Título: Sempre é de noite / Siempre es de noche

Autora: Darkneko / Ki chigai neko
Tradutora: Halkfield
Pairing:
SasuNaru
Gênero: Angst / AU / Romance / Lemon / Shota / Tortura / BDSM – sexo não consensual.
Classificação: MA – conteúdo impróprio para menores de 18 anos
Disclaimer: Tenho total consentimento da autora para traduzir esta fic. Naruto não me pertence e todos os personagens aqui presentes são de Kishimoto-sensei.

Advertência: Esta fic contém cenas de sexo explícito e conteúdo adulto, além de violação e outro temas pesados. A quem não se sentir a vontade, está dado o recado.

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- Capítulo II -

A visita do tio Iruka

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Amanhecia e uma pequena cabecinha loira se revolvia nos lençóis, tentando não despertar. Queria continuar sentindo o calor dos lençóis, o cheiro da almofada, as carícias na suas costas e cabeça, que lhe acalmavam tão prazerosamente, mas as carícias cessaram. Foi então que com o tato tentou em vão buscar ao portador das mãos que sempre lhe dominavam com mimosas carícias, mas foi tudo em vão. O ruído que a cama faz quando uma pessoa se levanta, não anunciavam boas notícias ao pequeno, ainda com sono.

- Dorminhoco... - lhe sussurraram ao ouvido, mas não se levantou, simplesmente deu a volta, buscando algo a que aferrar-se como esteve na noite anterior; quando encontrou a almofada, sorriu para si, mas antes que pudesse acomodá-la entre as pernas, alguém a puxou, fazendo que bufasse um pouco irritado.

- Tem que levantar dorminhoco... bom dia... - e com isso, seu ajudante e protetor depositou um terno e doce beijo na bochecha, que fez com que o pequeno corasse e o mais importante, abrisse esses lindos, embora ainda inexpressivos orbes azuis.

- Hun... bom dia Sai. - salda enquanto se sentava sobre a cama fretando os olhinhos com o dorso da mão; uma visão sumanamente encantadora para o moreno que não pode evitar meter-se de novo na cama para colocar-se detrás do pequeno, abraçá-lo pelas costas e depositar um terno beijo em sua bochecha.

- O que você quer para o café da manhã? - pergunto Sai ao ouvido; essa era uma parte muito sensível para o pequeno o qual só atinou a estremecesse e tratar de afastar o pescoço pela sensação.

- Sai... não faça isso... me dá cosquinha... - dizia enquanto tentava quitar aquela sensação de coscas tão irritantes que lhe provocavam alento em essa parte do corpo. Tanto o lóbulo de sua orelha, como seu pescoço eram sumanamente sensíveis a essas carícias ou gestos, fazendo com que se retorcesse de riso.

- Desculpe. Não era minha intenção... demo não tenho outra forma de demonstrá-lo. - com estas palavras as cosquinhas que momentos antes Naruto havia sentido, desapareceram e agora estava muito intrigado.

Girou seu rosto para colocá-lo frente a Sai. Embora não pudesse ver; pela respiração e calidez, sabia que se estava de frente para ele. Anos praticando aquele jogo até aperfeiçoá-lo por completo, fazendo inecessária sua visão, fizeram também que todos seus sentido se encontrassem no máximo de sensibilidade. Para ele não era nada fora do comum, pelo menos para Sai que sempre buscava a face, ou quando falasse corresse até ele, sem tropeçar nas coisas, já que conhecia bastante o edifício, embora ocasionalmente chocasse com um ou outro habitante desse peculiar lugar; ao que muitas crianças com diferentes capacidades chamavam de casa.

- Demonstrar? – perguntou ladeando um pouco sua cabeça e colocando um dedo na ponta dos lábios. Sempre lhe diziam palavras que ele raramente entendia e que por conseqüência tinha que perguntar, mas Sakura sempre se irritava e os demais lhe diziam que tinham coisas a fazer. Sai era o único que se encarregava de explicar-lhe tudo aquilo que não entendia e isso, ele agradecia de sobremaneira.

