Desculpem a demora na postagem, mas ai está o Segundo capitulo, espero que gostem, comentem o que acharam. ^_^


Capitulo 2: Transformação

O crepúsculo se aproximava...
Uma moto corre em alta velocidade em uma estada coberta de gelo. Pela moto vêem-se as altas e fortes arvores, que cercam a estrada, passando em alta velocidade, parecendo um borrão verde. A neve começa a cair, o frio se intensifica.
Mas o casal sobre a moto não nota, já que a velocidade, a adrenalina e a ânsia de chegar ao destino o mais rápido possível os deixam entorpecidos. E o motorista um homem, de aparecia de mais de 20 anos, mas de baixa estatura acelera mais ainda a moto. O segundo ocupante da moto, uma mulher, se preocupa com isso, tenta alertá-lo, mas a velocidade e o barulho do vento impedem sua voz de ser ouvida por qualquer ser naquelas redondezas...

O som da moto aumenta mais uma vez, o ronco do motor, torna-se um berro, diante da impaciência do motorista que novamente acelera. Ele ri, sempre gostou de um pouco de adrenalina, a mulher se preocupa. A moto entra em alta velocidade por uma curva, o motorista enverga a moto, achando-se um corredor em um circuito. Ele está extasiado.

A moto desliza, ele perde o controle, o desespero toma conta de si. Sob o capacete sua face torna-se negra, o medo se apodera dele, sua companheira sente isso sobre si também. A moto sai girando sobre o gelo do asfalto, e colide em uma das grandes arvores que cercam a rodovia, os ocupantes da moto voam. O garoto cai sobre a nove e roda desfiladeiro abaixo. A menina encontra-se com uma arvore e ali para desacordada.

O sangue deles se esvai manchando a neve branca e pura de vermelho. Um vermelho apetitoso e belo aos olhos de um estranho que ao longe sente o cheiro de algo que para ele é seu néctar predileto, sua vida, nos últimos 50 anos.

O garoto acorda.. Tenta se levantar.. Cai novamente, tira o capacete e vê se um homem de 20 e poucos anos e cabelos escuros curtos, uma face ainda jovial, manchada de sangue. Ele tenta subir em vão o barranco coberto de neve. Mas suas dores são superadas pelo desespero, sua companheira onde está?? É somente isso que se passa por sua cabeça. Com esse pensamento desesperado sobre a mulher que amava, ele consegue romper a dor, a morfina liberada em seu sistema começa a aplacar a dor. Ao subir um pouco o barranco ele a encontra. E seu desespero vai ao limite.

Estirada, com o corpo deformado e torto sob a neve, se encontra a mulher, o capacete ainda sobre sua cabeça, e por baixo dele o sangue se esvai. Ela respira com dificuldade, uma das pernas, fraturada, expõem um osso e um ferimento aberto que inunda mais ainda a neve com o vermelho de sua vida.

- Meu amor!!! Responda!!! Por favor, não morra!!!
- Deus, por favor, não permita que ela esteja morta!!

Sob o desespero, o homem não notou a respiração quase ausente da mulher, ele conseguia somente observar o sangue escorrer por sobre a neve... E o seu desespero só fazia aumentar...
Ele excitou... Mas foi até ela... Ele excitava em tocá-la... Ele teve medo de piorar as coisas... Pensou em pegar o celular e ligar desesperadamente para a Emergência de algum hospital. Mas ao tocar o seu bolso, não o encontra... E o desespero aumenta... Durante a onda de desespero aumenta ele sente o medo... Um medo ameaçador, como se fosse o sapo encurralado pelo bote de uma cobra... Ele olha em volta... Sentindo-se acuado por um predador perigoso... Ele não consegue pensar em mais nada. Olhando ao seu redor, vê se sozinho. Mas do nada ele ouve um barulho próximo, ao se mover e olhar o local. Assustado seu olhar se encontra ao olhar de um estranho, um olhar rubro e ameaçador, um frio na espinha sob até sua nuca. Naquele momento o único pensamento que passa por sua cabeça é que ele iria morrer.

