Notas do Autor
Os portadores dos dois dragões celestiais se encontram...
Issei questiona Azazel sobre...
Na escola, Kiba e Saji ficam surpresos, quando...
Capítulo 2 - Sekiryuutei e Hakuryuukou
- Incrível! Isso é simplesmente maravilhoso! Eu poderia estudá-lo? É a primeira vez que alguém faz isso. Estou muito ansioso. Eu posso apresentar você ao Vali e também posso ensinar mais segredos sobre a Boosted Gear. O que acha?
- O que acha parceiro? – Issei pergunta a Ddraig.
- Eu acho muito bom. Quero ver quem é o hospedeiro do meu rival.
- Vou ligar para casa para avisar os meus pais que eu chegarei tarde, hoje.
Após ele ligar, Hyoudou segue Azazel e se teleporta no círculo mágico dele, sendo que reaparecem em um laboratório.
- Antes de começarmos os exames, sabe o que é esse símbolo no papel? Ddraig disse que era um símbolo mágico usado para transporte.
O anjo caído pega o papel e comenta:
- É o símbolo mágico do Clã Gremory, mais especificamente de Rias Gremory. Ela é a matrona da escola que você estuda. Ela é responsável por aquela área e tem a sua nobreza, incompleta. Sona Sitri é a que administra a escola e tem uma nobreza, também.
Issei se lembra de seus amigos Kiba e Saji
- Kiba Yuuto é um dos meus amigos e está no Clube de ocultismo. Já, Genshirou Saji, outro amigo meu, sempre está com Sitri-san, do Conselho estudantil.
- Kiba é da realeza de Rias. Portanto, é um akuma também. Ele tem uma Sacred Gear, a Sword Birth. O Clube de Ocultismo é uma fachada. Saji Genshirou tem uma Sacred Gear que possuí um dragão selado, também, ou melhor, dragoa, Victria. Ele é da realeza da Sona Sitri. É o Pawn. Seu amigo Kiba é um Knight, senão me engano.
- Pawn? Knight? Como no Xadrez?
Azazel explica sobre Evil Peaces e o sistema de realeza.
- Sistema de realeza e servos... Nomes romantizados para escravidão e escravos, já que você me disse que há comércio de peças, que nada mais é do que comércio de pessoas. Mesmo sendo de akumas, não muda o fato de que é um comércio.
- De fato. Se formos analisar dessa forma... Servo é mais fácil de ser aceito pela pessoa, do que a palavra escravo.
- Sim e mesmo que os trate como sendo da família, para os demais, eles serão vistos apenas como escravos.
- Por aí.
- Coitado dos meus amigos... escravos. Bem, vindo de um akuma, não podia esperar outra coisa.
- Bem, Saji-kun tem sorte. Ele é da realeza da Sona.
- Como assim?
- Bem, não muda o fato de ser um escravo, mas, os Sitri são contra a escravidão. Todas as grandes famílias são obrigadas a terem uma realeza. Para amenizar isso, eles pagam as suas realezas, os tornando seus empregados com salário e dias de folga. Você pode comprar a sua liberdade como peça ao pagar o preço equivalente a Evil Peace. É tabelado. Somente após o pagamento para o único akuma autorizado para a remoção, que, aliais, é um processo doloroso, o mesmo é realizado. Claro que dependendo do tempo que você tem a Evil Peace, as mudanças serão para sempre. Ou seja, se não era um akuma, será um akuma para sempre. Não voltará a ser humano. O dinheiro é devolvido a família, reduzido por causa do custo da remoção, juntamente com a Evil Peace.
- Então, quando eles pagam por serviços como funcionários...
- No caso dos Sitris e de alguns outros, inclusive o Sirzechs Lucifer, eles estão dando a chance deles comprarem a sua liberdade. A outra forma de liberdade, sem envolver a remoção, é a morte.
- Eles agem como as lendas de akumas que roubam almas das pessoas. Lucífer?
