Durma com os Anjos
Disclaimer: Os personagens e lugares citados não me pertencem... Óbvio! Senão o objetivo de vida deles seria apertar o traseiro do maior número de pessoas possíveis... De qualquer forma, eles pertencem ao Kishimoto-sensei.
Legendas:
"..." pensamentos
"" O que está escrito no caderno (depois vocês vão entender)
Capítulo II
A Revanche de Kakashi!
Viu o sol raiar com um vagar que jamais esperara ver. Nunca pensara que sete minutos e alguns segundos fossem tão demorados, e ao mesmo tempo, tão lindos. Sete minutos apenas para que as sombras se dissipassem, recolhendo-se e perdendo espaço, até não restar nem mesmo um vão sobre as terras e o céu. Um belo espetáculo para quem via. Na verdade, era um grande matiz de misturas de cores, sem qualquer segregação ou superação, pois todas tinham seu espaço naquele grande céu. Não havia necessidade de pressa, pois a magia consistia justamente nos gestos lentos, que davam impressão de que os céus sentiam um certo prazer em fascinar pela sua languidez, como a deusa do amor que oferecia sua maior arte a ele. Quis estar deitado na grama, com as mãos cruzadas sobre a cabeça, sentindo as plantinhas se curvarem sobre o peso do seu corpo, com as pequenas gotas de sereno em contato com sua roupa, molhando-a e refrescando sua alma, mas não podia voltar, tinha que estar ali, exatamente onde estava.
Talvez este tenha sido o momento que mais adorara naquela longa espera. Talvez o único que tivesse valido a pena. Ele não costumava acordar cedo. Na verdade, podia contar nos dedos o número de vezes que o fizera. Não gostava de acordar cedo e não o fazia. Tinha liberdade e autonomia sob si próprio para isso. Se ele queria uma coisa, demonstrava, se gostava de alguma atividade, a fazia, se não gostava, suspirava, deixando os ombros caírem pesadamente e dava as costas. Ele sempre fora assim. E nunca precisara dizer qualquer palavra para deixar tudo isso claro para as pessoas que o cercavam. Seus gestos eram tudo o que precisava para fazê-los compreender. A verdade é que não se abria com estranhos com muita facilidade e nem fazia questão até ter certeza de que eram pessoas confiáveis. Contudo, sabia como expressar uma recusa com gestos, sabia como cativar, sem sequer mostrar suas feições. Não era difícil!
Diferente dela. Ela não fazia questão de conhecer pessoas novas. Na verdade, não era receptiva a novidades, parecia já conhecer todos os fatos que aconteceriam com uma antecedência impressionante. Às vezes nem se dava ao trabalho de contar do que se trata, apenas jogava uma indireta pra prevenir sobre o que aconteceria. E provavelmente era a verdadeira Sakura, entre as várias faces que ela possui. A temeridade e precaução da Sakura comum e ao mesmo tempo o ar misterioso e inteligente da Sakura guerreira. Ela era surpreendente e ao mesmo tempo, previsível demais. Ele sabia exatamente que atitude ela teria perante algo que desconhece, sendo esta um retraimento que pouco caracteriza a mesma kunoichi que é conhecida por surpreender os adversários a meio caminho de seus atos, que lhe oferece um sorriso brilhante depois de cair no choro!
Uma boa garota, sem dúvidas. A garota que ele terminara de criar, junto com a Godaime, após a morte dos pais dela. Fora triste, de fato. Os perdera logo após a morte do clã dos Uchiha, uma vez que Sasuke morrera ao matar o irmão, Itachi. Os pais morreram em um acidente triste, uma explosão dentro de casa provocado pelo gás do aquecedor que fora esquecido aberto. Sakura soubera durante uma missão e não quisera voltar a Konoha enquanto a missão não fosse completada. Kakashi sabia o motivo dela ter ignorado a notícia. Duvidava que ela tivesse acreditado. E não a culpava por isso. Também teria duvidado se tivesse visto seus pais muito bem em casa um dia antes e, de súbito, alguém chegasse e dissesse que eles não respiravam mais. Ela não conseguira acreditar até que vira os dois corpos no necrotério, prontos para serem reconhecidos e encaminhados para uma cerimônia de despedida decente.
Ele nunca vira Sakura tão perturbada como ela estivera naquela época! Nem mesmo quando Sasuke fugira... A Godaime, temerosa pelas besteiras que Sakura poderia cometer, convidou-a para ficar por algum tempo consigo, pois sabia que Sakura precisaria de supervisão. E não se enganara. Certa vez, Tsunade-sama pegara a jovem brincando com uma kunai descuidamente, passando-a pelos pulsos e pelas pernas, fazendo pequenos talhos.
Ele a compreendia. Nada restara a ela, logo era natural que ele sentisse vontade de... se juntar aos seus entes queridos. A Hokage começara a emprestar-lhe livros de auto-ajuda e lentamente ela foi empurrada a filosofia, talvez por isso ela goste tanto disso! Era ali que ela encontrava refúgio. Era naquele mundo entre velhos ultrapassados em que Sakura se sentia livre, confortável e acima de tudo, feliz. Por fim, ela era como ele. Ele também se perdera na magia dos livros para que esquecesse fatos dolorosos.
