Eu quase havia desistido de postar aqui na (já que posto na comu IchiRuki), mas decidi não abandonar, porque tem leitores aqui que não são de lá. Enfim, não tenho muito o que falar, só espero que gostem da leitura e continuem acompanhando quem já acompanha! E quem não, to na torcida para que goste (:
E sim, como qualquer ficwriter diz, também adoraria umas reviews comentando sobre o capítulo e a fic. Acreditem, faz o coração de toda escritora pular de alegria, mesmo que seja uma crítica, que afinal, serve para analisarmos melhor a história. E é isso, espero respostas se não for pedir demais! :D
E mais um detalhe: esse é o começo da fic e eu tenho que admitir, tá com uma escrita meio infantil.. mas não se preocupem que com o andar da história, eu vou amadurecendo na narração! kkk
~~ Boa leitura!
.
.
.
.
- E então gente, vamos comemorar a chegada da Ru-chan! - Matsumoto praticamente berrou anunciando a minha chegada e saiu correndo para o telefone. Eu fiquei sem o que falar, já que ninguém ali parecia animado para ''comemorar''. Ela por acaso ia fazer uma festa ou coisa parecida?
- Pedir pizza. É nossa forma de comemoração - O ruivo - o tal de Ichigo - olhou para mim e respondeu, provavelmente porque entendeu a minha cara de dúvida.
- Ah... - Sentei num dos puf que tinham no meio da sala e fiquei esperando Matsumoto voltar. O que eu fazia agora? A Tatsuki não tava aqui e esses meninos ficavam me encarando como se fosse algum tipo de prêmio! Ou talvez porque me olhar parecia ser mais interessante do que o tal programa na tv. Mas isso já estava começando a me irritar...
- Eu sei que isso parece grosso, mas por acaso perderam alguma coisa? - Ah, qual é, nem disfarçar eles conseguiam!
- Parece grosso? Que irônico - O tal de Ichigo comentou, praticamente rindo da minha pergunta. Já entendi, ele deve ser o mais idiota dentre os três.
- Não entendi a graça nisso - Fingi um sorriso querendo dar uma de simpática falsa, se é que ele vai entender.
- Depois eu que fui mal educado hein?!
- Desculpa, Ichigo não é?! Mas educação e grosseria são conceitos bem diferentes.
- É, realmente, eu fui o mal educado e você foi a grossa. Acho que prefiro não ter educação mesmo - Ah, esse ruivinho tingido já tava começando a me estressar!
- Hey hey! Vamos esfriar a temperatura que daqui a pouco pega fogo nessa sala - O mais moreno interrompeu a nossa leve discussão e se intrometeu entre nós dois. Ele praticamente me levantou e colocou os braços em volta dos meus ombros, me deixando realmente surpresa - E aí, Kuchiki! Eu sei que lá no Japão é meio incomum chamar uma pessoa logo pelo primeiro nome, mas aqui nos EUA nós não temos muito isso, então não tem problema eu te chamar de Rukia né?
- Não, já me acostumei com a cultura americana, poucas pessoas me chamam de Kuchiki por aqui - Respondi ainda meio encabulada.
- Ah, que bom que você não tem problemas com isso! O Toshirou mesmo é americano, mas só porque passou uns dois aninhos no Japão, fica se achando o japonês e gosta de chamar o pessoal pelos sobrenomes. Não é estranho?!
- Sete anos idiota.
- Tanto faz, você é americano! Fica reivindicando sua própria cultura - Ele fez uma cara de ofendido, como se o Toshirou estivesse falando mal da cultura americana.
- Minha família é japonesa.
- Tanto faz!
- Ah, calem a boca! Vocês discutem isso há anos pra chegar na mesma merda! - Ichigo se estressou e parou a segunda discussão que já estava tendo ali. Nossa, mal passei cinco minutos aqui e o negócio já tava assim.
- Ru-chan! Vem cá, vamos nos apresentar devidamente como se fossemos japoneses! - Matsumoto chegou no meio da quase confusão e pegou o puf que eu estava sentada e colocou na frente da tv, me fazendo ficar de cara com eles. Ela puxou Tatsuki e todos os cinco se apertaram no único sofá da sala.
