"Depois do banquete, Lucy e Tumnus tiverem uma cena um tanto quanto estranha. Depois do beijo, Lucy corre, mas Tumnus quer saber o motivo daquela tão confusa situação.
CAPÍTULO II - SONHOS VIRAM REALIDADE?
Lucy, ainda um pouco atordoada, correu para seus aposentos e trancou-se lá. Sentou em sua cama e ficou pensando no ocorrido. Como pôde fazer isso? Era Tumnus, seu amigo.
"Ok, vamos aos fatos." Murmurou para si. Primeiro: Sim, Tumnus era seu amigo, e ela amava-o. Até então, como amigo. Mas, por que tais sensações estavam ocorrendo quando estava diante do fauno?
Segundo: Lucy já uma mulher, jovem, mas uma mulher. Estava com 18 anos e esses desejos eram normais - pelo menos era o que a rainha achava. Tumnus era 15 anos mais velho que Lucy, o que fazia dele um fauno de 33 anos. E ela não podia negar que Tumnus era um belo fauno. Na verdade, ele sempre fora. Porém, quando o conheceu, era apenas uma criança; ainda não olhava para o outro sexo desta maneira. Era inocente.
E terceiro: Haveria a chance de estar apaixonada por ele? Umfauno, seu melhor amigo?
Por que não?
Ela sorria. Parecia que agora as coisas faziam sentido. Tudo tinha ficado mais claro. O porquê de ela se sentir tão maravilhosamente bem ao lado dele, de contar os segundos até que fosse a hora de encontrarem-se. Claro, tinha o amor fraternal, afinal, era seu melhor amigo. O primeiro contato com Nárnia, há nove anos.
Mas tinha outra coisa. Aquele amor, o carinho, foram crescendo. Cresceu e chegou a um ponto onde ficou maior e mais forte... Pelo menos da parte dela.
Ela não pensara sobre o que ele acha. Ele a ama como ela o ama? Seu sorriso logo se desmanchou. Ele não havia correspondido seu beijo. Então isso quer dizer que... Não. O beijo foi uma surpresa, não tinha como ele reagir, certo? Era nisso que ela queria acreditar.
"Lu?" Ouviu a voz de Susan, quando ela bateu.
"Sim, irmã?"
"Posso entrar?" Lucy rapidamente se recompôs e abriu a porta para Susan. "O que foi Lucy? Por que veio para seu quarto tão cedo?"
"Estou cansada, Su. Decidi recolher-me mais cedo."
"Estás sentindo-se bem?" Susan agora estava preocupada.
"Sim, estou." Ela fingiu um bocejo "É só sono." E sorriu.
"Tudo bem, não vou atrapalhar-te mais. Se precisar de algo, é só chamar."
"Certo, não se preocupe."
Depois que a rainha Susan saiu, Lucy foi banhar-se. Ficou pensativa, cogitando todas as possibilidades e atos que Tumnus poderia fazer, caso ela contasse que estava apaixonada por ele. Diria que ele também? O que ela estava louca? Continuariam amigos? Ou romperiam?
Romper.Isso a assustava bastante. Ela queria alguém para conversar, para trocar uma ideia. Bom, geralmente ela fazia esse tipo de coisa com o próprio Tumnus, mas achou que, nessa situação, ele não serviria. Talvez Susan, que é mulher. Mas Lucy ainda não conseguiria se abrir completamente.
Ela queria... Sua mãe.
Já havia se passado tantos anos desde que chegaram a Nárnia, que sua vida em Londres parecia apenas sonho. Ou talvez sonho de um sonho. Ela sabia que seus irmãos também se sentiam assim.
Mas tinham uma certeza:Não sentiam falta da Inglaterra.Ela só queria sua mãe ali para conversar, talvez um conselho. Ela estava tão indecisa. Essa coisa de amor é tão complicada. Ainda mais quando os envolvidos são uma rainha que está apaixonada pelo seu melhor amigo plebeu e fauno.
