Who's that girl?!
Capítulo 2 – P.S: Eu Te Amo
Jiraya tinha sangue nos olhos.
Pela primeira vez na vida Naruto o enfrentava. Nunca tinha feito isso, sempre submisso e recatado, obedecendo em tudo e não questionava nada.
- O que está dizendo Naruto? Perdeu a noção e o juízo?
- Não! Ainda...
Sentido a tensão instalada na sala, Minato acudiu.
- Ele está brincando, papai... Naruto... Filho... Você não está falando sério. ... Não é?
- Estou! Nunca questionei sua vontade, vovô! Só quero um tempo. Não estou pedindo nada mais.
Tsunade ficou do lado do neto antes que o marido explodisse de raiva.
- Naruto tem razão, querido! Se vão mesmo casar precisam de um tempo não só para eles, mas também para os preparativos! E vai ser o casamento do ano. Não pode ser feito tudo de qualquer jeito. Afinal é do neto e herdeiro da PetroMaki de quem se trata! O que acha Mebuki? Como mãe da noiva você não concorda?
- Bom... Acho que devemos ouvir a opinião da noiva... O que acha, filha?
Sakura estava quieta demais. Sua vontade era que se abrisse um portal ela fugiria dali.
- O que vocês decidirem por mim estará tudo bem...
Silêncio total. O normal seria que a noiva expressasse total alegria, pois afinal de contas era seu casamento que estava sendo discutido. Tsunade então tomou a dianteira.
- Então está decidido. Enquanto os noivos se conhecem, nós cuidaremos dos preparativos. Não é todo dia que se casa o único neto. Será uma festa memorável!
Jiraya encarava o neto com ódio mortal e Naruto era recíproco.
- Exatamente de quanto tempo?
- Não sei precisar. Nesses assuntos não dá para especificar uma data. Mas quando tiver certeza eu mesmo direi ao senhor.
Jiraya bufou e sentou-se em sua cadeira.
- Muito bem. Eu concordo. Vou atender o seu pedido e esperar o tempo necessário. E no final eu quero ouvir uma resposta positiva. Fui claro Naruto?
- Quando chegar o momento o senhor terá sua resposta!
- Ótimo! Agora se nos derem licença eu e Danzou trataremos de negócios.
Com isso todos saíram da sala. Enquanto esperavam pelo elevador e as mulheres conversavam, Naruto aproximou de Sakura todo sem jeito.
- Oi Sakura... Er... Por essa eu não esperava... Casar já. Sei que nossos pais conversaram com a gente antes, mas...
- Eu também não esperava por essa... Não gostei...
- Sakura eu...
- Relaxa Naruto. Nem eu nem você temos culpa. Nossos avôs já haviam decidido tudo...
Kisashi chamou a filha, pois viu que ela poderia falar demais.
- Filha, o elevador ?
- Te vejo na faculdade Naruto. Até...
- Não vem conosco, filho?
- Não mãe... Eu... - ele apontou a sala da presidência.
Tsunade o abraçou.
- Isso mesmo! Faça isso, meu amor! Espere por seu avô e converse com ele. Peça desculpas, diga que ficou nervoso e que se arrependeu. Não o decepcione. Amamos você.
- Claro... Vovó... A senhora tem razão.
- Eu sempre tenho.
Naruto se despediu de todos. Só o esperou a porta do elevador se fechar e saiu para o corredor para usar o elevador de serviço indo direto para o estacionamento. Tomou cuidado para que ninguém o visse. Acabou saindo pela entrada dos fundos. Tinha que espairecer urgentemente.
[...]
No hospital Hinata se preparava para ligar para a mãe e contar o que aconteceu. Ultimamente ela não estava bem se saúde.
- Alô? Mamãe?
- Hinata?! Filha, onde vocês duas estão que ainda não chegaram em casa?!
- Ah... Mamãe... Ahm.. Estamos bem, não se preocupe... Só que estamos no hospital e...
- Como assim no hospital?! ... Cofcofcof... - a senhora Himawari se desesperou -... E sua irmã?... Cofcofcofcofcofcof... Aí meu coração...
- Droga... Calma, mamãe! A Hanabi está bem... Estamos no hospital público da cidade...
- Senhor me ajuda! Estou indo aí... Cofcofcof...
- Mãe, pare e me escute! Estamos bem! Nós caímos na rua com a bicicleta e a Hanabi bateu a cabeça. Ela fez tomografia, não deu nada e precisa ficar de noite em observação. Só amanhã que o médico vai liberar. Não precisa vir.
- Tem certeza, Hinata? Eu não tenho condições de sair de casa... Não melhorei nada...
