Parte II: Primavera Perfumada
Primavera. A época favorita de Haruhi. Com o fim das férias de verão, já era seu segundo ano na Academia Ouran. Com a formatura de Mori-senpai e Hunny-senpai, O Clube Anfitrião tinha dois membros a menos, eles perderiam lucros, mas pelo menos Tamaki-senpai ainda estava lá. De vez em quando, os dois recém-formados ainda apareciam lá, para fazer uma visita e ajudar nas coisas do clube. Uma brisa fresca passou por Haruhi. Seus cabelos esvoaçaram levemente. Ela estava no pátio, carregando alguns livros embaixo do braço, enquanto caminhava para dentro da escola que era tanto sua tragédia quanto o motivo de seu sorriso todos os dias.
(Pov: Haruhi)
Eu me sentei em meu lugar habitual na sala de aula, e percebi que os gêmeos ainda não haviam chegado. Até que então, escutei um barulho vindo do corredor e no minuto seguinte os dois entraram correndo rapidamente. Sorte a deles que a professora ainda não havia chegado, pois a aula do momento seria História, e, como nossa professora era muito séria e severa, ela não perdoaria o atraso de nenhum aluno. Depois que Kaoru e Hikaru haviam entrado, avistei a professora de História entrando calmamente na sala de aula em seguida. Ela olhou para os dois ruivos indisciplinados a sua frente com uma tremenda cara feia, os dois engoliram em seco, deram um pequeno sorrisinho de nervosismo e foram se sentar. Ufa, essa foi por pouco. Ambos sussurraram um "oi" para mim e nossa aula começou.
. . .
Quando todas as aulas já haviam terminado, já era hora de ir para o clube. Antes que eu pudesse sair da sala, Kaoru me chamou, com um "ei, Haruhi" e eu me virei em sua direção para perguntar por que é que ele estava me chamando, afinal. Ele fez um gesto com a mão indicando para que eu me aproximasse, e, quando eu me aproximei, ele colocou uma mão em meu ombro e apontou com o dedo indicador para o outro lado da sala, e, acompanhando a direção para onde ele apontava, avistei Hikaru conversando com uma menina bonita de cabelos ruivos e curtos e olhos verde lima no canto da sala. Ele estava dizendo algo a ela nervosamente com um braço atrás do pescoço, corando envergonhado. Observando a cena de longe, fiquei feliz por Hikaru. Era bom ele ter encontrado mais uma pessoa para entrar em seu mundo, talvez futuramente ele e aquela menina começassem a namorar. Ele parecia gostar dela, e o jeito como ele agia demonstrava isso claramente. Kaoru, que também esteve observando, desviou o olhar para mim e me perguntou :
— Você acha que isso vai para frente?
Ri com a pergunta com uma curta risada.
— Possivelmente.- Eu disse.
— Você não está com raiva?- Kaoru me perguntou, ele parecia surpreso. — Não, nem um pouco. Por quê você acha isso?- Eu lhe perguntei.
Ele olhou para o lado e demorou um pouco para responder, mas, por fim, disse:
— Bom, é que eu pensei…- Ele hesitou.- que você gostasse dele…
— Sim, e eu gosto dele, mas não dessa maneira. Hikaru é como um irmão para mim. - Eu disse, e então sorri. Ao ouvir isso Kaoru sorriu e me abraçou, como normalmente sempre fazia, e eu lhe abracei de volta: seu abraço era sempre morno e acolhedor, estar ali era o lugar onde eu sempre me sentia feliz.
— Além do mais, eu já gosto de outra pessoa. - Eu murmurei calmamente.
— Quem?- Ele quis saber.
— Eu não irei te dizer!- Disse, com um sorriso brincalhão em meu rosto, em seguida me desfiz do abraço e saí da sala, deixando um Kaoru muito curioso e surpreso a olhar para mim.
