Feliz Aniversário Isabella!


Forks, WA. 13 de Setembro, 2005.



- Eu? Eu não quero nada! – ela respondeu extremamente envergonhada

- Como não Bells? Só se faz 18 anos uma única vez na vida, sabia? – Emmett disse.

- Olha Emmett eu não sou chegada a festas de aniversário, ainda mais quando é meu o aniversário. É uma pena que minha mãe não tenha percebido isso.

- Por que Bella? – Emmett perguntou.

- Digamos que ela e o Mike decidiram fazer uma festa e chamar muita gente. Mas na verdade minha vontade é sumir e só voltar amanhã.

- Você não gosta de festas? Como não? Não é possível! – Edward disse perplexo.

- Não gostando ué!- Isabella deu uma bela gargalhada da expressão que o Edward fazia. Era tão compreensível aquilo para ela, preferir a quietude e o silêncio ao invés do movimento frenético das pessoas.

- Mas fazer o quê? Ela convocou toda a igreja a aparecer e ainda os Newton e blá blá. Agora sobra pra mim, mas na hora de chamar o Jake, ela implica. Eu ainda surto com ela!

- Quem é Jake, Bella? – Edward questionou.

- É um amigo de infância. Um amigo muito querido. – Bella respondera.

- Calma Bella, mães são assim mesmo. Te garanto que se você conhecesse minha irmã Alice, com certeza você acharia sua mãe uma santa. - Emmett disse.

- Mas como não conheço, ainda acho minha mãe uma louca! – Bella riu com seu próprio comentário. – Acho que a filha de um reverendo não devia falar assim da própria mãe. – disse ironicamente.

-Existem muitas outras coisas que filhas de reverendos não devem fazer minha cara. – Ele respondeu dando uma piscadela para ela. Havia algo nele que queria mexer com Isabella, oferecer a mesma sensação de desconforto a que a presença da menina oferecia a ele.

Durante toda a viagem Edward dirigia atento, mas inúmeras vezes seus olhos pairavam sobre a figura angelical da garota que por sua vez mantinha seus olhos atentos às páginas de seu romance. Ele não conseguia se cansar de observar a paz e tranqüilidade que emanava dela. Tudo aquilo que ele próprio nunca sentiu. A paisagem também colaborava para seu estado de espírito, afinal sem aquele frenesi de carros, jornais e poluição de Columbus a vida podia ser bem mais fácil.

- Aqui é realmente bonito, você estava certo Emm, é calmo! Mas ainda não é Forks, certo?

- Eu não te disse? A península do Olympic é linda, mas de fato aqui não é Forks. - Emmett respondeu.

- Aqui é Port Ludlow Edward. - Bella disse. - É uma cidade linda, adoraria viver aqui para sempre! Já imaginou acordar e ver da janela as montanhas e o lago refletindo o céu? É lindo!

- Realmente seria fantástico! – Edward respondeu. – Mas está muito longe de Forks? Quantas horas de estrada e balsas teremos pela frente?

- No máximo mais umas três horas. – Bella disse.

- Edward, por que diabos você não fica quieto um pouco? Aproveite a paisagem, o trânsito livre ou a ausência dele, sei lá. Não seja tão ansioso, mais um pouco a gente chega.

- Ok Emmett. – Edward respondeu sisudo.

- Emmett, tem alguma música para colocar nessa máquina? – Edward perguntou.

- Até tem uns CDs, mas acho que você não vai gostar muito. Tem Red Hot Chilli Peppers, The Cure, The Doors, Led Zeppelin... só rock 'n' roll baby!

- Ah Emmett como você tem coragem de chamar isso de música? Bando de loucos e pensam que fazem música.

- Ei, rock and roll é legal, sabia? – Bella disse.

- Você não acha que é a pessoa menos indicada para falar sobre rock? – Edward disse.

- Por quê? – Bella questionou surpresa.

