Capítulo 2 – Serial Killer

Começara mais um dia de trabalho e Inuyasha estava sentado em sua nova sala, de repente Mirok adentrou a sala sem nem bater a porta.

Vejam só, como ele é educado. – Disse Inuyasha sarcástico, Mirok riu, também sarcástico.

Não fui eu quem estava na sala de outra pessoa ontem, como se a sala fosse minha. – Inuyasha riu, lembrando-se do que ocorrera no dia anterior. – E além disso, eu vim aqui por um motivo sério. Temos trabalho.

O que aconteceu? – Perguntou o outro sério.

Mais um caso daquele Serial Killer. – Respondeu Mirok. Inuyasha levantou de sua cadeira e pegou o casaco, já que fazia muito frio na cidade nessa época do ano.

Acho melhor você me explicar no caminho. Eu sou novo por aqui. – Eles se dirigiram ao elevador.

Estavam no carro de Mirok, indo para o local do crime.

Então... Qual é a desse cara? – Perguntou Inuyasha.

Bom... Dois meses atrás, esses assassinatos começaram e seguiam o mesmo padrão... – Explicou Mirok. – E digamos que são padrões bem singulares, pessoas pregadas nas paredes como se estivessem sendo crucificadas, e é claro, com uma coroa de espinhos, mas pelo menos ele só faz isso depois de te matado as vítimas com um tiro na cabeça.

Então é um Serial Killer. – Inuyasha falou pensativo. – E vocês não têm nenhuma pista de quem seja? Quer dizer... Nenhuma digital ou sei lá?

Nada. – Respondeu Mirok. – O sujeito parece muito bem preparado pro que faz.

E as vítimas têm alguma ligação? – Inuyasha lia os papéis sobre o caso.

Fora o fato de serem sempre casais e serem cristãos, não. – Mirok estacionou o carro. – Chegamos. – Eles saíram dos carros seguiram para o quarto de um hotel.

Haviam vários policiais por ali. Alguns verificando os móveis a procura de pistas e outros tirando fotos das vítimas e da cena do crime para o médico legista poder agir. Logo ele pôde fazer isso.

Então é o mesmo caso? – Perguntou Mirok.

Exatamente o mesmo. – Respondeu o médico.

Exceto o fato de que é a primeira vez que acontece num quarto de hotel e que ela não é daqui. – Disse um dos policiais que estavam perto do médico. – Além disso não podemos afirmar que ela é cristã.

E o cara? – Perguntou Inuyasha.

É um bandido japonês, apelidado de Oda(1), pelos meios que mata suas vítimas, que, geralmente, são queimadas vivas ou esquartejadas.

Só tem malucos nessa cidade? – Inuyasha indagou sarcástico a Mirok.

É o que parece. – Respondeu o outro e assim eles saíram dali.


Fora um dia cheio, estava anoitecendo e nevava, Inuyasha ia andando para casa e resolveu passar numa locadora. Ao entrar avistou Kagome.

Oi Kagome. – Ele disse parando atrás dela, que deu um pulo ao ouvir a voz dele tão próxima.

Oi... Que susto você me deu. – Inuyasha riu charmosamente.

Desculpe. Não era minha intenção.

Tudo bem. – Ela respondeu sorrindo. – E aí? Veio alugar que filme?

Ainda não sei e você?

Ah! Estou em dúvida. Isso sempre acontece... Mas devo acaba levando os dois. – Disse Kagome com dois filmes na mão. – Ainda mais que amanhã é meu dia de folga e parece que vai nevar por um bom tempo. Acho que vou passa a tarde de amanhã vendo filmes.

Meu dia de folga também é amanhã. – Falou Inuyasha. – Outra coincidência entre a gente. – "Ou vai ser assim que eu falar com o Mirok mais tarde". Ele pensou.

É mesmo.

Quais são os filmes?

São... Paranóia e Rogue, o assassino.

Parecem ser bons.

É. Acho que sim. – Respondeu feliz por ele ter uma opinião parecida com a dela.

Legal. Acho que vou levar O Corvo e Don Juan de Marco. O que acha?

Bom... Eu já vi o Don Juan e é muito bom, mas isso depende do gosto de cada um.

Eu já vi também só que faz muito tempo. – Eles ficaram se encarando até ela quebrar o contato.

Tive uma idéia. – Eles estavam bem próximos. – Já que amanhã nós temos folga, podíamos passar a tarde assistindo esses filmes lá em casa. – Os olhos de Inuyasha brilharam, passar a tarde com Kagome ia ser ótimo.

