VENEZA

No dia seguinte todos acordaram por volta das oito da manhã. Havia rosquinhas, bolo de chantilly, variados pães, sucos, café e muitas frutas. Com exceção de Bella, Edward e Alice todos se fartaram do que havia ali. Alma e Renesme beberam leite com chocolate, não gostaram muito. Assim que terminaram o café, Seth chegou de táxi.

Todos se sentaram na sala dispostos a ouvir tudo o que a tia Laura tinha a contar:

─ Eu nasci aqui mesmo na Península Itálica, onde hoje seria Florença, no dia 22 de janeiro de 995 A.C. eu era filha de Graccia e Giuseppe, meu pai faleceu quando minha mãe estava grávida de dois meses .Quando eu completei cinco anos ela se casou novamente com Franccesco Volturi ele tinha dois filhos Caius e Marcus. Eu tenho exatamente a mesma idade de Marcus e Caius é cerca de dois anos mais velho. Logo em seguida minha mãe ficou grávida de Aro. Nós éramos criados como irmãos.

No ano de 975 A.C. o Francesco morreu, nem eu nem meus irmãos éramos casados. Minha mãe não estava nem um pouco preocupada com este detalhe ,mas Aro estava. Afinal eu já estava pronta para ter filhos e não havia casado ainda. Marcus achava que eu era nova para casar, pois ele tinha a mesma idade então deveríamos casar juntos. Caius era um boêmio não estava preocupado com o assunto. Mas a mamãe era uma incógnita indecifrável quando tocávamos nesse assunto ela fingia não ouvir era como se ela soubesse de algo que não sabíamos.

Meses depois ela falou que ia fazer uma viagem para a Terra de Santa Cruz e quando voltasse esperava me ver feliz casada ou não. Então passou a ser só nós quatro. O Caius e o Aro saiam à noite voltavam de madrugada e Marcus me fazia perguntava por que ele não ia com os dois , ele não me respondia.

Até que três meses depois numa sexta-feira, noite que seria de lua cheia se não estivesse caindo um temporal. Surgiram quatro homens a principio imaginei que fossem ladrões, mas não eram vampiros. Boris, Ivan, Stefan e Vladmir eram romenos da Transilvânia quem transformou eles não ensinou que se eles deixassem a presa viva, formariam novos vampiros portanto eles sempre bebiam o sangue de suas vítimas até o final.

Os romenos atacaram-nos; Boris que era o mais velho escolheu Caius, Ivan me escolheu, Stefan a Marcus e Vladmir a Aro. Mas o que eles não esperavam era o cheiro. O meu cheiro era mais atraente do que o de meus irmãos, não por ser mulher, mas por ...

─ Mas por...─ Edward perguntou. ─ Mas por o quê tia? O seu cheiro não era atraente por ser mulher, ou pelo tipo sanguíneo. Então era atraente pelo o quê. Era o mesmo cheiro do sangue da Bella?

─ Edward, era o mesmo cheiro do sangue da Bella. O cheiro se diferenciava pelo o que eu sou, mas eu vou explicar isso mais adiante.

─ E por que eu não podia morder a Bella?

─Continuando... Ivan sentiu-se atraído pelo meu cheiro e foi direto ao meu pescoço o que ele não esperava era que... Ao começar a beber o meu sangue ele caísse no chã que ele caiu fui tentar defender os meus irmãos dos outros vampiros e consegui. Boris, Stefan e Vladmir foram embora deixando Ivan pra trás eu acreditei que ele estava desmaiado. Fui até o armário buscar curativos, afinal a mordida havia me tirado sangue. Quando voltei para cuidar dos ferimentos dos meus irmãos foi que Marcus me disse que Ivan havia morrido.

Então começou todo o problema de ser um recém-criado mais para os meus irmãos do que para mim. Eu mordia um pescoço a cada quinze dias e tudo resolvido a base de minha alimentação continuava sendo o alimento humano. Só bebia sangue pra acabar com aquela ardência que me sufocava a garganta. Mas meus irmãos tinham que beber sangue todo o dia praticamente. Até que souberam controlar os seus instintos.

