Tão Distante Como Uma Estrela
Disclaimer: Essa história pertence à AnJuDark que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Essa história de amor começa quando Edward Cullen, um jovem de baixos recursos econômicos, vai trabalhar na casa dos multimilionários Swan. Ali conhecerá a Bella, a arrogante herdeira dos Swan.
Capítulo 2 – MEU lugar SEU lugar
Eu senti o ligeiro cheiro de álcool em seu hálito enquanto falava. Tive que morder a língua para não lhe responder como merecia aquela jovenzinha mimada e fiquei calado, aguentando suas grosserias.
— Lhe peço desculpas de novo – foi o que eu disse. Engolindo a coragem, já que se alguém devia pedir desculpas aqui, era ela.
— Eu aceito suas desculpas… –
Fechei minhas mãos em punho e decidi me afastar antes de não poder controlar minha língua e dizer um par de coisas, com os quais, eu seria demitido de imediato.
— Como quiser – eu disse entre dentes. – Se me permite, vou me retirar.
Fui novamente para a cozinha, tomei um copo de água e esperei até o relógio marcar as dez. Meus dedos apertaram em torno do cristal como única prova de toda a raiva que me consumia. Maldita garota rica. Quem pensava que era? Bem eu sabia que o dinheiro lhes roubava a razão, mas nunca pensei que fosse em medidas tão grandes.
— Leve isso para minha filha – foi a última coisa que me ordenou a senhora quando estávamos dentro da casa, me entregando uma pequena caixa de presente.
Subi até o quarto da 'Senhorita Mal-humorada' e estava a ponto de bater na porta quando escutei um choro vindo do mesmo quarto. Parei uns segundos antes de bater.
— Quem é? – perguntou uma voz fingidamente clara.
— Sua mãe me ordenou que lhe entregasse isso – eu disse, com a voz ligeiramente alta para que pudesse escutar do outro lado da porta.
Não obtive resposta. Depois de alguns segundos a porta abriu. Meus olhos viram uma Isabella completamente sem maquiagem e seus caro acessórios. Seus enormes olhos chocolate estavam vermelhos. Estendi o presente e ela o pegou sem dizer uma palavra. Meu olhar se perdeu um momento no tão frágil que ela parecia. Em como ela parecia bela frágil.
— Você está bem? – eu quis saber. Por alguma estranha razão, me sentia preocupado com aquela soberba garota.
— Não – respondeu fixando seus olhos nos meus e antes que eu pudesse dizer algo, fechou a porta na minha cara.
Desci as escadas ainda com sua imagem na cabeça, me perguntando se todas as garotas bonitas e milionárias seriam assim, estranhas e difíceis.
Os dias passaram sem nenhuma controvérsia. Tornou-se minha rotina levantar cedo para ir a universidade e saiu de alguma aula para chegar a tempo no meu trabalho, ir buscar a senhorita Isabella no colégio e obedecer suas ordens, autoritárias e sem respeito ou consideração. Ainda assim, em alguns momentos, a encontrei com os olhos inchados, provocando o que parecia em mim, uma preocupação absurda e incontrolável. Assim como a mesma ardente atração que eu não ia aceitar de maneira tão fácil.
Assim levei quase um mês trabalhando naquela luxuosa casa e era estranho que ainda não conhecia ao senhor. Quando perguntei para minha mãe, ela disse que o Sr. Swan era um homem importante e de muitos negócios e quase nunca estava em sua casa devido as suas freqüentes e prolongadas viagens.
Devido ao bom salário, eu pude comprar os livros que precisava e havia dado integramente a bolsa de estudos que Esme conseguiu. Tudo ia bem, tirando o fato de que meu fígado estava apodrecendo devido a todos os encontros que tinha, todos os dias, com a filha da patroa. A garota realmente era rebelde e grosseira. A mais grosseira que eu tinha conhecido em toda a minha vida! Eu não podia dizer nada para chamar a sua atenção. Não podia proibir nada, porque já tinha na ponta da língua a resposta que me deixaria completamente calado. Se chegasse atrasado, por milagre não me matava. E não fazia esforço para evitar dizer o quão mau era o meu trabalho, durante todo o caminho. Era insuportável. Mais do que insuportável, a garota era um verdadeiro demônio…
… Mas que belos e excitantes olhos tinha…
Nessa madrugada eu estava em pleno período de provas e estava dois dias sem dormir um só minuto. Estava sentado, quase esparramado, em uma das cadeiras da mesa da cozinha, tentando relaxar minha mente e meus olhos para continuar lendo. Era aproximadamente, meia-noite e o sono tentava se apoderar de mim, quando escutei passos atrás de mim.
