Como é a minha primeira fanfiction (e não tenho muita experiência em escrever coisas assim tão longas) ALGUMAS PEQUENAS PARTES da história estão adaptadas de trechos de livros, filmes e doramas que gosto. Então, quando chegar no capítulo que eu faço essas modificações nos trechos ou cenas, eu avisarei logo abaixo do número do capítulo, indicando qual foi o livro/filme/dorama.

"InuYasha" não me pertence, é uma obra criada pela fantástica Rumiko Takahashi.

AVISO: No decorrer da fanfiction haverá cenas de hentai e ecchi.

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CAPÍTULO #2

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- Amanhã começaremos as filmagens.

- Está ansiosa? perguntou-me Kaede, enquanto sentava ao meu lado na mesa.

- Não. falei, pegando o copo de café.

– Certo, talvez um pouco. botei o cappuccino.

– Ok. Estou. coloquei o açúcar e olhei derrotada pra minha governanta.

– Não ria!

- Desculpe-me. Mas isto é bom, mostra que você não mudou nada desde que começou a fazer todo esse sucesso.

- Isto é bom? Às vezes penso que vou ser engolida por todos os outros.

- Claro que sim. Você pode ter este medo ainda antes de gravar, mas sei que sabe lutar pelo o que quer sem derrubar ninguém e nem deixar-se ser derrubada por outros.

- É. Sou uma heroína. brinquei, revirando os olhos, sem aguentar a ironia para com minha personagem. Gargalhei, fazendo Kaede sorrir comigo.

- Vai se atrasar para reunião. ela lembrou-me, levantando-se. Vá logo.

- Droga.

Novo dia.

Nova e ultima reunião antes de começarmos as filmagens.

Nossa, cada vez que penso nisso me dá um frio na barriga.

Quando cheguei à nossa ultima reunião, já estavam quase todos lá. Quero dizer, apenas Miuga, Inuyasha e Miroku não se encontravam no lugar. Onde estávamos era numa sala dos estúdios Takahashi, parecida como uma sala de aula branca e enorme, com cadeiras e mesas para sentarmos.

Meus olhos percorreram com atenção todo o local e logo achei uma Sango sorridente acenando para mim e apontando para o lugar vazio ao lado dela. Andei até minha amiga dos cabelos de chocolate e sentei-me ao seu lado.

- Que milagre dos céus foi esse que você chegou cedo?

- Bom dia, Sango. Também senti sua falta, e sim, dormi bem, obrigada. ela riu baixo.

- Bom dia. sorri de volta.

- Estou ansiosa, só isso. ela ficou me olhando E Kaede me expulsou de casa. revelei.

- Foi o que imaginei. E... Ah! Você me paga.

- Fazendo a tática de simpática amiga para me arrastar até a sua armadilha mortal? ela assistiu Droga, pensava que estava esquecida. sorri.

- Não acredito que disse para o Miroku ir jantar comigo! E ainda mais com o KOHAKU! VOCÊ sabe como o Kohaku é! Quero dizer, ele ficou tirando uma com a minha cara até umas altas horas! E eu estava quase dando um tabefe nele! E ele é meu irmão! Você está causando intrigas em famílias alheias!

- Pelo seu tagarelar, acho que a noite foi boa. falei calma.

- BOA? ela gritou, fazendo todos olharem para nós. Boa? ela sussurrou, me fazendo rir. Você escutou alguma coisa do que falei?

- Sim. Seu irmão falando nada menos que a verdade. ela me olhou com muito choque. Sango, só um idiota não percebe seu olhar pra aquele rapaz.

- Sinto muito, minha querida amiga. Mas aquele projeto de monge tarado não é um RAPAZ. E MUITO MENOS um RAPAZ para quem EU olharia.

- Tudo bem, mas só você não percebeu que está caidinha por aquele projeto de monge tarado.

- Ah é? Quer jogar duro? Então vamos jogar duro. E como vão as coisas com o cachorro?