- É o título dado ao líder dos akumas. O Lucífer mesmo desapareceu, enquanto lutava contra Deus. Se bem, que quem manda no submundo, mesmo, é o conselho de akumas anciões. Uns bastardos se quer saber a minha opinião. Eles são a favor da escravidão e da submissão de famílias que servem as outras de status mais elevado, baseado no sangue e na descendência. Quanto a isso de alma, varia de akuma para akuma. Normalmente, quando alguém invoca um akuma, para que eles façam algo, eles exigem pagamento em dinheiro ou itens. Claro que há aqueles que exigem almas. Mas, não é muito comum, pois, a maioria é capitalista. Alma não dá dinheiro.
- No lugar das almas, surgiu a "realeza" ou vulgo escravidão, como prefiro chamar. Afinal, se formos analisar, de certa forma é equivalente, pois, a pessoa se torna submissa ao akuma ao ser escravizado.
- De certa forma, é equivalente.
- Com o adicional de jogar os seus escravos para lutar como uma rinha, por mais que seja organizado e com variações. Afinal, não são objetos, são seres vivos, colocados para lutar por ordens do seu mestre.
- Por aí. Pelo menos, tem algumas famílias que dão a chance deles comprarem a sua liberdade.
- Pelo menos, isso.
Eles conversam mais alguns assuntos, para depois, Issei sentar em uma maca, enquanto que o Governador dos anjos caídos faz alguns testes, colocando sensores na manopla, ligados a uma máquina estranha e faz exames em Issei, usando círculos mágicos e itens que apenas passavam por cima da pele dele, um pouco afastada, enquanto Hyoudou ouvia esporádicos "uhum", quando Azazel não sorria e muito, como uma criança em um parque de diversões, frente a algum dado inesperado.
Após algumas horas, ele fala:
- Terminei. Devo falar que os resultados são incríveis. De fato, se tornou um dragão humano. Acredito que com muito treinamento e usando mais profundamente o poder da sua manopla, você pode, junto do Ddraig, se tornar um dragão verdadeiro. Além disso, eu falo mais. Há grandes chances dos dragões serem libertados, conforme eu analisei os dados. Parece que há uma forma. Mas, ainda é cedo demais.
- Então, Ddraig poderia ser livre? – Issei pergunta animado.
- Eu poderei voar livremente pelos céus, novamente? – Ddraig pergunta em um gemido de felicidade.
- Sim. Os dados que consegui de Issei, são os que faltavam para as minhas pesquisas.
- Há um interesse particular seu, não é? – Issei pergunta em tom de confirmação.
- Oh! É bem inteligente, né? Sim. Está certo.
- Imagino que tenha algo a ver com Deus, né?
- Sim. Deus desapareceu. Mas, antes disso, selou vários seres. Dentre eles, alguns dragões. Os motivos? Ninguém sabe. Mas, se eu puder desfazer algo que Ele fez... Bem, eu me daria por feliz. Além disso, seria bom agitar as coisas um pouco. Não acha? – Azazel pergunta com um sorriso.
- Seria interessante. Eu adoraria ver os dragões voando pelo céu, desde que não ataquem os humanos.
- Você acha que eles se interessariam por algo tão insignificante quanto os humanos? Sem querer ofender, mas, é assim que os dragões vêm os humanos. É a mesma coisa nós e a formiga. Você não vai reparar nas formigas que andam no chão, a menos que pise em um formigueiro. Claro que isso não seria intencional. Saiba que eu gosto dos humanos e os dragões não tem interesse em machucar humanos. Inclusive, eles procuram viver ocultos. Tudo o que eles querem é voar por aí, livres. A única exceção seria para esses dois briguentos. O Ddraig e o Albion.
- Entendo... Bem, eu fico tranquilo em saber disso.
- Nós brigamos por um bom motivo. – Ddraig fala se defendendo.
- Por falar nisso, amigo, por qual motivo vocês brigam? Eu sempre me esqueço de perguntar.
- Bem... Nos brigamos... porque... assim... quer dizer...
Azazel gargalha e fala:
- Não acredito! Nem sabem mais o motivo da briga!
