Desculpem por eventuais erros ortográficos ou de coerência.
Boa leitura!
PS: O capítulo á seguir contém NC +18. Se essa não for a sua praia, sugiro que não leia. Mas se você, assim como eu, adora ver as coisas ficarem quentes, delicie-se.
Creep
You float like a feather, in a beautiful world
I wish I was special…You're so fucking special
Você flutua como uma pena, em um mundo maravilhoso
Eu queria ser especial...Você é especial pra caralho.
Creep
(POV-Snape)
A reunião com Voldemort demorou eras para acabar. Ele nos colocou á par de seus próximos passos. Encontrar Harry Potter era prioridade máxima, e se isso não acontecesse logo, atacaríamos Hogwarts. Ele tinha certeza de que o garoto não fugiria da batalha. E o último trunfo, era Hermione Granger. Ele á usaria na batalha final. Sabendo que o Potter não colocaria a vida da amiga em risco, ele á tornaria uma isca.
Apesar das ordens expressas de Dumbledore, que visavam que eu não me junta-se á ordem na batalha final, permanecendo ao lado do Lord até o último momento, eu já tinha me decidido por algo diferente. Protelaria o quanto fosse necessário, mas na primeira oportunidade, levaria a Granger para o castelo e me colocaria ao lado do Potter. Pouco me importa se isso me levasse ao fracasso, se eu morreria ao me revelar, pelo menos morreria com alguma dignidade.
Eu poderia voltar direto para Hogwarts, passar os detalhes da reunião para Dumbledore, mas preferi voltar para casa. Preferi voltar para onde a Granger estava.
Quando cheguei, á encontrei deitada preguiçosamente no sofá da sala, em um sono profundo. O livro, que provavelmente ela estava lendo, caído ao chão. O vestido branco ligeiramente levantado, deixando á mostra suas coxas, e um sorriso brincando em seus lábios rosados. Ela parecia tão doce. Tão irresistível.
Parte de mim queria virar as costas e ir para longe dela, por que sabia que era errado me afeiçoar á pequena mulher. Mas outra parte de mim, desejava apenas descobrir o que á fazia rir. Qual era o sonho que á deixava tão feliz. No fim, acabei desistindo e , sem permissão, usei o Legilimen's para entrar em sua mente.
Ela estava sonhando com esta casa. Mexia um caldeirão fumegante, cantarolando uma velha canção. Por que ela estava tão feliz? Era só o laboratório improvisado que tínhamos montado.
-Hermione? – Ouvi o som da minha voz, chamando-a pelo primeiro nome. Seus lábios se curvaram ainda mais, mostrando um sorriso aberto quando me escutou. Ela largou o caldeirão e saiu em disparada do laboratório. Ao me encontrar, um longo suspiro apaixonado lhe escapou dos lábios e sem pensar duas vezes, ela se atirou contra mim. Ficando na ponta dos pés para beijar-me nos lábios. Eu retribuía o beijo, tirando-a do chão para aconchega-la melhor em meus braços.
De repente, tudo ficou escuro. Eu tentava ver o resto do sonho, mas não enxergava nada.
Ela tinha acordado e usava oclumência para me bloquear.
-Quem você pensa que é para entrar em minha mente? – Perguntou ofendida, pondo-se de pé num piscar de olhos.
-Eu sinto muito. – Minha sobrancelha se levantou. – Mas seu sonho era um tanto... Interessante. – Minha cabeça girava com as imagens que tinha acabado de ver. Ela sonhara comigo. Pior, ela sonhara comigo á beijando. Em seu sonho, éramos um casal, morávamos nessa casa e não havia nenhuma guerra á ser vencida.
-Ora seu... Pois saiba que era um pesadelo! – O sangue subiu ás bochechas, deixando-a corada.
-Tem certeza? – Perguntei roucamente. Institivamente me aproximei dela.
-Absoluta. – Ela disse tremula.
-É melhor tomar mais cuidado com os pesadelos... - Peguei um cacho rebelde entre os dedos. – Eles podem se tornar reais. – Coloquei o cacho atrás da orelha dela. Eu não queria pensar o quão errado aquilo era. Não queria pensar que me arrependeria. Á muito tempo eu não sabia como era ser desejado por alguém... Mais do que isso, ela tinha carinho por mim, se preocupava comigo. E aquilo era tão bom.