- Tenho certeza. Amanhã cedo estaremos em casa, e conto tudo. Quer falar com a Hanabi?
- Mamãe! Adivinha onde eu tô?!
- Shhhhhh! - Hinata a silenciou - Não fala onde a gente tá!
- Hanabi... Onde você tá filha?
Hinata não tirou os olhos de cima da irmã, policiando.
- Mamãe... Eu tô...
Hinata interferiu.
- Na ala infantil com outras crianças, mãe! - se afastou do celular - Diz tchau, vai!
- Tchau mamãe... - ela devolveu o celular para a irmã.
- Mamãe... A gente se vê amanhã... Beijo... Amo-te...
- Amo vocês... cof...
Hinata desligou o celular, abraçou a si mesma. Não suportava ter que mentir para a mãe. Como dizer a ela que as duas estavam instaladas na suíte master do hospital mais caro da cidade? Como dizer que foi o homem que as atropelou que fez questão disso. No mínimo ela se preocuparia e iria querer saber quem era o rapaz e quanto custou tudo. Seria uma preocupação a mais para ela que não está nada bem de saúde. Ela iria querer saber quanto custou tudo e dar um jeito de pagar os gastos do hospital. Também perguntaria o porquê Hinata não recusou e aceitou levarem a Hanabi para um hospital particular. Tudo isso ela pensou e ponderou. Pelo menos a mãe dela pensará que as duas estão no hospital público de Ishikari, em Hokkaido. Sendo público atendimento e resultados de exames sempre demoram a sair, por isso foi bom dizer que só voltariam para casa no outro dia. E ainda teria que contar para o pai, que além de não gostar, a culparia e a xingaria dizendo que era uma total irresponsável e que não cuidou direito da irmã. Ela sabia o que a esperava. E ainda tinha que pedir a irmã que não dissesse nada para a mãe.
[...]
A residência da família Haruno ficava no elegantíssimo conjunto de apartamentos Boulevard Susano'o, de vinte andares localizado na área nobre na zona oeste da capital Sapporo.
Sakura praticamente pulou para fora do carro e insistia para que o porteiro abrisse logo o portão de entrada.
- Rápido moço!
- Sim senhorita!
- Sakura! Espere por favor! - sua mãe a chamava.
Ela não esperou ninguém e tomou o elevador indo para os dois últimos andares que ocupava o apartamento. Queria se trancar no quarto e não ver ninguém pelos próximos mil anos. Aquilo não podia estar acontecendo com ela. Casar com seu amigo de infância por causa dos negócios da família. Quando foi "conversar" com ela seu avô tinha decidido que ela casaria querendo ou não. Ela sofria do mesmo mal que Naruto: nasceu pra a fazer a vontade do avô. Pegou o celular e discou um número já tão conhecido. No primeiro toque ela começou a chorar.
- Oi...
- Oi... Nossa esperei quase uma eternidade por sua ligação! Como foi lá?!
- Eles querem que a gente case! - mais choro, mais lágrimas - Assim, pra ontem...
- O QUÊ?!
- Sério!
- Tá de brincadeira né?
- Tá ouvindo-me rir? É lógico que eu não tô brincando!
- Eu vou matar o Naruto!
- Você não vai fazer nada, entendeu?! - ela pegava mais lenços de papel para secar as lágrimas - O Naruto não tem culpa, é tão vítima quanto eu... Snif...
- Que seja! Vou torcer o pescoço dele!
- Não vai!
- Só de imaginar que você ficou perto dele eu fico puto de ciúmes! Aaaaaah! Vou esganar ele!
Sakura segurou firme o celular e andava de um lado para o outro no quarto. Foi taxativa.
- Escuta! Você não vai fazer nada! Tá ouvindo?!
- Mas...
- Nem mais nem menos! Proíbo você de encostar um dedo nele! Já disse que ele não tem culpa. A ideia de casar partiu dos velhos. O Naruto peitou o cretino do avô dele e exigiu um tempo para nos conhecermos.
- E você não quer que eu quebre a cara dele, Sakura! Ainda o protege! Fala sério! Vai saber ele também concordou com a porra do casamento! E você dizendo pra eu não fazer nada com o Don Juan! Que droga meu!
- Eu sei! Só que antes eu preciso conversar com ele pra saber o que pensa... O que quer... O que pretende... E não é com ele em coma no hospital que eu vou saber, não acha, cabeção?!
- Eu sei...
- Entendeu por que não pode passar com o carro em cima dele?
- Tá! Prometo que não vou fazer nada...
- Jura? - Sakura sentou na cama e ligou o note. - Então cruza os dedos e diga a frase.