- Ué, rock pra vocês não é coisa do demo? – Edward perguntou irônico.

-Vocês quem? – ela disse.

- Vocês protestantes.

- Não sei se você sabe, mas Deus criou todas as coisas, e por incrível que pareça isso inclui até você EDWARD.

- Rá! Bem feito. Boa Bells, muito boa.

- Deus é coisa de gente fantasiosa e irracional. – Edward afirmou.

- Olha, apesar de ter te conhecido há horas atrás eu tenho certeza sobre algo. – Bella disse olhando-o pelo retrovisor.

- E que certeza seria esta? – Edward questionou à Bella; seus olhos encontraram os da garota e era como se seu olhar se fundisse ao dela. Um observava atentamente ao outro.

- Todos nós temos um algo guardado para nós, como um milagre pessoal. Um dia você terá o seu.

- Se você diz... quem sou eu para duvidar da ingenuidade de uma criança?

A vontade de Bella era xingá-lo com todas as palavras que vinham à sua cabeça, mas se fizesse isso Renée com certeza lavaria sua boca com ácido nítrico.

- Bella, você pode pegar meu iPOD? Vou conectá-lo ao radio do carro. – Edward perguntou.

- Onde está?

- Na minha pasta do notebook, acho que está no bolsinho lateral.

- Com licença então. – Bella disse. – Edward não está nos bolso lateral.

- Então você pode abrir a pasta e procurar?

- Sem problemas. – Bella abriu a pasta e a primeira coisa que lhe chamou a atenção foi uma fotografia de uma linda mulher abraçada a Edward beijando sua face. Era uma foto realmente muito bonita, os dois tinham a aparência feliz. O fundo da imagem era o capitólio? – Bella se questionou. A fotografia estava marcada, como se houvesse uma mensagem em seu verso.

- Achou Bella? – Edward perguntou.

- Ah, er... não. Mas só um instante.

- Ao virar e jogar a foto na pasta para caçar o iPOD, ela pôde ler a mensagem.

Eu te amo, amo, amo e amo. Eu te amo Edward.

(Eu e Sarah – Washington D.C. – Julho/2004)

O aparelho de música logo apareceu à vista da menina, ela colocou a foto onde estava e voltou-se a Emmett para entregar o eletrônico. O iPOD fora conectado ao aparelho de som do carro. Uma música suave fluía, era Chopin. A paisagem passava junto com as horas e algo estranho aconteceu com Bella. As letras do livro perderam a graça e o que ela pode fazer foi recostar sua cabeça no vidro da janela e ouvir a música que produzia um efeito calmante.

==**==

- Obrigada pela carona Emmett!

- Imagina Bella, não foi nada! Quando precisar pode falar. – Emmett respondeu.

- Mais uma vez desculpe Edward.

- Pelo quê? – ele perguntou.

- Pela demora no aeroporto. - Bella respondeu.

- Não foi nada. Hoje é seu aniversário, você pode tudo. – Edward disse.

Pela maneira que Edward disse Bella ficou constrangida e sua única ação foi se despedir dos Cullen e entrar em casa.

Passar pela sala de estar foi quase impossível, a casa estava cheia de bexigas peroladas pelo chão, e funcionários de um Buffet arrumavam a decoração para a festa arrastando a mobília da casa até o porão enquanto outros colocavam novos móveis pelos cômodos da residência. Com certeza aquilo era obra de Renée e Angela, sua melhor amiga.

- Bella? Bella é você filha?

- Oi mãe, sim sou eu!

- E então como foi em Seattle? - Renée apareceu pela porta da sala com um vaso de lírios brancos.

- Ah, foi tudo bem. Se me dá licença mãe eu vou para o meu quarto. – Bella disse subindo alguns lances da escada.

- Não demore meu bem, daqui a pouco os primeiros convidados chegam e você deve estar aqui para recebê-los. – Renée depositou o vaso de cristal em um aparador num canto do cômodo.

