VOCÊ PARA MIM
Cap. 2
Bella (POV)
Quase dois anos e minha vida mudou completamente. Sempre me considerei aquela menina doce, agradável de se conviver, do tipo "que facilita" a vida das pessoas. Odeio me fazer de vitima, odeio que se façam de vitima e com isso acredito que o desfecho do meu casamento com Edward teve o fim que mereceu: sem explicações e com um único e definitivo ponto final. Posso ter contribuído inconscientemente para essa traição? Pode até ser que sim, mas eu acredito também que eu não merecia levar um belo par de chifres dentro da minha própria casa! Aquela cena ficou gravada a fogo em mim e com certeza carregarei essa enorme cicatriz pelo resto da minha vida comigo...
Essa cicatriz um dia foi uma ferida...uma ferida enorme... uma ferida enorme, sangrenta e podre. Que levou meses para curar. Meu remédio? Chlóe Rebecca Swan Cullen. Minha filha amada. Meu tudo. Minha vida. Fruto de um amor incrível e lindo, que terminou da maneira mais mesquinha, mas ainda assim foi um casamento lindo.
Chlóe me deu uma força incrível mesmo antes de nascer. No momento em que me deparei com a cena mais bizarra que eu poderia presenciar, no momento que eu ia começar a chorar desesperadamente, Chlóe "acariciou"internamente minha barriga, como quem dissesse "Hey, mamãe! Você tem a mim!". Neste momento um soluço escapou de mim e juntei a minha dignidade e sai em direção a rua. Depois daquele instante nunca mais vi Edward ou soube notícias suas. Liguei para sua família e convoquei uma reunião de emergência, alegando que seria uma surpresa para Edward. Todos apareceram no Alfredo's para jantarmos e eu (sem derramar uma lágrima sequer, mas me apoiando na minha barriga como se fosse uma tabua de salvação) falei tudo o que eu havia visto no meu apartamento e ordenei a eles que nunca mais tocassem no nome do pai da Chlóe e que tampouco forçassem uma convivência entre nós. Em troca, minha relação com eles continuaria exatamente a mesma e tanto eles quanto Edward, seriam parte ativa na vida de Chlóe, desde que mantessem eu e Edward afastados.
Esme chorou durante toda a reunião, Carlisle aparentava uma vergonha que eu nunca pensei que fosse ver naquele rosto. Alice...para ela nada ia mudar, afinal, somos amigas desde que o mundo é mundo! Ela dizia que o irmão era um imbecil. Mas eu via que seus olhos mostravam uma tristeza profunda. Emmet fazia piada de tudo e Rosalie queria sair voando do restaurante para arrancar as bolas de Edward. Eu disse a eles que nada disso reverteria a situação e o que estava feito, já estava feito. Disse a eles a minha decisão de comprar uma casa para mim e para a minha filha e seguir com a minha vida.
Edward e eu construímos um belo patrimônio durante o nosso casamento e casamos em comunhão de bens. O que me deixou muitíssimo tranqüila em adquirir tudo sem pena de gastar um centavo sequer. Não gosto de desperdiçar, mas também não vou deixar o que é meu para ser gasto de qualquer maneira! Alem do mais, isso é para Chlóe.
Depois de nos instalarmos em uma casa adorável próximo a casa de Esme e Carlisle, contei com a ajuda das meninas Cullen para decorar nossa nova casa. Chlóe estava cada dia mais agitada dentro de mim. O que me deixava feliz e fazia com que eu não perdesse tanto tempo chorando. Mas eu sentia falta dele...dos seus braços, do seu cheiro. Das nossas brincadeiras, da sua bagunça, da sua impulsividade, do nosso sexo. Mas acabou e foi uma escolha dele.