Claro que ela não se importava com nada disso. Mas as pessoas se importam, não é mesmo? O que vão dizer da rainha humana que está com um fauno plebeu? Iriam criticá-la bastante.
Não importa!Falou pra si mesma. Ela é uma das rainhas de Nárnia, ninguém vai dizer com quem ela deve ou não ficar. Para afastar tais pensamentos, começou a imaginar uma situação: Se ficasse com Tumnus, e eles teriam filhos humanos ou faunos?
Ela riu de tal pensamento ridículo. Certo, era imaginação demais para uma rainha só. Decidiu por fim encerrar seu banho e ir deitar-se um pouco. Talvez estivesse melhor no dia seguinte.
Levantou-se e foi vestir suas roupas de dormir. Quando já estava deitada, novamente lhe ocorreu aquela sensação. Tentou controlar-se para poder ter, pelo menos, uma boa noite de sono.
"On-onde estou?" Lucy tentava achar algo conhecido, mas nada encontrava. Reconheceu que era um quarto, mas não o seu.
"Lucy." Era Tumnus? Ele virou-se e viu o fauno, um pouco distante dela. Os dele eram firmes, mas sua expressão era serena.
"Oh, Tumnus. Onde estamos?" Ela sorriu aliviada.
"Em meus aposentos." Ele agora andava em direção a ela, com passos bem suaves, onde seus cascos não faziam barulho. Aproximou-se da rainha e pousou sua mão no rosto dela. "Estás tão linda, minha rainha." Lucy olhou-o espantada.
"Tumnus, és tu mesmo?" O fauno imprensou contra a parede, sem muito machucá-la.
"Eu te amo, Lucy." E com isso o fauno a beijou, sem rodeios, deixando-a surpresa. Foi tão de repente que ela esqueceu até mesmo de fechar os olhos. Era como um sonho.
Quando o fauno começou a passear pelo corpo da rainha com suas mãos, ela decidiu entregar-se totalmente a ele. A quem ela estava perdidamente apaixonada. Ela agarrou os cabelos do fauno, bagunçando-os, enquanto Tumnus devorava sua boca com voracidade. Pedia passagem com a língua, e Lucy a deu sem precisar de uma segunda vez. Aquilo estava acontecendo mesmo?
Lucy sentia os laços de sua camisola sendo desfeitos, a peça escorregando pelo seu corpo, deixando-o livre. Começou a massagear um dos seios, enquanto beijava e mordia o pescoço. Lucy sentiu que estava sendo carregada, e em segundos estava na cama, com Tumnus em cima dela.
Ele tentava encaixar-se entre as pernas dela enquanto distribui beijos pelo pescoço, agora massageando o outro seio. Lucy gemia baixinho. Foi quando ele abocanhou um dos seios que Lucy gritou, arqueando suas costas. Não ligou se os outros escutaram.
"Confia em mim?" Ele murmurou, voltando para a boca da jovem rainha.
"Sempre." Com um sussurro, ela deu a carta branca a ele, sendo definitivamente pertencente ao fauno. Sentiu algo a pressionando em baixo, e com um gemido algo, o fauno juntou os corpos, eram um só. Algumas lágrimas caíram, e Tumnus resolveu esperar até que ela se acostumasse. Quando ela começou a movimentar o quadril, ele entendeu o recado. Ela não sabia que essa parte do corpo de Tumnus era tão humana. E agradeceu por isto.
Começou devagar, para não fazer uma coisa prazerosa, tornar-se dolorosa. Mas Lucy parecia que não se importava, uma vez que rebolava, tentando fazer mais rápido.
"Lucy, olhe para mim." Com uma dificuldade ela abriu os olhos e o encarou. "Comigo Lu, não contra mim."
"Oh Tumnus, por favor." Ela implorou, tornando a fechar os olhos. Ele decidiu fazer a vontade dela, estocando mais e mais rápido. Ambos gemiam cada vez mais rápido, ofegantes. Lucy implorava por mais velocidade, e Tumnus fazia.
