Meninas!!!

Puxa vida, que bom que surpresa agradou tanto, eu fiquei meio receosa de publicar e vocês não gostarem... Ai, que alívio!

Bom, aqui está o segundo capítulo, quando as coisas ainda estão no comecinho, preparando o terreno para a aventura de verdade... Espero que curtam!

Ah, Saory... Você acertou 50 do que coloquei no primeiro capítulo! O que reservei para nós duas você vai ficar sabendo em detalhes neste capítulo aqui...

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Capítulo II - Que estão falando alto pelos botecos?

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I - E gritam nos mercados que com certeza

O velo de ouro, ou velocino de ouro para alguns historiadores, é a pele do carneiro alado Crisômalos. Na era dos deuses, acreditava-se que quem o possuísse teria toda prosperidade e poder do mundo, o que acabou por torná-lo objeto de cobiça entre diversos povos.

Hoje em dia, essa história não passa de uma lenda. Mas ainda existem pessoas que acreditam em sua veracidade.

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II - Está na natureza

O saguão do aeroporto estava lotado de turistas, pessoas de várias nacionalidades atraídas pelas histórias e arquitetura fascinantes da Grécia. Encostada em uma pilastra, desta vez assoprando para o alto a bendita franja, a jovem "grega" esperava pacientemente por alguém que chegaria em um dos vôos anunciados. A placa de identificação estava bem segura e visível em suas mãos, era só uma questão de paciência... Que ela nunca teve muita!

Conferindo a sua bagagem de mão, a garota ruiva adentrou o saguão, procurando por alguém. Sorriu ao ver a figura na pilastra e foi até ela, ajeitando a alça da blusa que teimava em querer cair.

-Senhorita Sheila?- ela questionou, ainda meio indecisa quanto ao seu grego.

-Eu mesma, mas por que falar comigo em grego? – a outra respondeu, em português claro e limpo – Afinal, somos ambas brasileiras! Qual das três é você? – ela perguntou, apontando os nomes na placa.

-Jéssica, muito prazer!

Um abraço foi trocado, no exato momento em que a moça que carregava a caixa de violino chegava, entusiasmada ao ver a cena e reconhecer seu nome na placa.

-Qual de vocês é a Sheila?

-De novo esse famigerado grego? Sheila sou eu, e fale em português, pelo amor de Deus! Eu passei um ano e meio me comunicando em grego e inglês dentro da minha própria casa, me dêem um desconto!

-Você é a Silvana ou a Samara?- perguntou Jéssy, ainda ajeitando a alça da blusa.

-Silvana, muit...

-Ei, eu ouvi meu nome! Samara sou eu!

Meio estabanada, a terceira e última garota deu um pulo na frente das demais, sorrindo e se apresentando. No caminho para pegar as malas, Sheila ia bombardeando Jéssica com perguntas e mais perguntas, Silvana e Samara iam mais atrás trocando impressões sobre o vôo.

-Meninas, sejam bem – vindas à Grécia! Que tal um mini tour por Atenas, para que possam sentir um gostinho do que as espera?

Sheila nem precisou repetir. Depressa, as três garotas entraram no táxi que as esperava e se aboletaram nas janelas, doidas para conhecer a cidade, ainda que de vista.

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III - Será, que será

-Ele está muito mal, Mu, quase não sai de sua casa... Eu não sei mais o que fazer para ajudar o meu irmão!

Sentados na arquibancada da arena, Aioros e Mu conversavam a respeito do cavaleiro de Leão. Desde o fim do namoro com Marin que ele não saía de sua casa, não treinava e muito menos dava as caras pelo Santuário.

Inevitavelmente, o leão acabou fechado em sua jaula dourada.

-Ele precisa de um tempo, Aioros... Você sabe o quanto ele gosta da Marin, o fim do relacionamento deles não foi fácil para o Aioria.

-Aioros!!! – gritou Kiki de repente, aparecendo na frente dos dois cavaleiros, Aioros quase caiu de susto.

-O que foi, Kiki? – o ariano perguntou, abafando o riso.