- Vejo que trouxe o Sekiryuutei, Azazel. – um jovem, de cabelos alvos e olhos azuis se aproxima, usando uma manopla no braço, com uma joia azul safira, enquanto que a joia da manopla do Issei era verde esmeralda.
- Já chegou? Sim. Este é o Sekiryuutei dessa geração. Issei Hyoudou, esse é o Hakuryuukou, Vali Sparda.
- Faz tempo Ddraig... A fim de levar outra surra?
- Você sempre gostou de fazer piadinhas, né? Estou ansioso para chutá-lo.
- Não seria o contrário?
- Eu não disse a você, Issei. Esses dragões vivem brigando.
- Nós brigamos por um motivo muito importante. – Albion fala pomposo.
- Bem, qual o motivo? – Azazel pergunta curioso.
- Bem... nós... assim... nos brigamos porque... é...
O governador dos anjos caídos gargalha e fala dentre lágrimas de tanto rir:
- Isso é patético! Vocês não sabem por que brigam!
Os dois dragões, cada um em sua manopla, fazem círculos no chão com nuvens de depressão na cabeça.
- Não fique assim, Albion. Eu vou ouvir qualquer problema que você tenha. Por favor, não fique deprimido, amigo. – ele fala consternado ao ver o seu amigo daquele jeito.
- Isso mesmo, Ddraig. Vamos, se anime. Garanto que não é o primeiro que acontece isso. - Issei fala preocupado com o amigo.
Após vários minutos, os dragões se recuperam, fazendo os dois suspirarem, aliviados.
- O que acha de termos uma batalha, Issei Hyoudou. Eu consigo usar o Balance Breaker completo.
- Eu também. – ele sorri mostrando os caninos.
Vali arqueia o cenho e pergunta:
- Presas?
Nisso, Issei se transforma num dragonoide ao quebrar o selo que colocou em si mesmo. Vali fica surpreso, para depois ser tomado por uma grande animação, falando:
- Excelente! Vamos ver o que um dragão humano pode fazer.
- Vou fazer você comer poeira.
- Essa fala é minha.
- Façam isso no ginásio dois. Eu ainda estou consertando o um. – Azazel fala com um sorriso.
Ambos confirmam com a cabeça e saem dali.
- Por que ele precisa consertar o ginásio um? Aliais, por falar nisso, isso parece um porão. – Issei fala em tom de confirmação, olhando para os lados.
- Você está certo. Estamos em um porão. Quem olha de fora, pensa que é uma casa simples. A verdadeira área dela conta com alguns quilômetros de tamanho, abaixo da superfície.
- Nossa. Imagino que ele construiu no solo, para não ser perturbado e para ajudar com as experiências, além de fornecer um local para as batalhas. Isso me lembra do sistema de laboratórios daqueles filmes do Residente Evil. Os laboratórios subterrâneos da Umbrella Corporation.
- Concordo. De fato, lembra os laboratórios de Residente Evil e acredito que talvez, ele tenha se inspirado nisso. Parece que ele tem todos os DVD´s dos filmes que foram lançados. Quanto aos motivos, todos esses e respondendo a sua dúvida sobre o ginásio um, nos tivemos uma batalha e ele ficou ferido, sendo que provocamos sérios danos no ginásio um.
- Pelo visto, ele terá que consertar o dois também, quando terminamos. – ele sorri mostrando as suas presas.
- Com certeza. – Vali sorri.
No seu laboratório, Azazel comparava resultados e exames, enquanto sentia vibrações e sorri, decidindo se levantar para ver a luta, acreditando que o ginásio número dois, também precisaria de reparos, urgentemente.
Então, ele pega algo no bolso, sendo o papel que Issei entregou a ele e comenta pensativo:
- Esse papel foi entregue um pouco antes de Issei sair naquele encontro. Mas, por que isso, agora? Ele frequenta aquela escola há meses e disse que nunca recebeu um papel como esse e o tipo de poder que sentiu, parecia ser, pela descrição, de um familiar.