-Torne isso real Severo. – Ela pediu num sussurro. Meu corpo estremeceu ao ouvi-la pronunciar meu primeiro nome. Com delicadeza, ela colocou os braços em volta do meu pescoço, ficando na ponta dos pés para alcançar meus lábios. O mundo pareceu sumir sob meus pés quando eu a apertei de encontro á mim. Meus lábios tomaram os dela com urgência demasiada.
Nossas línguas travavam uma batalha deliciosa. Como se pudéssemos, entrar dentro um do outro. E isso era o que eu queria, entrar dentro dela. Não de forma carnal. Mas de alma! Queria desvendar todos os segredos que havia naqueles olhos cor de mel, descobrir cada detalhe de sua vida, cada nuance de desejo.
(POV-Hermione)
Eu o desejava. Isso era um fato. Nos últimos dias, vim reprimindo esse sentimento, negando á mim mesma que pudesse sentir isso por alguém mais velho. Mas em sonhos ninguém se controla, não é? Eu queria negar, ainda não tinha certeza do que sentia ao certo. Mas quando ele se aproximou de mim, o cheiro do hálito dele me invadiu e eu não pude mais resistir.
O beijo, entretanto, foi apenas uma faísca perto de um explosivo. Todos os meus instintos estavam aguçados, eu o queria, eu precisava dele. Precisava que ele me fizesse sua mulher.
Cedo demais o beijo se findou. Meu coração martelava contra minhas costelas, querendo saltar para fora de meu peito. Procurei nos olhos negros um motivo para me afastar, para desgrudar meu corpo dele e sair correndo. Mas só encontrei mais e mais motivos para desejá-lo, adorá-lo. Severo Snape, era um homem misterioso e isso me excitava profundamente.
Ele voltou á me beijar, desta vez, com suavidade. Sua língua provou cada centímetro de minha boca antes de, com calma, escorregar para meu pescoço. Suas mãos, grandes e firmes, apertavam-me contra ele.
-Severo. – Eu chamei em meio á um gemido. Ele tomou meus lábios outra vez, mas parou de apertar-me.
-Não quero perder o controle. – Ele disse num sussurro. – É melhor você ir se deitar... –
(POV-Snape)
Vi o despontamento passar pelos olhos castanhos, quando me afastei de seu corpo.
Hermione Granger não era uma qualquer e eu não á trataria como tal. O desejo recém-descoberto por nós, se extinguiria com facilidade se eu á levasse para cama. Por isso, contrariando os instintos masculinos, que gritavam para que eu me enfiasse no meio das pernas dela durante toda a noite, eu mantive uma distância segura.
Os olhos de jovem encaravam-me com luxuria contida, seus lábios estavam levemente inchados por causa dos beijos trocados e as bochechas tinham um tom rubro. Como eu nunca tinha percebido tanta beleza?
-Vá se deitar, Hermione, eu ainda estarei aqui pela manhã. – Outra vez ela se esticou para alcançar meus lábios.
-Boa noite, Severo. – Involuntariamente meus lábios se curvaram num sorriso.
-Boa noite, Hermione.- Desejei. Então ela se foi, subindo ás escadas graciosamente.
Meus sonhos daquela noite foram povoados por seus cachos rebeldes, por sua voz melodiosa e cheiro inebriante.
...
(POV-Hermione)
Quando acordei, forcei minha mente á repassar cada segundo do que tinha acontecido na sala. Parecia errado ficar com ele. Em parte, porque ele era mais velho, mas também porque além dessas paredes tínhamos vidas completamente diferentes. Será que, depois que o calor da guerra passar, ficaremos juntos? E quanto a Ronald? Quanto ao sentimento que eu nutria por ele? Será que seria Severo Snape a ocupar o seu lugar em meu coração?
Deixei o calor da cama e, imediatamente, fui tomada pelo frio. O sol brilhava em todo seu esplendor do lado de fora da janela, mas ainda assim, tudo estava frio. Isso só podia significar uma coisa: Dementadores.
Snape tinha deixado um bilhete por baixo de minha porta.
Palavras rabiscadas ás pressas me avisavam que Voldemort o chamara outra vez.
(POV-Snape)
O dia mal tinha amanhecido quando a marca negra voltou á arder em meu antebraço. E isso não era um bom sinal.
A troco de quê Voldemort nos chamaria tão pouco tempo depois de uma reunião? Algo devia ter acontecido.