- Foda isso hein. ... Fazer o quê!
- Vai logo!
- Tá bom! - cruza os dedos - "Juro solenemente não partir em dois a cara do lindinho de olhos azuis!".
- kkkkkkk!
Sakura soltou uma gostosa gargalhada, ainda enxugando as lágrimas.
- Dá pra sentir que está mais calma.
- E por isso que eu amo você... Sasuke...
- Sakura...
-... que só um louco como você podia gostar e curtir tanto o Harry Potter na mesma intensidade que eu...
- Eu sei...
- ... Por isso que eu vivo repetindo que não foi à toa quando nos encontramos lá na Comic Con em Tóquio... A gente se conhece desde pequeno, mas tinha algo a mais que nos unia... Só que a gente não sabia...
- E dizer que foi o Harry Potter o nosso cupido... bela história de amor...
- A nossa história de amor...
- Eu amo tanto você, Sakura! Essa situação que me deixa de mãos atadas tá me matando!
- Nós vamos resolver. Só precisamos de tempo e...
- Quanto tempo mais Sakura? Até quando?
- Eu não sei... Pretendo contar pro Naruto...
- Enlouqueceu?!
- Não! Quem sabe ele acaba nos ajudando. Pensa nisso!
- Você confia nele?
- Confio! E tenho certeza que ele também não quer casar senão não pediria tempo!
- Faz sentido...
- Por isso vou conversar com ele. Aí a gente vê o melhor para todos nós, tá bom?
A mãe de Sakura bateu na porta.
- Sakura... abre por favor!
- É minha mãe... Depois eu te ligo.
- P.S.: Eu te amo...
- Também te amo... Beijo...
Desligou mesmo sem vontade de fazê-lo. Sentia a falta dele mesmo que ficassem separados por cinco minutos. Viam-se quando podiam, mas agora a situação ficou insustentável. Não ia perdê-lo, pois ele era o amor da sua vida.
[...]
Naruto tocou a campainha do apartamento e entrou com tudo abraçando e beijando a mulher que lhe abriu a porta. Bateu a porta com o pé. Tinha pressa. Tirou a roupa e também o robe dela, andando até a cama abraçados e se beijando com luxúria.
Logo estava encaixado na mulher e transou feito um louco. Ele precisava descarregar toda a tensão acumulada que sentia e que o estressava. Depois do ato sexual sentou na cama, cabisbaixo, pensativo.
A mulher se espreguiçava na cama.
- \O/ Wow! Nossa! O que foi tudo isso, Naruto?!
Ele olhou de soslaio para ela. Ela virou, ficando de bruços.
- Caraca... Meu... Uhu! Tô me sentindo nas nuvens depois desse trato...
- Não é pra tanto também...
Ela ficou de joelhos na cama e o abraçou por trás, beijando sua nuca.
- Claro que é. Fazia teeeeeempo que você não vinha assim, todo garanhão! - dava beijinhos no pescoço enquanto acariciava os braços dele - Me senti tratorada! A M E I!
Ele se soltou dela num movimento brusco, levantando- se da cama e vestindo o roupão.
- Pára com isso, Konan!
- Ei! Só tô te elogiando, cara! Eu hein! Saco!
Pulou da cama pondo o robe e saiu do quarto batendo a porta.
- Meeeeeeerda!
Ele foi atrás dela. Konan estava recostada na porta de correr da varanda, tinha acendido um cigarro, fumava e soltando umas baforadas.
- Konan... Ah... Desculpe-me!
Ela deu uma encarada feia nele. E deu uma bela tragada.
- Olha Naruto, na boa, se você tá atravessando - ela levantou as mãos fazendo aspas - o "vale da sombra da morte" na tua vida, faz um favor para nós dois? ME ERRA! Não desconte em mim a sua frustração!
Naruto sentou no sofá pondo os cotovelos nas pernas e as mãos cobrindo o rosto.
- Mais uma vez te peço desculpas. Não tô numa fase boa.
- É disso que tô falando.
- Só que a parada agora é bem pesada...
Ela sentou-se ajoelhando no sofá de um lugar só fumando mais um pouco do cigarro.
- Barra pesada é?
- Pesadíssima. Você nem faz ideia...
- Com o teu velho? Quero dizer, o velhaco. Você sabe, falo assim para diferenciar o seu pai do seu avô.
- Sem problemas.
- Olha, Naruto. Você tá ciente que o que rola entre nós não é nada sério. É sem compromisso, só sexo. Mas se precisar dar um tempo aqui na caverna...
Ele sorriu, mas tinha o semblante triste.
- Gosto quando chama seu apê de caverna. Obrigado Konan... De coração.