- Mãe por que você faz isso comigo? Eu não gosto dessa hipocrisia, metade dessa gente nem fala comigo. Só virão para fazer média com você e com papai. – A menina gritou do andar de cima.

- Que seja Bella, mas nós somos importantes aqui e você é a filha do Reverendo Swan! E meu bem você tem que sair deste casulo!

- Aliás, mamãe desde quando cuidar de uma igreja interiorana nos faz importantes? Minha vontade pode ser respeitada pelo menos no meu aniversário?

- Não, não pode! – Renée disse irritada com o rumo que a conversa tomava. - Meu amor hoje você faz 18 anos, é para se comemorar. Nos próximos anos te deixo fazer o que quiser.

- Você fala isso desde que eu tinha 10 anos!- Bella rebateu.

- Quem sabe um dia eu não me convenço disso? - Renée disse rindo.

- Bella, meu bem sua roupa está em sua cama. Tome um banho e mais tarde Ângela virá fazer seu cabelo. Ah, e antes que eu esqueça Mike virá, portanto trate-o bem. Compreendeu mocinha?

- Ok, mamãe!

Mike, sempre Mike! – Bella retrucava em sua cabeça. No fundo ele até podia ser um cara legal, mas era tão insosso, tão certinho que chegava a dar enjôos!

A menina entrou em seu quarto, trancou a porta e despiu-se, observou o vestido que sua mãe havia deixado sobre sua cama e um par de sapatos peep toe.

(DRIVE – INCUBUS .com/watch?v=7zN9vd9WUiA )

Bella carregou um pequeno CD - player até o banheiro ligou baixinho e deixou que a melodia que vinha do rádio invadisse sua alma, a sensação da água quente era revigorante, ali era um refúgio, ninguém poderia interromper, ou atormentar sua mente. Nem mesmo sua mãe. Por alguns momentos esqueceu-se de sua festa e sua mente pairava em Edward. Quem era aquele cara que a fez perder a concentração enquanto lia? Ainda mais enquanto lia Shakespeare.

O cheiro do shampoo de morango fundiu-se ao vapor da água quente e tomou todo o banheiro. Era tão confortável permanecer ali inerte a tudo, em seu próprio mundo. Sem ter que dar satisfações aos outros para poder fazer aquilo que deseja, para ser livre. Mas por hoje ela tinha que ser a garota exemplar de toda Forks, tinha que ser a filha do reverendo.

Bella aproveitou ao máximo seus instantes de liberdade, mas mais cedo ou mais tarde teria que voltar à realidade.

Envolveu seu corpo numa toalha para enxugá-lo e depois vestiu seu chambre.

- Bella? – era Angela.

- Já vou!

- Oi Angela! – Bella disse abrindo a porta de seu quarto.

- Parabéns amiga. – Angela disse abraçando Bella. – Muitas felicidades e que você desencalhe logo e arranje um namorado rico e lindo e que te tire deste fim de mundo!

- Cala a boca Angela! Desde quando você ficou assim tão interesseira?

- Ahh Bells você sabe que eu estou brincando! – Angela disse.

- Sei, Sei! E essa sua cara de ofendida aí?

- É o charme, né flor! Mas vamos parar com essa lengalenga que sua mãe mandou vir te arrumar, então vou te deixar gatona! E hoje você pega o Jake de vez! Aliás, Bella sua mãe te deixou convidar Jacob e o Billy?

- Não, mas eu pedi para o papai convidar e como ele é amigo do Billy...

- Ah garota esperta. Quer dizer que se sua mãe quiser brigar com alguém ela terá que brigar com o Rev. Swan! Sabe Bells eu nunca entendi por que sua mãe não gosta deles.

- Nem eu, quando éramos crianças após a morte da tia Sarah, ela até cuidava dele. Mas quando começamos a nos aproximar acho que ela não gostou muito, entende?

- Pode ser Bells, pode ser.