Fora por causa da tristeza dela, que ele tentara tão insistentemente animá-la e escolhera os desafios retóricos para tal missão. Precisava de algo que a instigasse a viver, que a instigasse a perseverar. E ali estava. Vítima de um bem que fizera para sua garotinha! Vítima! Ele criara aquele jogo para mantê-la sã e salva e agora se via atado a um compromisso que não queria assumir, graças as tais das suas boas intenções! Teria que viajar com Sakura!
Bem, a companhia dela em si, não era um problema. Eles tinham uma ótima amizade e gostavam muito da companhia um do outro. O que não o fazia feliz era a viagem. Não era a preguiça que o agarrava em Konoha. O fato era simplesmente o detalhe de não acreditar no natal. Comparecia todos os anos as ceias às quais Sakura o convidava, não por estar realmente com o tal do "espírito natalino" que todos dizem, mas que até hoje, ele jamais sentiu, mas sim por gostar de ficar perto de seus antigos alunos, por querer ficar perto dela para vigiá-la. Ele sabia do fraco que ela tinha por vinhos e sempre tomava mais que o necessário, sempre resultando na Sakura abraçada a ele, chorando a falta de seus pais e a vontade que tinha de poder voltar um dia antes da morte deles e tê-los dito que os amava... Ele sabia que se fosse para o hotel e deixasse Sakura sozinha, ela seria capaz de cometer alguma besteira, depois de uns copos a mais de bebida. Ele sabia que ainda hoje ela não havia superado aquilo, sabia que seu coração esfriara e que sua vontade de viver andava tão apagada quanto o coração.
Contudo, por alguma razão ao vê-la, não quis aceitar seu convite, por mais que achasse que o melhor era que ele fosse com ela e ficasse de olhos abertos. Ele não sabia porquê, mas tinha um forte pressentimento de que algo de ruim podia lhe acontecer naquele lugar. Seu nariz começara a coçar. E toda vez que isso ocorria, algo de muito ruim acontecia. Entretanto, ao vê-la chorar ali, bem diante da sua frente, pela primeira vez em anos ansiando verdadeiramente algo, com vontade de viver e presenciar este momento, ele não pôde recusar. Não ao ver-lhe as lágrimas. Toda vez que ela chorava, ele sentia seu coração se dilacerar, culpando-se por não ser capaz de acabar com dor de sua garotinha, por não ser capaz de fazê-la abrir um sorriso e mostrar que a vida não é assim tão ruim.
No entanto, não esperava que as lágrimas dela fizessem parte do jogo! Jamais imaginara que sua criança seria capaz de tal traquinagem. Sem os efeitos da bebida, ela era uma moça normal, com sonhos e singularidades, capaz até mesmo de manipulá-lo. Ele se esquecia que Sakura só era um perigo ambulante no natal e no ano novo, época de comemorações. Ela não era do tipo que bebia sempre, que ia pra algum bar numa sexta a noite e fizesse vexames... Ela sequer gostava de freqüentar bares...
Por falar em freqüentar... Lembrou-se de freqüência e em seguida, a alguém que ele espera ainda não havia chegado. Ele deixa seus olhos vagarem pelo relógio. Eram quase sete horas da manhã. Se ele não se enganava ela marcara às cinco da manhã. E fora exatamente o horário em que ele chegara. Não se daria ao luxo de chegar tarde, por mais que soubesse que Sakura não partiria sem ele. Ou partiria? Será que aquela cena toda fora apenas para que ela provasse que era capaz de vencê-lo? Inclusive as lágrimas?
Não! Sakura não faria isso! Ele a conhecia muito bem e sabia que Sakura seria incapaz de uma maldade dessas.
Ele se deu conta do quanto esperar era ruim. Quer dizer, lá estava ele, em pé, parado, desperdiçando um tempo precioso de sua vida que nunca mais voltaria, nunca mais poderia ser utilizado para algo útil. Simplesmente estava ali, parado, olhando o céu, entediado. Poderia pegar seu livro e continuar a ler, entretanto assomos de insegurança não o permitiriam se concentrar em sua leitura sagrada. Ficava se perguntando sobre o motivo que levava Sakura a se atrasar, isso é, algo poderia ter-lhe acontecido... Quer dizer, algo muito grave podia tê-la impedido de chegar. E se ela estivesse passando e um lenhador descuidado tivesse deixado o tronco de uma arvore cair sobre ela? CRUZES! Até como Sakura ele já estava pensando! Devia ser a convivência. Ela que tinha essa mania de deturpar e exagerar a realidade. Pensando em possibilidades absurdas e totalmente fora de questão de se acontecer com uma pessoa normal. Isso é, teria de ter muito azar para que isso ocorresse! E nenhuma pessoa no mundo devia ter essa má-sorte! A própria Sakura dizia não acreditar em sorte, azar e destino. Era apenas o lado filosófico dela se manifestando. Ela dizia que o ser humano trilhava a sua própria sorte, seu próprio caminho, sua própria vida. Tudo o que se faz, tem uma conseqüência mais tarde. Ela costumava dizer que esse era um dos primeiros princípios da filosofia. A aceitação de que não existe interferência divina, uma vez que a própria divindade é um mito, inexistente, portanto.
