Carlisle e Esme resolveram não contar a ninguém sobre a noite passada. Para eles já era passado e nunca mais veriam o homem.
Para Charles era diferente. Ele não conseguiu dormir a noite toda, só conseguia pensar em Esme, ele queria tê-la, assim como Carlisle a tinha, as cenas deles dois nus em sua cama, amando-se, não saia de sua cabeça e ele queria que fosse ele no lugar de Carlisle.
No outro dia ele foi novamente até a casa dos Cullen, dessa vez tomando o maximo de cuidado, pois reparou haviam outras pessoas na casa. Enquanto ele observava o movimento da casa, começou a descobrir coisas que ninguém devia saber, o segredo dos Cullen.
Charles viu a força de Emmett, a velocidade de Edward, viu Alice falar de suas visões.. Enfim, tudo o que sempre escoderam na frente dos humanos. Ele mal podia crer no que via.
- Rosalie, vamos caçar. - Emmett falou.
- Vão ficar por perto? - Carlisle perguntou.
- Eu queria ir até as montanhas e conseguir um urso, é tudo que um vampiro vegetariano do meu tamanho precisa para aguentar a aula amanhã. - Emmett sorriu com suas covinhas.
- Então vão de carro. Não sei se vai fazer sol hoje. - Alice comentou.
"Vampiro vegetariano". Isso com certeza chamou a atenção de Charles. Mas como..? Vampiros existiam? Seria isso verdade? Mesmo que fosse algo surreal, ele não podia negar o que tinha visto.
Quando Emmett e Rosalie sairam, Emmett sentiu o cheiro do intruso. Ele apenas se virou procurando e pode ver Charles escondido.
- Merda. - Emmett sussurrou. - Edward, Jasper! - Ele chamou e pulou ao lado de Charles segurando seus braços para trás, antes que ele pudesse fugir. - Quem é você?
- Emmett, espere! - Edward veio andando para perto deles.
- Um humano? - Jasper estava confuso e ao mesmo tempo tentando se controlar.
Carlisle viu a confusão do lado de fora e saiu, acompanhado de Esme, querendo saber o que estava acontecendo. Quando Esme viu que era o mesmo homem da danceteria soltou um grito, escondendo-se atras de Carlisle.
- O que você faz aqui? - Carlisle perguntou rispido ao homem, mas Charles não conseguia falar, estava impressionado demais.
- Ele já sabe sobre nós. - Edward falou apertando o nariz entre os dedos enquanto lia a mente dele.
- Merda! - Emmett praguejou.
- Como você chegou aqui? - Jasper perguntou, agora seu dom influenciando-o.
- Eu.. Eu.. - Charles tentou responder, mas nada saia.
- Ele está muito impressionado com tudo o que viu. Ontem a noite ele paquerou Esme no bar e ficou um pouco obcecado, diriamos, por ela, seguiu os dois até aqui e hoje voltou novamente, tentando arranjar um jeito de chegar perto dela quando Esme estivesse sozinha. - Edward explicou.
- Como você faz isso? Como sabe o que eu estou pensando? - Charles estava cada vez com mais panico de tudo aquilo, mas ele ainda sentia o medo de Esme e aquilo ainda o divertia.
- Bastardo. - Carlisle praguejou pegando a mão de Esme em sua cintura e apertando-a um pouco.
- O que vamos fazer com ele? Ele sabe nosso segredo. - Jasper falou.
- Temos duas opções: mata-lo ou transforma-lo. - Emmett sugeriu.
- Não podemos matar um humano. - Carlisle disse passando a mão pelo rosto.
- Não, Carlisle, por favor, eu não posso conviver com ele na mesma casa que nós. Eu.. Não.
- Calma, eu tive uma idéia. - Carlisle começou. Edward assentiu para Carlisle e foi até Charles, apertando um ponto entre seu pescoço e sua clavicula. Charles desmaiou.
- O que faremos agora? - Jasper perguntou.