- Que coisas?

- É né. Até parece que você também não tá afim dele.

- Quem? Eu? Afim daquilo?

- Não, eu. Claro que é você! Kagome, você só implica com garotos que gosta. Sempre foi assim e sempre será.

- Não é verdade! Só teve um ou dois meninos que eu implicava e gostava deles.

- Um? Ou dois? revirei os olhos, estava cansada daquela conversa. -Olha é sério, você vai ficar vesga.

Nem me importei em olhá-la, ela sempre me falava aquilo mesmo. Então desviei o olhar para a porta, desejando que Miuga aparecesse antes de Sango abrir a boca de novo.

Só que quem apareceu não foi nosso pequenino diretor, e sim nosso grandalhão personagem principal, Inuyasha.

E... Bem fui pega de surpresa! Por isso não pude deixar de notar em como ele estava muito bonito. O "bonito" quer dizer muito mais do que um "lindo".

Juro que ficou bem difícil conseguir desviar o olhar. Ficou difícil pra mim e para a população feminina presente na sala. E ficou mais difícil ainda quando ele olhou pra mim com aquela cara de entediado e nossos olhares se encontraram... Tive que me concentrar um pouco mais que o normal para desviar o meu olhar dele, e, Graças ao meu bom Deus, eu consegui.

Espero que ele não tenha notado. Espero, espero, espero.

Mas não é bem melhor olhar para suas unhas que olhar pra Inuyasha?

Ok. Não responda.

EU SEI que ele é um idiota, imbecil e irritante, mas ele é, de longe, o homem mais lindo que eu já vi na vida, não posso negar. Só posso negar se for à frente dele. E de Sango, claro.

Olhei para o lado e vi que o olhar dela ainda estava pra porta, e bom, na verdade, eu QUERIA olhar pra porta.

Segui o olhar dela e vi que ela não olhava para o dono dos cabelos prateados e sim para o dono dos olhos azuis e sorriso galanteador.

Para mim não é mais mistério que ela é afim dele, conheço Sango o suficiente pra saber que ela não olha assim para qualquer um.

Só que Miroku não estava olhando pra ela, ele estava soltando seu charme para outra garota da fileira da frente perto da porta. Revirei os olhos outra vez e voltei minha atenção para as unhas novamente.

Eu estava feliz olhando minhas unhas até que houve uma batida causada pela cadeira da mesa da frente, automaticamente olhei pra frente e vi que o dono da cadeira era Inuyasha. O encarei esperando pelo pedido de desculpas...

Nada.

- Não está esquecendo-se de nada? esforcei-me para segurar o ombro dele e fazê-lo virar-se para mim. Ele o fez.

- Não, minha memória é muito boa. encarou meus olhos e eu sustentei o olhar desta vez.

- Acredito que esteja errado. Você bateu em minha mesa.

- E daí? respondeu com um meio sorriso abusado, me fazendo ficar com cara de chocada.

- E daí que você me deve desculpas.

- Não devo nada a você. ele tentou ficar de costas novamente e eu apertei seu ombro e o empurrei de volta para ficar cara a cara comigo. Ele resolveu voltar à posição e me encarar de novo, só que dessa vez com uma cara de sono enorme.

- O que é? falou com uma voz de tédio. Segurei o fôlego.

- Quero minhas desculpas.

- Tudo bem, está desculpada. Agora, posso me virar ou quer que eu quebre seu braço? ouvi ao meu lado uma risada de Sango. Não olhei.

Continuei a olhar para aquele rapaz, ele era inacreditável!

Suspirei e soltei o ombro dele. Era impossível conseguir meu pedido de desculpas. Bufei de frustração.

- Este lugar está vago? escutei uma voz masculina ao meu lado. Olhei para a cadeira vazia.

- Sim. não olhei para cima, estava frustrada demais. Apenas coloquei o cotovelo sobre a mesa e continuei a examinar minhas unhas.

