Notas de Autor

Oi, gente. Mais um capítulo. Peço imensas, imensas desculpas a quem segue a fic do Mu e do Aiolia mas não me vem nada à cabeça para continuar. Desde já peço desculpas pelos erro e espero que gostem e fico à espera de comentários.

Capítulo 2

Dégel acordava lentamente tentando perceber onde estava. Se lembrava de ter discutido com Kardia, saído do apartamento do outro e ido para casa. Sentiu um peso no peito. Não gostava de brigar com o grego mas também ele não tinha nada que estar sempre a duvidar, caramba. E ter acabado com o outro doía mas não estava para aturar tantas crises de ciúme. E o outro também nunca dizia aquelas três palavrinhas que ele sempre quisera ouvir. Ele nunca dissera " Eu te amo". Tudo bem que não era do feitio de Kardia ser carinhoso mas dizer uma ou outra vez não matava ninguém.

Kardia por outro lado olhava pra Dégel, que estava perdido em pensamentos, à espera que o aquariano o notasse. Como não aconteceu disse:

- Manigold já volta com o médico. Você se sente bem?

Dégel olhou para o lado e se deparou com a figura máscula e imponente de Kardia. O escorpiano, ao contrário dele era bem musculado e bronzeado, com olhos azuis e os cabelos ondulados pintados de azul. Ninguém poderia negar que ele dava medo. Isso aliado a sua personalidade sádica e sanguinária fazia com que muita gente não se metesse com ele.

- Ei Dégel! Está se sentindo bem? - a voz do escorpiano soou novamente.

- O que faz aqui? - o timbre cortante e frio do outro perfurou o coração de Kardia. O francês nunca lhe falara assim. Mesmo quando não eram namorados o outro nunca lhe falara assim. Só mostrava o quanto o aquariano estava magoado.

- Vai responder ou não? - de novo o mesmo tom dessa vez um pouquinho desdenhoso. Algo que em nada combinava com o outro.

- Vim ver como meu namorado está. Manigold me avisou que ele estava aqui.

- Quem é Kardia? Já saiu em busca de alguém?

- Como assim quem é? Você é meu namorado.

- Sou!? Estranho fui quem sofreu um acidente mas você quem está com amnésia. Nós acabamos ontem à noite não se lembra?- Desta vez era completamente notório o tom desdenhoso usado por Dégel.

- Nós não acabamos porque eu não permito. Nós estamos brigados.

- Você não aceita ter perdido o seu brinquedinho, é? - o tom agora jocoso - Pois saiba Kardia que nem você nem ninguém manda em mim

- Eu... Eu amo você Dégel.

No entanto, o aquariano riu desdenhoso.

- Bom, com a sua fama de pegador pensei que tivesse algo melhor mas é só iss... Saia daqui.

- O quê!?- o escorpiano estava incrédulo. Ele tinha acabado de se declarar para o seu amor e era assim que ele reagia!? - Como assim Dégel? Eu acabei de dizer que te amo!

- Sim. Mas essas palavras me parecem tão vazias.

- Vazias? - Kardia agarrou Dégel pelos ombros- Elas são a verdade. Eu te amo. Sempre te amei.

- E só agora é que diz? Depois de todo esse tempo?

- Dégel se acalme.- tentou tocar o rosto do homem que amava mas ele repeliu sua mão.

- Me acalmar Kardia? Com você nunca vou ter paz. Saia daqui por favor.

- Dégel não.

- SAIA!

Nesse momento, Manigold entrou pela porta seguido do médico.

- Dég, se sente bem?

- Sim Mani obrigado pela preocupação. Me desculpe por isso.

- Que é isso? Somos amigos e amigos são para todas as ocasiões.

- Obrigado Mani. A sério.

- Então está se a sentir bem senhor Lafayette?

- Sim doutor.

-Me desculpe. Meu nome é DefterosChristakos. Estou encarregue de você por assim dizer.

- E então? Dégel está bem? - perguntou Kardia. Não estava gostando nada daquilo. Queria Dégel longe daquele hospital e daquele médico idiota.

- E o senhor é...

- Kardia, KardiaMoraitis, namorado de Dégel.

- Bom senhor Moraitis. O senhor Lafayette...