- Vai mais pra lá vocês duas aí! - Ichigo reclamou, agora sendo espremido pelas meninas.
- A culpa não é minha! É a Ran que tem uma bunda grande e ocupa praticamente metade desse sofá!
- Hey! Deixem a pobre da minha bunda em paz!
- Se quiser pode se sentar no meu colo, RanRan!
- Você é um depravado Hisagi, nem sonhando!
- AH! Vocês me estressam mais do que esperar um ônibus numa parada lotada e barulhenta! - Toshirou - que tecnicamente era o mais expremido ali - saiu com um pouco de dificuldade do aperto e praticamente se explodiu para fora, o que realmente foi engraçado de se ver. Ele pegou o outro puff e o colocou do lado do sofá, ainda ficando de frente à mim.
- Pronto, acabou a confusão! Então Ru-chan, nos fale um pouco da sua vida - Tinha que ter essa maldita parte! Lá vai...
- Bem, me chamo Kuchiki Rukia e tenho dezessete anos, irei completar daqui a um mês dezoito e vim do Japão. Meus pais decidiram se mudar para a Califórnia porque os negócios da empresa do meu pai tinha uma sede bem grande aqui, e os acordos eram mais vantajosos com os americanos, mesmo ele odiando isso. Fui colocada num colégio particular e fiz o ensino médio aqui, agora indo para a faculdade de medicina - Parei de falar e esperei algum tipo de resposta deles. Era realmente constrangedor ser o centro de atenções ali, e eu só queria essa pizza chegasse logo.
- Só isso? Vamos, fale mais coisas, estamos super curiosos! - Matsumoto reclamou, querendo me animar a contar mais detalhes da minha vida. Eu já falei o bastante! Querem mais o quê?
- A única curiosa aqui é você.
- Deixa de ser mal educado, Ichigo!
- Ah, não ligue, eu já to começando a me acostumar com esse jeito dele - Comentei olhando para aquele ruivo, que só me lançou um olhar quase mortal. Haha... Toma!
- Então continua, Ru-chan! Fala o que você gosta de fazer, comer, ir, viajar e coisas do tipo.
- Hm... Eu gosto de coelhos. E perfumes. Tenho uma queda por vestidos da cor roxo-anil, dizem que combinam com os meus olhos. Não tenho paciência para colocar maquiagem e costumo demorar num banho. Gosto de lugares altos e sou meia fascinada com filmes de terror, por isso amo mangá de suspense. Odeio a propaganda da Cola-Cola, acho uma pura de uma hipocrisia. Amo Keane e Coldplay e sinto saudades das músicas de Tears for Fears. Não suporto funk e essas coisas exóticas mas numa festa eu até que gosto de músicas eletrônicas e tal. Estudo bastante por causa do meu pai que mantia um rígido monitoramento sobre mim. Gosto de debates porque gosto de vencer quando se utilizam argumentos bons e inteligentes, e isso é culpa da minha mãe. Eu pensei que odiava a praia, mas isso foi porque quando eu era menor um caranguejo quase me picava. Adoro doce, principalmente se for brigadeiro caseiro. E... - O toque da campainha ecoou, me impedindo de continuar e Matsumoto pediu licença para atender a porta. Percebi que havia me empolgado falando das minhas coisas, mas ninguém pareceu reclamar. Tatsuki depois saiu dizendo que iria trazer algumas coisas e depois as duas voltaram, uma com três caixas de pizzas e a outra com guardanapos, ketchup e maionese. Durante minha ''rápida'' explicação, pude perceber um certo surpreendimento nos olhos daquele ruivo. Ele por acaso pensou que eu era o quê? De qualquer jeito, foi satisfatório perceber que ele tinha se enganado ao meu respeito.
- Nossa, três pizzas grandes? - Perguntei, reparando no tamanho das pizzas e na quantidade que eram simplesmente para CINCO pessoas. Nossa!