Então, ele sorri consigo mesmo e abana a cabeça para os lados, falando em um tom divertido:
- Então, quer dizer que a princesa do clã Gremory está aprontando das suas... Bem, vou comentar com Issei, as minhas suspeitas, para ele ficar atento a ela.
Longe dali, Raynare se reúne com outro anjo caído e pergunta:
- E aquela freira, excomungada?
- Ela está a caminho.
- É melhor adiamos o nosso plano. Reúna todos os outros. Colocaremos em prática, daqui a alguns dias.
- Todos? Isso quer dizer quê...
- Sim. Não seremos somente nós. Quanto mais, melhor.
- Entendi. Vou convocá-los.
- O senhor ficará orgulho, Azazel-sama, quando entregar o Sacred Gear dela. Além disso, o corpo dela me renderá uma quantia muito boa. Bem, não me importa se Diodora Astaroth é um akuma. Ele vai pagar muito bem pelo corpo dela. Além disso, com o Sekiryuutei morto, Rias Gremory, também me pagará muito bem. – ela comenta consigo mesma, sorrindo imensamente.
No dia seguinte, sem qualquer ferimento, graças a máquina de cura de Azazel, Issei vai para a escola e encontra Kiba, o cumprimentando:
- E aí, amigo?
- Tudo bem. E você?
Nisso, o punho de ambos se chocam, com eles começando a conversar assuntos sobre as provas e os trabalhos de final de semestre, sendo que mais para frente, Saji se junta a ambos, com eles tocando os punhos, enquanto caminhavam juntos, conversando sobre a escola, com Saji resmungando sobre a carga de trabalho estar imensa aquele ano.
Quando Saji se juntou a eles, várias garotas suspiraram, pois, ele também era o favorito de muitas.
Então, várias garotas suspiravam, sendo que falavam:
- O príncipe guerreiro de Kuou e os príncipes de Kuou, juntos. O que eu não faria para que um deles saísse comigo. – uma jovem fala sonhadora, suspirando, assim como as outras.
Um grupo de garotas cerca os rapazes, com Issei as cumprimentando, gentilmente, enquanto sorria, fazendo muitas perderem o ar, sendo o mesmo com o Kiba e Saji.
Então, mais para frente, os três observam as garotas do Clube de Kendou com as suas bokken nas mãos, procurando algo. Eles se aproximam e Kiba pergunta:
- Aconteceu algo?
- Sim. Alguns pervertidos estavam nos espionando. Os perseguimos até aqui e perdemos o rastro.
- Parece que eu vi algumas folhas se mexendo ali. – ele aponta para um local.
Claro que não se mexeram, mas, pelo seu olfato apurado de dragão, Issei sentiu dois cheiros conhecidos e outros, sendo que estavam escondidos.
- Obrigada. Nós vamos...
Ele põe a mão no ombro dela e fala, sorrindo:
- Belas damas como vocês, não podem tocar em lixo. – ela cora, assim como as demais – Deixe isso conosco. Vamos, Kiba e Saji?
- Claro. Jovens damas não podem tocar em lixo.
- Verdade. Não se preocupem. Nós cuidaremos deles.
Eles o seguem, enquanto as garotas suspiravam sonhadoras, sendo que ouvem gritos de desespero, para depois, ouvirem barulhos de socos e chutes, com eles trazendo os pervertidos feridos, inclusive os dois maiores pervertidos da escola, Matsuda e Motohama.
Então, ele, Saji e Kiba os arrastam, assim como outros pervertidos, que levaram alguns socos e os jogam no meio dos tatames de treino, usado pelas garotas para treinar. Os pervertidos sentem o sangue gelar ao verem o sorriso maligno das jovens armadas com bokken.
- Elas precisam treinar e quem melhor, do que aqueles que ficam espionando elas? – Kiba pergunta com asco.
- Se gostam tanto delas assim, devem estar felizes em ajudá-las, né? – Issei pergunta em um tom sarcástico.