Ela levantou do sofá e abriu os braços.
- Vem cá!
Ele foi até ela.
- É disso que você tá precisando agora.
Konan deu um abraço bem apertado em Naruto. Ele é alto e enterrou a cabeça no ombro dela e chorou.
Chorou baixinho.
A carga sobre os seus ombros estava pesada. Ser o neto e herdeiro de Jiraya Uzumaki não era fácil. E há muito tempo Naruto ultrapassou os seus limites de suportar tanta coisa. Ele sentia que estava perdendo sua essência, já não era mais ele. Um dia ouviu, sem querer de sua avó Tsunade que quando seu avô soube que ia ser pai ficou feliz e apostou tudo no filho, dizendo que Minato seria o seu sucessor e o seu eu no futuro. E ele não teria mais preocupações, que a PetroMaki estaria a salvo. Então Minato foi crescendo e revelou-se um fracassado devido sua personalidade frágil que puxou da parte da mãe, segundo o próprio Jiraya. Arranjou o casamento dele com Kushina e disse que, pelo menos fosse homem o suficiente e colocasse no mundo um Uzumaki decente. E quando ele, Naruto nasceu, e cresceu mostrando ser o oposto de Minato, Jiraya lhe jogou na cara que a única coisa certa que fizera na vida foi ter posto um filho homem no mundo que seguiria os passos do avô. E que não seria uma decepção como ele era. Ele teria orgulho do neto.
- Se sente melhor agora?
- Sim... snif... Desculpas pelo choro. Dizem que homens não choram, não é?
- Quem disse isso? Mentira! Choram sim e choram muito, sabe por quê? Porque aqui dentro - aponta para o coração - dói e muito! A dor não escolhe se é homem ou mulher, quando ela vem, vem pra fazer estrago.
Naruto respirou fundo.
- Se importa de eu passar a noite aqui? Amanhã eu vou cedo ao hospital para falar com meu tio.
Konan assentiu. Antes de voltar para o segundo cigarro, deu um conselho para o amigo.
-Tá na hora de você apertar o botão do foda-se pro seu avô, Naruto. Fica a dica.
Naruto apenas sorriu. Não teria coragem de fazer isso, teria que ponderar muitas coisas. E também não seria nada fácil enfrentar o velho Uzumaki, caso o fizesse.
[...]
Seis horas da manhã Hinata estava de pé. Acordou Hanabi que reclamou.
- Precisamos ir!
- Ah! Deixa eu dormir!
- Vamos logo, levante!
Hinata foi até o balcão das enfermeiras.
- Bom dia! Minha irmã tá bem melhor, por isso vamos indo.
- Perdão senhorita. Terá que esperar pelo doutor Dan Kato, pois ele ainda não assinou a alta da sua irmã. Ele chega às sete e meia no hospital.
- Sério?! Ok...
Quando deu sete e trinta o doutor entrou na suíte. Hinata e Hanabi já tinham tomado o café da manhã que foi servido minutos antes.
- Bom dia.
- Bom dia, doutor.
- Hanabi, hoje poderá voltar para casa. Esta tudo ótimo com você.
- Mas eu queria ficar... Aqui é tão bom!
O homem riu.
- Poderá nos visitar sempre que desejar. Aqui esta o papel da alta. Vou deixá-las, pois o doutor Senju vira daqui a pouco para conversar com vocês. Com licença.
Hinata queria ir embora, pois estava preocupada com sua mãe. O doutor Senju não demorou logo estavam com elas. Conversaram um pouco onde algumas dúvidas foram esclarecidas.
- Serão sempre bem vindas aqui no Memorial Senju, sempre que desejar.
Naruto bateu na porta.
- Olá. Posso entrar?
- Naruto! Entre. Já se conhecem, não é?
- Não, tio. No meio da correria nem deu tempo.
- Nem por isso. Hinata, meu sobrinho Naruto. Naruto, Essa é a Hinata.
Apertaram as mãos e se olharam por um instante que durou uma eternidade. E muita coisa foi dita neste olhar. Algo mágico, forte, vibrante. Inexplicável.
- Essa aqui é a Hanabi.
- Oi, tudo bem?
- Oi, moço bonito.
- Esta tudo ok com elas. Já podem ir para casa.
Hinata agradeceu por todo cuidado e atenção dedicados a ela e a irmã. Naruto se se prontificou a acompanhá-las. Depois que elas se despediram do médico foram para a recepção do hospital. Parecia mais uma sala de estar de uma mansão de tão chique que era.
- Vocês vão para casa de táxi? - perguntou Naruto - Se quiser peço pelo celular e...
