:'(
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Pov Layla Dakota Di Ângelo
Entrei no carro junto com o Erick. Ele ainda tinha a expressão de sério, mas no fundo acho que ele sorria. Eu provavelmente sorria, sinceramente, não queria ver a minha cara. Coloquei o cinto. O pai do Erick foi abrir a porta do motorista, mas meu pai disse:
-Nada disso Chris. Eu vou dirigir. – O pai do Erick riu.
-Você? Nico? Ta dirigindo. –Ele disse sacartico.
- Eu estou falando serio.
-Entra logo Nico.
-Rum. –Meu pai entrou emburrado.
-Pelo mesno sei a quem você puxou. – Erick disse no meu ouvido. Afastei-me dele e dei um soco no ombro dele. Ele riu.
-Hey, - Meu pai disse olhando pra nós serio. Gelei. O sorriso foi se embora. – Que agarramento é esse com a MINHA filha? – Meu pai falou e o Erick riu junto com pai dele. Senti meu rosto queimar.
-Eles formam um belo casal. – O pai do Erick disse rindo. Meu pai deu um olhar pra ele que chega me deu medo. Comecei a mexer no meu cabelo com vergonha.
-Nós só somos amigos. – Disse nervosa. Erick já estava vermelho de rir. Esqueci os dois homens que me olhavam e dei outro murro no ombro dele.
-Ao. Doeu Lay. – Ele disse parando de rir. Mas quando olho pra mim começou a rir de novo.
-Essa é minha filha! – Meu pai disse e provavelmente fiquei mais vermelha.
-De quem ela puxou? – O pai do Erick falou sério. – Será da mãe? – Meu pai deu um olhar pior do que antes para ele. Fiquei com medo. – Ou talvez do avô. Hey Nico, só estou brincando.
-Rum. Vamos logo ou você quer enfrentar Clarisse? Sinceramente, não quero levar uma surra.
-Nem eu. – O pai do Erick disse rindo, mas senti que ele falou serio. Ele ligou o carro e deu partida.
-Chris, me responde uma coisa? Como você teve coragem de casar com a Clarisse?
-Olha como falar da minha mulher Nico. – O pai do Erick falou serio.
-Você e o Percy são loucos. Sua mulher é uma das piores filhas de Ares e a sogra do Percy é a deusa da TPM. – Deusa? Acho que to com febre. Um raio estralou no céu. A sensação de medo me dominou. Senti meu coração acelerar. Eu morro de medo de raios, trovões e tudo mais. Erick pegou minha mão. Ele sabe dos meus medos. Tentei me acalmar.
-Nico, você quer ser é fumegado por um raio. E você também não entende de nada. Mas calma, você é muito novo. Tem a eternidade pela frente. – Esse povo é louco!
-Aiaiai. – Meu pai olhou para trás e arregalou os olhos. – Hey, que intimidade é essa? – O pai do Erick parou no semáforo.
-Eu to falando. Isso vai dar namoro… - Olhei pra minha mão e soltei a mão do Erick correndo e olhei para a janela. Provavelmente estava mais vermelha do que um pimentão.
-Isso não daria certo. – Eu disse sem pensar. Eu ODEIO TER DDAH! . Eu tendo a despejar as coisas que penso, ou melhor, sem pensar.
-Sei… - O pai do Erick falou com aquela voz "até parece". Dei de ombros, vermelha do jeito que estou provavelmente.
-O sinal abriu. – Erick disse tentando mudar de assunto. O pai dele deu partida no carro e meu pai se virou pra frente. Uns dez minutos depois o pai do Erick disse:
-Vamos cantar? –Eu arregalei os olhos – Um titã incomoda muita gente, - ele começou a cantar.
-Dois titãs incomodam muito mais. – Meu pai completo. – Dois titãs incomodam muita gente…
-O que são titãs? – Erick interrompeu sem graça a cantoria. Meu pai olhou para ele.
-Ah, são umas coisas que quando estiverem maiores saberão o que é. – Ele disse e eu bufei.
-Dois titãs incomodam muita gente, - voltaram a cantar.- Três titãs incomodam muito mais. – Fiquei olhando para a janela até dormir.
Acordei, o sol batia no meu rosto. Olhei para a janela e nevava, mas havia também o sol ali. Passava por vários prédios. Não resistir a perguntar:
-Onde estamos?