Cruel, mas Sakura não acreditava em Deuses. Quer dizer, nunca a vira rezando, nunca a vira pedir aos céus que lhe facilitassem o caminho, nunca a vira esperar por nada de mão beijada. Um dia lembrar-se-ia de perguntar sobre isso a ela.
Deu mais um suspiro! Começava a pensar seriamente em ir até a casa dela e puxá-la pelos cabelos até as tais montanhas! Que falta de respeito deixá-lo plantado ali, criando raízes e tudo, enquanto ela dormia sob um edredom quentinho! Quem Sakura pensava que era? Alguma rainha ou alguma noiva no dia do seu casamento? Já pensou? Sakura no dia de seu casamento, chegando três horas depois do combinado e todos os convidados já exaustos?
Verdade seja dita, Sakura devia estar fazendo de propósito, pois ela não costumava se atrasar mais de 15 minutos.
Ah, iria pendurá-la no poste de cabeça para baixo, nua, perto de uma colméia e açoitá-la até lhe prometer que nunca mais o deixaria esperando por tanto tempo!
Olhou para dentro dos portões de Konoha, com o olhar meio perdido, mais procurando por um poste com a exata descrição que ele pensou do que qualquer outra coisa. Mas foi então que ele a viu. Não estava muito longe dele. Não mais que uns 15 metros. A safada vinha andando calmamente, enquanto olhava o céu parcialmente coberto por algumas nuvens em um tom acinzentado ao extremo leste. Provavelmente uma chuva ingrata cairia aos arredores de Konoha. Se ventasse, era capaz da chuva cair dentro da própria vila, o que poderia atrapalhar a ceia natalina de muita gente.
Ela o viu e acenou animadamente. Cínica! Como podia? Estava atrasada e ainda vinha sorrindo até ele? Nem se dava ao trabalho de fazer uma cara de tragédia!
A kunoichi de cabelos róseos correu até ele. Seu sorriso grande era de arrasá-lo. Por que a felicidade? Ele não estava nada feliz de ter mofado ali! Os olhos verdes como profundas lagunas de água cristalina brilhavam enquanto a luz do sol, iluminava-lhe o rosto. Parecia uma estátua de uma deusa grega, correndo até ele, linda e irresistível.
"EI! O que estou pensando? Ela é a minha garotinha! Nada além disso!"
-Ohayoo, Kakashi-sensei! –A moça disse sorrindo alegremente, enquanto passava por ele e seguia seu caminho para estrada -Vamos andando?
-Você tem noção de que horas são? –Ele ignorou a saudação da moça, enquanto a olhava com um olhar que era um misto de fúria e frustração. Não era bem assim que ele imaginara que ela chegaria. Imaginara que ela desataria a se desculpar. Mas ela agia como se absolutamente nada estivesse errado.
-Ai, que horror! –Sakura entreabriu os lábios, fingindo assombrada e boquiaberta. Uma interpretação cara-de-pau, digna de novelas de quinta categoria. Ela sequer se sentia culpada! –Como você pode ser assim, tão insensível? Eu venho aqui, toda feliz, te dar o melhor "bom-dia" que já dei na vida a alguém e você me pergunta que horas são? Compra um relógio!
-A quem você está chamando de insensível? –Ele perguntou começando a ruborizar pela raiva sob a máscara. Não era normal uma pessoa tirá-lo do sério com tanta facilidade, mas incrivelmente ela tinha esse poder. Ao menos o conseguia, quando começava com essa ironia fatal!- A única insensível por aqui, é você! Deixou-me aqui, torrando no sol, fazendo fotossíntese, tornando-me um vegetal, enquanto você fazia sabe-Kami-sama-o-que! Eu por acaso tenho cara de samambaia?
-Não queria ser eu a ter que lhe dizer isso, Kakashi-sensei. –Sakura replicou na cara mais falsamente culpada e embaraçada que conseguiu fazer -Mas sim! Você tem cara de samambaia! E das mais choronas que já vi! Inclusive acho que tem algum parentesco com aquela que tenho em casa! Eu diria que vocês são gêmeos idênticos!
-Há, há, há! Muito engraçado! –Ele respondeu sarcástico, estreitando seus olhos castanhos até a moça, que pos suas mãos nas costas e riu travessa, como uma criança! Ela até podia ter 20 anos de idade, mas mentalmente, teria no máximo, 3! –Agora para de fugir do assunto! Você tem que me explicar direitinho o porquê do seu atraso!
-Embora eu não tenha que te dizer o que passa na vida, vou lhe dizer. –Sakura disse com um ar jovial e um sorriso matreiro na face. Ele não precisava ser genial para deduzir que aí vinha uma arte das grandes -Tive uma noite tórrida de sexo com um maníaco psicopata que resolveu me matar depois! Aí, já viu! Tive que me livrar do traste logo em seguida! E acredite, ele nem era lá essas coisas na cama!
-Mentirosa! Era pra ser direta, mas não precisava inventar tanta coisa assim! –Ele respondeu mal-humorado, pouco podendo conter uma pequena ira que se apossou em seu coração apenas pelo simples fato de imaginar sua garotinha numa situação dessas! Ela queria o que? Matá-lo do coração?
-Olha quem fala! –Sakura respondeu com escárnio, fazendo língua pra ele, em seguida -Pelo menos eu me dou ao trabalho de pensar em uma mentira! Tem gente por aí, que contam umas mentiras bem piores.
