Capítulo 2 – Que Mulher Estranha

The lights go out and I can't be saved

(As luzes se apagam e eu não posso ser salvo)

Tides that I tried to swim against

(Ondas contra as quais eu tentei nadar)

Have brought me down upon my knees

(Me trouxeram a baixo, sobre meus joelhos)

Oh I beg, I beg and plead, singing

(Ah, eu imploro, eu imploro e suplico, cantando)

- Senhorita. – Chamava Draco, após despertar, um pouco nervoso. Nada assim acontecera com ele antes. – Por favor, acorde, senhorita. – Hermione começou a abrir os olhos.

- O que houve? – Perguntou à jovem enquanto Draco apoiava a cabeça dela em sua perna.

- Você caiu daquele outdoor. Eu tentei te segurar, mas nós dois caímos. – Hermione o fitou com seus olhos castanhos entrando em foco.

- Obrigada. – Disse ela se levantando com a ajuda de Draco. – Acho que já posso ficar de pé sem ajuda. – Draco assentiu, mas assim que a soltou ela cambaleou. – Ou talvez não. – Os dois riram.

- Talvez seja melhor que você beba algo quente antes. – Hermione não sabia o que dizer. Ela não tinha nenhum dinheiro consigo. Os guarda-costas cuidavam de tudo. Não tinha para onde ir também. Belo plano o dela. – Vamos. – Chamou o belo loiro, que segurava seu braço. – Eu lhe pago um chocolate quente ou um café. – Então ele abriu um belo sorriso para ela.

- Tudo bem. – A morena sorriu. Depois pensaria no que fazer.

- Antes de irmos, será que eu poderia saber o seu nome? – Perguntou Draco lhe oferecendo o braço, para que ela se apoiasse.

- Claro. Me desculpe. Meu nome é Hermione. – Ela segurou o braço dele. – E o seu?

- Draco. – Assim os dois começaram a andar até um café.


Come out of things unsaid

(Me fale as coisas reveladoras não ditas)

Shoot an apple off my head and a

(Atire fora a maçã em minha cabeça)

Trouble that can't be named

(E um problema que não pode ser nomeado)

A tiger's waiting to be tamed, singing

(Um tigre está esperando pra ser domado, cantando)

Chegando ao café, Hermione olhava tudo deslumbrada. Nunca tivera a oportunidade de comprar seu próprio chocolate quente. As pessoas faziam tudo por ela desde pequena. Draco a observava sem entender. Parecia que ela nunca tinha visto bolinhos ou doces. Mas isso era impossível, certo? Que pessoa, em pleno século 21, nunca teria entrado num café?

- Então, o que você vai querer para acompanhar o chocolate? – Perguntou Draco, quando pareceu que ela já tinha visto tudo.

- Posso escolher o que eu quiser? – Parecia uma criança numa loja de brinquedos. Draco riu.

- Claro. – Hermione percebeu que se comportava de forma infantil.

- Eu estou perguntando, pois estou sem nenhum dinheiro.

- Tudo bem. Eu pago. – Depois que ela se decidiu e os dois escolheram uma mesa, Draco continuou a conversa. – Só não entendo porque você estava naquele lugar alto e porque não tem nenhum dinheiro. – Hermione terminou de mastigar o pedaço de um dos bolinhos que escolhera, antes de responder.

- É uma história complicada e longa...

- Temos tempo. – Ela enrubesceu.

- Eu só não gostaria de falar sobre isso. Por favor. Eu sei que você me salvou, mas não quero falar sobre isso agora. – Draco pareceu hesitar, por fim, concordou

- Por ora, eu não farei mais perguntas sobre isso. Mas têm outras coisas que eu preciso perguntar. – Ela suspirou. – Como, por exemplo, você tem para onde ir? Porque, se você estiver pensando em ficar na rua durante a noite, já te digo que faz muito frio e há muitas pessoas perigosas por aí. – Ele disse de brincadeira, mas Hermione não sorriu. Não tinha pensado nisso quando fugiu. Na hora, fugir parecera uma boa ideia, mas agora revelava ser uma ideia bem estúpida. Hermione respirou fundo e ficou bem séria.