- Hai... desta maneira. – dizia enquanto o abraçava um pouco mais forte e colocou um beijo em sua bochecha. – É como demonstro que é importante para mim... e que sempre estarei aqui para protegê-lo. – sorriu, ao mesmo tempo, que Naruto. Raramente lhe diziam que era importante ou que o queriam, com exceção de Iruka e alguns de seus amigos do edifício.

Naruto se volta, como querendo vê-lo, separando-se uns instantes do abraço do maior que se encontra sentado ainda na cama com as pernas em torno do pequeno. O de olhos cerúleos se joga nos braços do moreno e deposita um beijo, mas ao não ver o rosto do maior, este cai em seus lábios. Um beijo sem malícias, simplesmente carinhoso. Sai sorrir por esse ato tão lindo do menor e depois que se separam, juntou suas testas.

- Assim se demonstra que gosto de você? – pergunto com um sorriso; recebeu um ronroneio afirmativo.

- Bem vamos tomar café da manhã porque hoje chega o tio Iruka... – sem mais que fazer, o pequeno mudou de roupa com ajuda de Sai, para tomar café da manhã. Ninguém imaginaria que teriam que inventar outro jogo para que o menor, ao passar as horas, não se decepcionasse de seu novo amigo.

...

Na casa do Uchiha levava ao fim uma discussão um pouco irracional. A mãe de ambos os morenos havia ido trabalhar, deixando-o ao cargo do maior, quem, nesse momento, acabava de decidir que seria mais divertido se, se fizesse de difícil com seu irmão menor. Gostava de sobremaneira os gestos que fazia quando se irritava, sem saber o dano que estava a ponto de causar a um pequeno de olhos azuis.

- Nii-san... você prometeu a mamãe que me acompanharia... – choramingava o menor, irritado pela notícia que acabava de receber por parte do moreno que tinha a frente.

- Já te disse... hoje eu não posso te acompanhar. Tenho muitas coisas para fazer, pra ficar cuidando de você, só porque uma criança quer. - espeta o maior um tanto enojado pela insistência do menor.

- Demo nii-san... você prometeu. - dizia tratando que sua voz não se rompesse. Seu irmão sabia que esse rapaz era especial, mas não sabia nem o porquê era especial para ele; ou o porquê da necessidade de falar-lhe do entardecer.

- Eu disse que não... além do mais, esse garoto não vai morrer se não te ver um dia... não acho que se importe... e se realmente é seu amigo irá esperá-lo. - terminou a discussão sem saber o grande erro que estava cometendo.

- Naruto, gomem... isso não é algo que eu possa controlar. - sussurro olhando a porta cerrada; onde momento atrás seu irmão a fechou com um grande sorriso nos lábios.

...

Um Naruto cheio de comida se encontrava saltando de um lado para outro. Por mais curioso que pudesse parecer, ele podia perceber as formas das coisas depois de falar com Sasuke, no entanto estava muito longe de poder ver o objeto concreto; somente sua silhueta. Era tudo o que precisava, de coisas como as paredes e janelas, somente com isso e apenas isso bastava.

- Com cuidado Naruto-kun... não vá... – muito tarde. Por estar correndo como uma lebre, chocara com outros dois inquilinos, um que precisava atenção especial assim como o loiro.

- Gomen... ia distraído... – confessava Naruto enquanto se levantava e ajudava a pessoa com a qual tropeçou.

- Gaara-san. – falou Sai revelando a identidade do rapaz.

- Desculpe, Naruto-kun não tinha intenção de machucá-lo. – falava o moreno, mas o ruivo não parecia estar se importando em absoluto. O olhava sem realmente observá-lo. Sai sabia que esse rapaz não responderia, mas que o entendia em ocasiões e isso era algo a agradecer. Mas sua resposta foi uma grande surpresa para alguns.

- Como se chama...? – inquiriu pausadamente referindo-se a Naruto.

- Uzumaki Naruto – respondeu com um grande sorriso. Pelo que parecia esse rapaz havia se agradado de sua companhia, talvez pudessem ser amigos.