- Ela quer que eu namore com o Mike, só porque a família dele ajuda meu pai na igreja, ou seja, os Newton são tão religiosos quanto nós. E já a família do Jake tem suas próprias tradições religiosas.

- É minha amiga, você tem um problema pela frente.

- O pior é que ela não entende que eu e o Jake somos apenas amigos, só amigos! Parece que ela fica fantasiando sobre nós dois. Angela, o Jake cresceu comigo, eu não tenho nenhum interesse nele que não seja a amizade.

- Aham, sei Bella, sei! Pra você até pode ser assim, mas você já viu como o Jacob Black olha para você? Com adoração minha querida. Ele está a fim de você há muito tempo, só você que não quer ver.

- Cala a boca Angela, e não me enche o saco.

- Ok, ok sem agressividade. E vamos deixar você uma diva!

- Não, eu não quero! Eu dou um jeito no meu cabelo. Eu tenho que te falar uma coisa.

- Sobre? – Angela questionou.

- Como é se apaixonar Angela?

- Como é o quê? – Angela disse tossindo assustada com a pergunta. - Bom Bella, e como eu vou saber? Eu nunca me apaixonei. Mas por que você está perguntando?

- Hoje eu conheci um cara. – Bella disse sorrindo.

- Ah meu Deus! Quem? Quem Bella?

- O irmão do Emmett Cullen.

- O Emmett da ONG? O Emmett que é lindo, forte, bonito e simpático?

- Sim, o Emmett da ONG, agora deste monte de adjetivos que você deu eu concordo com o simpático.

- Ah, qual é , ele é lindo! Adoraria ter um namorado daquele porte.

- E eu prefiro o irmão dele. Mais charmoso.

- Ta apaixonadinha... lalalala.

- Mas ele namora Angela, eu vi uma fotografia dele abraçado a uma mulher, e havia uma declaração no verso do papel. Ele com certeza é comprometido.

- E daí se for? Você pode conquistá-lo. Ainda mais depois de hoje.

- Quer parar ô "bobo-da-corte"? E vem me ajudar com a roupa.

Bella colocou o vestido negro de um tecido acetinado e seu sapato peep toe vermelho. Angela fez uma simples trança embutida nos cabelos castanhos da menina.

- Como você quer sua maquiagem Bells?

- Ah, eu estava pensando em...

– Não, não responde! Já sei o que vou fazer, você ficará linda!

- Só não me deixando com cara do palhaço Krusty eu já fico grata.

Os olhos castanhos ficaram bem mais expressivos, com a maquiagem negra. As pálpebras delineadas e esfumaçadas e os cílios revestidos com o rímel. A menina agora deixava a aparência infantil e transfigurava-se numa mulher.

- Que você acha Bells? – Angela perguntou ansiosa com a resposta.

Bella não acreditava no que via. A menina desengonçada nem parecia uma menina.

- Nossa Angela, eu nem sei o que dizer.

- É só dizer que eu te deixo linda.

- E é humilde? Mas você realmente está certa. Você me deixou linda.

- Pois é eu causo isso nas pessoas. Agora vamos descer, já deve ter bastante gente lá em baixo.

- Por que você tinha que me lembrar disso Angela?

- Porque tem uma festa esperando por você e por favor, não faça drama aproveite a noite amiga. Se não pode vencer esta festa é melhor aliar-se a ela e curtir.

- Ok, e lá vamos nós.

(Sixpence None The Richer - My Dear Machine www.youtube.com/watch?v=uTA_6rOmmHQ )

Ao abrir a porta do quarto era possível ouvir o barulho da música que vinha do andar de baixo. Junto com o murmúrio das vozes.

- Nossa Bella, isso é mesmo uma banda religiosa? A música é até animada!

- E você acha que minha mãe ia deixar colocar música profana aqui em casa? Ela ia me decapitar.

- Angela, deve ter muita gente lá embaixo, eu não quero ir.