(Pov: Kaoru)
Eu já estava na sala do clube, e hoje estávamos fazendo cosplay de príncipes. Já vestido com meu traje, eu esperava pacientemente por Haruhi do lado de fora do trocador. Ela iria se vestir de princesa, e fui eu que particularmente havia escolhido um vestido bonito e adequado para ela, e agora estava ansioso para vê-la vestida com ele. Escutei um leve deslizar de cortinas, e em seguida fiquei maravilhado com a visão que contemplei: Haruhi estava linda e maravilhosa! O vestido de tecido de alta-costura cor-de-rosa longo e comprido parecia ter sido feito especialmente para ela… A manga dele ia somente até os cotovelos, deixando o resto de seu braço exposto, sua pele de marfim brilhava a luz do sol que entrava pelas janelas. A sai rodada e armada de seu vestido exigia movimentos leves e delicados, que simplesmente me deixaram hipnotizado. A barra de seu vestido tinha pequenos detalhes costurados com fios de ouro , e uma brilhante, bela e fantástica cauda de seda adornava sua saia e arrastava majestosamente pelo chão conforme ela andava. Eu estava sem palavras… Haruhi corou um pouco, um leve rubor rosado tingindo suas bochechas. Ela tinha ficado muito envergonhada ao me ver olhando para ela.
— Por quê você está me olhando assim?- Ela me perguntou inocentemente. - Não ficou bom?
— Haruhi, você está… - Comecei a dizer, mas então fiz uma pausa, buscando as palavras certas que pudessem expressar exatamente como ela estava naquele momento, e o que, de fato eu achava.- Absolutamente maravilhosa. Ao terminar de dizer isso, eu sorri com um doce sorriso para ela, o que a fez corar mais ainda e olhar para seus pés, calçados em bonitos sapatos de diamante decorados com cristais na ponta.
— Vamos? - Perguntei, oferecendo meu braço a ela.- Nossas clientes já irão começar a chegar. — Tudo bem.- Ela disse, e então aceitou de bom grado, enlaçando seu braço ao meu. Ela sorriu ao olhar para mim, e eu lhe retribuí o olhar. Sorri também. Sorríamos e olhávamos um para o outro de tal forma, que, por um momento, parecia que éramos namorados, casados, ou algo assim… parecíamos um casal, afinal de contas. Corei ao pensar nisso, porém me recompus rapidamente, pois estávamos chegando a sala central do clube.
(Pov:Haruhi)
Ao adentrar a sala principal, avistei todos os anfitriões, inclusive Mori-senpai e Hunny-senpai, que haviam vindo hoje. Estavam todos sentados em suas devidas posições ou em pé ao redor do sofá. Ao me verem, pararam o que estavam fazendo, se estavam rindo ou conversando, pararam abruptamente para olhar para mim. Eles começaram a me olhar bastante, assim como da mesma forma que Kaoru havia feito. Seus olhos brilhavam muito, repletos de choque e admiração. Até mesmo Kyoya parecia sem o que dizer. Tamaki saiu de seu transe e correu a toda velocidade em minha direção, como sempre fazia, e então comecei a me preparar para o abraço sufocante que eu sabia que viria em seguida.
— Haruhiiiii! - Ele gritou, e, ao me alcançar, me deu o já esperado abraço. Ele me abraçou bem apertado, parecia querer quebrar minhas costelas, enquanto eu era sufocada, tentando respirar. — Minha filha linda! Você está maravilhosa como uma rainha!- Ele exclamou alegremente.
— S-Senpai… Eu não… estou conseguindo… respirar! Você está… me sufocando…- Eu disse, falando as palavras aos poucos, incapaz de formular uma frase inteira, pois estava tentando recuperar desesperadamente o ar. Tamaki continuou me abraçando esmagadoramente. Felizmente, Kaoru veio em meu socorro, me tirando dos braços fortes do senpai exagerado, enquanto me segurava protetoramente em seus braços, onde eu pude finalmente respirar. Kaoru não parecia nada feliz com ele.
— Ei, você tirou Haruhi de mim! Eu sou o pai dela, você não pode fazer isso!- Tamaki disse, balançando os braços exageradamente enquanto falava.
— Por favor, chega, Tono. Você estava sufocando Haruhi.- Kaoru disse rispidamente para Tamaki, que murmurou e foi se encolher em seu cantinho da depressão. Enquanto eu ofegava, Hunny-senpai me elogiou:
— Você está bonita, Haru-chan!