-Nova York. - O pai do Erick me respondeu. Meu pai e o Erick dormiam. Comecei a mexer no meu cabelo. Enrolar no dedo, fazer tranças, desfazer, remexer na minha franja. Enrolar meu dedo no cordão do vestido, suspirar, mas hey, não me julgue. Eu tenho DDAH e sou hiperativa. Isso é muito chato.
-Muito chato. – O pai do Erick disse como se tivesse lendo minha mente. Ele também batucava o volante com os dedos.
-Você ler mentes? – Perguntei esperando ele rir.
-Por que está perguntando isso? – Ele riu agora.
-Nada. – Ele começou a mexer no cabelo e fazer atos de quem está nervoso.
Meu pai acordo. Ele começou a mexer no celular dele sem parar. Parecia que também tem DDAH e hiperatividade. Quando Erick acordou começou a batucar o banco. Já não agüentava mais ouvir aquele barulho e o transito ta tão lento, então dei um grito:
-PARA DE BATUCAR ESSE TREIN ERICK. –Todos olharam para mim como se eu fosse um alienígena. Odeio isso! Me virei para a janela.
-Essa daí vai se dá bem com Clarisse. – O pai do Erick disse rindo. Fiquei mais vermelha ainda.
-Mantenha sua mulher longe da minha filha. – Meu pai disse fingindo um falso tom de raiva. Os dois riram.
Falaram mais algumas coisas na viajem, mas não prestei muita atenção. Quando saímos do transito e entramos em uma estrada com menos carros comecei a estranhar o caminho. Passamos por uma floresta e avistei ao longe cinco luxuosas mansões. Sentadas em um banco de ferro, havia quatro mulheres. Estávamos um pouco longe. Fiquei olhando para frente enquanto o primeiro carro estacionava. O carro do pai do Luan. Uma mulher loira, muito jovem até devo dizer, foi recepcioná-los. O pai da Tayla desceu do carro e quando foi dar um beijo nela, ela o contornou e abriu a porta. A mulher deu espaço para que o pai da Tay pegasse ela. Ela ainda estava dormindo. Novidade. Reparei na mulher que havia dado à volta no carro e aberto à porta para o Luan. Ela tinha cabelos negros repicados e usava umas roupas pretas punks. Achei estranho. Ela pegou a mão de Luan e começaram a entrar na primeira casa ao norte. Mas o pai do Luan segurou o braço da mulher. Ela se virou para ele e achei que ia começar a bela de uma briga, mas a mãe da Tay chegou e falou alguma coisa com eles que meio relutantes assentiram e esperaram nosso carro parar.
Uma mulher de cabelos cacheados abriu a porta do lado do Erick. Ele desceu e ela se ajoelhou na frente dele. Tirei meu cinto e meu pai abriu o carro para mim. Uma mulher de cabelos negros abaixou na minha frente e me olhou como se estivesse me estudando. Ela sorriu e se levantou e olhou pro meu pai.
-Nico, ela é realmente muito parecida com você. Pelo menos fisicamente. Os cabelos, os olhos, tudo. – Olhei curiosa. Meu pai agachou na minha frente.
-Lay, essa é Mary. Mary, essa é minha filha Layla Dakota Di Ângelo. – Ele falou com orgulho e eu sorri. Ele sorriu ainda mais.
–Gente, vamos logo. Já passou da hora deles almoçarem. Thalia, Luke, parem de briga vai. Todos para a minha casa.
-Por que para a sua Annabeth?
-Vamos logo Clarisse.
Enquanto seguíamos para a terceira casa escutei meu pai conversa com a Mary.
-E se a mãe dela vier?
- Eu não quero que ela chegue perto da Minha filha. – Meu pai disse com a voz cheia de raiva.
-Nico, você sabe que ela vai querer.
-Mas vai ficar querendo.
-Desisto.
-Você parece que quer que eu fique longe da Lay. – Eles pararam de repente. Eu estava do lado do meu pai então também parei.
-Não é isso. E por favor, não fale isso nunca mais. Tchau. Acalme-se primeiro e depois me procure. – E ela começou a brilhar de forma que tive que fechar os olhos. Quando abri ela não estava mais lá. Meu pai pegou minha mão.
-Annabeth, - meu pai falou e ela se virou para nós. – Depois que eu mostrar a casa para a Layla eu vou para a sua casa. Okey?
-Tudo bem. – Ela assentiu.
