Em um ato inesperado, Stana envolveu as mãos de Nathan nas suas. Puxando-as para o seu rosto. Ela não sabia o porquê, mas o contato da pele dele na dela deixava-a inebriada. Ele envolveu a pele macia, contornando os traços delicados com as pontas dos dedos.

Uma parte imensa dele queria beijá-la naquele momento, sentir a sensação dos lábios dela nos seus, as mãos dela passando pelos seus cabelos. Ele sabia que era arriscado, mas preferia se arrepender por ter tentado do que ficar imaginando o que teria acontecido caso ele tivesse agido.

Nathan deu um passo à frente, colando seu corpo ao dela, suas mãos ainda envolviam as maçãs do rosto dela.

Stana sorriu. Aquele sorriso doce e tímido tão envolvente quanto os raios de sol no primeiro dia do verão. Aquele sorriso que deixava os dias dele mais leves e cheios de alegria. Esse sorriso único foi o estopim para ele.

– Stana, se eu fizer uma coisa, promete que não vai ficar brava comigo, ou se afastar de mim, ou deixar nossa amizade de lado?

– Cara, o que você quer fazer? – ela pergunta, desconfiada.

– Só me promete isso? – ele pede, quase sussurrando.

– Tudo bem. – ela diz.

– Feche os olhos...

– Por quê?

– Só feche os olhos, por favor? – ele fala agora com os lábios roçando suavemente no rosto dela.

– O.K.

Stana fecha os olhos e Nathan respirou fundo tomando coragem para dar o grande passo. Ele se aproxima devagar e fecha os olhos até que chegar à boca dela, dando-lhe um pequeno beijo, sentindo os suaves lábios dela tocando os seus. Stana, abre os olhos assustada de início, mas depois que percebe - ou acha que percebe - o que está ocorrendo, se entrega ao beijo, indo contra sua própria razão. Ele a beija profunda e apaixonadamente, como queria ter feito há muito tempo. Após alguns segundos Stana se dá conta do que está fazendo, se pergunta que porra está fazendo com seu melhor amigo e recua assustada. Nathan imediatamente abre os olhos também assustado com a reação dela.

– O que aconteceu? – Ele pergunta, temendo o pior e ao mesmo tempo muito confuso. Ela havia retribuído o beijo, então por que se afastou?

Ela não responde, está em estado de choque.

– O que aconteceu, Stana? – Ele tenta novamente.

Ela não diz nada, só começa a andar para trás. Depois se vira e começa a correr sem olhar para trás. Deixando Nathan sem saber o que fazer.

Ela correu até não ter mais forças para segurar o choro que estava preso em sua garganta. Acenou para um táxi que estava passando e foi para o seu apartamento, seu porto seguro. Um lugar onde ela poderia colocar os pensamentos e os sentimentos em ordem.

Nunca em toda a sua vida ela se sentiu tão confusa. Estava se achando uma idiota por estar assim. Pelo amor de Deus, ela não é mais uma adolescente para ficar tão atônita.

Ficou repassando milhares de vezes o que aconteceu na sua cabeça. Quase podia sentir os lábios dele nos seus novamente. Não podia negar que adorou o jeito que ele a beijou. Mas Nathan é seu melhor amigo, caramba! Não que ela nunca tivesse sentido atração por ele, mas nunca havia percebido nenhum sinal por parte dele de que a amizade deles estava se transformando em algo a mais.

Ele é seu Nathan.

Ela sempre adorou o fato de ele saber tudo sobre filmes antigos, passar horas falando pra ela sobre o seu sonho de viajar pela Europa em cima de uma Harley Davidson. Ela ama os seus sorrisos, as suas brincadeiras e o fato de ás vezes ele parecer uma criança de 9 anos. O admira por ele se preocupar mais com os outros do que consigo mesmo.

Stana estava deitada no chão da sala, os pés em cima do sofá. Ela ainda não havia conseguido parar de chorar. Não sabia o que estava sentindo, mas tinha certeza de uma coisa: queria desesperadamente que ele estivesse ali com ela. A envolvendo em um abraço apertado, falando que tudo vai dar certo, a beijando...

Notas finais do capítulo

Não cumpri a promessa de um capítulo maior, mas o próximo vai ser enorme para compensar, ok?
Beijos!
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