Passada essa primeira fase veio à fase das descobertas o que deixou Caius frustrado. Pois Marcus e Aro começaram a demonstrar suas habilidades especiais e Caius não tinha nenhuma, frustrando-o. Mas o pior de tudo era que por mais que Aro tentasse, ele não conseguia ler os meus pensamentos. Passei a temer se eles tinham essas habilidades será que eu também teria? E descobria da pior maneira possível um dia ouvi um pensamento de Marcus e achei que ele estivesse falando comigo. Foi o pensamento mais chocante que eu ouvi na vida.

─ Mas tia, se ouvir pensamentos foi o seu primeiro dom , não deveria ser o melhor? ─ Perguntou Alice.

─ Não, eu desenvolvi este primeiro, pois foi o primeiro que me ensinaram. De tanto ver o Aro lendo pensamentos e tentando ler os meus acabei desenvolvendo. Mas a minha maior habilidade é cura instantânea. A capacidade de curar os outros, mais adiante contarei sobre isso.

Naquele dia estava tirando a mesa do jantar quando ouvi em alto e bom som,se assim posso dizer, o Marcus pensar "Te amo". Olhei bem para ele e perguntei "O que você disse?" e ele me respondeu que não havia dito nada que eu devia estar delirando, enquanto ele tentava me convencer que não havia dito nada. O que realmente aconteceu eu ouvia os pensamentos dele "Será que eu deixei realmente escapar isso? Ou será que ela está lendo pensamentos como o Aro? O que é bem provável afinal eles nasceram da mesma mãe. Eu não queria que ela soubesse dessa forma, queria ter a oportunidade de me declarar. Eu amo ela desde que a vi pela primeira vez." Então interrompi seus pensamentos e disse "Eu só te vejo como um irmão Marcus, nada além disso." Seria mais justo se tivesse fincado um punhal em seu coração, o que não ia adiantar muito se tratando de um vampiro, mas ele morto seria mais justo do que aquela frase que disse a ele.

Depois de poder ouvir seus pensamentos é que percebi o quanto ele me amava e o que ele sofreu com as palavras que disse. Eu o via como um irmão, mas ele não me via como irmã. Ele foi embora falou que ia atrás dos vampiros que tinham nos transformado.

Foram os meses mais longos da minha vida. Aro e Caius queriam ir atrás dele, porém não sem mim. E eu não queria que Marcus sofresse mais do que já estava sofrendo. Então ele retornou falou que os vampiros eram da Romênia e que eles não faziam idéia de que se deixasse de beber o sangue até o final transformariam pessoas em vampiros. E que vampiros eram seres imortais não havia morte para eles. Caius acreditava que havia sim uma maneira e para isso teríamos que tentar.

Então era os meus irmãos criando vampiros de um lado tentando achar uma forma de matá-los e os romenos criando vampiros do outro para se fortalecerem. Claro que na época não existia Romênia nem Transilvânia, mas é o que seria romenos estavam construindo um império e os meus irmãos, graças à capacidade estratégica do Caius, descobriram que queimando um vampiro depois de destruído este seria o seu fim portanto. Fizeram o maior exército que puderam.

Eles ficavam bravos comigo quando caçava deixava só os ossos de minhas vítimas e não os ajudava no plano de acabar com os romenos. Nunca me preocupei com eles e os meus poderes não paravam de se desenvolver, isso já me ocupava muito. O poder de saber a intensidade de relacionamentos, visões do futuro e do passado, imobilizar pessoas e objetos, levitação, transfiguração, tele transporte, campo de energia protetor, telepatia, cura, poderes de tortura entre outros.

Os séculos foram se passando, eu não queria lutar com os meus irmãos. E tudo que vinha acontecendo na minha vida desde então era torturante para mim. Principalmente ouvir os pensamentos do Marcus.

─ E o Ivan? ─ Edward perguntou. ─ Por que ele morreu? E quando os Volturi derrotaram os romenos?

─ Do Ivan só descobri bem depois. E os Volturi só ganharam a luta quando eu os ajudei e matei o Boris.