Mas nada acontece. Ele excita em se mexer, mas ouve a voz do estranho, uma voz linda, musical. Ao ouvir sua voz ele se lembra que ela é familiar de alguma forma, mas não sabe como, nem onde, nem por que. Mas ele tenta prestar atenção ao que o homem fala. E descobre que ele apenas estava dizendo "Olá".

Ele olha novamente assustado ao homem e se da conta que o homem não aparenta ser mais velho que ele, trajava roupas normais, mas um pouco rotas, descalço, sua pele era pálida e branca, quase não contrastava com a neve sob seus pés. Os cabelos do homem eram loiros pálidos, bem cortados, e ele possuía um rosto de feições fortes, mas no momento ele sorria de forma encantadora e aquilo de alguma forma não se encaixava na situação...

Novamente a voz do homem se faz ouvir, com um tom divertido até. - Criança, porque você estava implorando por essa menina?

O homem não acredita no que está escutando, há anos não ouvia alguém chamá-lo de criança, e muito menos um homem que aparenta ser um pouco mais velho que ele, mas passa despercebida a pergunta em si.

Novamente o desconhecido fala. – Porque você está implorando por essa menina??
Agora ele entende a pergunta, e responde ao desconhecido que lhe causa a pior sensação de medo que já sentiu na vida.

- Eu amo ela, ela é minha vida!! Ela não pode estar morta!!!

O desconhecido responde de forma jocosa, como se o sentimento de amor fosse uma piada com uma graça limitada.

– Ela está viva. Essa menina está viva. Mas isso não ira durar muito tempo. Ele termina a frase com um sorriso brincando em seus lábios.

O homem ainda coberto de sangue olha horrorizado o desconhecido. Como ele pode achar aquilo engraçado. Como ele pode zombar da morte.

O desconhecido vê o medo e o horror no rosto do Homem e aquilo parece diverti-lo ainda mais. Nesse momento ele tem uma idéia súbita, mas que poderia ser muito divertida. Sua vida andava mesmo enfadonha demais e aquilo vinha mesmo muito a calhar. Então ele resolve fazer a proposta que nunca antes havia feito a ninguém, nem aqueles a que amava, e que agora já estavam mortos em esqueleto sob a terra. Ele sorri novamente e diz às palavras que nunca antes havia falado.

– Se você quiser, posso fazê-la viver, mas não sei se depois disso o que ela terá pode ser chamada de vida. Já que ela vai morrer de qualquer jeito mesmo... Ele sorri diante da constatação que sua audição lhe diz, e ao ver o horror no rosto do homem a sua frente e prossegue... – Mas você também terá que fazer parte disso, já que.. Novamente um sorriso brinca em seus lábios. – Depois que ela "viver", você não poderá ficar perto dela, sendo o que é... Ele sorri ao notar a confusão no rosto do homem a sua frente. E achando que ele não entendeu sua proposta, resolve encurtar e deixar o entendimento melhor.

- O que me diz? Salvo ela e torno vocês iguais? Aceita a proposta?

O homem sem entender direito olha perplexo o desconhecido e enigmático homem a sua frente. E pergunta. – Você pode mesmo salva-la?? Ela ficará bem??
O desconhecido sorri para ele e acena com a cabeça que sim, mas um sorriso brinca em seus lábios, se fazendo tão perceptível que por um momento ele não acredita no desconhecido.
Mas ao olhas novamente para a Mulher de sua vida, nota que, se ela ainda estiver mesmo viva, como o desconhecido mesmo disse. Ela não tem muito tempo. Vendo aquela proposta como a ultima forma de fazer sua amada sobreviver, ele excita, mas responde.

- Eu aceito, se ela puder continuar viva, eu aceito.

E a ultima coisa que ele viu depois de sua resposta. Foi um sorriso zombeteiro se abrir no rosto do desconhecido e os olhos rubros dele bem próximos aos seus. E sua ultima lembrança foi sentir a dor de ser perfurado por algo, e fundar na dolorosa escuridão...



Até o proximo fim de semana.. mais um cap vem ai!!! o/

Bjinhos o/~