Bellatrix se contorcia ao chão quando cheguei. Voldemort á castigava, ele estava furioso. E pelo que pude entender, Harry Potter e Ronald Weasley tinham invadido o Gringots. Somente agora, depois dos garotos invadirem o cofre de Bella, o lord das trevas se deu conta de que o menino sabia sobre suas, preciosas, Horcuxes . Já era entardecer quando ele se dirigiu á mim.
-Severo! – Ele chamou depois de alguns minutos de tortura.
-Sim, mi lord...
-Prepare a imunda que se intitula amiga do Potter. Não posso esperar mais, esta noite, atacaremos Hogwarts. – Meu estomago se retorceu.
-Mas mi lord...
-Obedeça imediatamente! – Ele gritou. Os olhos desalmados queimando em fúria. Com uma mesura, me retirei da grande malsão Malfoy. Os gritos de Bellatrix ecoando em minha mente.
...
-Hermione? – Chamei assim que pus a planta dos pés em casa.
-O que aconteceu? – Ela perguntou enquanto descia as escadas.
-Engarrafe as poções que fizemos, a batalha se inicia hoje!
-Como assim... Harry... –Claro, ela tinha que se preocupar com o namoradinho.
-Seu namoradinho invadiu o Gringots. Mas não se preocupe, ele escapou das mãos de Voldemort.
-Ele não é meu namorado, Severo! – Eu não dei ouvidos á ela. Pouco me importava seu affair com o menino que sobreviveu, o beijo da noite anterior tinha sido um deslize. Um erro terrível, tanto para mim, como para ela. Subi as escadas, entrando em nosso laboratório para engarrafar tudo o que precisaríamos levar á Hogwarts.
(POV-Hermione)
Então era isso. Hoje, bem e mal duelariam pelo mundo bruxo, hoje estaríamos frente á frente com a morte. Isso por si só, já é motivo suficiente para sentir-me nauseada. Mas outra coisa estava me incomodando. Hoje eu deixaria esta casa. Severo Snape e eu seriamos apenas lembranças na vida um do outro. O modo como ele agiu ao me ouvir falar de Harry, indicava que ele sabia disso também. Sabia que do outro lado dessas paredes, uma realidade diferente nos esperava, e provavelmente, não voltaríamos a ficar juntos.
Mas eu ainda não estava pronta para o fim desse conto.
Sem pensar muito sobre o assunto, para não correr o risco de arrepender-me da decisão, corri até laboratório. Ele engarrafava a poção restauradora sem notar minha presença.
-Severo.. – Chamei. Ele virou o rosto em minha direção. Deixei minha cabeça tombar para o lado, com um sorriso tristonho. Ele apenas levantou a sobrancelha para mim.
Venci a distância entre nós em poucos passos, e antes que ele tivesse a chance de me impedir, lancei-me em seus braços.
Castanhos invadiram negros outra vez, num pedido mudo de que ele me beijasse. E ele me atendeu com ternura.
-Hermione... – Ele disse entre os beijos. – Nós precisamos...
-O mundo bruxo pode sobreviver mais alguns minutos sem a nossa presença, Severo. – Minha mente estava apenas semiconsciente do resto do mundo. Se esse era o nosso último momento juntos, então teria que ser perfeito. Pelo menos uma vez, eu seria só dele.
Minhas mãos vagavam inocentes pelas costas largas de meu antigo professor, tentando cobrir cada área desconhecida de seu corpo. Vários frascos rolaram para o chão quando ele, cheio de desejo, empurrou-me contra a bancada. Suas mãos percorreram por meu vestido, para então encontrar os botões do fecho.
(POV-Snape)
Eu á coloquei sobre a bancada e ela enlaçou minha cintura com as pernas. Totalmente entregue á mim. Ela tinha razão, o mundo bruxo podia esperar. Se eu morrer hoje, morrerei feliz. Pois ao menos uma vez, á tive em meus braços.
-Cama. – Sussurrei roucamente, antes de erguê-la em meus braços e carrega-la até meu quarto. Deitei Hermione sobre os lençóis negros de seda pura e ela ficou de joelhos sobre o colchão, para desabotoar minhas vestes. Ela olhou para as cicatrizes em meu peito, com certa reverencia, pois sabia que cada uma delas tinha sido consequência do trabalho de espião. Então, com delicadeza, ela começou a beijar cada uma delas. Nem mesmo a marca negra foi vista com repulsa.