- Quer ser meu amigo? – perguntou iludido, enquanto Sai se acercava para explicá-lo que possivelmente ele não lembraria dele quando se encontrassem novamente.

- Amigo... – sussurro o ruivo para assombro do maior. Esse rapaz sempre estava perdido em sua própria mente; Naruto tinha a grande habilidade de abrir os corações das pessoas, isso era algo que sabia por experiência própria.

- Sai... olha... já tenho outro amigo.... Gaara pode nos acompanhar quando Sasuke chegar? – perguntou dirigindo-se onde a voz de Gaara se escutou.

- Precisamos perguntar ao seu cuidador primeiro. – respondeu Sai, ao que Naruto fez um bico.

- Quero que ele também veja, como eu fiz… - propôs com olhar iludido e ao mesmo tempo triste. Um momento de silêncio se formou, enquanto o maior lutava consigo mesmo.

Era de conhecimento geral que Gaara não tinha ninguém que o cuidasse pelas tendências que tinha em certas ocasiões, poderia ser perigoso para Naruto ao não vê-lo se aproximar com sigilo, mas não podia deter a felicidade do pequeno. Suspirou resignado.

- Está bem… verei o que posso fazer… demo devo advertir... – nesses instantes Naruto estava sumanamente feliz. Por fim, começava a ter novos amigos, amigos que não zombavam de seus jogos e com quem poderia compartir vivências e experiências no edifício.

- Gaara-san também se encontra numa espécie de jogo… - respondeu o maior tentando do modo menos doloroso explicar a situação do ruivo de olhos verdes.

- Que jogo? – Naruto perguntou ainda mais curioso por saber que ele também jogava.

- Pois, veja… ele está dentro de uma espécie de bolha em sua mente… e não poderá sair dali até que essa bolha se rompa… pode ser que em ocasiões ele não preste atenção em você ou faça coisas estranhas, mas não sabe como as faz… me entende… - como explicar a um pequeno que nem sequer sabia do seu próprio problema, como dizer que neste edifício todas as crianças "jogavam" cada um com diferentes capacidade ou discapacidades segundo o próprio ponto de vista dos demais?

- Não muito, mas parece divertido. Quero jogar, posso? – perguntou entusiasmado.

- Claro, mas pode demorar, não importa? – como resposta recebeu uma negativa, ato seguido encaminhou-se até a sala, que supôs ser a de Gaara pelo tamanho que tinha.

Naruto tomou os ombros de Gaara e se aproximou dele com sumo cuidado, pode sentir o calor que despendia do pequeno rosto, pelo qual se coloco entre o ombro e pescoço do ruivo para sussurrar com carinho.

- Agora eu te ajudarei a romper sua bolha… somos amigos… e já gosto muito de você, só por me aceitar como eu sou… - acerco seu rosto a bochecha do de olhos esmeraldas e beijou com doçura o rosto impassível.

Com um grande sorriso se afastou e depois começou de novo a correr, quando escutou a voz distante de uma pessoa muito conhecida para ele.

- Já vou indo, nos vemos depois... Tio Iruka você já veio... – correu aonde a voz saudava as pessoas da recepção, anotando seu nome em um livro de visitas, como era costume.

- Naruto... – gritou o jovem de cabelos castanhos amarrados em um rabo-de-cavalo, e uma peculiar cicatriz na metade do nariz, causada em um enfrentamento há muito tempo atrás. Seu rosto demonstrava muito amor ao pequeno que corria em sua direção sem ser consciente das pessoas que empurrava ou os objetos que derrubava pelo lugar, os quais eram recolhidos por um moreno que o seguia com um sorriso ao vê-lo tão feliz.

Enquanto que o ruivo emitia um sorriso que ninguém mais percebeu e uma de suas mãos roçou ligeiramente na bochecha onde foi depositado um beijo cálido e cheio de aceitação.

- Tsk... que rapaz tão problemático... olhe por onde anda. – comentou um jovem desde o chão. Parecia cansado e levava o pijama posto, era um dos poucos inquilinos aos que não se deixava sair por sua condição. As poucas vezes em que se encontrava desperto começava a perambular pelos lugares buscando algo para se entreter.