Logo Lucy sentia o alívio de Tumnus escorrer por ela, e ele então deitar-se ao seu lado.
"Eu amo você também, meu Tumnus." Falou a rainha, se aninhando ao peito dele, onde logo adormeceram juntos.
No dia seguinte Lucy acordou com o canto dos passarinhos, que haviam pousado na janela. Porém teve uma surpresa: Ela não estava com Tumnus, nem no quarto dele. Estava sozinha e em seu quarto, devidamente vestida. Olhou confusa para si. Teria ele a trazido para cá? Ou fora apenas um... Sonho?
Não. Aquela noite maravilhosa não poderia ser apenas um sonho. Ela tiraria isto a limpo.
Como um jato, tomou seu banho e trocou-se rapidamente. Nem perdeu tempo procurando o vestido que mais lhe agradasse, pegou o primeiro que viu. Correu até a mesa de refeições, onde encontrou todos, inclusive Tumnus.
"Bom dia, irmã." Sorriu Susan.
"Bom dia, a todos." Lucy sorriu, fitando Tumnus, que retribuía. Peter falava algo sobre aparecimento de lobos maus, o que era estranho, pois achava que já expulsara todos de Nárnia. Lucy não prestara muita atenção. Queria olhar Tumnus, falar com ele. Mas estava muito nervosa. Não sabia se comia ou se tentava manter-se calma.
"Vai esfriar Lu. Estás tão desatenta." Reparou Edmund.
"Não é nada irmão, acho que não dormi muito bem esta noite." Respondeu, olhando de lado para Tumnus, que desviou o olhar.
Um pouco depois, quando todos já haviam deixado a mesa para cuidar de seus afazeres, Lucy foi procurar Tumnus, onde encontrou na biblioteca.
"Lendo A vida e as cartas de Sileno outra vez?" Ela surgiu por de trás do fauno, assustando-o, mas logo ele começou a rir.
"Sim, eu adoro este livro!" Ela sentou na poltrona ao lado dele.
"Er, Tumnus, posso fazer-lhe uma pergunta?" Ela falou meio hesitante.
"Já fez." Ele riu. "Claro que sim."
"Você, ontem, dormiu bem? Digo, no seu quarto?" Ele a olhou confuso.
"Pergunta estranha. Mas, bem, sim. Dormi bem e no meu quarto. Por que a pergunta?" Lucy tentou sorrir para disfarçar a tristeza ao descobrir que a noite mais maravilhosa de sua vida tinha sido apenas um sonho.
"Uhm, por nada. Digo, eu achei que tinha escutado você gritar de seu quarto e fiquei na dúvida. Só." O fauno sorriu.
"Oh, obrigado por se preocupar comigo."
"Sempre me preocuparei com você, Tumnus. Sempre me importarei com você." Ela levantou-se e deu um abraço no fauno. Separam-se um pouco, mas os rostos ficaram apenas alguns centímetros longe um do outro. Respiravam pesadamente.
"Você ainda está daquele jeito de ontem?" Ele sussurrou.
"Eu não sei." murmurou. Não sabia se olhava os olhos ou os lábios do fauno. Decidiu desviar o olhar e levantou-se, virando-se de costas para o fauno. "Eu queria também desculpar-me novamente por ontem. Não sei o que deu em mim." Tumnus levantou também e afez virar para ele.
"Eu já falei que não precisa se desculpar. Eu entendo." Lucy estava prestes a chorar pela decepção sofrida quando Edmund apareceu, chamando por ela.
"Lucy, precisamos de você na sala de Peter. Venha."
"Estou indo, Ed." Lucy olhou para Edmund e depois se virou para Tumnus. "Depois nos falamos, Tumnus."
"Tudo bem." Ele sorriu.
Quando Lucy colocou o pé para fora da biblioteca, uma lágrima teimosa caiu de seus olhos, chamando atenção de Edmund.