- Eu lhe agradeço por ter me salvado e por pagar esse chocolate, mas creio que isso não seja problema seu. – Draco também ficou sério.

- Caso não saiba, isso passou a ser problema meu, no momento em que você quase me quebrou o pescoço. Portanto pare de tentar dar uma de arrogante pra cima de mim. – Hermione baixou a cabeça envergonhada.

- Você tem razão. Me desculpe. – Os dois se acalmaram. – Na verdade eu fiquei assim porque você me fez pensar que eu estou sem dinheiro, e sem ter onde ficar. – Draco suspirou.

- Certo. Se você quiser posso lhe dar algum dinheiro e assim você pode ir para um hotel e pensar no que fazer.

- Eu não posso aceitar. Não sei se poderei pagar.

- Não pense nisso agora.

- Mas...

- Não se preocupe. Não precisa me pagar. – Afinal, ele tinha bastante dinheiro. – Eu faço questão. Vamos encontrar um hotel para você.

Quando Hermione terminou de comer, eles saíram em busca de um hotel, após Draco pagar a conta.


Confusion never stops

(Confusão que não acaba,)

Closing walls and ticking clocks

(Paredes fechadas e relógios tiquetaqueando)

Gonna come back and take you home

(Eu vou voltar e te levar para casa)

I could not stop that you now know, singing

(Eu não poderia parar agora que você sabe, cantando)

O único problema nesse plano genial foi que não conseguiram encontrar nenhum quarto vago em nenhum dos hotéis em que haviam ido, o que deixou Hermione alarmada. Draco não ficaria procurando hotéis com ela pelo resto da tarde e à noite.

- Cansei. – Disse Draco. Ela sabia. Agora ele diria que sentia muito e a deixaria só. – Olha...

- Eu entendo. Você tentou. Eu posso me virar. Não se preocupe nem se sinta culpado. – Lágrimas começavam a brotar dos olhos de Hermione, que mantinha a cabeça abaixada. Não queria que Draco visse seu desespero.

- Eu estava pensando que, se você não se importasse, poderia dormir na minha casa. – A jovem não podia acreditar. – Você nem precisaria dormir no sofá nem nada, pois eu tenho um quarto de hóspedes. – Hermione o fitava sem dizer nada e Draco interpretou isso como medo. – A não ser que você tenha medo que eu te ataque. Se tiver, podemos continuar procurando um hotel e... – Draco não pôde terminar de falar, pois Hermione se jogara em cima dele lhe dando um abraço apertado, enquanto as lágrimas caiam de seu rosto.

- Obrigada. Obrigada. – Dizia a morena sem soltá-lo. Sem saber como a agir, Draco levantou uma das mãos e levou até as costas dela, meio que correspondendo ao abraço.

- Tudo bem. Eu já entendi. Não precisa me matar sufocado. – O loiro falou rindo. E Ela o soltou também rindo. – Vamos indo. – E antes que Draco pudesse reagir, Hermione estava pendurada em seu braço, com a cabeça recostada no mesmo, sorrindo, o que fez com que ele ficasse vermelho. Que mulher mais estranha.

Come out upon my seas

(Apareça sobre meus mares)

Cursed missed opportunities

(Malditas oportunidades perdidas)

Am I a part of the cure?

(Eu sou uma parte da cura ?)

Or am I part of the disease?

(Ou sou uma parte da doença ?)

[Clocks – Coldplay]


Gostaria de agradecer às pessoas que leram a história e me incentivaram a continuar:

Marie

NaNe CuRtI

Juh W. Wood

M.L. Evans

Ginny Angel

Mary-granger-potter

Naath

Alice C.

Também gostaria de pedir mil desculpas a todos que leram a fic e esperam sua continuação, pela minha demora de 3 anos para postar novamente um novo capítulo. Além de ter alguns problemas pessoais, as idéias para a fic não apareciam. Felizmente agora parece que essa inspiração voltou e eu pretendo postar novos capítulos regularmente. Obrigada.