-Isso, por acaso, foi alguma indireta? –Ele questionou com uma cara de poucos amigos.
-Bem, se a máscara lhe serviu... –Sakura respondeu, fazendo uma maldita piada com a máscara que ele usava. Eles mal notaram que se aproximavam da vila mais próxima de Konoha, enquanto se mantinham naquela briga.
-Não! Decididamente não serviu!-O ninja de cópia respondeu levemente emburrado, cruzando os braços.
-Ah... Que pena! –A menina dos olhos mais belos já visto em Konoha suspirou fingindo-se decepcionada -E olha que eu tinha escolhido com o maior cuidado... Era pra ter sido perfeita!
-Você só pode estar curtindo com a minha cara! –Ele respondeu fingindo uma calma que estava longe de sentir. Aquela garota estava tirando-o de si! Como podia? Ela parecia ter descoberto a fórmula para irritá-lo e realmente utilizá-la nos momentos mais inoportunos. Olhou-a de esguelha. Ela estava melhorando na eloqüência. Irritantemente melhorando! Era bom que ele assumisse o controle logo! Aquilo não estava bom.
-Com a cara? Nããão! –Sakura respondeu com a expressão inocente de novo brincando em suas feições -Somente com a sua máscara!
-Chega, Sakura! –Ele cortou-a. Não podia deixar a menina manipulá-lo daquela forma! Era um absurdo!
-Ahhh... Poxa, Kakashi-sensei! –Sakura responde tristemente, fazendo um biquinho de criança mimada e emburada -Estava tão divertido!
-Questão de opinião! –O sensei obtemperou com chateação.
-Olha! Chegamos! –Sakura apontou a placa da cidade, que tinha um "BEM-VINDO" em kanjis garrafais.
-Eu sei ler! –O homem de cabelos prateados, disse de forma pouco educada.
-Ora, Kakashi-sensei! Você não está com raiva, está? –Sakura finalmente parecia ter percebido que estava deixando seu sensei realmente irritado -Entre no espírito da brincadeira.
-Eu não sou pai-de-santo! –Ele redargüiu, levemente chateado.
-Ora! Assim não vai dar pra viajar comigo! Você sabe que eu atento mesmo! –Sakura tentou ameaçá-lo.
-Ótimo! Então não viajo mais. Voltarei a Konoha! –O jounin rebateu dando-lhe as costas e voltando-se para a direção que vieram. Agora sim ela estava jogando o seu jogo! Aprenderia que ninguém faz chantagem a Hatake Kakashi sem receber uma resposta a altura.
-NÃO! Pera aí! –A médica-nin disse urgentemente, segurando-lhe o braço esquerdo. Ele sorriu. Tinha certeza de que ela faria isso! Agora sim! Tinha-a em suas mãos e poderia impor a ela sua vontade –Você também não precisa ser tão radical!
-É? –O sensei replicou ignorando-a e continuando o caminho de volta a vila da folha.
-Não vá, Kakashi-sensei! –Sakura disse utilizando-se do tom mais macio que sabia possuir. Tomara que funcionasse para alguma coisa. Todavia, reparou que o homem continuava seu caminho, fingindo sequer tê-la ouvido. Ela tinha de fazer algo! E ela sabia o que era esse "algo". Só tinha essa opção! Essa tentativa. Era arriscar ou ficar a ver montanhas... –Eu juro que calo a boca durante o resto da viagem! Você não ouvirá sequer a minha respiração, quanto mais provocações...
-Hum... –Ele apenas fez apenas um som gutural. Sequer parecia estar pensando em aceitar sua proposta –Você? Sem falar? Em que mundo isso existe?
-Nooosa! Você nem acredita em mim! –Ela diz com um olhar choroso -Se for necessário isso para que você acredite, eu digo que você pode me dar um tapa cada vez que eu falar.
-A sério? –Kakashi parou e ela correu até a frente dele e confirmou com um meneio positivo, já imaginando que se arrependeria depois –Sendo assim... Vamos! Afinal, vai ser divertido ver alguém apanhar bastante!
-Vamos ver, Hatake! –A moça respondeu desafiadora. Mais que depressa sentiu algo pesado contra a sua nuca, e em seguida, uma dor imediata naquela região.
-Você falou! –O jounin respondeu com um enorme sorriso por baixo da máscara. Decididamente aquilo seria divertido!
-Mas já começou? –Sakura falou automaticamente, sem pensar nas conseqüências.
TUM! Outro golpe! A dor duplicada! "Droga!"
-Claro! Eu não estou indo com você de novo? –O ninja de cópia tentava segurar a todo custa as gargalhadas que queria dar! Era a sua vingança! "Viu? Quem mandou fazer chantagem psicológica para fazê-lo acompanhá-la? Aprenda essa lição, Sakura!"
-Poxa, então avisa, né? –Ela suspirou. Droga! Esquecera de novo! Sua língua parecia ser mais rápida que seu pensamento.
TUM! Mais uma vez recebera outro golpe! TT Ela olhou o homem a sua frente com um biquinho, completamente emburrado. Um olhar choroso de comover a qualquer um. Mas não a ele, que fez questão de desviar o olhar, justamente para evitar cair em tentação.
-Tá bom, ta bom! Já calei! –Sakura murmurou. Talvez ele não ouvisse.