"O que houve Lu?" Ele foi até ela, preocupado.
"Nada, Ed. Acho que foi o vento com poeira, acabou batendo em meus olhos." Disfarçou.
"Hm, certo. Vou mandar limparei melhor os móveis da poeira, para que isso não ocorra novamente." Ele sorriu, fazendo-a sorrir também. "Mas agora vamos, é necessário."
~x
"Mais lobos? Achei que tínhamos exterminados todos!" Exclamou Edmund preocupado. "O que acham que querem?"
"Eu não sei." Falou Peter, pensativo. "Devem ser do exercito de Jadis, que ainda querem vingar a morte da mestra. Provavelmente não têm um mestre, então devem estar atacando por atacar. Vai ser fácil exterminá-los. Mandarei uma tropa por todos os lugares por onde os lobos passaram e rastreá-los até onde estão escondidos. Logo nos livraremos desta ameaça."
"São muitos?" Susan perguntou. "De quantos precisaremos mandar?"
"Creio que não muitos. Mandarei Tumnus guiá-los e depois no trazer informações."
"Não!" Lucy finalmente se manifestou, fazendo os outros olharem para ela, ficando corada. "Er, quer dizer, ele acabou de voltar. Por que ele?"
"Porque é o que faz melhor, ele é o mais eficaz." Respondeu Edmund, olhando agora nos olhos dela. "Não achas?"
"Claro que acho! Só acho que... Ele poderia ficar mais. Ele é o meu melhor amigo, eu o quero perto de mim."
"Então, por que não vai com ele?" Os olhos de Lucy brilharam.
"Posso ir, Ed?" Abriu um enorme sorriso.
"Não vejo por que não." Ele sorriu. Parecia que estava começando a entender o que se passava por Lucy, não tinha certeza de muita coisa.
"Vocês partem amanhã." Avisou Peter. "Vamos comunicar e organizar as tropas."
"Certo. Vou falar com Tumnus." Lucy saiu em disparada.
Voltou à biblioteca, mas Tumnus não estava lá. Procurou por uma parte do castelo e não o encontrou. Resolveu procurá-lo fora do castelo. Foi até o pomar que os reis estavam plantando, onde o achou.
"Tumnus!" Lucy correu até ele. "Procurei-te por toda parte, achei que tinhas fugido." Tumnus riu.
"Estou aqui. Estava só tomando um ar e vendo o pomar. Está magnífico!"
"Sim, está. Mas tenho novidades de Nárnia. Teve novos ataques dos lobos maus, hoje de madrugada. Peter vai mandar uma tropa para rastreá-los... E você também." O sorriso de Tumnus desmanchou-se.
"Eu? Mas... Eu acabei de chegar... Poxa, eu achei que poderia ficar sem outras exigências do tipo. Achei que poderia ficar mais tempo contigo!" Lucy sorriu.
"Você vai! Porque eu também vou com vocês."
"Vai?"
"Sim. Também quero passar mais tempo com você, e Peter me deu permissão para ir com vocês."
"Mas não seria muito perigoso para você, rainha?" Tumnus ficou preocupado.
"Ora Tumnus! Já lutei com meus irmãos e os Narnianos contra a feiticeira branca que era bastante poderosa! Por que raios eu teria medo daqueles lobos maus?! Não sou nenhuma vovozinha da Chapeuzinho Vermelho!" Ambos riram. "Obrigada por preocupar-se comigo, Tumnus."
"Sempre." Ele sorriu "Quando partimos?".
"Amanhã. Vamos arrumar a tropa!"
~x
Há três dias estavam na estrada, à procura dos lobos. Às vezes achavam uns, mas aqueles eram sozinhos e quando atacavam não sobreviviam logo. Tumnus, com muita competência, guiava a tropa, junto com o centauro Aryous. Todos também protegiam a rainha, apesar de ela dizer que sabia defender-se muito bem sozinha, afinal, ela não era a Rainha Lucy, a Destemida?