— Oi, Edward – Tanya me cumprimentou.
Levantei meus olhos e o sono se foi imediatamente quando vi a pequena camisola que tinha.
— Tanya – disse, sem poder ocultar a surpresa da minha voz.
— Continua estudando? – perguntou se aproximando e sentando na ponta da mesa. Meus olhos se dirigiram até sua perna que estava descoberta. – Você parece cansado. Deveria relaxar um pouco.
— Talvez, eu necessito de alguém que me faça uma massagem – sussurrei enquanto aproximava meu rosto do dela.
Um sorriso travesso apareceu em seus lábios cheios e seus braços foram colocados em volta do meu pescoço.
Seus lábios se pressionaram contra os meus de uma maneira violenta e apaixonada. Não era a primeira vez que a beijava, mas não havia acontecido nada mais, já que, eu deixei claro minhas prioridades, ela havia decidido deixar tudo isso em uma amizade. Notei com satisfação que, ao que parece, havia decidido, por fim, em ser uma boa e complacente amiga.
Seu corpo se grudou ao meu e eu não vacilei em deitá-la na mesa. Minhas mãos foram até suas pernas e, com um gemido, me disse que fossemos ao seu quarto.
Não escutei duas vezes…
Como antes eu havia dito: as mulheres me encantava e jamais, por nada no mundo, desperdiçava uma boa noite de paixão nos braços de uma.
Coloquei minha roupa e sair do seu quarto quando ela dormiu. Voltei para a cozinha para pegar meus livros e ir estudar no meu quarto. As letras entrariam agora com muita facilidade. Ou pelo menos isso eu pensava, pois não esperava encontrar o que eu estava vendo.
Fiquei petrificado ao ver as costas e a cintura mais fina que havia visto em toda minha vida. Jamais havia me fixado no corpo de Bella já que seus delicados traços eram capazes de chamar tanta atenção, de modo que sua figura não era algo essencial; mas, nesse momento, havia sido um crime não descer os olhos de seu rosto para sua fina blusa que grudava em seu corpo, como uma segunda pele, e seu pequeno short deixava a mostra suas pernas, tão esquisitas como ela.
Minha atenção de seu corpo se rompeu quando vi que em sua mão tinha um frasco, e impacientemente se servia de um copo de água e um punhado de pílulas. Aterrorizado, me lancei até ela, que gritou, interrompi com minha mão. Jamais havia tocado nela, mas nesse momento, estava tão assustado que não tive tempo de pensar no meu atrevimento. Virei seu corpo, sem destapar sua boca, para que me visse e deixasse de lutar. Seus olhos se arregalaram quando me viu e quando estava certo de que não ia gritar mais, a soltei.
— O que estava pensando em fazer? – perguntei arrancando de suas mãos as pílulas soltar e vendo a etiqueta do frasco.
— Não te interessa. Saia – ordenou.
— Tudo bem. Se não vai me dar explicações, irei agora mesmo perguntar para sua mão se você está doente.
— Está me ameaçando? – ela perguntou, mas percebi o medo na sua voz.
— De jeito nenhum. Uma ameaça vem quando há temor, suponho que sua mãe está sabendo que você precisa tomar onze soníferos de uma vez, assim que creio que não será um problema.
Ela calou e desviou seus olhos do meu, dando-me a resposta que eu tanto temia com aquele silêncio.
— Senhorita, o que pensava em fazer?
Sua resposta me deixou congelado: seus braços enrolaram na minha cintura e começou a chorar contra meu peito.
Instintivamente, uma de minhas mãos foi até seu comprido e suave cabelo, acariciando-os. Ela não deu explicações e tão pouco eu ao pedi. A abracei até que seu choro se transformou em um pequeno soluço.
E ai estava outra vez aquela Bella, inofensiva e cativante, com seus olhinhos inchados e seu corpo tremendo embaixo de minhas mãos.
Sentei em uma cadeira para que ela senta-se em meu colo e a segurei como um pequeno bebê. O tempo se tornou inexistente com ela em meus braços. Era novo tudo o que eu senti ao ter ela perto de mim. Um instinto que me pedia para protegê-la, cuidar dela…
Um profundo suspiro saiu de seu peito. Foi então quando soube que era conveniente que ela fosse para seu quarto. Estava dormindo e não quis acordá-la. A carreguei o mais suave que pude e subi as escadas.