TUM! Dessa vez sua cabeça começou a latejar! Mesmo que quisesse, não falaria! Morderia a língua antes de pensar em falar de novo.
Kakashi não pôde mais agüentar e caiu na gargalhada.
-Por acaso, você é masoquista? –O ninja questionou entre gargalhadas. Realmente aquela era Sakura e para que se calasse... Somente quando usava sua máscara de frieza –Vai gostar de apanhar assim em Konoha!
Piada ridícula, na opinião de Sakura! Revirou os olhos. Por fim, decidira tentar se comunicar de outra forma. Afinal, prometera não falar, ele não disse nada sobre comunicar-se!
Primeiro chamou a atenção dele, beliscando sua mão. Claro que o beliscão era um gesto desnecessário, mas bem que ele merecia depois de bater tanto nela!
-Ai! O que é? –Kakashi perguntou e observou-a enquanto ambos procuravam por alguma coisa. Sakura era a guia, ela o levaria, portanto ele não tinha idéia de para onde estavam se dirigindo.
Ela acenou, em mímica. Primeiro pôs a mão no próprio pescoço, massageando-o, em seguida, fechou o punho direito e bateu-o contra a mão esquerda espalmada e por último mostrou os dedos indicador e polegar, fechando-os, como se quisesse dizer que algo diminuía.
-Você está perguntando se posso diminuir os tapas? –Ele pergunta franzindo o cenho. Ao que ela meneia positivamente –Apenas depende de você! Fique calada e não sentirá mais nada!
Ela cruzou os braços, tentando mostrar sua chateação.
-A culpa é toda sua, não adianta me olhar desse jeito! –O jounin respondeu com um sorriso de satisfação. Paz e silêncio! Era tudo o que ele queria! –A sugestão foi sua! Nada posso fazer se gostei!
A médica-nin suspirou resignada. Ela propusera, agora tinha de agüentar. Da próxima vez podia pensar em uma medida menos desesperada.
Viu a estação de trem se aproximar. Era como seguiriam até o país da água, ou melhor, até as montanhas.
Ela o puxou pela mão e foi correndo até lá, com ele em seus calcanhares. O sensei apenas estranhou aquela atitude. Até a perguntaria o porquê da pressa, se ela realmente pudesse falar. Sabia que ela não responderia, tanto para puni-lo quanto para não apanhar mais. A mala que ela carregava toda a hora batia em sua perna e ele sabia que era proposital o fato de que ela levava a mala cheia na mesma mão que o puxava.
E de repente, a kunoichi parou. Como se não tivessem corrido um quilômetro entre as ruas de paralelepípedos irregulares e um tanto deslocados, como se quisessem que alguém tombasse.
A jovem abriu sua mala e entregou duas passagens ao jounin. Depois fez alguns gestos apontando para a direção oposta ao trem e mais gestos pedindo que ele esperasse ali.
Ele observou-a correr para dentro da grande estação. Um tanto exagerada, no ponto de vista dele, para uma vila pequena. Tinha infra-estrutura para comportar um milhão de pessoas, sendo que a cidade possuía meros 15 mil habitantes. Tinha pouca gente circulando por ali, como era de se esperar em uma época festiva de natal. Todos que tinham para chegar, já estavam lá, e os que foram ver os parentes, provavelmente já estavam em outra cidade, possivelmente tomando uma boa xícara de chocolate quente, rindo com os familiares.
-Ei, senhor! –Um homem vestido em um uniforme azul, provavelmente pertencente a algum serviço da estação aproximou-se –Vai embarcar nesta plataforma?
Kakashi deixou seu olhar vagar pelo grande número 9 sobre sua cabeça. Sequer sabia se era mesmo esta plataforma. Posou seu olhar pelas passagens e percebeu que Sakura o deixara no lugar certo.
-Hai. –Ele respondeu com vagar, estava pensando sobre onde sua garotinha teria ido.
-Bem, estamos de partida! –O homemzinho baixo e atarracado, informou-o com um sorriso -Queira me acompanhar, por favor.
-Gomen ne. –Kakashi respondeu um tanto preocupado, procurando a jovem de róseos cabelos pelas redondezas -Não posso embarcar. Estou esperando minha companheira de viagens.
-Mas senhor, já estamos para sair! –O outro contestou em um tom gentil e persuasivo.
-Eu sei disso e lhe digo que não vou enquanto Sakura não chegar. –Ele falou num tom tranqüilo, ignorando o olhar reprovador do homem sobre si, enquanto continuava a procurá-la.
-Neste caso, eu nada posso fazer. –O moço disse, parecendo conformado. O cliente sempre tem razão. Quem era ele para contestar? Avisar, ele avisara, que era o dever dele -O senhor tem apenas cinco minutos.
O homem se retirou tão silenciosamente quanto chegara. Kakashi olhou preocupado o relógio. Onde a menina se metera agora? Era impressão sua, ou ela parecia querer irritá-lo a todo custo? Até mesmo calada! Bem, de qualquer forma, era melhor para ele se a jovem se atrasasse e perdesse o trem. Aí poderiam voltar pra Konoha, montar uma árvore de natal improvisada, comprar algumas tigelas de ramen e vinho e seguirem na maior cara-de-pau para alguma festa de penetra!