— Ah, obrigado, Hunny-senpai. - Eu disse.
Mori-senpai, que estava ao lado dele, apenas concordou com a cabeça, murmurando um "Hmm" mas eu pude ver claramente a aprovação expressa em seu rosto. Olhei em direção a Kyoya, que me deu um pequeno sorriso. Ok, esse "pequeno sorriso" me deixou preocupada. Então eu já resolvi perguntar logo de uma vez:
— O preço desse vestido não vai ser adicionado a minha dívida, vai?
— Hmm, talvez..- Ele me respondeu com um sorriso maligno, e eu notei a aura maléfica que pairava a seu redor. Suspirei em seguida, em desaprovação. Tenho certeza de que esse vestido custa mais que o valor da minha casa… seriam muitos anos pagando… meu Deus …
— Boa escolha, irmão!- Hikaru disse, com um sorriso em seu rosto e levantando o polegar em sinal de aprovação. Kaoru e eu finalmente assumimos nossas posições no sofá, enquanto todos esperávamos pacientemente pela chegada de nossas clientes.
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(Pov: Narradora)
Todos já estavam entretendo suas clientes, e Haruhi, como a boa anfitriã natural que era, estava encantando as meninas com seu charme. Elas, como os anfitriões, estavam maravilhadas com a aparência dela neste dia em especial, e estavam elogiando-a e bajulando-a, sobre o quanto "Haruhi-kun" havia ficado bonito. Haruhi apenas sorria e respondia aos elogios. Atualmente, ela havia recebido o triplo de clientes que ela geralmente não recebia todos os dias. Ela inacreditavelmente tinha mais clientes que todos os anfitriões do clube, até mesmo mais que Tamaki- senpai, que ficou indignado e morrendo de inveja por causa disso. Quando a sessão do clube havia terminado, Kyoya estava muito satisfeito e elogiou Haruhi por seu excelente trabalho, pois eles haviam ganhado mais lucros do que normalmente conseguiam ganhar. Para o alívio e surpresa de Haruhi, ele estava tão satisfeito que até havia reduzido um pouco sua dívida e dito que não cobraria o preço de seu vestido … Antes que ela pudesse se despedir de todos e sair do clube, deu uma olhada em Hikaru, que ela encontrou sentado em um dos sofás que haviam pela sala com a mesma menina que estava com ele mais cedo na sala de aula. Os dois riram e riram de alguma coisa, e então Hikaru pegou na mão dela, fazendo a menina corar e Haruhi sorrir mais uma vez com a visão dos dois juntos. E então Kaoru veio ao seu lado.
(Pov: Haruhi)
— Haruhi, você quer voltar para casa comigo?- Ele me perguntou timidamente.
— Sim, eu adoraria.- Eu respondi, com um sorriso contente, ao que o fez corar ligeiramente. Em seguida, me despedi dos outros anfitriões. Depois disso, nos despedimos, e Kaoru e eu seguimos andando juntos pelo corredor, em direção à saída.
. . .
Quando já estávamos em sua limusine bonita e elegante que só ricos bastardos como ele tinham, ele sugeriu:
— Que tal se você fosse para a minha casa?
— Para a sua casa? - Pensei um pouco a respeito disso. Eu já havia ido a casa dos gêmeos antes, mais de uma vez; Já havia conhecido a mãe deles, e ela era legal, porém nem sempre estava em casa, porém eles me contaram que ela era uma grande estilista famosa, e por isso vivia viajando para a Europa… Bom, eu não tenho nenhuma tarefa de casa para fazer, também não preciso fazer compras no supermercado hoje, então eu acho que não haverá problema nenhum se eu for…
— Ok, por mim tudo bem.- Eu respondi, por fim. Kaoru deu um largo sorriso, e em seguida pediu educadamente para o motorista para que nos levasse para sua casa.
. . .