- Para de fazer birra e desce logo, ou você vai querer que eu te empurre?

- Obrigada AMIGA, muita gentileza de sua parte!

Angela foi à frente descendo os lances da escada enquanto Bella um pouco receosa pensava na multidão que teria que enfrentar, nas pessoas com quem nunca conversou e agora teria que fingir risinhos amigos. Mas se teria que descer era melhor dar o primeiro passo. Mentalmente cantava uma música de sua banda predileta para se acalmar e descer com cuidado, a escada. Degrau por degrau a voz das pessoas era mais compreensível, Bella parou num degrau e pode observar as pessoas; Jake estava lá e sorria como um bebê, e isso trouxe um efeito calmante a ela, afinal era bom ter um rosto conhecido que pudesse transmitir segurança.

Jacob levantou-se do sofá e veio até a ponta da escada, estendeu sua mão para a amiga, que prontamente aceitou.

- Bella, você está linda!

- E você está um gentleman Jake. Alias você sempre foi um amor de pessoa. Obrigada por ter vindo.

- Por nada Bells.

- Isabella. – Renée chamou.

- Oi mãe, pois não?

- Me acompanhe, por favor, os Newton querem falar com você.

- Sobre o quê?

Renée tirou a mão de sua filha das mãos de Jacob, e puxou a menina até o outro cômodo. Longe dos olhares dos convidados.

- Isabella, quem convidou esse menino? Eu não tinha te proibido de conversar com ele? Ele é um pagão.

- Fui eu quem convidou o Jacob e o Billy. Algum problema Renée? – O Rev. Swan questionou.

- Não meu amor, problema algum meu bem. Só não gosto de ver nossa filha andando com estes hereges.

- Renée não seja uma fanática! Se Deus não faz acepção de pessoas, por que nós faremos? Vá aproveitar sua festa Bella, eu cuido da sua mãe.

- Obrigada pai.

- Imagina querida.

Bella voltou à sala de estar onde os convidados estavam, cumprimentou alguns enquanto caminhava na direção dos Black.

- Olá Bella, feliz aniversário menina!

- Obrigada Billy, fico feliz que você e Jacob vieram. A festa nunca seria a mesma sem vocês.

- Ta vendo pai, a Bells não vive sem mim. – Jake disse.

- Menos né?! Jacob, bem menos. Na verdade nada. – Bella disse rindo

- Bem feito, seu presunçoso. – Billy disse rindo de seu filho.

- Bella? Bella! A campainha está tocando, você não ouviu? Mais convidados chegaram, vá recepcioná-los. – Renée disse.

Bella foi andando lentamente em direção à porta. Mais gente estranha era o que ela não queria ver. Afinal se era para ter uma festa, que fosse com quem você conhecesse, certo?

- Olá Bella. - Foi o que ela ouviu e em seguida recebeu um abraço mortal.

- Oi Emmett, por favor me ponha no chão eu estou com um vestido curto.

- Ah, oi desculpe. Mas feliz aniversário criança! – Emmett olhava docemente para Bella.

- Emmett você pode parar de me chamar de criança? Se você continuar serei obrigada a te chamar de tio, afinal você é nove anos mais velho, não?

- Ok, parei. Parei!

– Ah você veio Emmett, que bom! – Disse o Rev. Swan.

- Venha, vamos entrar tio Emmett.

Quando Emmett saiu de sua visão, a menina pode ver que não viera sozinho. Trouxera Edward com ele. Os olhos dela se encheram de brilho ao vê-lo. Seu estômago se inquietou, como se borboletas dançassem em seu ventre e, com elas, viessem um turbilhão de novas sensações. Sensações essas que, ao invadirem seu corpo, se interaram também à sua alma. Sorrir foi a reação imediata a ele.

- Feliz Aniversário Isabella. – Edward disse beijando-a gentilmente na face. – E aí, você ainda que escapar?