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Bolhas de Sabão.

Capitulo 2. Novidades

- Não há erro nenhum, senhor Taisho - repetia exasperado pela bilionésima vez, o advogado, do outro lado do telefone.

- Mas não É possível! – Sesshoumaru passou a mão pelos seus cabelos de cor prata, gesto que sempre repetia quando não conseguia controlar uma situação, e isso, nunca ou raramente acontecia. Se alguém estava a tentar pregar uma partida a ele, tinha errado no dia, era natal, não dia das mentiras, o dia 1 de Abril já ia bem longe no calendário. - Veja bem – Sesshoumaru respirou bem fundo, e mais calmo, tentou novamente explicar a situação em que se encontrava - Eu sou um empresário, entende? A minha vida passa pelo trabalho! Eu não poderei ter a meu cargo uma… uma…uma pirralha!

- Como já lhe expliquei Senhor Taisho. O senhor é o parente mais próximo que a menina tem. A sua mãe era prima em segundo grau do senhor Takahashi, mas como a senhora, infelizmente, já não está entre nós… você é a única família que lhe rest , a par do senhor não há mais ninguém que se possa encarregar dela. O senhor Takahashi deixou no testamento um valor monetário…. Significativo, muito significativo, por sinal. – Sublinhou o advogado - Se o senhor não ficar o tutor da menina Takahashi, receio que ela acabe por ir para uma instituição e o dinheiro vá para o estado.

Ora bolas, pensava Sesshoumaru. Entendia muito bem as consequências caso não aceitasse este negócio. Sim, via este caso como um negócio de trabalho, um negócio chato e que ele adoraria recusar, se pudesse. No entanto, tinha que pensar na empresa e no lucro que daria fazer um negócio e muitas vezes as suas vontades mais íntimas acabavam por ficar abafadas pela ambição.

O que se passava agora era a mesma coisa. Sendo um homem inteligente, compreendeu que se não aceitasse ser o tutor da pirralha, toda a fortuna da família Takahashi acabaria por se esvair, sem que a pirralha visse sequer uma moeda do que o pai havia trabalhado para conseguir. Jamais conseguiria ter o nível de vida a que tinha direito e que lhe pertencia. Uma vida de luxo, em que ela pudesse frequentar as melhores escolas, ter os melhores professores, comer da melhor e mais refinada comida, dormir num quarto digno de uma dama, cheiroso, confortável e exclusivo… havia uma infinidade de coisas de que ficaria privada!

Desde quando é que ele se preocupava com os outros? Ainda mais uma pirralha que ele nem conhecia!

Mas será que ele tinha o direito de a privar de uma vida melhor?

Dois anos até não custariam muito a passar… ou custariam? O advogado dissera que só seria necessário viver dois anos com a menina, depois disso o dinheiro já seria posse dela, e não correria risco de ir para o estado.

Havia uma coisa da qual Sesshoumaru tinha a certeza. Este seria, sem dúvida um natal inesquecível!

(…)

- Vai ser um natal Inesquecível, Rin! Anime-se! – Incentivava Kagura, enquanto acabava de dar os últimos retoques no penteado de Rin. – Você é uma Takahashi! Aliás, não uma Takahashi qualquer, você é A Takahashi, se é que você me entende. – Disse dando umas cotoveladas pequenas no ombro da irmã, para a animar.

- Muito obrigado Kagura! – Agradeceu Rin dando um abraço bem apertado na irmã - Não sei o que seria de mim sem você! Está a ser tão complicado lidar com isto tudo… - os olhos de Rin ficaram marejados -... a morte do papai, os jornalistas a quererem saber de tudo e a fazer perguntas cruéis. Essa festa chata de natal! Em que é suposto eu parecer muito feliz com a presença de toda essa gente que eu nem conheço!

- Mas tem que ser irmãzinha! – Afirmou Kagura quebrando o abraço. – E não quero ver lágrimas nesses seus olhinhos lindos! É natal! Você deveria de estar feliz! Bem, bem, bem! Vamos limpar essas lágrimas do seu rosto e vamos desfrutar da festa, está bom? – Kagura se inclinou, um pouco, para ficar mais à altura da irmã e poder ver, e limpar, as lágrimas do rosto da pequena.

Rin acenou levemente a cabeça indicando que já estava bem.

- Vamos? – Perguntou Kagura.

- Sim.

(…)

O relógio marcava as 8:18.

Para matar tempo, Kagome explicava, mais uma vez, como estava a ser complicado lidar com a gravidez, mas que tudo valeria a pena quando a menina nascesse. Por outro lado, Inuyasha, não contente, dizia ter a absoluta certeza de que o bebe era um menino pela maneira, profissional, segundo ele, com que o bebe dava os pontapés dentro da barriga da mãe. Inuyasha não tinha dúvidas de que o seu filho iria ser, no futuro, um grande jogador de futebol.

Quando, Sango, irmã de Kagome, e Miroku, primo de Inuyasha, eram confrontados com perguntas do casal como "e vocês, qual acham que vai ser o sexo do bebe?", "uma menina, não é?", "um menino, não é?", ambos preferiam abanar a cabeça em apoio e não se meter na briga do casal.

Izayoi, tinha todos os motivos para estar feliz, mas ver os minutos a correrem como uma flecha, a deixava muito amargurada e, a pouca esperança que lhe restava de que o seu filho aparecesse, se esvaia.

- Bem – disse Izayoi – Vamos J….

#Ding Dong#

Izayoi levantou-se rapidamente do lugar em que estava sentada e quase correu em direcção à porta.

- Sesshoumaru! Meu filho! – Exclamou Izayoi quando viu Sesshoumaru. – Você veio!

- Vim… mas será a última vez que virei a esta casa só. – Disse num tom calmo e sereno, entrando em casa.

- Não me diga que arranjou finalmente uma namorada – disse Inuyasha – Começava a pensar que você, irmãozinho, era gay!

- Deixe de dizer besteiras Inuyasha – Repostou Izayoi.

- Meu filho… como assim você não vem mais só? – Perguntou intrigada.

Todos os presentes dirigiram a sua atenção para o membro da família que acabara de entrar.

- Eu vou ser pai…

- PAI? – Gritaram todos em uníssono.

Continua…