Hinata deu um sorrisinho para ele.
- Não precisa! ... Ah... É... Quero dizer... Você já fez muito por nós então...
- Tudo bem...
- Pode ficar um pouco aqui com a minha irmã?
- Claro.
- Vou pedir pra recepcionista chamar o táxi. Pode ser?
- Ok.
- Valeu...
Chegando à recepção Hinata mostrou o papel da alta de internação de Hanabi.
- Bom dia...
- Bom dia, senhorita. Em que posso ajudá-la?
- Você poderia por gentileza me informar o valor dessa internação com todos os gastos? Deram-me o papel da alta menos esse...
- Pois não. Só um minuto.
A moça imprimiu o papel e entregou para ela. Quando Hinata viu o valor descrito no total quase teve um troço.
- Meu. Deus. Do. Céu... Tudo isso? ¥ 196399,3453 ienes. (R$ 6.000,00)
Enquanto Hinata ia para a recepção, Naruto conversou com Hanabi.
- Você gosta da sua irmã?
- Ela é tudo para mim. A mamãe está doente, então ela cuida de mim.
- É? Eu vi como ela ficou preocupada com você quando caiu.
- Eu também não as vi... Me desculpe...
- Ninguém teve culpa.
Naruto sorriu. Hanabi era aquele tipo de criança adorável que você se apaixona logo de cara. Nesse instante Hinata está de volta.
- Tudo certo?
- Tudo...
- Então vamos? Podemos esperar seu táxi na frente do hospital.
- Meu táxi?!
- Não foi até a recepção pedir um?
- E não é que é? Que coisa!... – ela suspirou – Meu taxi... Então... A gente vai esperar aqui do lado, agradeço a sua atenção...
Naruto percebeu que alguma coisa não estava bem.
- Ok... Tchau então!
Quando viu que Naruto estava bem longe Hinata puxou Hanabi pelo braço e sentaram num banco do ponto de ônibus. Ela revirou a bolsa de trás pra frente.
- Droga! Não tenho um centavo para a passagem. Que que eu faço?
- A gente tá a pé?
- Estamos... – acariciou o rosto da irmã – e agora?
Suspirou profundamente. Tinha que chegar logo em casa e ver sua mãe. Foi então que ele apareceu.
- Nada do táxi?
Hinata levou o maior susto e tentou disfarçar. Era Naruto.
- Não! Quer dizer... Vai demorar um pouco... Vamos esperar aqui!
Ele olhou de uma para outra, analisando-as.
- Ela não tem dinheiro pro ônibus.
- Hana... biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Hinata não teve aonde enviar a cara de vergonha. E Naruto riu da situação.
- Então eu levo vocês para casa.
Antes que a irmã protestasse, Hanabi pegou na mão de Naruto.
- Vamos Hinata. É melhor do que ir a pé. E a gente mora muitomuitomuito longe.
- Sua irmãzinha tem razão. Lá no hospital você disse que está preocupada com sua mãe. É melhor não chegar tarde.
Hinata ficou de pé, ajeitou o cabelo, ainda envergonhada.
- Com uma condição. Que você nos deixe na esquina da nossa rua. Só não quero que minha mãe veja pense coisas. Ela não anda bem e não quero dar motivos.
Naruto entendeu. Com certeza sendo humilde tinha problemas como qualquer garota da idade dela.
- Sem problemas.
Entraram no carro e por alguns minutos Hinata até esqueceu-se dos problemas. Hanabi ficou encanta com tudo.
- Uau. Esse carro é incrível!
Ele sorriu para ela.
- Ah! Pode parar aqui.
Desceram do veiculo. Naruto queria dizer mais coisas a ela.
- Obrigada por tudo o que você fez. Nem tenho como pagar...
- Só fiz o que tinha que fazer. O importante é que a sua irmã está bem... E você, claro!
- Então tchau...
- É... tchau...
Hinata deu a mão para a irmã. Ainda deu uma olhadinha para trás. Naruto as observava.
- Hinata! Espera!
Ela parou de repente com o grito dela.
- A gente pode se ver de novo?
- Eu não sei, Naruto... – falou, meio relutante.
- Olha... meu cartão. Me liga se você tiver uma resposta.
Hinata olhava para o cartão, se pegava ou não. Então Hanabi tomou o cartão da mão de Naruto.
- Ela vai ligar... Com um sim!
- Hanabi!
Naruto sorriu para Hanabi e depois para Hinata, todo feliz. Entrou no carro, deu meia volta e acenou para as duas. Hanabi entrou correndo em casa, deixando Hinata no portão, sonhando com o encontro com o moço bonito.