- Seu nome é Kagome não é?

Escutei aquela voz de novo, dei de ombros. E pude notar enquanto olhava para minhas unhas francesinhas que uma das orelhas de Inuyasha, que estava na minha frente, se mexeu, como se ele estivesse interessado na conversa. Logo em seguida recebi uma bela de uma cotovelada de Sango.

Virei para ela de cara feia e vi que ela me olhava como se quisesse que eu olhasse para o rapaz ao meu lado. Mas o que tem ele? Bufei mais uma vez e me virei para o rapaz sem interesse.

Só que foi aí que eu entendi porque Sango queria que eu virasse. O rapaz era simplesmente maravilhoso! E eu o já conhecia por notícias, era outro ator famoso.

- Oi. ele sorriu.

- Olá.

- Meu nome é Kouga Yokoyama. ele estendeu a mão.

- Kagome Higurashi. estendi a minha e sorri.

- É, tinha perguntado isso.

- Desculpe-me.

- Ah, tudo bem! Não precisa ficar vermelha. com o canto do olho, vi a outra orelha de Inuyasha disparar pra trás. Prazer. ele sorriu mais uma vez e beijou a parte de cima da minha mão, assenti com a cabeça. Personagem principal hein?

- Pois é. sorri um pouco sem graça. Vamos ver o que vai dar...

- Fiquei muito nervoso quando fiz o meu primeiro principal.

- Ah! Mas...

- Eu sei que não é o seu primeiro. Foi apenas um comentário.

Ele riu e eu ri com ele, envergonhada. Olhei pra frente e vi que as orelhas de Inuyasha ainda estavam inclinadas pra trás.

Kouga Yokoyama, como poderia descrevê-lo?

Bem, Kouga também é um ator, como já deu pra perceber. Ele é muito bem elogiado, sempre pensei que fosse exagero, nunca o tinha encontrado nem ao menos o visto pessoalmente.

Ei! Não é porque você é famosa que de uma hora pra outra você já conhece a todos!

Tudo bem, voltando... Kouga não é branco, como eu. Mas não é negro. Sua cor é como podemos chamar de... A cor do pecado. Cor de jambo. Seus olhos são azuis como duas safiras, seu sorriso é branco e limpo, extremamente sedutor. Seu cabelo é negro, grande e preso a um alto rabo de cavalo. Seu corpo, SENHOR! QUE CORPO! Pela camisa pólo azul claro que ele usava na hora dava pra notar que era lindo e musculoso. Não sei de muita coisa sobre ele, mas sei que ele é muito lindo.

- Então, qual seu personagem? olhei pra ele.

- Seu amante prometido. ele respondeu simplesmente sorrindo como se não tivesse falado nada de mais. Engasguei-me.

- Nossa. vou beijá-lo?

- Quer dizer... O anjo a quem a Yui é prometida? perguntei-lhe

- Sim. Ang. Quem é o outro principal? O Salvatore. olhei pra ele, depois olhei pra frente.

Apontei para as enormes costas à minha frente e falei:

- Miss Simpatia.

Mas Inuyasha optou por não se virar pra trás fingindo não ter ouvido nada, apensar de sua orelha o entregar.

- Oh! Cara de cachorro há quanto tempo. Como vai a sua namorada cadáver?

Inuyasha virou para trás e eu, sinceramente, tive muito medo do olhar que ele deu para Kouga.

- Melhor cuidada do que a sua, lobo fedido. ele deu um sorriso malicioso ao dizer isso.

- Seu humor não mudou nada, hum? Kouga continuou sorrindo.

- Piora quando o mau cheiro consome o ar. ele disse isso olhando para Kouga e depois olhando para mim. Virou-se e ficou de costas novamente.

Fiquei confusa. Eles se conhecem tão bem para um dar apelido ao outro? E ficou, digamos, muito fácil sacar que se odeiam.