- Dégel. Me chame só de Dégel.

- Bom então Dégel vai ter que ficar aqui durante mais ou menos 5 dias. Depois disso não poderá fazer esforços durante algum tempo.

- E quanto ao braço doutor?

- Aí é mais complicado senhor D'Angelo.

- Esperem o que tem o meu braço? - perguntoi Dégel assustado.

- Dégel com o acidente você feriu bastante o braço. O braço tem um corte enorme e o impacto causou muitos danos musculares. Vai ser necessário pelo menos dois três meses de fisioterapia. E mesmo assim não lhe posso dar garantias de que terá o braço como antes.- explicou Defteros.

- Não, isso não pode estar acontecendo. Eu preciso estar bem. Eu preciso de conseguir tocar. O meu lugar, tudo o que conquistei ao longo desses anos a minha carreira. Tudo por água abaixo.

- Compreendo que seja dificil mas nada mais pode ser feito. Lamento. - dito isto Defteros saiu do quarto.

Dégel estava literalmente em estado de choque. Tudo porque tinha trabalhado. Os seus sonhos, a sua vida estava arruinada.

- Dégel - ouviu a voz de Manigold a lhe chamar mas não conseguia responder.

Sentiu - se a ser envolvido por dois braços fortes e a sua cabeça foi apoiada no peito musculado de Kardia que simplesmente consolava o seu amor. Manigold assistia à cena. Era óbvio o amor deles. O único problema era o facto de Kardia não admitir. O escorpiano raramente era sincero com o amigo em termos de sentimentos. Ele sabia que apesar do aquariano sempre dizer que estava tudo bem, era nítida a tristeza nos seua olhos. Para não ser um intruso naquela cena, o canceriano fez sinal ao homem de cabelos azuis e saiu. Já lá fora sacou do celular e ligou pro namorado.

- Estou Alba.

-Manigold seu imbecil onde você está? Estou preocupado. Sumiu e nem disse onde ia.

-Desculpa Alba mas o Dégel veio parar ao hospital e eu fui ter com ele.

- Ele está bem? -a preocupação era visivel em sua voz.

- Não muito. Ele teve de ser operado mas isso correu bem o problema é que ele magoou feio o braço e vai ser necessária fisioterapia.

-Meu Deus. Coitado.

-Deixei ele com Kardia.

-Não acho que isso tenha sido boa ideia. Não foi ele que te ligou a pedir para ir a casa exatamente por ter brigado com o grego.

-Eu sei mas eles se amam Alba.

-Mas amor não resolve tudo Mani. Se Kardia não amadurecer e encarar seus sentimentos para com Dégel acho que é melhor eles se separarem.

-Dégel ia ficar desolado. E Kardia também.

-Achas que eu não sei disso Manigold D'Angelo. Mas tu vias a tristeza presente nos olhos de Dégel. Só quero preserva-lo.

-Eu sei Alba. Vou voltar pra dentro.

-Eu passo aí depois para ver Dégel, dar um sermão em Kardia e te buscar. Qual é o hospital.

-É o Sanctuary.

-Tá bom. Tchau.

-Tchau Alba.

Manigold voltou pra dentro e encontroi Kardia à porta do quarto onde Dégel estava.

- O que faz aqui bambino?.

- Dégel me expulsou do quarto.

- Que bom. Assim posso falar com você à vontade. Me siga.

Os dois foram para a sala de espera e Mani falou:

- Pode começar a falar Kardia.

E assim o escorpiano contou tudo a briga, as palavras duras, os arrependimentos. Mal ele sabia que Dégel chorava isso tudo nesse momento. O escorpiano e o canceriano estavam tão embrenhados na conversa que nem repararam numa pessoa que se aproximava.

- Você é um grande imbecil Kardia Moraitis.

Os dois se viraram.

Notas finais

Espero que tenham gostado. Quem será que veio assombrar aqueles dois? Descubram tudo próximo capítulo de Mudança de Rumo. "E corta". Os sobrenomes que eu já tenha lido nunca os vi nestas personagens por isso posso dizer que são da minha autoria. A operação e fisioterapia e basiei me em dados reais mas mesmo assim me digam se tiver mal.

Beijos e deixem reviews.