- Nem repara, Ru-chan. Só o Ichigo, o Hisagi e a Tat-chan já são duas. Eu, você e o Hitsu-chan somos uma.
- Para com esses apelidos ridículos, Matsumoto!
- Ai Hitsu-chan, eu sei que no fundo você os ama não é?! - Ela abraçou o pobre do garoto - sim, porque aquilo era quase um estrangulamento - com um sorriso divertido, e ele só bufou.
Eram duas de mussarela e outra de frango com catupiry. Fiquei tentada a pegar uma de frango, mas percebi que já estava sendo atacada pelos três comilões ali.
- Toma - O ruivo pegou um pedaço no guardanapo e me entregou sem olhar para mim. Agradeci fracamente, meia encabulada pelo fato de ele ter percebido. Ele podia ser mal educado e tudo, mas eu tinha a certeza que ele era o mais manteiga derretida ali, ou o mais frágil mesmo. Não sei explicar exatamente o que me fez pensar nisso, mas aqueles olhos castanhos pareciam ser cheios de segredos, e com certeza no meio disso tinha uma certa tristeza. Isso eu tinha visto.
Eu estava terminando o meu primeiro pedaço enquanto o Hisagi estava no terceiro e a Tatsuki e o Ichigo estavam quase no quarto. Eles realmente competem para ver quem come mais! A Matsumoto mal terminou o primeiro e se virou para mim, provavelmente interessada em ouvir o resto da minha vida. Uhuul...
- A Hisana falou comigo e disse que seus pais vão morar sete meses na França. Você está feliz com isso?
Claro que não! Mas que pergunta é essa?! Você gostaria de ser abandonada pelos seus pais por uma cidadezinha durante sete meses? Eu acho que não.
- Ah... mais ou menos né. Vou sentir saudades deles.
- Ela tá mentindo.
- Como é? - Lá vem o ruivo falar besteira!
- Ah, você é muito fácil de ver quando tá mentindo - Ele me encarou e fez posse de como quem não quer nada. Como assim me ver mentindo? Por acaso eu já o conhecia e não sabia ou ele tá pensando - sonhando - que me conhece?!
- E por que ''é fácil ver quando estou mentindo''? - Fiz aspas com a mão, mencionando sua grande descoberta que nem eu mesma sabia.
- Ah... - Ele começou a sorrir do nada, como se tivesse adorando ver como eu ficava irritada - ele estava adorando, fato - e mordeu o outro pedaço de mussarela - Segredo - E piscou o olho.
É, ele era o mais idiota ali mesmo.
- Tatsuki, eu queria esse! - Hisagi interrompeu meu momento de ''encarar mortalmente o palhaço ruivo enquanto ele parecia querer rir mais'' praticamente atacando a Tatsuki, querendo pegar o último pedaço de frango com catupiry da caixa. Ela sorriu vitoriosa e com uma só mordida, comeu quase a metade do pedaço inteiro. Ele desistiu e ficou reclamando que nunca mais daria nada para ela, que ela era ingrata e ele era o injustiçado de sempre e nisso começou outra discussão ali.
- Porra Hisagi! Você quase faz com que eu derrube a minha pizza! - Ichigo reclamou quando Hisagi levantou para discutir com Tatsuki e esbarrou nele, fazendo-o se desequilibrar e quase derrubar o pedaço que estava na sua mão.
- Problema o seu, to discutindo com a Tatsuki!
- É, mas se for pra me envolver não fique reclamando depois que eu é que me meto em tudo que é briga! - Ele também se levantou, ficando cara a cara com o outro.
- Mas você se mete mesmo - Tatsuki comentou de repente, fazendo com que - inocentemente - Ichigo ficasse mais vermelho e mais irritado. Ele podia achar o que fosse da minha cara irritada, mas com certeza a dele deveria ser a mais engraçada! Bom, só não ficou mais cômica a situação porque a discussão realmente começou a estragar o clima para mim, mesmo que para Rangiku e para Toshirou isso parecesse normal, já que eles não davam a mínima. Talvez isso seja só uma questão de eu me acostumar.