- Meu plano é, droga-lo e deixa-lo o mais longe possivel. A droga vai apagar a memoria dele por dois ou três dias, quando o acharem vão descobrir os vestigios da droga em seu sangue, ou seja, ninguém acreditará em nada que ele disser sobre nós. Só espero que os Volturi nunca saibam disso.. - Carlisle disse. - Emmett, traga-o para meu escritório, Edward prepare as coisas que eu vou usar. Esme.. - Ele se virou para ela pegando seu rosto entre as mãos e fazendo-a desviar os olhos de Charles esmorecido nos braços de Emmett. - Vá para dentro, fique com as garotas, eu não vou demorar, depois eu vou conversar com você, ok?
- Ok. - Esme ainda estava impressionada com o rumo que as coisas haviam levado desde a noite passada. Ela queria ser forte, não se abater por causa do homem incrivelmente parecido com Charles, mas era quase impossivel. Ainda, além de tudo, ainda achava que Carlisle estava um pouco estranho, desde a "briga" que tiveram na noite passada.
Rosalie e Alice entraram com Esme e a levaram para a cozinha, a fim de distrai-la. Começaram a falar sobre banalidades, mas Esme prestava atenção apenas parcialmente, sua audição estava apurada, tentando escutar o que acontecia no escritório.
Emmett e Edward se encarregaram de levar o homem para longe e larga-lo em algum lugar. Carlisle queria ir, mas ele sabia que tinha que cuidar de sua esposa naquele momento.
- Esme.. Vamos conversar? - Carlisle apareceu na cozinha, estendendo a mão para ela. Esme se levantou e pegou sua mão, subindo com ele para o quarto que dividiam.
Se fosse outros tempos, Esme pensaria: "nem precisa dizer nada, nós conversamos com o olhar", mas agora já não era o mesmo. Ela não sabia o que ele pensava e isso a deixava aflita. Desde o que ele havia dito na noite passada, ela havia ficado insegura. Esme se sentiu desapontada, pois ela sempre acreditou que conhecia Carlisle e, do nada, ele foi grosso. Mas mesmo assim ela fazia de tudo para ele não reparar o quão encomodada ela estava.
- Querida, agora ele está longe, ok? Não tem mais nada para você temer. Eu posso ver a angustia, a agonia em seus olhos, por favor, eu não aguento te ver assim. - Carlisle se ajoelhou em frente a Esme que estava sentada na cama. - Me desculpa por ontem.. Novamente. Eu não sei o que eu tinha na cabeça..
- Não, Carlisle..
- Me deixe falar. Eu te conheço muito bem, sra. Cullen, eu sei que há algo errado. - Ela sorriu um pouco com o "sra. Cullen". - Eu amo você, Esme. Posso ser idiota, imperfeito e não te merecer, mas eu amo você. Ontem eu estava.. Não sei, nervoso por causa daquele cara.. Você não sabe como é ruim te ver assim e não poder fazer nada. Queria poder sentir toda.. A dor, o medo.. tudo, no seu lugar. - Esme o abraçou. Com certeza era seu marido novamente. Ela se sentia amada por ele, como sempre, e isso a tranquilizava.
- Fica comigo hoje?
- Claro. - Ele sorriu e a beijou. - Vamos descer, Emmett e Edward já chegaram. - Carlisle pegou a mão de Esme e os dois deceram para a sala.
Carlisle chamou os garotos em um canto e eles lhe contaram como foi com Charles. Esme não quis saber, estava cansada demais de toda aquela historia.
Todos se reuniram na sala. Rosalie no colo de Emmett em uma poltrona, Edward e Jasper jogavam xadrez, Alice apoiada na cadeira de Jasper, Esme sentada no sofá, com Carlisle ao seu lado, o braço apoiado em sua perna, enquanto ela arranhava suavemente sua nuca.
- Jasper, Edward está pensando em usar a rainha e o bispo para derrubar seus dois cavalos e deixar o espaço livre para o Xeque. - Alice começou.
- Mas se eu usar minha rainha eu vou ficar desprotegido também, Alice. Foi apenas uma idéia. - Edward esclareceu.
- Fiquem quietos, eu não consigo me concentrar. - Jasper reclamou.
- Jasper é o unico que consegue jogar com esses dois do lado. Eu já teria amarrado Alice e dado um soco em Edward. - Emmett brincou.
- Vocês são péssimos jogadores. Se fosse eu já teria ganhado. - Carlisle brincou e Esme sorriu.
