechas no rapazote pálido. Ele tem uma compleição delicada para um menino de onze anos. Deve ter alguma doença.
- Meu nome é Sirius. E eu não tenho sobrenome. – James ri e os outros dois os observam confusos.
- Black. O nome dele é Sirius Black. – ele diz aos outros e eles sorriem sem graça. – Bem, eu espero que ele ainda seja quando a família dele descobrir que ele foi para a Grifinória.
Os outros dois riem e eu riria também, se pudesse. Quero dizer, nós pedras temos bom humor. Ou não. Não temos muito o que fazer, sabe.
- Sou Peter Pettigrew. – Ah, o gordinho observava os outros dois como se visse ídolos. Nunca vi amizade assim dar certo, mas para tudo se tem uma primeira vez. Eu espero.
- Eu sou Remus Lupin. – ele estendeu as mãos para os outros dois. Ah, um garoto de onze anos sério e maduro. Como um pequeno homenzinho.
Então, o descabeladinho que agora eu sabia que se chamava James apertou a mão dele para dois segundos depois contar histórias de quando era pequeno e roubava a varinha da mãe para aprender as coisas e como ele odiava pensar em Poções.
Depois daquela noite inicial, eu pude ver outras muito parecidas. Algumas tinham discussões, em outras conversas banais e até planos para as arruaças do outro dia. Eu estive ali, nunca pude compartilhar as minhas idéias com eles – Quem ouviria uma pedra de milhares de anos, afinal?
Eu vi o filho do descabelado depois de um tempo. O mesmo brilho no olhar e eu não poderia não relacioná-los (por mais que digam que os olhos de Harry são da tal de Lily), não com aquele brilho especial. Brilho de James.


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