- Ei Ru-chan, que tal irmos agora ao shopping comprar umas roupinhas para você? - Rangiku - acho que irei chamá-la assim de qualquer forma - sorriu para mim e já me puxou para fora daquele apartamento sem nem ouvir a minha opinião sobre o que eu queria fazer.
- Como você sabe que preciso de roupas? - Perguntei, estranhando o fato que eu realmente precisava e estava pensando em ir hoje.
- Além da sua mãe ter pedido para te fazer companhia nisso, deu pra reparar que você está em falta.
- Não estou não! - Ela me encarou com aquela cara que diz ''você está mentindo e sabe disso'' - Tudo bem, eu não tenho tantas roupas assim, mas não exagera.
- Ah Ru-chan, você só trouxe uma mísera de uma mala! Como você quer que eu não me preocupe com você? - Ela pegou o casaco que estava jogado num tipo de balcão - que deveria ser da cozinha - e me puxou novamente para fora daquela barulheira toda. Ainda pude ver Hisagi e Tatsuki jogando provocações um para o outro e Ichigo provavelmente cansado de estar no meio, jogado no puf que anteriormente eu estava, olhando-me de repente como se perguntasse para onde eu iria. Puft, curioso.
Demoramos uns dez minutos andando até chegar no shopping. Rangiku disse que por ela ter sido a primeira a comprar o apartamento, tinha escolhido um lugar estratégico para suas necessidades diárias: perto do shopping e do salão de beleza. Senti uma gota caindo no meu rosto no momento em que ela disse isso.
- Ei Rangiku, como foi que vocês se juntaram nesse apartamento? Você já conhecia os outros três? - A pergunta me surgiu na cabeça e logo fiquei curiosa com esse detalhe. Eles podiam ter tantos motivos para terem se unido e aposto que nenhum era tão - idiota - como o meu.
- Ah, é uma história bem engraçada... - Nós entramos no shopping no momento em que ela ia me explicando a pergunta. Mesmo já tendo vindo aqui poucas vezes, sempre me surpreendia com o tamanho e o número de lojas que esse shopping central tinha, era imenso!
Seguimos para o lado de roupas femininas, logo entrando na primeira que apareceu e já dando umas olhadas nas roupas das vitrines.
- O Hisagi foi jogado na rua porque era um vagabundo que não estudava e agora tem que trabalhar para se manter. Se você for perguntar isso ao mesmo, ele irá dizer que os pais o tiraram ''delicadamente'' porque o dinheiro estava escasso, mas todo mundo sabe que ele foi chutado pra fora mesmo.
- Nossa... E ele trabalha em quê? - Na verdade, não me surpreendi muito com a história do Hisagi, pela aparência ele tinha realmente uma cara de quem gosta de fazer nada.
- Várias coisas. Varia de motoboy até garçom. Uma vez ele até já foi babycity, e pode ter certeza que o que não faltou foi a gente rindo da cara dele! Mas é isso, ele precisa se sustentar lá no apartamento e para isso trabalha.
- E os outros?
- A Tat-chan veio atrás dos seus sonhos na América, acho tão meigo! - Ela comentou parecendo estar encantada com o tal fato e tirou um vestido rosa claro para eu experimentar. Até que era bonitinho...
- Como assim? Ela é uma imigrante? - Dessa vez eu me surpreendi com esse histórico. Não que eu tivesse problemas com foragidos da lei, não dou a mínima para isso, mas não fazia idéia que a Tatsuki era uma.
- Não não! Ela é japonesa mas mora aqui faz um tempo.
- E que sonhos ela está atrás então?
- Ser uma lutadora mundial de boxe! - Tá, aí eu realmente fiquei surpresa.
- Sério? Ela luta mesmo?
- Sim sim. Aqui ocorre muito mais campeonatos do que lá e como ela também queria uma maior preparação, veio morar nos EUA - Terminou de explicar e eu já estava provando a roupa que me foi entregue. Era realmente bonita... Vestido simples de cor rosa liso com um laço preso atrás e de mangas curtas. Eu geralmente tenho dificuldade de achar vestidos que combinem comigo, mas eu acho que a Rangiku parecia conhecer o estilo ideal para mim. Ela realmente devia ser experiente nesse tipo de coisa de shoppings, roupas e tal.