- Eles estão felizes, amigos. Vejam o sorriso deles. – Saji fala com um sorriso maligno.
Então, eles saem dali, enquanto sorriam imensamente ao ouvirem gritos de desespero dos pervertidos implorando por clemência, para depois ouvirem gritos finos deles, indicando que elas atingiram os "amiguinhos" deles, fazendo o trio sorrir ainda mais com a punição que estavam dando a eles.
- Nós fizemos uma boa ação ao recolhermos o lixo.
- Com certeza, Issei. Devemos cuidar do meio ambiente.
- Nós só temos esse lar, a Terra e devemos cuidar dela. – Saji comenta sorrindo, para depois ficar sério – Vou conversar seriamente com o zelador. A bunchou já falou para ele fechar o buraco. Ele disse que fecha, mas, que os pervertidos abrem. Vou falar para ele para usar um material mais denso, embora que eu quero saber como eles conseguem furar uma parede.
- Eu acho isso estranho. Como eles poderiam quebrar uma parede? Ou o zelador não tampa ou ele usa materiais muito inferiores. – Issei comenta pensativo.
- Vou conversar com a Bunchou sobre isso. – Saji comenta – Eu também estou achando muito estranho essa história.
Conforme eles caminhavam, Issei fala:
- Saiba que mesmo sendo um akuma, escravo de Rias Gremory, a princesa mimada dos Gremory, sempre vou considerar você o meu amigo, Kiba. Quanto a você Saji, mesmo sendo um akuma e empregado da Sitri-san, sempre será o meu amigo.
Kiba para de andar, assim como Saji e ambos olham surpresos para ele, com Yuuto perguntando:
- Como sabe disso?
- Conheci alguns amigos novos. Sempre vejo você, Kiba, junto de Toujou-san e de Himejima-san. Elas também são akumas escravos, né?
- Sim.
- Eu já desconfiava. Sempre senti um poder estranho vindo de você e dos outros. Mas, saiba que eu não me importo. É o mesmo para Saji. Sempre senti um poder estranho da Sitri-san e dos outros do grupo do Conselho estudantil. Sitri-san administra a escola e a vaca ruiva é a Matrona dessa escola, com essa área estando sobre a sua responsabilidade. Aliais, a pior coisa foi dar essa área para ela ser responsável.
- Por que não usa a palavras servos em vez de escravos?
- Eu não romantizo, chamando de realeza. Chamo de escravos, pois, os Kings podem trocá-los como se fossem mercadoria com outros King´s.
- Trocar? – Kiba pergunta, estarrecido.
- A Gremory nunca te contou isso? É uma prática comum e só há uma denominação que pode ser usada para o ato de trocar pessoas como se fossem meros objetos, sempre se referindo como peças e nunca como pessoas. Bem, vocês são vistos por todos como escravos. Somente a escravidão, compreenderia um comércio entre pessoas.
- Isso é verdade, Kiba. – Saji fala tristemente – Eu tenho sorte, pois, os Sitris pagam para os seus membros da realeza, para que possamos comprar a nossa liberdade. Os preços das nossas peças são tabelados. Além disso, eles não nós trocam e não somos comercializados com outros King´s.
- Nós podemos comprar a nossa liberdade? Nunca nos contaram sobre isso. – Yuuto comenta, estarrecido.
- Pelo que Sona me disse, Rias dá o mesmo tratamento de escravidão que muitos outros. Sirzerchs paga a sua realeza. Mas, eu soube que por causa do Conselho de akumas antigos, Grayfia foi proibida de comprar a sua liberdade. Não sei se é verdade, mas... Bem, é um murmúrio. – Saji comenta.
- Estranho... – Issei comenta pensativo.
Então, após alguns minutos, Hyoudou fala:
- Se um dia precisar de ajuda, me avise amigo. – ele fala pondo a mão no ombro dele.
- O mesmo para mim, Kiba. Se precisar de ajuda, me avise. – Saji fala com um sorriso, segurando o outro ombro dele.
- Obrigado.