- Você está bem, Shikamaru? – perguntou outro jovem ao lado do caído, sustentando um par de guloseimas entre as mãos, um pouco gordinho, com aspecto bastante infantil apesar de sua idade.

- Sim... sabe que não posso me irritar... então vou deixar passar dessa vez... acordei há pouco tempo e não penso em cair de novo... – murmurou enquanto o olhava.

- Gomen... é que Tio Iruka vei me visitar. Querem jogar comigo? – perguntou aos três rapazes, esperando que estes jogassem com ele e a pessoa que veio lhe visitar, mas umas pessoas maiores se aproximaram deles e os levaram, alegando que não estavam em condições para poderem jogar.

- Por que não deixam brincar comigo? É pela minha aparência? Por que pareço um demônio por minhas cicatrizes*? – perguntava triste enquanto se incorporava e colocava suas mãozinhas nas cicatrizes. Tinha tanta vontade de chorar que esqueceu por completo o fato de que Iruka lhe visitava.

- Não é isso... – respondeu Sai aproximando-se para tirá-lo dessa melancolia.

- Então... – tentava sacar uma resposta, mas aquelas palavras eram difíceis. Como explicar que o edifício aonde se encontrava era como um centro de recuperação para aqueles pequenos que necessitam de ter um lugar.

Todos os pequenos que se encontravam nesse edifício tinham diferentes atributos, como lhe diziam seu cuidadores, coisas que os faziam diferentes aos demais e que lhe impedia de ter uma vida normal, pelos perigos que isso implicava.

Shikamaru, por exemplo, tinha cerca de 15 anos, um ano maior que ele e desde os cinco anos havia sido diagnosticado com uma doença bastante rara, mas muito perigosa. O fato de dormir pela simples razão de sentir algum sentimento era algo horrível. Isso significava uma vida cheia de monotonia, quando começava a divertir-se no pleno ato do riso, suas pernas fraquejavam e terminava caindo abruptamente no chão. Seu cuidador Kiba havia pedido permissão para ter seu mascote Akamaru, um cão capaz de ajudá-lo a incorporar-se ou vigiá-lo quando o episódio começava, procurando-o a todo momento para ver se estava bem. Dentro do edifício se chegasse a desvanecer, o levava a um lugar seguro e chamava Kiba ladrando, quem chegava em seguida para levá-lo de novo ao seu quarto. O nome de sua doença, narcolepsia, não mata, mas destrói a vida da pessoa.

Chouji... o jovem das guloseimas, tinha um problema muito sério com uma parte de seu cérebro, o qual produzia hormônios suficientes para crescer e sobretudo afetava de sobremaneira seu fígado e rins, vendo-se na necessidade de consumir quantidades de comida industriais para poder seguir adiante sem ter que se intervir com os doutores ou ajuda de máquinas. Ainda não se sabe qual a causa que se adoentou dessa maneira ou como solucioná-lo, mas o edifício estava disposto a tê-lo como habitante até que se recupere ou até que lentamente faleça. Sua cuidadora é uma jovem loira de lindos olhos azuis, muito boa, mas com pouca paciência; seu nome Yamanaka Ino de 20 anos, igual a Sai, Sakura e Kiba.

E, sobretudo, o caso mais especial do edifício; Sabaku no Gaara, um pequeno que nasceu com autismo, um problema que evita entender claramente a linguagem tanto verbal quanta a não-verbal, ocasionando de maneira agravante não poder ter contato ou socializar com as pessoas. Além do mais que influi muito no desenvolvimento consciente do pequeno; não tem muita imaginação, além de que dificulta na fala. Este problema no têm cura, mas pode ter grandes avanços se tem ajuda e o cuidado adequado, coisa que desgraçadamente no edifício não tinha. Se bem que de vez em quando tinha visita de seus dois irmãos maiores, o pequeno permanecia na maioria do tempo, provocando um desenvolvimento muito pobre ou quase nulo em relação a suas interações com o mundo exterior. Tem a mesma idade que Naruto e ao parecer esta nova amizade lhe será de muita ajuda para sua recuperação ou avanço.