- E o Ichigo? - Não estava me importando como aquele ruivo irritante foi parar por ali, na verdade preferia que ele nem tivesse ido, mas não podia ignorar que ele também devia ter uma boa razão para conviver com mais três pessoas, agora quatro, enquanto parecia querer ser o mais sozinho ali.
- Se eu te falar que sei, estarei mentindo. Já perguntei várias vezes isso para ele e o mesmo sempre enrola falando que a família é louca e que queria sair logo, mas ao mesmo tempo ele vive recebendo ligações das irmãs, então isso me parecer ser mentira. Sei lá, ele deve ter alguma razão forte, não?! - Perguntou quase como afirmando. Para aquele garoto não querer falar deveria ser algo importante mesmo, afinal, ele não me parece ser do tipo que teria problemas para falar coisas supérfluas.
- Entendo... E você?
- Ah, eu porque preciso seguir a minha carreira de modelo, e você sabe, eu já tenho 26 anos. Preciso ter minha própria independência.
- Você é modelo? - Isso eu até esperava, para ela precisar sempre estar perto de um shopping e de um salão, o que tem muito a ver com essa profissão. E quem queremos enganar?! A Rangiku tem um corpo lindo: cabelos loiros e volumosos aparentemente bem cuidados; peitos empachados e uma bunda enorme - chega humilhava a minha pequeninha; e altura relativamente boa para uma modelo. Essa era uma profissão que combinava com ela.
- Sim. Trabalho na parte de fotos e propagandas. Vou sair mês que vem num outdoor para a marca SecretJeans.
- SecretJeans? Eu adoro ali! Apesar de nunca achar algo que realmente combine comigo...
- O quê? Não desanime Ru-chan! Para tudo existe uma salvação! Vem, uma das vantagens de trabalhar pra marcas conhecidas como essa é que o desconto é uma maravilha! - E fui puxada novamente. Nossa, a minha falta de opção para roupas era tão dramática assim?
- Você não acabou a história. Como vocês se conheceram? - Perguntei, ainda curiosa sobre aquilo.
- Bom, eu precisava de gente para poder dividir o aluguel e o primeiro que apareceu foi o Hisagi, isso porque ele conhecia Toshi-kun, que é como um irmão pequeno para mim. Nós nos unimos só que ainda não daria certo - até porque Hisagi é um tarado de primeira linha - e então Toshi-kun conheceu Ichigo no colegial e descobriu que o mesmo estava procurando um lugar para morar. E como a Tatsuki já era amiga do Ichigo e morava a favor na casa de outra pessoa, juntamos a cambada toda e agora é isso, junto a você.
- E porque o Toshirou não mora com vocês já que ele aparece tanto?
- Bem que ele queria sabe, mas ele meio que se sente responsável pela saúda da sua vó e mora com ela. Não é uma situação fácil, mas eu sempre tento ajudá-lo quando precisa - Ela sorriu ao mencionar. A Rangiku realmente deveria ser muito ligada ao Toshirou, já que ela o tratava tanto ele como - aparentemente - sua vó sendo parte da sua própria família.
Nós continuamos a andar até chegar na bendita loja. E era um fato, Rangiku tinha jeito para isso! Compramos calças jeans, shorts, até algumas blusas que lá também se vendiam. Ainda caminhamos mais pelo shopping e fomos atrás de mais blusas, sandálias e a tão esperada loja de lingerie.
- Precisamos mesmo passar por aqui? - Falei meio receosa. Ela quer o quê?! Se o meu pai me visse chegando perto de uma era capaz de ele mandar um segurança atrás de mim para não deixar que nenhum homem pudesse ter qualquer tipo de relacionamento comigo. E quando falo qualquer tipo, é exatamente aquele tipo. E bem, meio que por isso que a minha mãe começou a comprar as minhas calcinhas e situãs.
- Relaxa, Hisana me explicou que você não costuma vir nesse tipo de loja - Ah, valeu mãe por espalhar esse maldito fato...