-Atena pediu que eu procurasse pelo Aioros, mestre Mu. Ela está esperando por ele no último templo.

Levantando-se depressa, o sagitariano pediu licença à Mu e subiu logo pelas doze casas, pensativo e preocupado. O que a deusa poderia querer com ele?

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Na casa de Gêmeos, Saga terminava de tomar seu banho quando Kanon invadiu o quarto do irmão, jogando-se na cama e ligando a TV. Saindo do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura, o geminiano deu um pulo para trás e um grito que podia ser ouvido até na Turquia!

-Kanon! O que está fazendo aqui?

-Assistindo TV, oras! Esta é a única da casa que tem canais por assinatura, esqueceu?

-Não esqueci e tire os pés de cima da minha cama, folgado!

-Ow, estressado! – Kanon provocou, jogando um travesseiro na cara do irmão – Ah, estava quase esquecendo! Atena convocou o senhor para uma reunião no último templo.

-Reunião? A que horas?

-Agora.

-O quê?

Depressa feito um raio, Kanon saiu correndo do quarto, antes que a Explosão Galáctica de Saga caísse sobre si...

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"Eu juro que ainda pego o Miro de jeito e faço sorvete de inseto com ele! Aposto que se meteu em mais uma confusão e sobrou para mim, como sempre!"

Praguejando todo tipo de maldição e praga que conhecia contra o Escorpião, Kamus subiu depressa as escadas de sua casa rumo ao templo de Atena. Havia acabado de receber a convocação da deusa e estranhou o fato de que outros cavaleiros não a receberam também. Deduziu que só podia ser problemas com o inseto de rabo torto!

Porém, quando chegou ao templo da deusa, encontrou Shura parado frente à porta do salão principal, pronto para entrar.

-Shura? O que faz aqui?

-Uma convocação de Atena... Você também?

Kamus acentiu e ambos entraram juntos no salão, encontrando Saga e Aioros já na companhia de Atena. Prestando reverências, sentaram-se em suas cadeiras, correspondentes aos signos de Capricórnio e Aquário.

-Muito bem, agora que estão os quatro reunidos, creio que possa começar com o assunto da reunião. – disse Atena, solene.

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IV - O que não tem certeza, nem nunca terá?

O táxi passou pela Acrópole, as ruínas do cabo Sunion e por inúmeras ruazinhas estreitas de pedra. De posse de suas câmeras, as garotas registravam tudo, enquanto Sheila contava pequenas histórias sobre a cidade e algumas curiosidades.

O passeio acabou em frente à casa da jovem, mas a admiração das demais não.

-Você mora aqui? – perguntou Silvana, incrédula.

-Moro! Venham, vamos entrar e eu mostro os seus quartos.

Passaram por um pórtico entalhado com detalhes que lembravam folhas e galhos de louro e um portão de ferro entalhado com figuras de ninfas. Passando por ele, havia um jardim todo gramado e um caminho de pedrinhas brancas, uma mureta pintada de branco que dava para uma encosta. Aliás, a casa havia sido construída sobre uma colina de pedras.

-Senhoritas, estejam à vontade em seu novo lar... – Sheila falou, abrindo as portas de cedro da casa.

Não tinha como não cair o queixo. A sala era enorme e uma varanda com vista para o mar se integrava ao ambiente, separados por uma porta de vidro que Sheila mantinha sempre aberta. Uma escadaria de pedras levava ao andar superior, onde ficavam os quartos, e uma outra menor ao andar térreo, local da cozinha e escritório da jovem. E todos os ambientes, sem exceção, davam para o mar e possuíam varandas!

-Venham, vamos subir e deixar as malas nos quartos.

Jéssica ficou com o primeiro, todo branco e com uma visão privilegiada das ruínas do Cabo. Imaginou logo as pinturas que poderia produzir dali, sentada nas cadeiras de bambu que adornavam a varanda. Silvana escolheu o segundo, a disposição dos móveis e paredes ajudavam a formar uma acústica sem igual para treinar seus acordes! O terceiro coube à Samara e ela descobriu que teria muito espaço para organizar seus trabalhos em marchetaria e até improvisar uma mini oficina na parte coberta de sua varanda.