Sabe, olhando por essa óptica, o negócio seria atrasar o máximo! Então, por quê não parar para comer alguma coisa antes de partir?
Começou a se mover para dentro da estação, na mesma direção onde Sakura fora, mas avistara a moça de cabelos rosas vindo em sua direção! Maldita Sakura! Parecia poder ler seus pensamentos!
A garota ajeitava a calça preta de tecido leve, as barras pareciam estar sujas de pó ou algo do tipo. Onde ela estivera? Perguntaria quando ela pudesse falar.
Sem mais delongas, a moça o pegou pela mão e puxou-o até a entrada do trem. Lá encontraram aquele moço que o interpelara.
-Ah, olá! –O homenzinho cumprimentou-os recebendo de ambos as passagens. Sakura apenas saudou-o com um sorriso e acenou de leve com a cabeça, enquanto Kakashi entregava-lhe as passagens -Que bom que chegaram a tempo! Hum... Certo, vagão executivo. Cabine 4.
-Ok. –Kakashi respondeu e entrou ladeado por Sakura no trem. Andaram pelo longo corredor até avistarem a cabine indicada. Kakashi abriu a porta e deu passagem para Sakura, que sorriu e empurrou-o para o lado de leve. Ela sorriu travessa, tentando provocá-lo. Nem calada ela sossegava! –Tudo bem! Faça o que quiser, calada como está, você não vai me irritar.
Ela assoviou uma canção, com um ar distraído enquanto colocava sua mala de lado e se acomodava na confortável cabine com estofados de couro discreto. Kakashi repetiu o que a moça fizera e sentou-se em sua frente. Pegou o "Icha Icha Paradise", pois não haveria melhor momento do que aquele para que pusesse sua leitura em dia. Ela ficaria quieta, com alguma sorte, dormiria o resto da viagem, sem chances de atrapalhá-lo.
Lançou-lhe um último olhar antes de voltar-se por completo para o livro. Ela tinha um caderno nas mãos e rabiscava algo. Bem, melhor! Assim também não incomodaria.
Leu por alguns instantes, quando sentiu um chute na canela. Sakura queria sua atenção!
-O que é? –Kakashi levantou os olhos até ela, ao que ela sorriu com ar inocente. Tirou de suas mãos sua "bíblia" e lhe entregou o caderno. Kakashi olhou-o, esperando qualquer besteira dali, meio-entediado, meio reclamando da vida.
"Achou que ia se livrar de mim assim tão fácil?" Era o que o caderno dizia, enquanto Sakura sorria travessa.
-Eu não acredito! –Kakashi reclamou em tom surpreso, atirando-lhe o caderno de volta –Isso não pode ser sério!
Mais sons de lápis contra o papel, alguns segundos e Sakura lhe passou novamente o caderno, com um outro comentário abaixo do outro.
"Eu prometi ficar calada, mas não disse nada sobre escrever!"
-Eu não pensei que seu vício por falar chegaria a tanto! Plano esperto! –Kakashi redargüiu em tom de derrota. Novamente ela o dobrara!
"Arigatou! Eu sei que sou muito esperta! Admita, Kakashi-sensei! Nem você pode comigo!"
-A verdade é que nem você pode com seu ego! –Kakashi admoestou-a.
"Você deve estar é com inveja! Só porque eu inflo o meu ego e você aquelas bonequinhas de sexy shop!"
Kakashi corou por debaixo da própria máscara. Ainda bem que ela não podia ver! Mais uma vez ela o pegava com comentários desse tipo e o deixava envergonhado.
-Você é mais impertinente escrevendo do que falando! –Kakashi respondeu levemente irritado! Ela realmente estava terrível.
"Bem feito! Não mandei dar a oportunidade!" A moça entregou a nova mensagem enquanto ria-se sem parar.
-É por isso que você está encalhada! –Por fim ele resolveu irritá-la também. Afinal, ela transformara nesse jogo em algo que dois podem jogar.
"Olha quem fala! O Mister Encalhado número um! Deixe-me ver sua carteirinha de encalhado! Eu fiquei sabendo que você é membro honorário desse clube!"
-Você está certa! –Ele redargüiu de forma tranqüila –Mas sabe, me aposentei semana passada e resolveram te passar o meu título honorário.
"É mesmo? Digam para tirar meu nome de lá, pois essa noite dormi com um psicopata, lembra?"
-Você ainda não desistiu dessa história ridícula? –Ele redargüiu com um sorriso de escárnio -Todo mundo sabe que você nunca esteve com um homem!
"O que você quer dizer com isso? Claro que já estive! Eu não estou com você?"
-Você sabe muito bem o que quis dizer, Sakura! –Kakashi respondeu levemente impaciente, olhando-a desconfiado!
"Quem? Eu? Claro que não! Eu sou tão inocente! A sua garotinha... Não é assim que você diz? Como eu poderia levar isto de outra maneira?"
-Inocente? Você? –O jounin replicou sarcástico, enquanto via a moça aproximar-se e sentar exatamente ao seu lado –Sinceramente nunca vi uma garota tão cínica!
"Cínica... Talvez! Mas isso não quer dizer que eu seja virgem, como você cisma em afirmar!"