Ok, Miuga chegou.

A hora passou muito rápido depois que o Miuga chegou à sala. Os últimos avisos foram dados e todos nós já poderíamos seguir para nossas respectivas aulas particulares.

- Os professores estarão aqui para ajudar nas cenas de ação. Trabalharemos o dia todo! Esta reunião chegou ao final. Vão todos para as suas aulas.

- Kagome? ouvi Kouga me chamando.

- Sim?

- Vai pra aula de tiros, não? perguntou-me sorrindo.

- Vou sim, você também?

- Sim, quer ir comigo? Será bom para nos conhecermos, será melhor para os nossos personagens.

Por que todo mundo usa essa desculpa mesmo?

- Claro.

Foi após que soei minha resposta afirmativa para Kouga que Inuyasha levantou-se de onde estivera sentado toda a reunião. Ele não bateu em minha cadeira como fizera da primeira vez com tanta "sutileza". Meu olhar o perseguiu até quando ele ia à porta e percebi que todas as atrizes coadjuvantes o olhavam como se fosse um sonho, ele não retornou o olhar para nenhuma delas.

Atravessando a sala com as duas mãos nos bolsos e com os seus cabelos pratas esvoaçando a cada passada que ele dava, confesso, senti a mesma vontade que senti quando o vi pela vez: eu queria tocar naqueles cabelos. Ver se era tão macio quanto pareciam ser.

Sacudi a cabeça discretamente para afastar tais pensamentos e olhei para Kouga novamente.

- Vamos? ele olhou pra mim e demorou um pouco para me responder.

E nós fomos. Chegamos à sala de treinamento de tiros, e Inuyasha já estava lá. Como todo domingo nossos horários eram iguais, eu já sabia.

Tentei ignorar o de cabelos prateados e adentrei ao local conversando ainda com Kouga. Colocamos nossos óculos de atirar para proteger nossos olhos, nossas luvas e nossas armas, em seguida fomos à nossas cabines.

Eram três cabines de tiro ao alvo, no total. Inuyasha, que já estava com tudo isso não saiu da sua, e como eram três, fiquei ao lado dele, e Kouga ao meu.

- Como não sabia que você era o novo ator de Ang?

- Miuga se cansou do outro ator e me chamou.

- Nossa, mas você já decorou os roteiros?

- Claro, Kagome. Vim para cá várias vezes, mas nunca nos encontramos nem fomos apresentados porque eu sempre vinha quando você já tinha saído.

- Miuga deveria ter insistido no outro. falou Inuyasha sem olhar para a gente. Olhei bruscamente por causa do susto para o meu lado direito, o lado onde Inuyasha estava.

- Ele fedia menos, com certeza. e atirou.

- Te representava menos concorrência, garanto. Kouga respondeu atirando também.

Eu estava em meio a um fogo cruzado, literalmente.

- Concorrência? Não tenho medo de lobinhos que só sabem uivar.

Vi Inuyasha atirar mais uma vez. Ouvi Kouga rir baixinho.

- Seu psicológico é tão fraco quanto sua pontaria, cachorro. Nervoso por minha causa? Estou honrado.

Eu não estava mais atirando, estava apenas observando os dois brigarem em palavras e em melhor pontaria.

Ao terminar de falar, Kouga quase acertara o alvo principal da cabeça do bonequinho.

- Não fico nervoso com besteiras como você.

Foi tudo o que Inuyasha disse antes de atirar três vezes no boneco... De Kouga. Duas vezes no centro da cabeça e uma no coração.

- Não se esqueça da aula com Rin, pirralha.

Ele falou, atirou e saiu. Deixou Kouga, com um semblante sério, e eu pra trás.

Rin Mayumi era o nome da minha professora de piano. Ela é branquinha e pequenininha, devia ter mais ou menos um metro e 60 de altura. Seus cabelos eram repicados e negros, e só iam um pouco além de seus ombros. Seu sorriso era encantador e seus olhos eram castanhos claros. Devia ter uns 18 a 19 anos.