- Acha que ganha de mim, Carlisle? - Alice desafiou.
- Claro.
- Então vamos jogar. - Ela chamou.
- Agora não, Alice, estou bem aqui com minha esposa. - Carlisle esquivou-se.
- Sei, ele está com medo de perder da baixinha. - Emmett provocou.
- Claro que não, outro dia jogaremos e eu vencerei todos vocês. - Carlisle brincou.
Jasper acabou derrubando o próprio rei e desistindo de jogar com os dois enchendo sua cabeça. Alice sentou para jogar com Edward e, como sempre, o jogo começou a ser mentalmente.
O resto do dia passou rapido e a noite começou a cair.
- Eu ainda estou com sede, não saimos para caçar hoje. - Emmett reclamou.
- Quer ir ainda, querido? - Rosalie perguntou. - Se hoje nós formos para as montanhas, chegamos amanhã antes da aula.
- Vamos. Vocês vão também?
- Vamos, Jazz? Edward? - Alice se animou.
- Pode ser. - Edward aceitou, Jasper apenas assentiu. - Vocês vão? - Ele perguntou para Carlisle e Esme. Os dois se olharam por um segundo.
- Vamos ficar. - Carlisle respondeu.
- Ok, vamos. - Todos começaram a se movimentar, preparando-se para sair.
- Enfim sós. - Carlisle brincou e Esme o puxou pela camisa beijando-o.
Esme deitou no sofá e Carlisle se inclinou contra ela beijando-a e desfazendo os botões da blusa dela. Ela o ajudou a tirar a blusa e começou a trabalhar na camisa dele, jogando-a no chão da sala.
- E se eles voltarem? - Esme sussurrou entre beijos.
- Vem, vamos subir. - Ele parou de beija-la e a puxou pela mão, Esme pegando as peças de roupa do chão.
Esme largou as sapatilhas perto da porta e foi andando para a cama com Carlisle logo átras. Ele abriu o cinto e desabotoou a calça, subindo na cama e puxando Esme para ele.
Roupas para todo lado, os dois apenas se amavam, movendo-se juntos, no ritmo lento e prazeroso já tão conhecido. Um sabia o que o outro gostava e usavam isso.
As unhas de Esme cravavam na carne das costas de seu marido e ele gemia baixinho, não de dor, mas de prazer, sentindo-se cada vez mais proximo dela. Os beijos não cessavam, a respiração faltava as vezes, outras vezes apenas era ofegante.
Carlisle rasgou o lençol da cama sem querer, ao puxa-lo um pouco mais forte.
- Eu gostava desse lençol. - Esme brincou e riu.
- Te compro outro depois, dinheiro bem gasto. - Carlisle fez uma trilha de beijos pela clavicula dela, girando-os na cama de modo que ela estava sobre ele.
- Amo você, Carlisle. - Ela sussurrou em seu ouvido.
Eles chegaram ao apice. Deitaram-se um de frente para o outro, os braços dele ao redor de Esme e ele puxou o lençol para cobri-la. Ela se virou e ele a abraçou pelas costas, pegando sua mão esquerda e brincando com sua aliança.
- Lembra-se de nosso casamento? - Carlisle perguntou.
- Não é algo que eu me esqueceria. - Ela riu. - De que exatamente você está falando?
- Do dia. Nós estavamos tão nervosos e, de minha parte, eu tinha medo doque aconteceria depois. - Esme virou-se um pouco para olhar para ele.
- Como assim?
- Eu imaginei se iria durar "para sempre" igual todos os outros casamentos entre parceiros que eu já tinha visto. Eu tinha uma certeza enorme que te amava, mas tinha medo de que um dia você se cansasse de mim.
- Mesmo?
- Mesmo.
- E agora você não tem mais esse medo?
- Depois de quase noventa anos, acho que já superei. - Ele riu e beijou o ombro dela.
- Nunca se sabe.. - Ela brincou e riu. - Não tem mais jeito, "até que a morte nos separe".
ér, eu tinha que fazer o Carlisle virar Carlisle novamente porque eu fiquei cismada que ele estava muito grosso .-. Dai o finzinho com lemon foi só pra fazer todo mundo feliz eeee \O agora a porra vai ficar séria de verdade. That's all.