-Querem conhecer o meu quarto?

Sheila abriu a porta dupla do último cômodo, revelando um ambiente quase tão grande quanto à sala, onde viam-se móveis de cedro, tapetes e quadros coloridos enfeitando o chão e as paredes brancas.

A varanda ficava em um nível mais baixo, o aceso era por uma pequena escada de três degraus. Um laptop estava sobre a mesa de mármore do lugar, assim como jornais, revistas e fotos.

-Um dos meus trabalhos. – ela explicou, percebendo a curiosidade das garotas - Eu escrevo matérias de turismo para um jornal brasileiro.

-Você é jornalista?

-Sou, Jéssica. E também trabalho como assessora do Museu de Atenas, onde vocês farão seus cursos de artes. Bem, o que acham de comermos alguma coisa? Estou morta de fome!

-Para a cozinha, então! – gritou Samara, visivelmente entusiasmada com a idéia.

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V - O que não tem conserto, nem nunca terá?

Ao final da reunião, os quatro cavaleiros estavam de boca aberta com as revelações de Atena. Tudo o que a deusa falara parecia uma grande loucura, como alguém poderia arriscar-se daquela maneira?

Uma nova missão descortinava-se frente aos olhos de todos. E seria preciso agir desde já, preparara o terreno, disfarces, tudo o que fosse preciso para obter sucesso. E sem esquecer da discrição, claro.

Um a um, os cavaleiros foram se dispersando, voltando às suas casas. Menos Aioros, que se voltou novamente para Atena.

-Senhorita?

-Diga, Aioros.

-Bem... – ele passou as mãos nervosamente pelos cabelos – Eu gostaria de pedir um favor à senhorita.

-Esteja à vontade para pedir o que quiser.

-É sobre esta missão, deusa Atena. Sei que a senhorita confiou em mim para ajudar os demais a realizá-la, mas gostaria de poder sugerir uma mudança.

-Que mudança, Aioros? – perguntou Atena, mas já imaginando o que o sagitariano iria pedir.

-Eu... Bem, a senhorita sabe o que aconteceu com meu irmão, o fim do relacionamento dele com a Marin... O Aioria está muito mal e acho que seria bom para ele se ocupar com algo, distrair a cabeça...

-Você tem razão, Aioros... Diga ao seu irmão que preciso conversar com ele, o mandarei em seu lugar nesta missão.

Prestando reverências, Aioros saiu do salão, rumo à casa de Leão.

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-Uma convocação de Atena, Aioros? Por que isso agora? – perguntou Aioria ao irmão, sem se levantar do sofá ou tirar os olhos do teto.

A resposta do cavaleiro foi uma almofada na cara do irmão e um tapa em suas pernas.

-Acorda pra vida, Aioria! É a deusa Atena que está chamando, não qualquer uma! Levanta logo daí e vá até o templo da deusa, anda!

Contrariado, o cavaleiro de Leão levantou-se e, praticamente se arrastando, saiu de sua casa. E, suspirando, começou a subir os degraus que o levariam até Virgem.

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VI - O que não tem tamanho?

A primeira noite das garotas na Grécia e o céu cheio de estrelas era um convite à reflexão e a uma boa noite de sono e sonhos. Cada uma em seu quarto, as quatro compartilhavam a mesma idéia: estavam na varanda, observando o firmamento acima de suas cabeças.

O dia seguinte seria de muito agito e reconhecimento. Afinal, o Museu de Atenas e seus cursos de artes as esperavam!

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Que missão é essa, Saori? E vem cá, essas meninas não vão se encontrar com os douradinhos não?

Querem respostas? Então não percam o próximo capítulo desta aventura!

P.S.: Bem, todo mundo sabe que o meu cavaleiro é o Shura, mas como eu o divido com a Saory – San, eu decidi que ele seria somente dela nesta fic. E, como o Kamus faz parte do meu Quinteto de Ouro, acho que não fará nenhum mal eu ficar com ele por uns tempos, né?