Nota do autor: Eu esqueci do aviso no capítulo um, então aqui vai:
Eu não possuo Harry Potter, se eu possuísse eu teria matado o Ronald, não o Fred (onde ela estava com a cabeça quando o matou?).
Obrigada, boa leitura.
Eu sou uma palerma, eu só fiquei lá olhando abobada pra ele, quase revirando os olhos. A Parkinson que estava ao lado dele olhou com desagrado pra mim, pelo menos é isso que eu penso que ela fez por que eu não estava concentrada nela, então ela disse:
-Ei, sangue ruim o que você está fazendo aqui?- Eu saí do transe e olhei pra ela com desprezo, afinal ela estava muito perto do 'meu' Draco, eu estava quase rosnando quando a voz mais linda do mundo disse meu nome, pelo menos quase o meu nome.
-Granger?- Eu olho pra ele e abro um sorriso. -Você quer alguma coisa sangue ruim?-Eu posso sentir as lágrimas se formando, a sua voz tem tanto desprezo que eu fico desesperada, eu olho aos lados.
-Eu... eu...- Eu gaguejo e uma lágrima vaza pelo meu rosto, e tenho que sair antes que soluce. -Eu só vim agradecer, por... por ter... me levado a enfermaria.- Minha voz sai rouca e então a sanidade volta e eu saio correndo do salão. A dor no meu peito aumenta, mais e mais, um eco no meu cérebro fica repetindo 'sangue ruim, sangue ruim, sangue ruim, sangue ruim...' ele já me chamou de sangue ruim tantas vezes mas nunca doeu tanto, eu encosto na parede e as lágrimas saem sem controle. O que eu vou fazer? O meu companheiro me odeia e acho que não há nada que eu possa fazer, eu vou desistir, quer dizer pelo menos eu vou terminar os estudos e depois morrer. A aluna mais brilhante da minha geração morrer de coração partido é irônico, que dizer eu queria estudar e depois fazer a diferença no mundo, trazer alguma luz a minha existência, agora minha vida se resume apenas em pensar em um par de olhos cinza, que me perseguem a cada fechar de olhos.
Eu estou em uma crise existencial e primeira coisa que vem minha cabeça, quer dizer a segunda, são as aulas, eu vou chegar atrasada. Certo eu estou a cada hora mais perto da morte e eu penso em estudar, eu sei sou patética, não? Dumbledore! É claro! Ele pode fazer algo, como eu não pensei nisso antes. Eu corro como se minha vida dependesse disso, mas a minha vida depende disso.
Eu chego a gárgula digo a senha e subo as escadas, eu ainda não entendo isso, somos bruxos então por que escadas, só cansaço, francamente eu não sou muito de exercícios. Eu bato a porta.
-Entre.- Eu entro na sala, ele indica a cadeira. - Sente-se Srta. Granger, a que devo sua vinda?
-Professor eu... eu achei meu companheiro. - Ele sorri, um sorriso amplo de felicidade. Vê-lo sorrir assim, me dar uma dor e as ingratas já encheram meus olhos, e elas caiem em meu rosto e vendo as lágrimas o sorriso de Dumbledore morre.
-O que foi? Eu pensei que estaria feliz Srta. Granger, seu companheiro, sua alma gêmea. - Eu levanto a cabeça e olho nós olhos e um soluço me escapa.
-Eu também pensei que estaria feliz Senhor, mas... mas meu companheiro, minha alma gêmea, não é alguém que ficaria feliz e saber sobre mim ele...
-Quem é Srta. Granger?
-Malfoy, Draco Malfoy.
-Perfeito.- Ele disse. Eu arregalei os olhos.
-Perfeito, senhor?
-É claro, os dois são inteligentes, teimosos e têm grandes habilidades mágicas.
-Eu não sou teimosa.
-Você não vê Srta. Granger? Um completa o outro, sua gentileza equilibra a arrogância dele, sua empatia equilibra a crueldade, sua passionalidade equilibra a astucia. Quando vocês se juntarem e a sua alma entrar em contato com a dele, vocês serão perfeitos, o amor virar naturalmente.
-Mas senhor...
-Srta. Granger, você não percebe a sorte que tem? Você e ele estão destinados a viver o mais lindo tipo de amor que existe, um amor abnegado, um amor que ultrapassa a si mesmo em favor do outro...
-Professor, pro senhor é fácil, não tem que dizer a ele, ele no mínimo, vai Avada em mim antes de dar a chance que explicar, eu não posso...
-Você tem que dizer a ele e acho que você pode se surpreender, as vezes o Sr. Malfoy pode razoável.- Eu fiquei perplexa.
-Senhor eu vou pensar sobre isso e decidi o que fazer, acho que eu vou agora então com licença.
-Tenha um bom dia Srta. Granger.
-Obrigada Professor, pro senhor também.- Eu estava abobada eu pensei que Dumbledore fosse me ajudar, não tirar a minha esperança.
Malfoy razoável? Em qual planeta?