-Eu e o Chris vamos mostrar a casa para o Erick e depois vamos para lá.
-Então cada um vai para a sua casa e depois nos encontramos na minha. – A mãe da Tay disse e os outros assentiram. Os pais do Erick o levaram para a segunda casa ao sul. Era uma casa com um jardim com poucas flores e uma cerca. A casa em si era vermelha e tinha portas de madeira escuras. Tinha algumas janelas de vidro em cima. Todas as mansões deviam ter uns dois ou três andares. Essa não era diferente pelo o que aparentava. O pai do Luan pegou a mão dele e se virou para voltar para a primeira casa em direção sul, mas a mãe do Luan segurou o braço do Luan.
-Onde pensa que vai com o meu – ela deu ênfase no "meu"- filho? – Esse parecia um exemplo de casal divorciado que não se dava bem.
-Vai começar. – Meu pai murmurou.
-Percy, leva a Tayla para dentro que eu vou tentar resolver isso. – O pai da Tay levou ela para a mansão do meio. Ela tinha um bonito jardim e uma cerca de madeira. Tinha também ao lado do jardim uns balanços, o que me fez pergunta se eles tem mais filhos. A casa era de um tom verde mar com as portas de vidro. Havia uma área do lado de fora com algumas colunas que vi em uns livros chatos lá do internato. Eram colunas gregas, eu acho. A Tayla gostava dessas coisas, mas nem dava muito ouvido quando ela começava a falar. Principalmente quando ela começava a falar de história. Ela parece que ama o passado.
-Thalia – o pai do Luan começou a dizer – O Luan vai ficar comigo.
-Quem te mentiu? Ele é meu filho. Vai ficar comigo. Você vai ver no julgamento. – Julgamento?
-Thalia, o Luke tem tanto direito de ficar com o Luan quanto você.
-Vai ficar do lado dele Annabeth?
-Vem, vamos para casa. – Meu pai de guiou para a segunda casa em sentido norte. Ela era preta e havia uma grande porta preta. Os degraus eram de madeiras – como o das outras casas- mas era madeira pura. Sem tinta. Já a das outras, pelo o que percebi, eram brancas. Meu pai abriu a porta que dava entrada para o hall da casa. Assim que entramos larguei a mão dele e tirei o casaco. Ele colocou os casacos no gancho e começou a caminhar pela casa. Eu comecei a observa a casa. Era escuro e quente dentro. As paredes eram de um vermelho sangue e o chão de madeira escura. Os moveis eram de mogno escuro e os sofás eram vermelhos também. Na lareira crepitava fogo… Verde? Achei estranho, mas continuei a observa a sala. Havia uma enorme escada preta com um tapete vermelho que ia para o segundo andar. Meu pai começou a subir e me chamou.
-Não vem ver seu quarto não? – Eu corri até ele e juntos subimos a escada. Virei e dava para um enorme corredor com quatro portas. As portas tinham algumas plaquinhas, mas não prestei atenção no que dava cada uma. Duas das portas de um lado eram marrons. Na outra parede uma era branca com desenhos de brinquedos, o que achei um pouco estranho pelo fato das paredes serem de um preto escuro. A outra porta me chamou atenção porque era rosa – o que achei mais estranho ainda – e a placa havia escrito meu nome e tinha uns desenhos de rosas na porta. A maçaneta era dourada e parecia de outro. No final do corredor havia uma grande janela de vidro que iluminava um pouco o corredor. O corredor era também cheio de pedestal e tinha um ar um pouco medieval. Meu pai parou em frente à porta cor de rosa e abriu.