Deixei seu corpo cair delicadamente sobre sua ostentosa cama e sai. Não sem antes me perder um breve momento no caminho das lágrimas secas que haviam deixado sobre suas bochechas.
Foi impossível estudar. Minha mente estava completamente ocupada no por que Bella queria fazer tamanha estupidez. O que a deixava tão angustiada? Quem a machucava tanto?
No dia seguinte, a mascara de frieza e superioridade haviam desaparecido de seu rosto aquela tarde. No momento em que abri a porta para que subisse e descesse do carro, ocultou seu rosto com seu cabelo, evitando me ver.
— A senhorita Bella está muito mal – disse Alice para minha mãe e para mim, em uma manhã. – Não comeu nada, tem dias.
— Pobre garota – lamentou minha mãe. – Está tão fraquinha que me da pena que não coma.
— É sempre assim? – perguntei, tentando soar desinteressado.
— Tem dois meses que começou a se comportar diferente – respondeu minha irmã. – A senhorita tem seu caráter, mas é boa. Aqui a bruxa é sua mãe! Deus sabe o que eu digo.
— Alice, não tem que falar assim da senhora – repreendeu minha mãe.
— Essa é a bandeja do seu café da manhã?
Minha irmã assentiu.
— O que vai fazer, Edward? – perguntou minha mãe ao ver que eu saia da cozinha com a bandeja na mão.
— Talvez a senhorita precise de motivação para comer.
Fui até seu quarto, sem compreender ainda o motivo que me fez ir até lá.
— Entre – disse Bella, sem perguntar antes quem havia batido.
— Com licença – disse, aparecendo na porta, vendo com contida diversão, como ela se levantou da cama, e com grandes passos, encurtou a distância que nos separava, posicionando-se na minha frente, com um gesto de raiva e depreciativo.
— Quem diabos deixou você en...?
— Você senhorita – respondi antes que ela terminasse de formular sua pergunta. – Há alguns segundos atrás.
Ela ficou calada e eu reprimi um sorriso.
— Diga o que quer e depois suma da minha vista – ordenou, dando meia volta e negando outra vez o acesso aos seus olhos.
— Minha mãe mandou que eu trouxesse seu café da manhã – informei enquanto colocava a bandeja em uma mesinha que estava ali.
— Já havia dito para Alice que não tenho apetite.
— Se continuar sem comer, vai ficar doente.
Seus olhos me olharam com desprezo.
— O que? O doutorzinho medíocre vem me dar sermões de saúde? – perguntou com fria e afiada voz, ferindo meu ego.
— Não – respondi, com o mesmo tom de voz condescendente – 'O doutorzinho medíocre vem porque lhe da pena as pacientes depressivas e anoréxicas.'
— Como se atreve? – disse, claramente nervosa, enquanto virava para me olhar com desprezo.
Entretanto, dessa vez, não senti medo, mas sim uma grande satisfação por não deixar me humilhar. Já era o momento de dizer verdades a essa garota malcriada.
— Me atrevo porque você me provocou.
— Garoto, você se esqueceu que você e eu não somos iguais? – perguntou com ódio enquanto se aproximava de mim. – Esqueceu que agora mesmo, se eu quiser, te coloco para correr e deixo sem dinheiro para que possa continuar com sua estúpida carreira?
— Não sei por que demora tanto para cumprir suas ameaças – a desafiei.
— Não faço porque primeiro: você me da pena – confessou. – E segundo: será quando EU queira e não quando você quiser.
— Te dou pena? – repeti com zomba em minhas palavras. – Nossa! Pensei que a que dava pena aqui era você!
Um forte tapa foi o que eu recebi como resposta. Tinha pensado lhe dar uma dos meus mais duros e frios olhares para aquela petulante garota, mas não pude. Meu plano ficou completamente quebrado ao ver que ela estava chorando.
Inexplicável era a sensação que senti quando a vi nesse estado tão volúvel. Era estranha a necessidade que me deu ao querer consola-la e limpar suas lágrimas.
— Desculpe – murmurei.
Esperei vários segundos por sua reação. Nem dez tapas, nem vinte mil palavras ofensivas que ela poderia ter me dito, me fariam sentir assim de fato quando tirou seu olhar do meu e deu meia volta e com suas mãos em punho em suas costas, murmurou.
— Retire-se Cullen. E pare de se meter na minha vida.
N/T: O que estão achando?
Eu amo essa história x]
Bjs