Até que não foi tão ruim... Ok, eu adorei! Nada ali era parecido com as calcinhas que eu tinha - que eram quase todas de coelhos fofos e graciosos - mas eram variações que iam de super ousadas até bem discretas. E quando experimentei aqueles modelos, nossa, me senti... sexy! Eu sei que eu não faço esse tipo de garota, mas eu realmente estava sexy usando essa combinação roxa!
- Você ficou super hot, amiga! - Rangiku abriu as cortinas e praticamente me expôs a quase todas aquelas vendedoras da loja. Escondi o meu corpo por puro instinto e ela começou a rir. Pude jurar que o meu rosto havia ficado vermelho - porque claro, Rangiku tinha que fazer com que as pessoas olhassem para ela e depois tecnicamente para mim - e a puxei para dentro da cabine.
- Tá rindo de quê? Quer que todo mundo me veja assim?
- Ah, deixa disso, Ru-chan! Você tá uma graça, não tem porque ter vergonha disso. E só ri porque foi engraçado o seu susto quando eu abri as cortinas - E novamente quase fez aquele 'escândalo' e me entregou mais alguns conjuntos que iam do vermelho até o preto.
- Você está achando que eu vou usar isso aonde?
- Erh... com o namorado, óbvio.
- Que namorado, Rangiku? Do jeito que o meu pai era você acha mesmo que eu tinha chance de ter algum namorado? - Pronto, falei!
Nunca ter namorado não é uma coisa que eu me orgulhe, na verdade eu me aborreço por isso, mas era quase impossível meu pai ceder a princesinha dele para um marmanjo qualquer, como minha mãe falava quando tentava defendê-lo. Na verdade ela nunca apoiou isso, mas uma coisa que ninguém podia conseguir era ferir o ''orgulho'' de Kuchiki Byakuya. Aí vem a pergunta mais básica de todas: E como é que foi que a minha mãe conseguiu convencê-lo a fazer eu morar com outras pessoas, incluindo garotos? Fácil, ela simplesmente ocultou a parte dos ''garotos''.
- Pelo o que você me disse, devia ser complicado mesmo. Mas nem beijar Ru-chan? - Ok, isso tava ficando embaraçoso.
- Pelo menos isso aconteceu né! Só que só uma vez...
- Ah! Então me conta que agora eu fiquei curiosa!
- Depois eu te falo quando voltarmos, precisamos pagar isso aqui - Desviei do assunto esperando - rezando - para que ela esquecesse dessa pergunta e praticamente a expulsei da cabine para poder me trocar de volta. Esse era aquele tipo de assunto que a gente não quer lembrar, mas basta alguém tocar no nome que todas as lembranças e ressentimentos vêem à tona. E é um saco isso.
Acho que o meu pai vai cair quando ver o extrato bancário que ficou a minha conta agora. Não porque falta dinheiro para pagar, mas sim porque ele vai ficar louco quando souber o tanto de roupas que eu comprei! A primeira resposta que ele vai pensar é: tem algum garoto insolente envolvido nisso. Eu mereço...
Rangiku precisou me ajudar a levar o tanto de sacolas que tínhamos nas mãos e ela ainda fez questão que voltássemos logo para casa porque queria saber sobre a minha história do primeiro beijo. Merda, ela ainda se lembrava...
Quando chegamos no apartamento, tudo parecia que tinha se acalmado. As caixas de pizzas não estavam mais ali jogadas e os puf estavam nos locais originais. Não tinha ninguém na sala, o que me fez ficar mais aliviada pela falta do barulho, e segui direto para o meu novo quarto para descansar as minhas pernas que queriam tombar no chão a qualquer minuto.
.
.
.
.
.
.
.
E é isso, tá bem grandinha porque tive que juntar parte do cap. 2 com o cap.3, mas teve que ser assim porque se não terminaria de uma forma estranha..
Gostaram? Se sim, ou se não, comentem please e deixem-me feliz! o/ (ficou horrível mais rimou kkk)
Brigada a quem já mandou review: Manu123 e Karol! Beijoss!