-Esse é seu quarto. – Ele abriu a porta e eu senti meu queixo cair. Eu entrei e ele era simplesmente, LINDO! Serio, as paredes eram rosa bebê e davam para uma sacada. A cama parecia aquelas de princesa. Era preta e mais parecia de casal. A cocha que forrava ela era rosa escura. Estava cheia de travesseiros com fronhas rosas e de bonecas também. Havia dois criados-mudos pretos – um de cada lado da cama -, um com uma foto minha de quando eu era bebê no colo do meu pai. O chão era de madeira negra e tinha um carpete rosa. Encostada na parede havia uma pequena mesa branca com um computador em cima. Na parede da esquerda havia uma enorme porta branca. Curiosa, eu a abri e o que eu achava que dava para um cômodo, deu para um enorme closet. Acho que você não está entendendo o que eu estou falando. O quarto, o closet e tudo mais eram ENORMES, não grandes, e sim ENORMES. Fora que é o sonho de QUALQUER menina. O quarto tinha um monte de brinquedos. E quando eu digo um monte, eu digo tantos que você nem consegue contar. Havia na outra parede uma casa de brinquedos rosa. Fui até lá e era beeeeeeeeeeeem espaçosa mesmo. Era como se fosse uma mini casa. Havia a sala, a cozinha e o quarto. Você anda lá facilmente. Do lado da casinha, havia uma porta branca, onde quando abri dava para o meu banheiro. Era um banheiro quase normal. Era todo de azulejos brancos e como o resto do meu quarto era bem espaçoso. Havia um grande espelho de corpo todo, um boxe normal e uma banheira. A pia estava cheia de cremes e essas coisas. Continuei a observa meu quarto. Mesmo com tantas coisas, se podia andar facilmente. Era bem espaçosos mesmo. Olhei para o meu pai e ele sorria e me observava. Fui até ele.
-Gostou? – Balancei a cabeça várias vezes
– eu e a Tay temos essa mania- e ele riu.
– Que bom. – Ele se agachou no chão e eu dei um abraço nele. Fiquei vermelha quando o percebi o que fiz. Me soltei dele e ele sorria de orelha a orelha. Seus olhos negros estavam brilhando. Ele passou a mão pelo meu cabelo. Ficamos alguns segundo ali, um olhando para a cara do outro em silencio. Até que ele se levantou.
-Acho que tenho que terminar de te apresentar a casa. – Sorri e peguei a mão dele. Saímos do quarto e entramos no cômodo ao lado. O da porta branca com desenhos. Ele abriu a porta e dava para uma brinquedoteca. As paredes eram brancas e estava lotada de brinquedos. Assim como no meu quarto, havia uma casinha de boneca, mas essa era ainda maior. Havia um enorme painel, imaginei que fosse para se escrever ou pintar. Havia uma mesinha com oito lugares. Nela estava cheia de papel e lápis de cor. Havia alguns armários e prateleiras cheias de papeis, lápis e brinquedos. Tudo parecia mais era um parquinho. Foi aí que percebi que eles deveriam ser mais ricos do que eu pensava. Eles sempre mandaram brinquedos para o internato. Mas não achava que eles seriam tão ricos assim. Meu pai me mostrou ainda o quarto de visita que era enfrente a brinquedoteca, que não havia muitas coisas lá e o quarto dele, que era em frente o meu. O quarto era de dar medo. As paredes eram pretas assim como a madeira no chão. Havia uma enorme estante com uma televisão de plasma, DVD e vídeo game, assim como o meu quarto. A cama kingue Box no centro do quarto tinha uma cocha azul escura. O Tapete também era azul escuro. Havia também duas portas, uma que imaginei que dava para o banheiro e outra para o closet.
Ele me pegou no colo, me jogou na cama e começou a fazer cócegas em mim. Eu quase morri de rir.
Descemos novamente para o primeiro andar e meu pai me mostrou a sala de estar e o escritório. Me mostrou também a cozinha. Fomos para a copa. Havia uma mesa não muito grande e uns quadros. Um era de uma menina albina com pele branca e olhos escuros. Ela sorria ao lado de um menino de uns dez anos, que reconheci sendo o meu pai. Meu pai se aproximou de mim.
-Essa é Bianca di Ângelo. Minha irmã.
-Ela mora aqui?
-Não. Ela morreu anos atrás. Quando tinha apenas doze anos. Eu na época tinha dez apenas. – Olhei para baixo. Não sabia nem o que dizer.
-Meus pêsames. – Foi tudo o que consegui dizer.
-Vem. Vamos almoçar. Está com fome?
-Pode ser. – Disse sorrindo. Observei durante um tempo mais o quadro da minha tia falecida na parede negra. Uma coisa que reparei em toda a casa, é que ela quase toda tinha um clima sombrio. Misterioso. Virei-me para a mesa e meu pai estava sentado nela. Sentei-me nela e umas meninas verdes – o que achei muuuito estranho – trouxeram pratos com comidas e um copo. Quer ver outra coisa estranha? Meu copo encheu sozinho. Fui experimentar a bebida e era coca. Observei meu copo. Aquilo era muito estranho. E claro que tinha que ficar ainda mais estranho. Meu pai pegou um pedaço bem grande de frango e jogou no fogo que queimava atrás dele. Fiquei sem saber o que fazer.
