SUBTERRÂNEO DA REDENÇÃO (SEGUNDO CAPÍTULO)
II
Parou a corrida ao encontrar o que parecia uma caverna gradeada, onde se encontrava um homem de trinta anos, com longos cabelos azul-violeta repicados para trás, vestindo uma camisa azul-claro de mangas curtas, calças cinza-claro, sapatos de tiras entrelaçadas cinza-escuro com joelheiras, e gazes enrolada no alto dos braços e nos punhos como braceletes. Era dele que provinha a respiração ofegante. Buscava apoiar-se nas grades, com o rosto baixo de cansaço.
Ao estacionar e descer da bicicleta, a jovem pôs as mãos perto do rosto para ampliar um grito que chamasse a atenção do estranho.
-Ahoi! Ahoi!
-Hã? - Respondeu o estranho, começando a levantar a cabeça para a frente, mostrando uma expressão de estranhamento e intriga ao descobrir que havia alguém o chamando.
-Onde estão as chaves? – Gritou de volta a jovem.
-Meu carcereiro as destruiu. – Respondeu o desconhecido, secamente.
Ainda chocada com aquela visão e sob o impulso de libertar o prisioneiro imediatamente, ela correu para se aproximar da sela e verificar se havia outra saída. Acabou mergulhando na água que dividia a passarela e a caverna.
-Você ficou louca?! – Gritou o prisioneiro, perguntando-se mentalmente o que ela estava pensando poder fazer.