Tem certeza? – Perguntou Inuyasha, um pouco ansioso demais para seu próprio gosto. – Quer dizer... Você nem me conhece direito.

Por isso mesmo. É uma ótima oportunidade para isso. – Respondeu sorrindo. – Aceita?

Como poderia recusar o convite de uma bela mulher. – Kagome corou enquanto se dirigiam ao caixa.

Se dirigiam para o prédio onde moravam conversando. Ainda nevava.

Tá com frio? – Perguntou Inuyasha vendo Kagome se abraçar a seu casaco.

Hã!?

Tá com frio?

Não... Eu só tô congelando. – Ela respondeu rindo. – E você?

Não. Esse casaco é forrado por dentro e eu tô usando outro por baixo. – Inuyasha tirou seu casaco e deu para ela. – Pode usar.

Obrigada. – Kagome vestiu o casaco. – Esse casaco que eu tô usando era do meu pai.

Era?

É. Ele morreu há um ano e da minha mãe eu nem me lembro.

Eu sinto muito. – Ele disse constrangido.

Tudo bem. – Respondeu Kagome.

E como ele era? – Perguntou Inuyasha, tentando animá-la.

Ah! Muito parecido comigo: Cabelo preto, sem peito. – Ele riu.

Não. Qual a coisa que mais se lembra dele?

Ah! Isso? Tá bom. – Inuyasha achava o jeito dela muito engraçado, num momento parecia distante e triste e no outro estava super alegre. Ele gostava de mapas. Se ele visse algum lugar na televisão, ele abria o Atlas e a gente traçava o caminho mais curto pra chegar lá.

Ele devia ser muito legal.

É. Ele era sim. – Kagome falou pensativamente. Eles chegaram à entrada do prédio. – Toma cuidado porque o chão está escorregadio aqui.

É mesmo. – Ao dizer isso Inuyasha quase cai, mas segura-se em Kagome.

Não me leva junto com você, hein? – Ela o segurou pelo braço até que ele ficasse firme. – Tudo bem? – Perguntou sorrindo.

Tudo. – Inuyasha ficou parado e a soltou, para logo em seguida cair puxando Kagome com ele. Ela caiu em cima dele. Eles ficaram se encarando por um bom tempo e estavam quase se beijando.

Kagome! – Gritou um youkai lobo que vinha de dentro do prédio. – O que está fazendo aqui com esse cachorrinho? – Claro que ele cortou todo o clima.

Droga! – Praguejou Inuyasha, o que fez Kagome sorrir, afinal ela também queria beijá-lo. Ela se levantou.

O que você quer, Kouga? – Inuyasha também se levantou e encarou o youkai.

Por que está perto desse sujeitinho? – Indagou Kouga.

O que te interessa, Lobo Fedido? – Inuyasha entrou na conversa.

Ora... – Kouga estava prestes a começar uma briga.

Kouga! – Gritou Kagome. – Dá pra parar de arrumar confusão com o Inuyasha? – Kouga ficou sem fala. Kagome nunca o tratara assim. – Vamos Inuyasha?

Vamos. – Kagome e ele seguiram para o elevador. Inuyasha acompanhou Kagome até a porta de seu apartamento e ela ficou meio sem jeito ao lembrar-se do quase beijo. – Eu me diverti muito com você hoje. – Disse Inuyasha mais tranqüilo que Kagome.

Eu também me diverti com você. – Ela respondeu. – Então, que horas você vem amanhã?

Que horas você quer que eu venha? – Inuyasha se aproximou dela, que estava encostada na porta.

Que tal meio-dia e meia? Assim você pode almoçar comigo. – Kagome o encarava como se estivesse hipnotizada.

Por mim está ótimo.

Que bom. – Inuyasha não resistiu e a beijou. Ela logo estava com uma das mãos na nunca dele e ele a puxou pela cintura. Ficaram se beijando por um tempo.

Eu gostei disso. – Disse ele dando leves beijos, enquanto falava.

É. Eu também. – Kagome respondeu quando ele beijou seu pescoço.

Acho melhor eu ir. – Continuou Inuyasha. – Senão daqui a pouco eu fico aqui até amanhã. – Kagome riu.

Tudo bem. A gente se vê amanhã, né?

Claro.

Vou esperar ansiosa.

Eu também. – Inuyasha lhe deu um último beijo. – Boa noite.

Boa noite. – Kagome respondeu entrando em seu apartamento.

(1)Menção a Oda Nobunaga – Grande general japonês, famoso por seus atos de crueldade.


Agradecimentos:

Inuitsumo: Vlw pela review, espero que continue gostando, bjaoo...