-Vem cá. Vou te ensinar a oferta aos deuses. – Fui até ele com o prato na mão. Ele me ajudou a jogar um pouco de comida no fogo e pediu para que eu falasse o nome de Hades e o dele. Nico. Ele jogou mais um pouco da comida dele no fogo e disse meu nome. Um cheiro maravilhoso de mistura de chocolate quente, bolo e canela, encheram o ar. Meu pai sorriu. Depois disso tudo ficou normal. Dentro do possível. Porque quando fui tomar minha coca de novo, deu vontade de tomar chocolate quente, e adivinha, a bebida ficou com gosto chocolate quente com sorvete. Estranho não? Pois é. Minha vida é estranha.
-Annabeth vai me matar. – Meu pai murmurou.
-Por quê?
-Eu disse que assim que te mostrasse a casa iria para lá.
-A mãe da Tay?
-Sim.
-Ela é muito estressada?
-Um pouco. Nada de mais. Ela sempre foi assim.
-Hum. Você vive aqui sozinho?
-Não. – Ele olhou pra mim e sorriu. – Vivo com você agora. – Sorri.
-Aquela moça,
-A Mary?
-É. Ela não mora aqui não?
-Não. Ela mora lá no palácio dela. – Uma pessoa normal acharia isso estranho, mas olhe como minha vida é estranha.
-Ah sim. Palácio.
-Amanhã irei te levar ao meu. – Ele disse rindo. Ótimo. Uma mansão e um palácio.
Terminamos de comer falando algumas coisas sem importância. Depois que terminamos as "duendes" – como eu as apelidei – levaram os pratos.
-Gosta de assistir filmes? – Ele perguntou. Fiz uma meia careta.
-Gosto…
-Gosta de Bob Espoja? – Olhei para ele com uma cara de "ta brincando né?" – Gosta ou não?
-Sim. Você assiste?
-Sim. – ele deu de ombros. - Vamos ver Bob Esponja então. – Eu no fundo tinha esperança que ele estava brincando, mas quando descemos para o segundo andar – a copa fica no terceiro andar – e fomos para o quarto dele, percebi que ele falava serio. E que ele realmente gostava de Bob Esponja. Ele falou pra me deitar na cama dele. Depois de colocar o DVD, ele se deitou do meu lado e juntos vimos Bob Esponja morrendo de rir igual a dois retardados. Ele também tinha pegado pipoca e mais daquele trein doido que eu bebi que muda de gosto. Depois que terminou, fomos jogar The Tight Of Fight, e acredite ou não, eu gostei. Nunca havia jogado, pois no internato havia a regra, meninas brincam com brinquedos de meninas e meninos brincam com brinquedos de meninos. Argh! Meu pai acabou me ensinando e eu ganhei dele algumas vezes. Depois que decidimos para de jogar, fomos ver a família dinossauro. Agora imagine a cena, dois idiotas retardados rindo igual loucos de algo sem graça. Imaginou nós dois. Quando estava quase terminando acabei dormindo em cima do meu pai.
Acordei ainda dormia em cima dele. Estava com cede. Levantei-me e fui até a janela. Já era noite. A lua no céu era minguante e iluminava um pouco meus cabelos que ficaram em um tom quase prata. Respirei fundo e sorrir olhando a lua. Sentia uma paz leve. Sentia-me feliz.
-Hey baixinha, - uma voz veio de trás de mim – acordou? – Meu pai veio até a janela.
Um relâmpago estralou no céu. Comecei a ofegar. Odiava relâmpagos. Davam-me medo. Já estava a ponto de chorar, e acho que meu pai percebeu isso, então ele me abraçou.
– Calma – a voz dele era doce. – Vem. Vai ficar tudo bem. – Eu me agarrei ao pescoço dele. Ele estava sem camisa. Comecei a escutar o barulho da chuva caindo do lado de fora. Meu pai me pegou no colo e me deitou na cama dele. Ele ficou olhando pra mim e mexendo no meu cabelo. O medo foi se embora e uma sensação estranha tomou conta de mim. Eu sorri. – Ta mais calma? – Ele perguntou olhando fixo pra mim.
-Sim. – Assenti fracamente.