- Naruto.... – se escutou novamente a voz tranqüila de Iruka quem não podia crer que o pequeno seguisse sendo descuidado.

- Tio Iruka, tio Iruka, tenho muitos amigos... Sasuke, Gaara, são meus melhores amigos, né Sai? – o loiro sabia que o moreno sempre permanecia ao seu lado, por isso não se preocupava em saber se realmente o escutava ou não.

- Claro. – contestou com um sorriso que só o maior pode observar.

- Muito bom ouvir isso, Naruto. – contestou o castanho.

- Tio Iruka, vai me castigar? – pergunta inocente enquanto dá pequenos passos para trás, abaixando a cabeça como se sentisse realmente mal por algo que tinha feito.

- Por quê? O quê você fez agora? – perguntava aproximando-se ao loiro, quem ao sentir que chocava com Sai rapidamente se escondeu detrás dele buscando proteção, ação que não incomodo de maneira alguma ao moreno. Sempre acontecia.

- Etto... eu... eu... fiz... trapaça... dattebayo... – sussurrou, enquanto se aferrava com força na camisa de Sai, fechando os olhos com força, esperando que o castigassem.

- Trapaça? – repetiu sem entender.

- Hai... o jogo... eu... vi... vi o entardecer... – contestou totalmente nervoso. Nunca havia faltado com seu jogo e havia acatado com as ordens, esperando que a noite se fizesse da cor da tarde, mas nunca conseguiu fazer.

- Vi... viu... o entardecer? – Iruka não sabia se estava contente ou frustrado. Há alguns momentos o viu tropeçar mais de quatros vezes em seu recorrer pelo corredor, já que se negava a usar o bastão de suporte e ajuda que lhe entregavam de vez em quando e agora dizia que havia visto o entardecer. Foi nesse momento que lembrou que o "jogo" que iniciaram há tanto tempo atrás.

- Ha... Hai... – mencionou em um sussurro que encheu de felicidade ao maior ali presente. Tinha tanta vontade de chorar, embora fosse a primeira vez depois de tanto tempo.

- No parque, onde sempre me sento... demo... não o vi exatamente. – murmurou. Não sabia como explicar o que o que havia visto foi graças a uma pessoa muito perceptiva e seu melhor e primeiro amigo, aparte de Sai.

- Não entendo me explique. – o maior tomou a mão de Naruto e se encaminharam a um lugar afastado de gente curiosa para poderem falar tranqüilamente. Quando por fim se encontravam sentados o menor começou.

- Sasuke... me ajudou a ver. – comentou sorridente recordando como foi que o conheceu e sobretudo o que o fez sentir ao falar com ele.

- Sasuke não é daqui... como te ajudou? – sempre era o mesmo, quando chegava em seu dia livre para visitar ao que se podia denominar como sua única família, pedia todos os nomes das crianças que se encontravam junto com Naruto, mas nunca havia escutado falar de Sasuke.

- Pois, ele me contou tio Iruka... me contou tudo. Como posso explicar; quando suas palavras entraram em meus ouvidos, as imagens surgiram na minha mente dattebayo. – seu sorriso não sumia do rosto. Estava realmente feliz de conhecer Sasuke e de ver novamente graças a ele. Iruka se deu conta disso e estava tão contente que não podia deixar de olhar o rapaz. Agora as coisas se viam melhor.

- Mmm... – meditou um pouco. Se as coisas seguissem assim, precisaria pensar em uma nova forma de acomodar as "regras do jogo" para que Naruto pudesse conhecer o mundo. Era pouca a esperança, mas as palavras do doutor se faziam freqüentes e todo este tempo havia esperado para ver se podia ajudá-lo. O único que pode fazer foi deixá-lo nesse lugar. Sua falta de dinheiro constante e igualmente de ajudar para poder cuidar dele enquanto Iruka trabalhava, o obrigaram a deixar o pequeno nesse lugar contra o que ele mesmo desejava.