No dia do nascimento da minha vidinha, toda família Cullen estava no quarto comigo, alem de Charlie e Renné. Foi um pouco constrangedor ter sua vagina rasgada e todos olhando maravilhados a cabeça de Chlóe saindo para fora de mim. Emmet mais chorava que filmava, Rosalie segurava minha mão e gritava palavras encorajadoras do tipo "empurra mais forte, caralho!". Alice estava num canto decidindo qual seria a roupa de estréia de Chlóe. Esme e Renné estavam agarradas uma na outra chorando e Charlie desmaiou. Achei estranho que Jasper estava atento a tudo, mas não saia do celular. Se bem que toda essa minha observação deve ter durado uns 5 segundos. No momento que ouvi aquele chorinho... tudo o que aconteceu antes daquele momento se apagou! Eu era, definitivamente outra mulher. É como se tivesse criado montanhas de músculos em mim e eu fosse a mulher mais forte desse mundo. A primeira pessoa para quem eu olhei, foi para Jasper, meu olhar foi atraído para o dele (não pergunte o porque) e ele estava chorando ainda falando no maldito celular e apontava o celular na direção do choro de Chlóe. Ele estava... narrando o meu parto? Mas eu tinha outras coisas mais importantes para pensar naquele momento e esqueci o assunto.
Quando chegamos em casa, as meninas Cullen e minha mãe criaram uma escala de revezamento e durante os quatro primeiros meses eu tive companhia 24 hs do dia. Quando eu vi que era demais eu praticamente chutei a bunda delas da minha casa, dizendo que estava na hora de elas viverem suas vidas e deixarem de serem umas velhas fofoqueira. Na verdade eu quase morri ao fazer isso, mas eu precisava andar sobre meus próprios pés.
Ao olhar minha mini Edward com aqueles olhos esbugalhados chupando seus dedinhos gordinhos, comecei a traçar um plano de sobrevivência para nós duas. A Dupla Dinâmica. A Unidade Um e Unidade Dois. Vida nova, tudo novo, decidi ser dona de algo que eu pudesse gerenciar de perto e que me trouxesse muitos benefícios. Abri próximo ao meu bairro, uma academia de dança flamenca. Pesquisei muito sobre essa arte na internet, passei hooooras até decidi qual dança seria a minha escolha e o flamenco é a minha segunda paixão.
A escola logo fez sucesso, conquistamos muitos alunos e alunas. As meninas Cullen estavam empolgadíssimas. Eu inclusive era aluna de Carmen, uma das minhas melhores professoras.
Meu próximo passo, foi fazer uma queria um símbolo dessa nova mudança, dessa fase de novas direções. Então optei por enormes asas de anjo. Pelo significado mais simples...sou livre para fazer minhas escolhas...para voar!
E isso me traz aos dias de hoje... Chlóe com 1 ano e 6 meses, dona de uma escola de dança famosa e abrindo meu coração novamente. Isso mesmo! Há 3 semanas conheci uma pessoa incrível durante uma dessas saídas com Alice e Rose. Fomos num clube de Salsa e lá conheci Jacob. Moreno, alto, sarado, sorriso de menino, olhar de homem. Me perdi naqueles braços. Fiquei temerosa no começo, medo de passar por todo aquele sofrimento. Mas eu não podia ficar a vida toda agindo como uma garotinha com o rabo entre as pernas! Sem nada a perder me entreguei a paixão!
Alice e Rose davam pulinhos de alegria. Emmet queria entender a dinâmica da Marguerita e Jasper me observava calado. Volta e meia ele digitava algo naquele BlackBerry maldito. Ele me intriga. Deixei eles de lado e fui dançar com Jacob.
Se eu não estivesse tão entregue diria que as coisas foram rápidas demais e hoje eu estava indo dormir no apartamento dele. Pela primeira vez Chlóe dormiria sem mim e meu coração estava apertadinho. Mas Esme quase me bateu, então aqui estou eu. Jacob reservou um lugar maravilhoso e fomos comer sushi. Eu estava me sentindo bem pervertida hoje. E comida japonesa é bem afrodisíaca. Preparei uma noite bem sexy para nós, afinal, essa seria a nossa primeira vez. Notei pelos nossos amassos que ele é do tipo bem sacana, do jeito que eu gosto, então minha preparação inclui depilação brasileira, algemas e uma musica bem sexy.
- Você está diferente hoje... – Jacob disse praticamente me comendo com os olhos.
- Hmm, isso é bom? – me fiz de desentendida.
- Isa, estou com cara de que não está bom? – ele disse passando a mão pelas minhas pernas, enviando um choque gostoso bem no meu clitóris.