-Ah, claro! –Kakashi respondeu sarcástico. Por algum motivo aquela conversa o estava irritando! Por que ela cismava em dizer aqueles absurdos? Ele sabia que mentira maior só haveria se alguém dissesse que de súbito o planeta seria invadido por marcianos vestidos de drag queens! –Não se precisa de dedos para contar com quantos você dormiu, porque você não os usaria, já que sua conta é zero.
"E pra que eu vou usar meus dedos pra fazer contar se eu posso fazer coisas mais interessantes com eles?"
-Claro! –Ele retrucou no mesmo tom sarcástico. Impressão sua ou ela acabara de fazer uma insinuação da qual ele sequer sabia que ela era capaz de fazer? –Tricotar é uma ótima atividade! Além do que você ainda pode fazer seu camisolão pra sua primeira noite de lua-de-mel!
"Tricô? Vá a merda, Kakashi! Ninguém faz mais tricô nos dias de hoje! Essas palavras só podiam vir de um velho desatualizado mesmo!"
-Posso até ser velho, mas pelo menos não sou virgem! –Kakashi provocou-a.
"Claro! Nessa idade se fosse virgem entrava pro Guiness!"
-Atrevida! –Kakashi murmurou levemente irado –Bem, pelo menos eu não corro o risco de entrar pro Guiness por esse motivo, já outras pessoas que conheço tem sérias chances...
Ele não ouviu mais o som da caneta arranhando o papel e para ser sincero, sentiu-se aliviado por isso! Ele ganhara! Ela se calara e isso significava que quem estava por cima era ninguém menos que Hataka Kakashi.
Ao ver o silêncio chateado vindo de Sakura, ela parecia estar bastante concentrada em sua ira contida, logo, resolveu ignorar e continuar a leitura de seu livro. Ela havia tirado-o de sua mão, então o procurou ao redor até avistá-lo largado no chão. Inclinou-se para pegá-lo, contudo Sakura empurrou-o de volta para seu lugar sem mais explicações.
Ele apenas lhe lançou um olhar interrogativo. Não pensara que ela tivesse se chateado tanto pelos seus comentários. Na sua opinião, ela sequer tinha o direito! Ela provocara primeiro! Só estava recebendo o que colhera!
Sakura lhe lançara um sorriso totalmente diferente de todos os que ele já havia presenciado por parte dela. Este misturava um toque malicioso e outro de... sensualidade? Era isso o que ele estava vendo ou estava interpretando errado?
Tivera certeza de que fora isso mesmo que vira no momento em que sentiu que ela sentava-se de frente a ele, exatamente em seu colo, passando uma perna de cada lado. Sakura ficara maluca? O que ela estava fazendo?
-Talvez uma virgem, sim! Mas eu posso fazer algo para que eu deixe de ser... –Ela sussurrou exatamente ao pé de seu ouvido, de um modo manso e leve quase como uma carícia da primavera que ele nunca havia ouvido vindo de Sakura. Os olhos da menina brilhavam de uma forma que ele jamais poderia imaginar que brilhariam. Estrelas talvez não tivessem a mesma luz que aquelas duas grandes orbes. Depois a jovem mordeu-lhe o lóbulo fazendo com que se arrepiasse de imediato. Sentia como se de súbito todo o tempo ali dentro esquentasse e não houvesse outra maneira além daquela que ele quisesse ficar. Sentiu a reação instantânea de seu coração falhar uma batida, sua respiração ficar suspensa. Esperava o próximo passo dela. Sabia que ela estava decidida a brincar com ele! Seu orgulho fora ferido e agora, ela queria uma compensação, queria prová-lo que ela era mais que uma virgem carente. Provavelmente queria prová-lo de que era uma mulher e nada mais! Maldita hora em que resolvera brincar com o ego dela! Com ego ferido não se mexe! E ele sabia disso! Sabia como Sakura podia ser perigosa e imprevisível quando estava realmente querendo mostrar algo as pessoas. Queria reconhecimento! Queria que ele visse que não era apenas mais uma dessas garotas que morreriam virgens por medo! Tal como ela descobrira que seu ponto fraco era o choro feminino, ele acabara de entender que o calo dela era a própria virgindade.
-Sakura, é melhor que não brinque com essas coisas! –Kakashi advertiu-a com a voz levemente embargada pelo espanto e em parte também pelos efeitos que aquela carícia possuía.
-Brincar? Ora, eu nem comecei! –Sakura respondeu tocando-lhe a face com gentileza, enquanto passava suas unhas caprichosamente pintadas de rubi, pelo pescoço de seu sensei.
Ele não podia mentir. Ela o estava perturbando. Mesmo por trás da máscara podia sentir esquentar a região por onde os dedos dela deslizaram em sua face. Podia sentir a sensação que adentrava seus poros e iam direto ao seu cérebro, dando-lhe uma sensação que há muito não sentia. Ele se sentia novamente vivo. Livre do torpor que se apossou de seu corpo nos últimos tempos. Seu coração parecia pulsar mais forte, pois tinha um motivo para tal.
Com a mão esquerda, deslizou seu indicador pelas roupas que ele usava habitualmente bem vagarosamente, sem deixar de olhar fixamente para seu olho que ficava descoberto. Parecia esperar toda e qualquer reação dele. No fundo devia estar insegura, sem saber se ela estava fazendo do jeito certo... Ela não imaginava sobre como estava...