- Flash Back -

- Eu sei... isso é muito estranho. – dizia o doutor examinando os resultados impostos ao pequeno, horas antes.

- O que aconteceu, doutor? É tão grave assim? – estava temeroso. Não queria pensar no que aconteceria. Há apenas alguns meses atrás o pequeno estava em perfeitas condições.

- Flash Back, dentro do Flash Back -

Seus pais haviam sido sepultados fazia meses. O pequeno seguia perguntando por eles, ao que o castanho respondia que o haviam chamado quando este estava dormindo. Sempre teve que trabalhar meio-tempo para poder descansar um pouco, já que vivia sozinho e não eram muitos gastos, mas com o pequeno com ele, os gastos se incrementavam gradativamente, fazendo com que este tivesse que ter outro trabalho a tarde; o que deixava o pequeno sozinho a maior parte do tempo. As coisas eram perigosas em casa, pensou que a melhor solução a isso, já que nenhum de seus vizinho queria ajudá-lo, alegando que o pequeno era muito hiper-ativo.

Nesse dia em partícula, ao chegar e notar que o pequeno não estava nas escadas da casa como sempre, se pôs a buscá-lo no parque onde o havia deixado jogando com várias rapazes de sua idade. Ao encontrá-lo sentado próximo a caixa de areia sem se mover, se assustou, pensando no pior e ao aproximar-se se deu conta de que o pequeno estava aterrado; tinha os olhos opacos e sustentava a cabeça de forma alterada.

- Naruto o que aconteceu... – estas palavras causaram um grande impacto que quis fugir no ato, mas tropeçou. Ao ver isso, se aproximou com cuidado sussurrando.

- Tranqüilo sou eu, não me reconhece, sou o tio Iruka... – flexionou seus joelhos para ficar na altura d menor.

- Tio Iruka aonde você está? Te escuto, mas não posso te ver, tenho medo... tio Iruka... – chamou o pequeno estirando suas mãozinhas tentando em vão alcançar o maior, que o tomou em braços de forma protetora e sem duvidar foi rumo ao hospital.

- Fim do Flash Back dentro do Flash Black -

- Não é isso. É que as analises mostram que não tem nada de errado, tudo está em perfeita ordem. Ao que parece foi só um lapso... sugiro que enquanto o pequeno se recupere o leve aqui... – lhe entrega um papel onde vem a direção do centro onde, atualmente, Naruto vive.

- Arigato... – declarou, tomando o papel enquanto finas lágrimas caem de seus olhos molhando sua bochecha até derramar-se no rosto tranqüilo de um Naruto dormido.

Desde esse dia Iruka deixou o pequeno loiro em cargo de um jovem chamado Sai, que era novo, mais ainda assim lhe dava muita confiança. Só esperava o dia no qual pudesse levar Naruto novamente para casa.

- Fim do Flash Black -

- Como vejo que você fez trapaça, creio que será melhor mudar as regras do jogo para que não volte a fazer... ficou claro? – mas o pequeno loiro assentiu em afirmação.

- Muito bem... só que agora terá que pedir a ajuda de seu novo amigo... através dele... terá que ver todo no que neste mundo te rodeia... cada coisa, cada lugar, cada pessoa, e o jogo termina quando conseguir ver tudo sem que ele te conte... aceita? – perguntou olhando a cara entusiasmada do pequeno.

- Perfeito... que conhecê-lo? Ele prometeu que viria esta tarde... – o que o pequeno não havia se dado conta é que o sol já começava a se ocultar, haviam passado toda a tarde conversando pelo que não se lembrou quando seu ritual começava. Sai negou em resposta ao olhar do maior, era melhor não romper a ilusão de seu pequeno amigo.

- Certo, mas terei que ir embora daqui a pouco. – dizia tratando de animá-lo.

- Já é tão tarde para que tenhas que ir, tio Iruka? – perguntou sentindo que algo em seu interior fazia voltar à dor da solidão e isso não lhe agradava. Se Iruka ia embora significava que já era de noite e que logo teria que ir dormir.