Ela se tornara uma das minhas amigas nesses tempos de ensaios, era muito compreensiva e simpática. Não se estressava com Inuyasha, nem comigo e nem com nossas brigas. Era com certeza a melhor pianista que já vi em minha vida inteira e ainda mantinha direto em seu rosto o seu sorriso.

- Vamos começar aquecendo as vozes, primeiro. Não quero vocês com calos na garganta.

Eu e Inuyasha estávamos sentados um ao lado do outro, e, como sempre acontecia nessas aulas, enquanto eu tocava, ele se focava em sua música e vice e versa.

Toda a aula passou muito rápida, fiquei absorvida pela partitura, passando a música em minha cabeça. O piano era o instrumento da minha música e o violão da música de Inuyasha. O engraçado era que sempre me sentia tocando no automático, nada daquela letra apaixonada fazia sentido em minha cabeça. Já me apaixonei e já sofri por causa disso, essa coisa adocicada, cheia de rosas não existe mais apara mim, eu não me deixo mais me apaixonar porque não quero sofrer o que o Houjo me fez sofrer. Chega. Uma vez basta.

- Tocou bem, Kagome. Mas precisa treinar um pouco mais. A sua canção ainda parece um pouco seca.

- Tudo bem.

- Inuyasha, você precisa também um pouco mais de alma a sua música. Entendam, as músicas que vocês cantam é sobre amor, paixão. O sentimento de vocês tem que transbordar, tem que ser algo verdadeiro. Porém não dá pra ver isso. Sim, vocês estão cantando bem, mal desafinam. E estão tocando bem também. Mas está tudo muito seco. Sejam românticos. É isso que eu tenho a dizer para vocês apenas, o resto é só prática. Coloquem seu coração no que fazem que dará certo.

Continuamos a nossa aula para acertar o que desafinamos e erramos no piano e violão. E repetimos várias e várias vezes as nossas músicas.

- Terminamos por hoje. Treinem mais um pouco a alma, certo?

- Tentarei. respondi para a Rin sorrindo.

- Certo. Inuyasha resmungou

- Bom, as aulas para o dueto que vocês dois cantarão já estão sendo marcadas. A música está quase pronta e os acompanhamentos também.

Sim, além de beijá-lo e conviver com ele ainda temos que cantar juntos. Não vamos cantar no filme, apesar da minha personagem ter uma fase de rebelde e cantora de rock. Mas as músicas terão participação apenas no soundtrack. Temos que fazer isso, Miuga disse que fica mais original. Enfim, já sabem minha opinião.

Saímos da sala juntos, mas não trocamos uma palavra.

- Ah! Vou dar uma dica pra vocês terem mais alma. Rin falou quando íamos atravessar a porta. Nós dois nos viramos para trás na mesma hora.

- Que tal se juntarem para ver se não ajuda um pouco? Vocês mal se falam, por isso não tem verdade nas músicas. ela simplesmente falou isso e sorriu.

Fiquei um momento olhando pra ela, pensando sobre o assunto.

Será que ela tem razão?

Mas quando fui olhar para o meu lado, para ver o que ele achava sobre isso, ele já tinha ido embora. Olhei pra frente e vi o corredor vazio. Corri atrás dele.

- Taisho chamei. Taisho! dessa vez gritei o nome dele e ele se virou, já estávamos ao lado de fora do set.

- O que foi? ele me olhou.

- Acho que Rin tem razão. Sabe... Mal nos falamos e estamos sempre brigando. Precisamos ter pelo menos alguma sintonia.

- Consigo fingir um amor perfeito em frente às câmeras sem nem ao menos te conhecer. Ele falou sério.

- Ahm, eu sei.

Sim, eu realmente sabia.

- Não sei se EU tenho essa capacidade. Sabe, estou um pouco nervosa. Tanta gente está esperando tanto por esse filme e...