Uma lagrima solitária escorreu por minha face. Como ela podia admirar alguém como eu? Como ela podia se entregar á mim de bom grado? Ela me desejava como homem e aquilo era mais do que eu podia pedir.
Logo, nossas roupas foram jogadas pelo quarto. Deitei meu corpo sobre o dela, fazendo-a arfar. Ela chamou meu nome com um suspiro e então, puxou meus cabelos com força enquanto me beijava. Suas pernas enlaçavam-me, nos encaixando perfeitamente. Seu corpo quente era tudo o que conseguia registrar naquele momento.
Não havia guerra. Não sobre aquela cama. Estávamos leves, flutuando como penas em um mundo maravilhoso. Nosso próprio mundo. Mesmo que tivéssemos pouco tempo juntos, nos lembraríamos disso para sempre.
Quando, com calma, comecei á penetra-la, ela mordeu meu ombro para conter o grito. Eu forçava seu sexo á abrir-se para mim, tornando-a mulher. Ela travou a mandíbula quando, finalmente, eu estava inteiro dentro dela. Num ritmo lento, eu entrava e saia de Hermione, controlando-me para não machuca-la.
Ela gemia alto e de forma deliciosa, excitando-me ainda mais. Seu corpo começou a relaxar sob o meu, um indicio de que a dor, causada pelo rompimento de sua virgindade, passava. Então eu me movi com mais liberdade. Cada vez mais rápido.
Entregando-me á luxuria completa.
As mãos que antes estavam tensas em minhas costas, desceram para minhas nádegas, puxando-as de encontro á sua feminilidade, querendo que eu me enfiasse mais fundo nela.
-Severo... – Ela gemeu meu nome. Minhas mãos não eram gentis em sua cintura. Levantei o corpo, puxando-a pelas ancas, sem parar de me mover dentro de seu sexo. Seu rosto estava rubro de excitação, seu queixo apontava para o teto enquanto ela cravava as unhas no travesseiro.
– Tão... apertada! – Ela era deliciosa. Senti os músculos de seu sexo se contraírem, sugando-me para dentro dela enquanto ela chegava ao ápice. Reuni todo meu controle para não derramar-me dentro dela. Ainda não.
Quando os espasmos dela terminaram, eu me retirei de seu sexo.
Seus olhos amendoados faiscaram para mim, ainda com fome.
-Vire-se. – Ordenei ofegante. Sem questionar meu próximo passo, ela obedeceu. Puxei as coxas dela de encontro á mim, voltando a afundar- me dentro de seu sexo outra vez. Os cabelos cacheados caiam como uma cascata ás costas da morena, curvada sobre os joelhos, ela agarrou as grades da cama com força e me olhou por cima do ombro com um sorriso sedutor. Eu a puxava pelos quadris, entrando e saindo dela, de forma ritmada. Um gemido gutural escapou do fundo de minha garganta, quanto ela começou a rebolar comigo dentro de seu corpo.
Foi demais para aguentar. Curvei-me sobre o corpo de Hermione, para apertar-lhe os seios . Enquanto a estocava com força e rapidez. Urrei de prazer quando jorrei abundantemente dentro dela.
Ela gemeu em protesto quando me retirei de dentro de sua intimidade. Mas eu não tinha acabado. Enchi a mão com seus cachos rebeldes e os puxei, com a outra mão, acariciei a pele quente de sua virilha, antes de afundar dois dedos dentro dela.
Ela gemeu e se contorceu enquanto eu á masturbava. Hermione Granger tinha se tornado uma mulher incrivelmente, deliciosa. Cada polegada do meu corpo, clamava por ela. Tão irresistível, assim, entregue á mim... Tão... minha!
Outra vez seus olhos giraram nas órbitas pelo orgasmo eminente.
Nossos corpos suavam e tremiam, ambos ofegantes pelo esforço físico. Soltei meu peso sobre o corpo macio dela e chafurdei em seus cachos, sentindo seu cheiro. Tentando memoriza-lo para sempre. Pois sabia que logo não á teria mais por perto. Logo sobrariam para mim, apenas nossas lembranças.
Rolei o corpo para o lado e ela se apoiou em meu peito. Beijando meus lábios ternamente.
-O que acontece agora? – Ela perguntou evitando meu olhar.