Quando finalmente chegamos à enorme mansão onde Kaoru e Hikaru moravam, (sem seus pais, só eles e os empregados, pois na maior parte do tempo eles quase nunca estavam em casa) passamos o resto da tarde jogando vídeo games. No início, eu não sabia jogar. Gentilmente, Kaoru havia me ensinado, e no momento seguinte, eu já havia me tornado muito boa nisso e já havia vencido dele uma porção de vezes, e ele sempre ria e sorria, não se importando quando eu ganhava dele, e sim, me parabenizando pela minha vitória. Quando eu consultei as horas em meu relógio e disse que já era tarde e que eu devia ir, ele pediu para que eu ficasse mais um pouco. Ele havia me pedido com aqueles grandes olhos de cachorrinho que me lembravam e pareciam os que Tamaki-senpai fazia, e que às vezes ninguém conseguia suportar. Então eu concordei e fiquei feliz, pois percebi que ele gostava muito da minha companhia, e eu também gostava da dele…
. . .
No final da tarde, quando o sol já estava se pondo, fomos para fora e nos sentamos no gramado do jardim, observando enquanto o sol lentamente desaparecia no horizonte, e em breve daria lugar á noite. De repente, Haruhi e eu ouvimos uma música que vinha do lado de dentro da casa, e eu já sabia o que era, mas ela, não. E então ela me perguntou, a curiosidade preenchendo as lacunas de seus olhos achocolatados muito castanhos:
— Kaoru, você também está ouvindo isso?
— Sim. - Eu respondi.
— Você sabe quem está tocando essa música?
Respirei o ar puro que emanava do ambiente ao nosso redor e olhei para nossas mãos, que inconscientemente nós havíamos entrelaçado sem que percebêssemos, e eu dei um suave aperto na mão dela, que olhou também, porém não soltou sua mão e deixou que permanecêssemos assim, enquanto aguardava minha resposta. Por fim, respondi:
— Bom, Haruhi, é que semana que vem meus pais vão voltar e dar uma festa em casa, então eles permitiram que a orquestra que irá tocar no dia ensaie aqui todo fim de tarde… É um som maravilhoso de se ouvir, você não acha?
— É realmente bonito. - Ela concordou. Então, eu me levantei da grama, me abaixei um pouco ao fazer uma reverência, e. estendendo minha mão para ela, eu lhe perguntei suavemente:
— Você me concederia esta dança?
— O quê?- Haruhi estava surpresa com o meu súbito pedido pelo o qual ela não esperava. Suas bochechas ficaram coradas quando ela respondeu:
— Kaoru, eu não danço muito bem.- Após dizer isso ela se encolheu timidamente, e então eu sorri para ela, isso realmente não tinha importância para mim.
— Não tem problema, eu também não sou o melhor dançarino de todos, mas se você quiser, eu posso te guiar.- Eu ofereci e continuei mantendo minha mão estendida para ela.- E então, o que você me diz?
— Tudo bem. - Ela disse e sorriu, se levantando também e tomando minha mão. Sorri de volta, quando nos colocamos em posição de valsa, depositei minha mão suavemente em sua cintura enquanto a outra segurava a dela, e Haruhi colocou a mão em meu ombro. A música que tocava tinha um ritmo lento e bonito, algo que se refletiu igualmente em nossa dança, quando começamos a dançar graciosamente pelo gramado. Meu olhar se encontrou com o dela e o olhar dela se encontrou com o meu, enquanto girávamos ao vento. Haruhi de vez em quando olhava para baixo, para nossos pés, para ter certeza do que ela estava fazendo, e para que ela não perdesse o ritmo nem os passos. Estendi o braço para que ela girasse, e, por um momento parecia que estávamos nas nuvens em vez de um jardim. Haruhi girou graciosamente e retomamos a posição, nossos corpos se movendo em perfeita sincronia conforme dançávamos. Não consegui desviar meus olhos dela nem por um instante, enquanto estávamos em uma grande proximidade um do outro… Haruhi girou e girou em meus braços, e por um momento, nada mais no mundo importava. Eu quase não enxergava mais o cenário ao nosso redor, éramos como duas almas fundidas em uma só, ela já sabia todos os passos, e eu era seu guia, que a mantinha sempre dançando no ritmo da melodia. Ela sorriu para mim e eu sorri de volta para ela, e assim terminamos nossa dança. Ficamos lá, sorrindo e olhando um para o outro, parecíamos incapazes de desviar o olhar. Nesse momento, eu sentia que podia fazer qualquer coisa no mundo com ela, até mesmo alcançar a lua e as estrelas. Finalmente saímos do nosso transe, ao escutarmos um som de um raio atravessando o céu furiosamente, como se ele estivesse com raiva da gente. Haruhi imediatamente tapou os ouvidos e se encolheu na grama com medo, tremendo de pavor. "Maldito raio!" Eu pensei. Só então eu olhei para o céu e percebi o quanto as nuvens haviam ficado escuras de repente, estava prestes a chover.