- Jake, acho que nós deveríamos pedir conta ...- disse sussurando.
- Pressa? – ele disse baixinho no meu ouvido.
- Vamos lá, Jake... não seja mau. Não provoque.
- Garçom!
No caminho para o loft que Jacob passou a dividir com um amigo dos tempos da faculdade e que (Deus Salve a Rainha!) não estava em casa, quase nos atracamos no carro mesmo, tamanho era o desejo que tínhamos um pelo outro. Jake me olhava e me tocava de uma maneira que fez com que eu me sentisse poderosa e sexy e isso aumentou meu desejo por ele. No elevador ele levantou a barra do meu vestido e empurrou a calcinha para o lado e olhou nos meus olhos como se pudesse ver minha alma dentro deles.
- Depilada – ele disse num sussurro que eu mal pude ouvir.
- Sim, baby. Fiz isso pra você.
- Porra, Isa! Isso não vai ser delicado, baby.
- Não quero que seja!
Depois de falarmos demais, ele escorregou dois dedos pelas minhas dobras e em seguida esfregou os dedos nos seus lábios e me beijou. Fazendo com que eu sentisse meu gosto. Incrivelmente isso me deixou insana e eu beijei ele com urgência, nossas línguas em um movimento dominante como se pudéssemos nos fundir um ao outro, tamanho era nosso desejo.
Quando Jake abriu a porta, ele me puxou direto para o que seria o quarto dele, disse que não queria ser pego de surpresa por ninguém. Nos despimos rapidamente e fui jogada na cama imensa de Jacob. Em seguida, quando percebi, ele estava me chupando. Eu quase gargalhei de felicidade por dois motivos: 1. Um cara que sabe usar a língua! e 2. Como eu senti falta disso!
- Isso Jake, me chupa!
- Você é deliciosa, Isa!
- Ahhhh! Isso...assim Jacob! Ahhhhh! Eu vou...
- Isso...vem... – para perturbar minha mente, Jacob enfiou dois dedos dentro de mim, me levando a loucura.
- Estou gozando! Isso! Mete mais! Ahhhhh!
- Porra Isa, porra! Eu preciso de você – Jacob falou e começou a se tocar. Seu pau era enorme. Delicioso.
- Meu...Deus... – foi o que eu consegui dizer antes de normalizar minha respiração.
Assim que eu consegui me lembrar do meu nome, percebi que Jacob estava ao meu lado, acariciando aquele pau glorioso lentamente enquanto me olhava cobiçoso. Decidi que esse era um jogo onde dois podiam jogar. Lentamente subi em cima de Jacob, dando a idéia de que eu queria ele deitado...e ele prontamente o fez. Dei um sorriso sacana e deslizei as algemas pelos punhos dele.
- Agora, baby... é a minha vez! – eu disse numa voz rouca que nem eu reconheci
Jacob já se contorcia embaixo de mim, mas se manteve durão. Quem não estava aquentando mais era eu.
- Agora, baby... minha regra é a seguinte: Sem gemer alto...quero ouvir os sons que nossos corpos fazem juntos...- eu disse sussurrando no seu ouvido e ao mesmo tempo deslizando a camisinha pelo seu pau e em seguida me encaixando nele.
Fechamos nossos olhos no mesmo instante e suspiramos com o prazer que sentimos de estarmos finalmente conectados. Não era aquela mesma conexão que eu tinha com... que eu tinha ... enfim... era bom, mas não era "aquilo"...
Adormecemos nos braços um do outro e no me pareceu 5 minutos que eu havia pego no sono, já havia amanhecido. Levantei e fui ver se eu achava alguma cafeína para espantar esse azedume matinal. Vesti uma camiseta de Jake e fui para a cozinha. Cozinha masculina, que tédio. Mas a cefeteira, meu Pai Celestial, era uma legítima Tassimo, daquelas de botar o pacotinho pronto e Voila! Jcob não ia se importar... eu já estava fazendo minha dancinha espanhola interna, com um pacotinho de expresso pronto para colocar naquela belezura.
- Isso é propriedade particular, moça!
Me fodam agora! Não! Mil vezes não... essa voz... essa voz não... pelo amor de Cristo...que não seja...
- Edward!
- Bella!