"Shhh. Escutem!" Avisou Aryous. Todos se silenciaram e escutaram alguma coisa vindo da mata, a leste. Ouvia-se algo passando pelas folhas. Era veloz. "Vocês vejam o que é aquilo. Os outros fiquem na espreita!"
Três faunos da tropa correram em direção ao som e os outros ficaram esperando. Lucy e Tumnus se olharam, ambos aflitos. Longos minutos depois os faunos voltaram.
"Eles eram muito rápidos e grandes, Aryous! Nunca vi lobos daquele tamanho." Falou um dos faunos.
"Sim, com custo acabamos com eles. Eram dois." Disse outro.
"E um, enquanto tentava fugir, foi na direção que estamos indo. Creio que estamos no caminho certo." Disse o ultimo.
"Então devemos seguir?" Perguntou Lucy.
"Não sei, acho arriscado. Eles não parecem lobos normais." Disse Tumnus.
"Não." Protestou Aryous. "Vamos em frente, sei que somos capazes de vencer esses lobos grandinhos. Vamos honrar Nárnia, atacá-los e vencer. Não vamos fazer como eles acabaram de fazer."
Todos gritaram "Sim!" em coro. Tumnus, meio hesitante, aceitou e continuaram. Lucy pegou em sua mão e segurou firme, sorrindo para ele, que retribuiu.
Quando escureceu mais, todos resolveram parar para se alimentar e abrigarem-se. O tempo estava um pouco nublado, e logo poderia chover. Encontraram um lugar vazio e silencioso com algumas cavernas. Deixaram a rainha ficar com uma das cavernas, e foram ocupando as outras. Lucy pediu que Tumnus ficasse com ela.
Tumnus arrancou umas cascas das arvores (as próprias ofereceram para preservar a rainha), e as fez como uma "porta" para a caverna. Pegos uns galhos perdidos e duas pedras e conseguiu fazer uma fogueira. Pelo menos estariam aquecidos.
Eles começaram a conversar. Conversar tudo o que haviam perdido enquanto ele estava fora. Lucy até comentou que, naquele dia, sentiu falta de sua mãe. Sem, claro, dizer o motivo.
"Fico pensando no que minha mãe está fazendo agora. Se está louca à nossa procura, ou... Não sei...".
"Por que sua mãe não veio com vocês à Nárnia?" Tumnus perguntou.
"Por que, naquela época, nosso país estava em guerra com outros países do mundo. Estava muito perigoso ficar lá, então o governo mandou retirarem as crianças, mandando-as para o interior. Fomos sem ela para a casa do Professor, onde achamos o portal entre o nosso mundo e o de Nárnia - o Guarda-roupa."
"Hm... Eu... Nem lembro direito da minha mãe. Tanto tempo que não a vejo...".
"E seu pai estava na guerra, não é? Lembro-me da foto na sua antiga casa."
"Sim, ele foi." Lucy começou a se sentir curiosa com essa coisa toda de 'família'.
"Tumnus, nunca pensou em construir uma família?" Perguntou, enquanto Tumnus havia se virado para manter a chama acesa.
"Claro que já. Só que não se encontram muitas faunas por ai..." Lucy agora tinha muitas perguntas em mente, e disparava ate sem pensar.
"Mas você ficaria com outra... Espécie? Tipo, um humano?" Ele ainda não olhava para ela.
"Hm, acho que sim. Mas também não existem muitos humanos por ai."
"Você se casaria com um humano, Tumnus?" Ela olhava fixamente para ele, esperando ele virar-se e encará-lo nos olhos.
"Sim. Acho que eu me casaria com um humano, se pudesse." Ele falou normalmente, nada muito especial.
"Então... Casaria comigo, Tumnus?" Tumnus parou subitamente, ficando apenas encarando a chama.
"Mas eu não posso casar com você." Ele então finalmente encarou-a nos olhos. Pareciam hipnotizados. Ela levantou-se e se ajoelhou de frente para ele, segurando o rosto do fauno com as duas mãos, nunca desgrudando o olhar do dele.