-Eu estou aqui com você. – Meu coração falhou uma batida. – E sempre vou estar. – Ele se aproximou mais de mim. Sentia um calor vindo do corpo dele. – Eu tenho que tomar um banho. – Ele disse depois de algum tempo. – Espere só um minuto okey?
-Eu também vou tomar um. – Disse não muito feliz.
-Vou te levar até seu quarto. – Ele me levou até meu quarto e peguei no meu closet uma roupa. Era uma blusa de manga rosa com um desenho de gatinho preto e uma meia calça preta e uma saia jeans. Peguei o all star xadrez e fui tomar meu banho. Tomei banho rápido lavando meu cabelo com um xampu com cheiro de morango. Passei um perfume depois de vestir a roupa e me deitei na cama macia. Peguei a escova de cabelo e comecei a passar pelos meus cabelos. De repente me sentia sozinha naquele quarto enorme. Escutando os relâmpagos, o medo começou a brotar em mim. Mas antes que entrasse em pânico meu pai entrou no quarto. Estava de calça jeans e descalço. O cabelo estava molhado e bagunçado. Perguntei-me como ele não estava morrendo de frio sem camisa.
-Vamos jantar? – Balancei a cabeça várias vezes assentindo. Ele riu. – Vem baixinha. – Ele me pegou no colo.
-Meu tênis. – Disse apontando para o tênis no chão. Ele riu mais.
-O deixa aí. - Subimos a escada até a copa e jantamos lá.
-xx-
Depois do jantar fomos para o hall e sentamos no chão vendo o fogo crepitar na lareira. Achei estranho o fogo ser verde. Então não resistir a perguntar.
-Por que o fogo é verde? – Ele riu.
-É fogo grego. Mas não é bom você tocar. Nem água o apaga. – O encarei como se ele fosse um alienígena com um grande olho na testa. - Um dia você vai entender tudo isso. Por enquanto sugiro que não tente entender. Quando descobrimos certas coisas, isso pode acabar com a nossa vida. Ou simplesmente, atrapalhar bastante.
-Depois que ele falou isso fiquei pensando no que ele quis dizer.
-Acho melhor você ir dormir. Já é tarde. – Não estava com sono, na verdade raramente estou, e para ser mais sincera ainda, nem sei se já estive com sono, mas não discuti e fui dormir. Ele me deixou no meu quarto e foi para o quarto dele desligando a luz. Fiquei olhando aos redores do quarto e confesso que senti falta dos meus amigos. Depois de um tempo, acabei pegando no sono.
-XX-
-NICO, EU QUERO VE-LA. ELA É MINHA FILHA!
-VOCÊ NÃO VAI CHEGAR PERTO DA LAYLA! NEM POR CIMA DO MEU CADAVER! – Acordei escutando os gritos. Pulei da minha cama e abri a porta do quarto. Corri pelo corredor e quando virei vi meu pai no ultimo degrau da escada e no meio dela uma mulher. Logo atrás havia outra mulher, e ao olhar para ela, eu senti um medo. Um pavor.
-NICO, ELA É MINHA FILHA!
-NÃO! ELA É MINHA FILHA! – A mulher no meio da escada gritou. Eu corri até meu pai e ao olhar mais um pouco para a mulher que estava no primeiro degrau, o pânico me dominou e eu abracei meu pai com força. Ele afrouxou com cuidado meus braços e me pegou no colo. Eu enterrei minha cabeça no pescoço dele e mesmo lutando contra as lágrimas, elas caiam e os soluços eram o único barulho que se ouvia na casa.
-Layla meu amor. - Ela começou com a voz doce.
-Saia daqui. – Meu pai falou entre dentes.
-Gente, - A voz da mulher no primeiro degrau era doce, mas isso só fez meu medo aumentar e eu abraçar ainda mais meu pai. – Não vamos brigar.
-Saiam da minha casa. – Meu pai falou entre dentes.
-Okey. – Minha mãe disse – Nós vamos. Mas amanhã eu volto.
Eu apenas percebi que a sala de repente se iluminou, mas como estava com os olhos fechados e o rosto enterrado no pescoço do meu pai, não percebi muito.
-Vem meu amor. Vamos dormir. – Meu pai me levou para o quarto dele e acabei dormindo lá com ele me acalmando, mas evidentemente ele estava preocupado com meu choro sem razão. Para falar a verdade até mesmo eu estava.
Quem é a mãe da Layla?
(hehe)
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custa nada
beijinhos