A jovem mordeu os próprios lábios, parecendo nervosa. Este gesto chamou sua atenção. Aqueles belos lábios vermelhos e generosos pareciam chamar por ele. Parecia convidar para que ele próprio fosse mordê-los por entre beijos selvagens e alucinantes.
Sakura começou a brincar com os botões do seu colete. Parecia hesitar entre abrir e não abrir. Devia estar tendo uma daquelas dúvidas shakespearianas.
A garota tomou fôlego profundamente, como se este gesto fosse capaz de lhe dar coragem, prosseguindo e com lentidão abrindo o primeiro dos botões.
Kakashi entendeu naquele momento. Ele devia tomar partido. Por mais que soubesse que tinha que pará-la, dizer que ela não precisava provar nada a ele ou se envergonhar de ser virgem, ele sentia-se seriamente tentado a tomá-la em seus braços, deitá-la naquele sofá e torná-la mulher.
CONTINUA...
N/A: Yo! Isso aí! Acabou assim! Huahuahuahuahua... Ninguém nunca me disse que eu precisava ser uma autora boazinha! Bem, sobre esse capítulo o que eu tenho de comentar é que adorei mesmo escrever! Principalmente aquela parte em que a Sakura se atrasa e dá desculpas cara-de-pau pro Kakashi. Aliás, tô pensando seriamente em abrir o mural das cenas impossíveis da Fighter, no primeiro capítulo tracei um perfil psicológico da Sakura diferente, além de fazê-la mais espontânea, neste fiz o Kakashi chegar na hora, Sakura se atrasar e fazer Kakashi provar do próprio veneno. Rsrs Contando ninguém acredita!
Sobre o final, bem, o orgulho da pobre menina foi ferido. Não se podia esperar mais que isso! Depois ainda teremos as coisas pelo lado dela... Esse foi um capítulo todo do Kakashi. Agora, que partido será que o Kakashi vai tomar? Vai ficar ou vai passar? Não sei! cantando Pitty Bem, dêem seus palpites... Como a relação dos dois seguirá?
Verdade seja dita, eu não planejava terminar a fic assim. Planejava escrever mais, mas gostei de como acabou e decidi que iria assim. Eu confesso, só pra que vocês queiram me bater! Masoquista é assim mesmo!
O próximo capítulo pode demorar um pouco, pois estou na casa de minha avó e usava a net da minha tia, mas ela cancelou a conta dela... Aí, já viu, né? Vou ficar sem... E outro problema é que estou sem teto até o dia 25 (isso pq já adiaram de novo, era dia 23). Estou de mudança do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul, portanto sem net até que eu me mude e me estabeleça. Espero que me perdoem! Eu odeio me mudar! Mas o que posso fazer? A vida é assim...
Gostaria de agradecer a vocês que leram e não comentara, Mirela, a minha priminha querida que ajudou MUITO mesmo, palpiteira que só ela, a Eve, minha irmã, a Motoko Li e a Hatake Mi.
Respondendo as reviews:
Motoko Li: Que bom que você gostou! Sua review me animou bastante a continuar, pois eu estava realmente arriscando, você podiam não gostar... Quer dizer, é complicado transformar um personagem sem deixá-lo OOC. E quer saber? Eu também acho que a Sakura é melosa, melodramática e medrosa, por isso resolvi fazê-la mais madura, mas ao mesmo tempo, mais extrovertida (pelo menos com o sensei, pq ninguém resiste àquele homem... rsrs). É uma honra que você tenha gostado da minha Sakura... Eu realmente não sabia se seria bem aceita.
Brigada mesmo por comentar... E se em algum momento a minha Sakura fugir demais, please, me avisar... Todo comentário, crítica, qualquer coisa, será sempre bem aceito.
Quanto ao tamanho do capítulo, eu mantive. Também acho que daquele ficou bom. Mais que isso seria exigir demais do meu pobre cérebro danificado!
Obrigada de novo, please, continue comentando que vai deixar uma autora muito feliz!
Hatake Mi: Fala queridona! Claro que comentário pelo MSN vale! O importante é comentar! Bem, eu sei que você é adepta do apertãonotraseirismo e não duvide, vai ter! Porque é assim que o meu povo gosta, não é? Que bom que você gostou! Estamos nós aqui nos utilizando da arte dos velhos gregos gagás, mas não tão gagás quanto nós, diga-se de passagem! Não se preocupe que teremos frases famosas dos velhos esquisitos, como diz o Kakashi. Acho que a primeira que vou colocar é a do templo de Delfos... Lembra? "Conhece-te a ti mesmo!" Essa é maneira!
É! Eu também achei a Sakura legal. Ela ficou diferente, sem dúvidas, mas ficou divertida. E você sabe, a galera tem de rir um pouquinho!
Você está certa! Eu nunca tinha feito uma fic sem uma história pesada de mistério e drama. Realmente é um desafio novo fazer algo mais divertido. Mas se você diz que eu to indo bem, então ta bom!
Valeu dear! Espero mais comentários, hein! Se não comentar te transformo em biscoito! Rsrs Brincadeirinha!
Valeu galera, please, quebrem o galho! Deixem uma reviewzinha sngela... É só clicar ali em baixo...
APERTÕES NOS TRASEIROS!