- Não, mas me pediram que eu ajudasse... o que você se merendamos algo? – lhe mentiu. O pequeno mudou seu rosto de tristeza para pressentia-lo com um enorme sorriso.

- Hai... quero ramen com soda. – depois de comer já eram cerca das 9 da noite, pelo que Iruka precisava ir para sua casa para descansar. Na manhã seguinte precisava levantar-se cedo para ir a seus dois empregos e o pequeno teria que dormir. Como dariam a noticia que seu amigo, provavelmente, não voltaria?

- Naruto-kun, a merenda me caiu um pouco pesada... vamos dormir um pouquinho e esperamos até o entardecer e a Sasuke-kkun... – pergunto Sai, para alívio de Iruka que não sabia como dar aquela noticia. O pequeno assentiu e felizes se despediram de Iruka quem prometeu regressar "essa mesma tarde" para conhecer a seu amigo e ver o entardecer que o pequeno tanto desfrutou.

Naruto tinha um sonho estranho, sempre que dormia se assegurava de ter fechado os olhos, se tratasse de uma cochilada ao meio-dia e quando se tratava de dormir toda a noite dizia que só havia descansado 1 hora. Nesses momentos Sai agradecia de sobremaneira a maneira de ser do pequeno.

Na manhã seguinte seguiram as coisas normais. O loiro não lembrava muito bem o que havia ocorrido de "manhã" e agora que Iruka tinha regressado para conhecer a Sasuke, nada podia ser melhor. Garra estava do seu lado esperando que Sasuke aparecesse.

Quando por fim apareceu, Sai se adiantou para notificá-lo do que acontecera, para que o moreno não dissesse nada, ao que ele aceitou sem mais complicações.

- Hola, Naruto. – saudava o Uchiha menor.

- Hola Sasuke... sabe, tive um dia bastante estranho... – dizia o pequeno coçando a nuca.

- O que aconteceu? – perguntou interessado. Iruka para na decepcionar ao seu pequeno, havia tomado o dia livre, o que contaria horas extras em seu horário já alterado.

- Pois tivemos várias sessões de aperitivos e merenda, e muitas sestas, fazia muito tempo que eu não comia tanto... – comentava enquanto se colocava um dedo no queixo como pensando.

Itachi havia ficado calado, pasmado pela beleza do pequeno, rapidamente se deu conta da situação em que se encontrava e sorriu para si, sorriso que ninguém exceto ele mesmo notou. Podia usar seu irmão para tomar a sua presa, pensou.

- Sasuke... olha... este é Gaara meu amigo... ele quer ver o entardecer comigo... pode começar onegai... – suplicou o rapaz e desta maneira o Uchiha começou com o relato que deixou boquiaberto a mais de um, em especial a seu irmão maior quem não conhecia esse lado tão poético de seu irmão menor.

Gaara permanecia imóvel, olhando o rosto de seu amigo para poder compreender o porquê tinha os olhos fechados e um sorriso nos lábios. Se bem se encontrava em um lugar cheio de gente, em sua mente só existia ele e o loiro.

Enquanto Naruto e Iruka fechavam os olhos deixando-se levar pelas palavras do moreno e se sentirem em completa paz, novamente se despediam e prometeram verse nesta mesma hora, no dia seguinte, no mesmo lugar.

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Continua...

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N/T:* ó.ò... Ah, ele não é uma graça? Pra mim parece mais um lindo kitsune com essas marquinhas no rosto XD

Bem, como eu disse no meu perfil, peço desculpas pela demora gigantesca. E novamente, esclarecendo, essa tradução veio mais como um divertimento para mim, além de um treininho no espanhol.

Não garanto nada, mas espero que possamos no ver de novo em breve.

Reviews:

Dre-chan: Que bom que você está acompanhando! Desculpe pela demora e eu também adoro drama, apesar de também chorar que nem um bebê XD Obrigada, bjs!!!

As demais reviews estão em seus respectivos e-mails.

Se esqueci de alguém, me avisem.