Quando Hermione nascera, em uma manhã absurdamente ensolarada, a sra. Granger se colocara a chorar emocionada no instante em que o pequeno embrulho amarelo se aninhara em seu braços.

Com alguns tufos de cabelo castanho mal lhe cobrindo o topo da cabeça e as mãozinhas fortemente agarradas à manta ao seu redor, aquele pedaço de felicidade que segurava junto ao peito parecia lhe preencher por completo.

Até que, um par de olhos tão profundamente castanhos quanto os seus a encarou, indicando a curiosidade – que viria a se tornar uma característica – já manifestada por eles pelo mundo ao seu entorno.

E Hermione sorriu.

Um singelo encurvar de lábios e, ainda assim, o que bastou para aquecê-la por dentro e lhe alargar o próprio sorriso já existente no rosto.

Assim, aquele fora o primeiro sorriso de Hermione Granger: aconchegante e ensolarado. Quase como se procurasse mimetizar os raios luminosos que adentravam através da cortina entreaberta na busca de um complemento à beleza daquele gesto.

Afinal, o sorriso de Hermione fora feito para transmitir calor e vivacidade àqueles ao seu redor, tal qual o astro-rei que, timidamente, juntava-se a ela.