- Olha, não sou padre nem psiquiatra. Se quiser se confessar para alguém, não sou eu.

- Tá. Tudo bem. Só queria melhorar nossa relação já que vamos ter que fazer um par nesse filme.

Ah! QUE IDIOTA!

Pensei dando as costas pra ele, mas me lembrando em seguida de certas coisas que eu sempre quis dizer na cara daquele imbecil. Então me voltei a ele, e disse:

- Você não se incomoda? eu o olhava com raiva.

- Você não percebe que todos estão tentando dar um jeito de fazer o possível para esse filme dar certo e que só a gente, os principais, não nos entendemos? Eu não estou pedindo para ser sua eterna amiga ou para que você me conte todos os seus segredos, medos e frustrações, seu idiota. Estou te pedindo para ter bom senso e deixar de ser uma pessoa difícil de conviver. -dei as costas e fui andando, novamente na direção oposta.

Então, tornei a me virar para ele, que me olhava fixamente e disse:

- E se acha que estou satisfeita em fazer um filme justamente com uma pessoa que não troco ao menos uma única palavra normal a não ser farpas, eu não estou. Justamente por essa pessoa ser você. Um idiota carrancudo que só faz ignorar e expelir as pessoas ao seu redor.

Virei e fui embora, definitivamente, para o estacionamento sentindo o olhar dele em minhas costas.

- Pirralha. senti meu braço ser puxado em direção contrária ao meu movimento.

- O que é? gritei. Olhe, eu já entendi que você não precisa de companhia para realizar o seu trabalho perfeito ou para complementar sua vida. Agora me deixe em paz. tentei puxar meu braço, mas ele continuou a segurar.

- Eu topo. parei.

- O que?

- Tentar.

- Tentar o que?

- Olhe estou tentando fazer o que você me pediu pra fazer, criar uma melhor relação entre a gente. Agora se você continuar a ser lenta deste jeito me diga que eu vou desistir.

Já posso falar que estou chocada?

Tudo bem... Acho que minha cara de idiota pra ele já responde tudo.

- Certo. Esqueça. Ele soltou meu braço e ia dar a volta.

- Não! Espere!

E este foi o momento que eu ia tocar o ombro de Inuyasha para ele virar para mim de novo, mas antes que eu pudesse tocar no ombro dele, ele se virou pra mim, como se adivinhasse o que eu ia fazer. O problema foi que eu me desequilibrei e quase caí de cara no chão, ele me segurou. Tipo, nos braços mesmo. Como se fosse aqueles passos de tango que a mulher fica inclinada e o homem a segura com força.

E bota força.

Foi nesse momento que senti meu coração acelerar estupidamente enquanto eu olhava dentro daqueles olhos âmbares e sentia aquelas mãos enormes segurando minhas costas com força. Senti um cheiro de menta inundar meus sentidos e até agora não sei se foi do hálito dele ou se era de tudo, do cabelo, do corpo, da boca...

O que eu realmente sei foi: senti-me tonta. Sei que ele tão rápido me pegou como tão rápido me colocou em pé no mesmo lugar que eu estava, mas em meu inconsciente parecia que aquela fração de segundo olhando nos olhos dele tinha durado muito tempo.

- Obrigada.

- Vê se da próxima vez você cai um pouco mais longe. Seu cheiro não é agradável.

- Onde foi parar aquela conversa de que você ia tentar ser legal?

- Esqueça aquilo, foi um momento de insanidade.

- Eu...

- Esqueça.

- Deixe-me falar, imbecil! Gritei novamente, agoniada, ainda sentindo as mãos dele em minhas costas. Eu prometo que não serei mais tão lenta.

Ele nada respondeu, apenas continuou olhando para mim e estendeu a mão, como se fossemos firmar um contrato verbal. Sorri discretamente e apertei a mão masculina de Inuyasha.