Eles conversam mais alguns assuntos, antes de irem para as suas salas.
Porém, após Kiba se afastar, Genshirou pergunta:
- Você ficou para trás, pois, sabe que irei perguntar algo e não queria que Kiba ouvisse por ser escravo de Rias Gremory, certo?
- Sim. A última coisa que desejo é que ele a confronte. Não quero que ele seja punido. Kiba odeia manipuladores e é muito honrado. Por ela ser a sua mestra, ele pode ser punido e não desejo isso.
- Por que você disse que foi um erro dar essa área para a Gremory-san? – Saji pergunta, arqueando o cenho.
- Bem, ela permitiu que um anjo caído entrasse no seu território, arriscando assim a vida de vários outros akumas e não fez nada. De fato, o pacto proíbe ataques entre facções. Porém, isso muda se alguém entra no território de outra facção. Essa facção pode executar o invasor sem qualquer consequência. Raynare, essa anja caída, estava no território do akumas e há vários akumas, aqui. Inclusive, duas akumas de alto nível. Uma Gremory e uma Sitri. Essa anja caída era um soldado raso. Não seria um grande desafio a uma Gremory e uma Sitri, junto de suas realezas. Acredito que Sitri-san, acumulada pelas suas obrigações não soube disso, mas, a vaca ruiva, com certeza, detectou uma anja caída em seus domínios. No caso, a área no entorno dessa escola. Vai me dizer que não há sensores mágicos para detectar invasores? É dever da responsável dessa área que possuí o seu escritório particular, o Clube de Ocultismo, fachada para o mesmo, detectar e convocar todos os akumas para exterminar o invasor. Por que ela não avisou a Sitri e não traçou um plano para executar essa anja caída? Ou foi proposital ou então, ela é uma grande irresponsável e igualmente relapsa com a segurança de sua área ao permitir que outra facção entre e aja livremente em seu domínio, arriscando com isso a vida de vários akumas, incapazes de se defender, apropriadamente.
- Uma anja caída entrou nessa área? – Genshirou pergunta estarrecido – A Gremory-san não avisou a minha bunchou. O que você disse é verdade? Poderíamos executar essa anja caída sem qualquer consequência, se ela entrar nessa escola ou ficar nos arredores. É fácil detectar uma área sobre domínio de outra facção. De fato, temos sensores, mas, eles ficam no escritório de Rias Gremory. Vou informar a minha bunchou sobre isso. Com certeza, ela ficará horrorizada. Ela é muita centrada em obrigações e responsabilidade.
- Saiba que eu me inclino a primeira opção. Eu saí em um encontro com essa anja caída. Antes do meu encontro, sendo que estava sozinho em uma área sem ninguém, um familiar de Rias Gremory se aproximou de mim e me entregou esse papel – ele mostra o papel e depois guarda o mesmo – Nunca recebi um papel desses e eu era o único na área. Pelo que eu aprendi, eles entregam esses papéis em locais com grandes aglomerações. É como se soubesse o que iria acontecer.
- Como está vivo, Issei? – Saji pergunta surpreso.
- Tenho uma Sacred Gear. A Boosted Gear. Não vou convocar agora, pois, tem pessoas em volta. Por sorte, eu era superior a essa anja caída e a derrotei, sendo que sabia que ela não era uma garota normal, antes de sair em um encontro com ela. Eu estou inclinado a acreditar que a vaca ruiva queria que eu morresse, para que esse círculo mágico fosse ativado, com ela me ressuscitando com uma Evil Peace. Eu seria uma aquisição poderosa para ela. Isso explicaria a anja caída se aproximando de mim, dentro dos domínios dela e a familiar dela me entregando esse selo de transporte mágico, instantes antes do meu encontro.
Genshirou fica estarrecido e fala que iria levar a sua bunchou essa informação e se fosse detectado que de fato, isso ocorreu, Rias receberá uma punição por não ter avisado Sona sobre essa invasão, acabando por deixar vários outros akumas inferiores em perigo, pois, poderiam ser purificados facilmente por não terem um nível bom para resistir ao ataque de um anjo caído, mesmo um raso.