— Haruhi.- Eu a chamei com suavidade, me abaixando ao lado dela no gramado. Eu a abracei carinhosamente, enquanto envolvia seu corpo com meus braços, como eu já havia feito antes para consolá-la, há um tempo atrás nas férias de verão.
— Eu prometi que eu estaria sempre aqui para proteger você, e não quero que você esqueça disso, pois eu estarei sempre ao seu lado.- Eu sussurrei com ternura em seu ouvido, e Haruhi sussurrou de volta, agradecida:
— Obrigado, obrigado, Kaoru…
— Venha, vamos voltar para dentro. - Eu disse, e, passando o braço ao redor de sua cintura, eu a conduzi de volta para casa, enquanto escutávamos mais um som de raio arranhar o céu com rapidez e fúria arrebatadora.
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Em segurança dentro de casa, Haruhi e eu observávamos a chuva lá fora pela janela. Haruhi me abraçava com força toda vez que ela ouvia os raios. Ela, então, em uma voz baixa, porém o suficiente para que eu a ouvisse, disse:
— Kaoru, lembra mais cedo quando eu disse que eu gostava de alguém? Meu coração começou a bater forte e acelerado em meu peito, enquanto eu respondi com um "sim" e aguardei ansiosamente pelo o que ela diria em seguida.
— Então, esse alguém é um garoto ruivo, que tem olhos dourados hipnotizantes que me fazem perder em seu olhar, que é tão bonito e para mim vale mais que ouro. Ele sempre me protege das tempestades, é um amigo fiel, gentil, carinhoso, bondoso, ele é sempre amoroso comigo e sempre cuida de mim; Ele sempre me ajuda quando eu preciso, sempre me faz rir de suas piadas; Ás vezes ele é meio bobo, mas, mesmo assim, eu o amo mais que tudo no mundo, com todo o meu coração. Consegue adivinhar quem é essa pessoa? Quando Haruhi terminou de falar, ela sorriu docemente para mim, e eu já não precisava adivinhar quem era, pois e já sabia que esse alguém era eu, o que me deixou surpreso e muito feliz também. Eu também a amava muito e sempre quis que ela soubesse disso, porém eu nunca havia dito.
— Sou eu? - Eu perguntei a ela. Em resposta, ela sorriu mais ainda e disse, com toda a sinceridade:
— Eu te amo, Kaoru Hitachiin. Eu corei, e uma lágrima de felicidade escorreu por meu rosto, e, igualmente sorrindo também, eu disse:
— Eu também te amo, Haruhi Fujioka. Em seguida, me inclinei em direção a ela, nossos rostos ficando muito próximos, nossos lábios, mais ainda, perto de se tocarem. Antes que eu finalmente pudesse beijá-la, sussurrei em seu ouvido:
— Isso são coisas que só aconteciam em meus melhores sonhos…
Haruhi sorriu mais uma vez quando ela escutou o que eu disse, e aproximei meus lábios dos dela, selando-os em beijo longo, terno, suave e apaixonado, que Haruhi fez questão de retribuir, seus lábios macios tinham uma doçura inimaginável contra os meus, enquanto eu desfrutava o momento mais do que nunca, o tão esperado beijo com o qual eu sempre sonhava finalmente havia acontecido. E agora, meus melhores sonhos haviam se tornado a minha melhor realidade, e estas eram, sem dúvida, uma de nossas memoráveis lembranças, as quais eu recordaria para sempre.
Notas finais do capítulo: Espero que gostem e desfrutem do final da história! Até mais!