"E por que não, Tumnus?"
"Er, por que... Você é a rainha de Nárnia. Sou um mero plebeu..." Lucy sorriu.
"Isso não importa, Tumnus. Apenas o amor importa. E se você disser que me ama, eu juro, me entrego a ti, aqui agora." Ele tentava desviar o olhar, mas ela não deixava. "Vamos Tumnus, diga o que você sente."
"E-eu... Eu amo você, minha rainha." O fauno finalmente disse, arrancando um enorme sorriso da rainha, que sem perder tempo o beijou com toda sua vontade e amor, que há tanto tempo estavam presos.
Lucy agarrou firme os cabelos do fauno, que ainda estava um pouco chocado com tudo, mas resolveu deixar para lá. Agarrou firme a cintura da jovem, uma forma de ver que ela não sairia de seus braços.
Lucy cuidadosamente foi tirando a armadura que o fauno usava, enquanto ele se encarregava de deslizar as mangas do vestido que ela usava por seus braços. Todas as roupas eram jogadas longe do casal.
Tumnus distribuía beijos pelo pescoço de Lucy, e ela tentava controlar os gemidos - o que parecia impossível - para não acordar os outros. Seria estranho se eles ouvissem esses gemidos da caverna onde estavam a rainha e outro fauno.
Os beijos de Tumnus iam descendo à medida que o espartilho de Lucy ia caindo. Ele massageava os seios dela de uma forma agressiva e cuidadosa. Quando percebeu que Lucy ia soltar um gemido um pouco alto, capturou seus lábios vorazmente. Finalmente ambos estavam livres de qualquer peça que pudesse incomodá-los. Lucy ficou feliz que, como no sonho, aquela parte dele realmente é humana.
"Eu tenho fé em você, Tumnus." Lucy falou, antes de qualquer coisa.
"É bom ouvir isso, majestade." Tumnus novamente beijou-a, agora mais calmo. Encaixou-se entre as pernas dela. Ainda achava aquilo muito surreal, um fauno e um humano! Mas o que importava isso agora. Eles estavam ali, não estavam? E iriam levar até o fim, pois já foi visto que o amor supera qualquer tipo de diferença.
Com cautela, começou a forçar na intimidade da rainha, o que a causava um pouco de dor. Quando ele finalmente estava inteiramente dentro dela, algumas lágrimas caíram de seus olhos. Lágrimas de dor e felicidade. Felicidade porque seu sonho estava virando realidade - já tinha virado, na verdade.
Depois que Lucy já tinha se acostumado com Tumnus, o fauno começou a movimentar-se devagar, não queria que sua rainha sentisse dor, apenas prazer. Queria muito deixá-la feliz, igualmente como ele estava.
"Oh Tumnus, por favor, mais..." Lucy gemia. "Mais... Rápido..."
"Seu desejo é uma ordem, majestade." Dito isso, Tumnus começou a estocar rapidamente. Lucy arqueou as costas pela surpresa. Segurava os cabelos da nuca do fauno com tanta força, que tinha medo de arrancá-los.
Tumnus voltou aos lábios de Lucy, que já estavam inchados. Chegaram ao ápice juntos, ofegantes. Lucy não sabia se tentava respirar, ou sorrir. Era o momento mais feliz de sua vida. Estava ali, com o amor de sua vida, e ninguém poderia separá-los.
"Eu te amo tanto Tumnus..." Murmurou para ele, enquanto o fauno caia para seu lado.
"Eu amo você, apesar de isto ser bastante surreal..." Ele disse e riu baixinho, olhando nos olhos dela. "Mas o amor em si já é surreal, então isso não é nada." E então fecharam a noite com um beijo calmo, mas repleto de amor. Lucy se aninhou a Tumnus, rezando para nunca afastar-se daqueles braços.
E então, o que acharam? Reviews n_n beijos, até a próxima!