Então, eles se dirigem as suas respectivas salas e ao chegar na sala, muitas jovens vão até a carteira de Issei.
Algumas dão doces caseiros que elas fizeram e que ele tenta recusar educadamente, até que acaba pegando por insistência, enquanto elas conversavam com ele que dava atenção a elas, atraindo a inveja de vários homens ao vê-lo cercado de belas mulheres, sem fazer qualquer esforço.
Alguns dias depois, enquanto se dirigia a sessão de treinamento de Azazel, que também lhe ensinou sobre as habilidades de sua Sacred Gear, ele esbarra em uma jovem. Ou melhor, ela esbarra nele, que a ajuda a se levantar, notando que era uma freira, cujo véu na cabeça é levado pelo vento, com ele pegando o véu, para depois entregar a ela que agradece sorrindo.
- Prazer. O meu nome é Issei Hyoudou. Qual o seu nome?
- Prazer em conhecê-lo. Me chamo Asia Argento.
- É uma freira?
- Sim. Quer dizer, eu era...
Nisso, seus olhos ficam umedecidos e ele a faz sentar em um banco, sendo que vai a uma barraca próxima dali e traz uma garrafa de água para ela que sorri, tomando alguns goles, enquanto ele falava:
- Não precisa contar, senão desejar.
- Eu preciso desabafar.
Nisso, ela conta que foi abandonada quando bebê e um dia, ao ver um cachorro a beira da morte, ela orou para ele e sua oração foi tão forte, que despertou a sua Sacred Gear, Twilight Healing (Cura do Crepúsculo) e com isso, pode curar o cachorrinho. Outras freiras haviam visto o milagre e comunicaram ao Vaticano, a transferindo a uma Igreja, com pessoas de todos os lugares indo até a Igreja para serem curadas, sendo que ela falou que ficava feliz em ajudá-los ao usar o seu dom e acabou sendo chamada de Sacerdotisa sagrada.
Porém, ela conta a Issei que nunca teve amigos.
- A sua Igreja a enviou para cá? – ele pergunta gentilmente.
- Não. – nisso, ela torce os punhos em sua roupa – Um dia, eu curei um rapaz, que na verdade era um demônio e quando descobriram, falaram que eu não era uma sacerdotisa e sim uma bruxa, me criticando por salvá-lo. Todos me criticaram, antes de me expulsarem.
- Que bando de desgraçados! Como eles ousaram fazer isso? Você só descobriu que era um akuma depois, né?
- Sim.
- Pelo visto, eles não seguem aquela passagem bíblica "Quem nunca errou que atire a primeira pedra". Todos eles já erraram uma vez na vida. Mas, são tão hipócritas que somente punem os outros.
- Eu conhecei algumas pessoas que citaram essa igreja, para onde estou me dirigindo, agora, falando que eles poderiam me aceitar.
- Qual igreja, é?
- Eu vou pegar o papel.
Então, ela pega o papel e ele sente que havia um traço fraco de poder nele, fazendo ele arquear o cenho, olhando para o papel, até que Asia pergunta, timidamente:
- Algum problema?
- Não. Estava apenas forçando a memória. Agora, eu me lembro onde é essa igreja. Vou acompanhá-la.
- Obrigada.
Nisso, eles se levantam e quando Issei vê a Igreja, identifica como sendo de anjos caídos e fala a Asia:
- Eu não sou comum, Asia. Eu sinto o poder de anjos caídos. Eles estão aglomerados naquela igreja. Deseja mesmo se encontrar com anjos caídos?
- Anjos caídos? – ela pergunta assustada – Então, os que eu conheci...
- Isso mesmo, eram anjos caídos. Eles estão querendo você, provavelmente, pela sua Sacred Gear.
- Então... – ela olha para ele e arqueia o cenho, confusa - Mas, como sabe sobre as Sacred gears?
- Assim.
