Jogo Perverso
Cap. II – Jogador Perverso...
Ele estava cansado de ter sempre as mesmas garotas à sua volta. Todas românticas melosas atrás de compromisso, saíam uma vez com ele e já queriam casar! Românticas nada, a palavra correta era: interesseiras. Elas pensavam que teriam acesso ao dinheiro da Família Malfoy fácil assim, mas Draco não era bobo. O loiro queria alguém que também soubesse jogar o seu jogo. Pansy Parkinson, sua presa mais fácil, sempre estava por perto quando ele queria se distrair, no entanto chegava a encher a paciência algumas vezes:
- Draquinho! Você não quer que eu vá ao seu dormitório escondido hoje? – perguntou a cara de buldogue.
- Não, Pansy, hoje, não.
- Ah... Por favor, Draquinho!
- Não, Pansy! E deixe de me chamar de Draquinho!
E mais uma vez ele dispensara a buldogue... talvez aquela já fosse a milésima vez em sua vida que fazia aquilo. Ela era fácil demais, entregue demais, até... idiota demais. Precisava de alguém que jogasse o jogo, e, normalmente, para jogar seu jogo perverso, uma sonserina seria perfeita, mas estava com muitas dificuldades em achar uma que cobrisse os pré-requisitos.
Tinha andado falando com alguns amigos, quer dizer, conhecidos, pois Draco Malfoy não tinha amigos, e eles haviam lhe falado sobre uma moça fogosa que era perfeita para o seu tipo de proposta indecente. Ela era exatamente como ele em se tratando de relacionamentos, usava, abusava e jogava fora, perfeito, na opinião dele, um rapaz que queria tudo menos compromisso, afinal, amor é para os fracos, assim como a paixão. Queria uma garota que jogasse o jogo, o SEU jogo.
Os "amigos" que tinham lhe passado a informação sobre tal garota exigiram investimento em capital para ceder a informação, de modo que sentiu que eles realmente mereciam estar naquela casa, na qual tudo tinha um preço.
Andara observando algumas garotas no almoço do dia anterior e reparara numa ruiva estonteante: a Weasley. Não que ela fosse a garota mais linda da escola, havia outras tão bonitas quanto ela, até mais, entretanto ela transpirava um ar de confiança e sensualidade irresistíveis, fazendo-o até pensar que ela era seu tipo. Ora, que besteira! Aquela ruiva, mesmo linda, não passava de uma romântica bobinha que só pensava em casamento. Uma menininha tolinha que amava o Potter e achava seus olhos parecidos com "sapinhos cozidos", ou outra coisa idiota que ela escrevera para ele num poema.
No final das contas, acabou por tirar aquelas tolices da cabeça e pagou o preço que seus amigos pediram pela sua "pretendente de ouro", e ele os viu balbuciar um nome já conhecido seu: Virgínia Weasley.
"No, I don´t want to fall in love…"
"Wicked Game" by Chris Isaak
