N/A: FullMetal Alchemist não me pertence e essa fic não tem fins lucrativos.

Essa estória se passa após o final do anime mas ignorando o filme.

Fic ADAPTADA do livro:"Aulas de amor - Stella Bagwell"

OBS:

"itálico" - pensamentos da Riza

"negrito" - pensamentos do Roy

S2xS2xS2x S2xS2xS2x S2xS2xS2x S2xS2xS2x - mudança de tempo, espaço ou personagem.


Cap. II (Ensine-me)

Assim que entrou a loira foi saudada por seu fiel companheiro que apenas rosnou ao ver Mustang.

Quando voltou da cozinha Riza trazia uma vasilha com comida e uma caneca de café para Roy que já se acomodava no grande sofá.

- Beba, ou vai se resfriar. – ordenou.

- Muito gentil de sua parte preocupar-se com minha saúde, depois de me apontar uma arma, sabe que isso poderia levá-la a Corte Marcial? – ironizou

- Não estou muito preocupada com isso, mas com sua saúde sim, preciso de você saudável.

Aquilo surpreendeu o moreno que se sentou mais a vontade, fitando-a.

- Por que? – perguntou tomando um gole do café, enquanto ela se sentava na poltrona a sua frente.

- Eu preciso de sua ajuda. – falou calmamente embora sua pulsação estivesse disparada.

- Eu ouvi mesmo isso? Você quer minha ajuda? – estava incrédulo.

- Sim. – respondeu num sussurro.

- E para quê? – depositou a caneca sobre a mesinha de centro.

- Tenho um problema... –incomodada ela se mexeu no assento.

- Sim... – incentivou-a a continuar.

- E preciso de alguém com uma certa "experiência na área" para me ajudar. – "Respire fundo, tudo vai dar certo, agora é muito tarde para recuar."

- E eu sou essa pessoa. – deduziu com um sorriso, já imaginando qual seria o problema e o prazer que ele teria em ajudar.

- Sim, mas eu vou pagá-lo se for necessário. – se adiantou.

- Pagar? – agora ele estava confuso. – Me explique do que se trata detalhadamente.

Ela suspirou transparecendo como era difícil contar.

- Eu estou apaixonada por um homem.

"Maravilha! Ela vai se declarar, o que vai me poupar tempo e esse plano já estará terminado, devo beijá-la agora?"

Roy se levantou e ficou parado na frente dela com um largo sorriso. Ignorando aquele gesto Riza prosseguiu.

- Ele é um General e vai passar algumas semanas aqui na Central.

- Ele é um coronel, você quer dizer. – ele a corrigiu aumentando ainda mais o sorriso.

- Não, é um General e seu nome é Walter.

Quase cambaleando, Mustang voltou a se sentar. A olhava mas parecia não vê-la, sua expressão era cômica.

"Ela ama outro? Quem é esse idiota?"

- Quem é esse homem? – perguntou escondendo a ira e o ciúme.

- Como eu disse ele é um General, está encarregado das fronteiras de Galhardia.

Na verdade Riza não havia pensado muito nos detalhes do homem, apenas arranjara um cargo e um nome para sua "fantasia".

- E o que exatamente eu tenho a ver com isso? – agora ele já não estava controlado.

- Bem, eu sempre fui apaixonada por ele, mas ele nunca me notou.

"Eu sempre fui apaixonada por ele" – aquela frase ficou vagando na mente de Mustang e oprimindo seu coração por um tempo.

- Não entendi por que precisa de minha ajuda. – disse pegando a caneca e sorvendo um grande gole de café.

- Você poderia me ensinar a conquistá-lo. – disparou sem fitá-lo.

- Eu o que? – quase gritou de tão "atônito" que ficara.

- Bem, você sabe o que um homem gosta, já saiu com todas as mulheres de Amestris. – não pode evitar a provocação, mas percebeu que ele nem se dera ao trabalho de retrucar.

- Você quer que eu te ensine a seduzir? – ele estreitou os olhos ainda se recuperando do baque.

- Não a seduzir, mas como me vestir, como falar. – quase ofendida ela se enrijeceu na poltrona.

Em silêncio Roy refazia seu plano e tentava se convencer de que nada estava perdido, afinal se ela queria conquistar aquele idiota, nada o impedia de conquistá-la durante o processo!

- Por que isso? – mais calmo ele a fitou intensamente.

- Não tenho qualquer experiência nisso. – falou escondendo o constrangimento.

- Hum... – fingiu estar pensando.

- Vai me ajudar? – temendo uma resposta ela segurou o ar nos pulmões.

- Sim.

Aliviada ela relaxou na cadeira e voltou a respirar normalmente, mas só até ouvir o restante.

- Ajudarei com uma condição. – com um sorriso perverso ele prosseguiu. – quando tudo isso terminar você vai jantar comigo, um verdadeiro jantar.

- O que? – ela não sabia se ria ou se atirava nele.

- É o que você ouviu, quando você tiver conquistado esse general vai jantar comigo.

- Isso seria injusto com ele. – aquilo estava indo longe demais, e ela não conseguiu entender o que estava por trás daquela condição.

- É isso ou nada. – sorriu novamente.

"Isso mesmo! Você vai estar apaixonada por mim antes disso terminar!"

- Se não há outra forma. – suspirou insatisfeita

- Quando esse homem chega?- nem mesmo conseguiu pronunciar o nome do idiota que chegara na sua frente.

- Em um mês.

"Quanta mentira hein, Hawkeye!"

- É um bom tempo. – sussurrou mais para si do que para a tenente.

- Como? – perguntou confusa.

- Para você que eu a ensine. – se justificou.

"Te ensine a me amar"

- Eu agradeço e gostaria de pedir total sigilo nisso.

- Terá, dou minha palavra. – colocou a mão sobre o peito debochando.

- Está bem, acho que vai querer tomar um banho agora. – se levantou e foi até a porta quando o ouviu chamar.

- Vamos começar amanhã. – era quase uma ordem.

- Esta bem. – com o coração ainda "correndo" uma maratona em seu peito ela foi procurar toalhas e roupas de cama para o quarto de hóspedes.

Mais tarde quando já estava deitada, ela suspirou e se mexeu na cama tentando encontrar uma boa posição.

" E se eu não conquistá-lo nesse tempo? E se no fundo ele não sentir realmente nada por mim? Ele vai acabar descobrindo que Walter não existe e quem está sendo seduzido é ele..."

Dormiu com toda essas perguntas rondando sua cabeça.

Continua...


Eu agradeço a todos que leram e espero poder contar com suas reviews nesses capitulos que se seguem.

Obrigada mesmo.