-Podemos fugir. Esconder-nos e deixar todos os outros lutarem sem nós. – Me sentei e peguei minha varinha ao lado da cama. – Ou... Accio felix felicis – Um pequeno vidrinho voou até minhas mãos. Não sei como não tinha pensado nisso antes. – Podemos ir para a batalha e salvar o mundo bruxo. – Ela apenas observou enquanto eu abria a poção.
-Abra a boca Hermione...
-Não. Tome você, eu vou ficar bem.
-Abra, ou serei obrigado á força-la. – Ela bufou descontente e entreabriu os lábios. Com cuidado, despejei o pouco de poção que tinha em sua boca. Numa esperança de que isso salvasse sua vida na batalha.
Um segundo se passou antes dela tomar meus lábios num beijo desesperado.
Senti o gosto peculiar da 'sorte liquida' me invadir, junto com a sensação de confiança que era típica da poção. Ela tinha me beijado com essa intenção, dividir o liquido em nossas bocas.
Abençoando á nós dois.
-Boa sorte. – Ela desejou com um sorriso. Eu lhe sorri de volta.
(POV-Hermione)
Eu sentia a felix felicis agir em cada terminação nervosa minha. Dando-me segurança, confiança. Eu e Snape estaríamos á salvo enquanto o efeito da poção durasse.
Em silêncio, nós nos vestimos. O antebraço dele ardia violentamente, prova de que o Lord das trevas já conhecia sua traição. Graças á Merlin ele não sabia desta casa. Me arrepiei ao imaginar os comensais invadindo a casa de Snape em Spinner's end, procurando pelo traidor. E por mim.
Ele jogou o pó de flu na velha lareira e as chamas se tingiram de verde.
-Prometa que não vai me esquecer. – Eu pedi segurando a mão dele em meu rosto.
-Nunca poderia te esquecer , Hermione. – Os olhos negros mostravam alguma emoção também. – Você é tão... especial. – Ele declarou num sussurro, antes de com um ultimo beijo, entrarmos nas chamas verdes.
Hogwarts inteira estava agitada. Todos se preparando para a batalha. Voldemort já sabia que Harry estava ali, ele devia ter chagado enquanto eu e Severo nos... Amávamos.
Alguns pescoços giraram em nossa direção quando ganhamos os corredores, mas nós não paramos. Encontramos madame Pomfrey e lhe entregamos as poções que trazíamos conosco.
-Hermione! – Alguém chamou ás minhas costas.
-Ron! – Foi impossível não sorrir. Snape soltou minha mão no mesmo momento em que Ronald me puxara para um abraço. Tomado pela emoção do reencontro, ele beijou meus lábios pela primeira vez.
Quanto tempo eu sonhei com esse beijo. E agora, ele parecia um vil impostor dos beijos que eu ansiava receber. Meu coração não pertencia mais á Ronald Weasley.
Assim que nossos corpos se separaram, girei em meus calcanhares em busca de Severo. Mas ele já não estava mais ali.
-O que o Snape fazia com você... – Ron começou com seu interrogatório. Eu fui incapaz de responder as inúmeras perguntas do menino ruivo. Minha vontade era correr atrás de Snape, mas tínhamos uma guerra á ser vencida.
(POV-Snape)
Se eu tinha algum tipo de esperança, em ficar com ela quando a guerra acabasse, isso se esvaiu quando á vi nos braços do Weasley.
Hermione Jean Granger era só mais uma lembrança dolorosa.
Eu duelei contra os comensais ao lado de Dumbledore. Estampidos, explosões e gritos ´por toda parte. A batalha se estendeu até quase o amanhecer, quando Voldemort conseguiu atrair Potter para a floresta proibida.
No salão principal, vi Hermione chorando o sacrifício de menino nos ombros do Weasley. Depois disso não á vi mais.
Quando Hagrid trouxe Harry Potter desfalecido em seu braço, os olhos do lord faiscaram para mim. Me matar lhe daria tanto prazer quanto matar o Potter.
Mas era a hora dele atravessar o véu e não eu. Não por enquanto. Por causa dela, por causa de seu beijo abençoado . Os feitiços pareciam desviar de mim, sempre me abaixando na hora certa ou sendo empurrado no momento propício. A morte não me acolheria hoje.
Particularmente, eu não gostei desse final. Mas por mais que eu reescrevesse, saia sempre a mesma coisa!. Mass OK..
Review's? *-*
Prometo tentar postar o mais breve possível!