Nisso, ele invoca a sua manopla e fala:
- Sou um dragonoide.
- Dragonoide?
- Eu sacrifiquei o meu coração para conseguir um novo nível de poder e por isso me tornei meio dragão e meio humano. Há um dragão nessa manopla. Se apresente, amigo.
- Prazer, Asia-chan. Me chamo Ddraig. Sou o dragão celestial da dominação. Essa manopla é uma Sacred Gear, que é chamada de Boosted Gear.
Ela fica surpresa, mas, depois se refaz e se curva levemente, o cumprimentando:
- O prazer é meu.
"Será que Azazel..." – Issei começa a pensar consigo mesmo, até que uma voz conhecida o tira de seus pensamentos.
- E aí, Issei? Eu estava te procurando para lutarmos. – Vali surge com um sorriso, com as mãos nos bolsos.
Os punhos de ambos se chocam, sendo que o albino olha para o lado e pergunta:
- É uma freira?
- Eu era uma freira.
Nisso, ele arqueia o cenho e ela conta a historia de sua vida até a sua expulsão.
- Que bastardos! E o akuma que você curou não a ajudou? Se eu encontrar esse bastardo...
- Teremos que tirar na sorte quem ferra o desgraçado, Vali. Eu quero ferrá-lo, também.
No Submundo, Diodora Astaroth, sentiu um medo intenso tomá-lo, enquanto tentava compreender de onde vinha tal sensação.
De volta a Kuou, mas, precisamente, próximo de uma Igreja no subúrbio da cidade, Issei comenta:
- Será que o Azazel sabe algo? Ela estava indo para aquela igreja. – ele aponta para a direção do mesmo – E ela tem uma Sacred Gear, a Twilight Healing. Estou preocupado com o motivo desses anjos caídos, quererem ela.
- Eu não sei quanto a você. Mas, prefiro que ela não vá para aquela igreja. – Vali comenta, estreitando os olhos para o local – Pode chamar de sensação ou de sexto sentido. Mas...
- Entendo, eu também estou com essa sensação. – nisso, olha para ela, enquanto guardava a manopla – Asia-chan, quer ficar na minha casa, por enquanto? Depois, você decide o que fazer. O que acha?
- Mas, eu não vou incomodar?
- Não. Eu vejo você como uma imouto.
- Eu também. Sempre quis ter uma irmãzinha. – Vali comenta.
- Você é como ele? – ela pergunta curiosa.
- Não. Sou Vali Sparda. Meio akuma, meio humano e tenho uma Sacred Gear, também, a Divine Diving. – nisso, ele convoca a sua manopla – Se apresente, amigo.
- Sou Albion. O dragão celestial da supremacia. Prazer em conhecê-la, Asia-chan.
- O prazer é meu.
Então, ela começa a chorar emocionada e eles ficam preocupados, sendo que Vali faz a sua manopla sumir, assim como Issei fez sumir a dele e o albino pergunta:
- O que houve, Asia-chan?
- Um meio dragão e meio akuma, foram mais gentis comigo do que um grupo imenso de clérigos. Isso é algo inesperado. Mas, fico feliz em conhecê-los.
- Então, Asia-chan, quer ficar hospedada comigo?
- Sim. Se não for incomodar.
- Não será nenhum incômodo.
Nisso, ela segue eles, sendo que uma anja caída que havia chegado há alguns minutos, rosna irada ao ver Asia andando junto de dois homens que exalavam a poder.
- Preciso comunicar isso a Raynare-san. Preciso comunicar esse obstáculo e perguntar o nosso plano de ação para essa situação inesperada.
A anja caída não percebeu que o de cabelos alvos era Vali Sparda e que o moreno também tinha uma Sacred Gear.
Afinal, era a primeira vez que os via e Raynare se esqueceu de informar a aparência de Issei. Ela chegou apenas a tempo de ver Asia se afastar.
Próximo dali, um corno negro observava a cena, sendo que havia se focado na anja caída, olhando-a atentamente e quando ela se afastou, ele voou na direção que ela tomou.
