Cervo ou Veado?

Chapter II

Uma simples pergunta, aparentemente boba e inocente pode mudar sua vida para sempre.

Com certeza tal afirmação parece às percepções alheias: propaganda barata de barra de chocolate, ou mantra clichê de livros de auto-ajuda.

Mas a coisa é tão real na minha vida, que é difícil de acreditar que a vida realmente seja minha.

Cervo ou veado?

A maioria perguntaria: cachorro ou gato? Coruja ou sapo? Feijõezinhos de todos os sabores ou sapos de chocolate? Açúcar ou adoçante? Tom ou Brad? Mulher ou homem?

Entretanto, a que me foi destinada não é nenhuma dessas...

Cervo ou veado?

E por que eu, uma pessoa completamente normal, não respondi cervo, ou veado? Por que eu tinha que dizer: CACHORRO POTTER!?

Hoje é terça e para meu total desespero, meu lindo vestido (o primeiro na grande fila de roupas com alto potencial de serem usadas no encontro com o Amos) azul: sumiu. Não existe feitiço que o faça aparecer e Pads me encara com aquela carinha de anjinho muito suspeita.

Talvez eu esteja enlouquecendo, talvez... Mas não confio nesse cão!

Não tenho nem apetite para tomar café e a primeira coisa que faço é sair do apê desejando que o animal resolva cometer suicídio ao passar a manhã toda entediado aqui.

Rezo para isso... E deixei estrategicamente posicionada, um lençol pendurado no teto, para ele usar como forca... Que providencial! Ele não precisa nem gastar energia, é pa-pum!


- Vamos Sirius, não pode estar sendo tão ruim assim... – Potter me parece extremamente feliz esta manhã.

Altamente justificável, ele não tem aquele monstrengo devorador de roupas e coisas não comestíveis na casa dele.

- Bom dia Evans! – Black correu na minha direção, Potter não ficou muito atrás.

- Você parece cansada... O que são isso, olheiras?? – pergunta digna de gelo.

- Potter pegue o seu cachorro de volta – dei a volta sobre meus saltos medianos, não me desequilibrando um milímetro sequer.

Uow!, eu poderia ter entrado para a High Society com essa.

- Pensei que gostasse de animais Lily – espero que o Amos não esteja por perto, não esteja, não esteja... – Mas não se preocupe, eu posso pedir para a Paola cuidar dele...

PAOLA CAOLHA?! NÃÃÃÃO!

- Hey, isso é fichinha, eu cuido dele tranqüilo, tranqüilo... Além do mais, Pads já até se apegou a mim – levanto os ombros e me empino o máximo que posso.

Não sei o motivo que me levou a fazer isso. Já vi a Paola vesguenta fazendo e me pareceu que ficaria mil vezes melhor em mim.

- Inclusive as suas roupas? – quase despenquei no chão.

Como ele sabia disso?! Acho que meu rosto demonstrou isso muito bem, porque ele continuou.

- Padfoot tinha esse hábito horrível com as minhas roupas também – ele disse com pesar.

- Mas ele não foi adquirido recentemente? – Sirius pigarreou muito forte ao meu lado e lançou um olhar meio que magoado para o amigo.

É, fiquei boiando. Coisa comum, desde a escola a verdade é essa. Eles faziam brincadeiras entre si e eu entendia bolinhas de sabão. Não adiantava o tanto que eu tentava colocá-los na linha, eles saiam dela fazendo rabiscos e me deixando mais tonta e confusa que a Paola caolha quando o Aubrey passa exalando a almíscar.

Eu não ajo assim, continuo digitando as minhas papeladas com postura profissional e não borro uma única linha.

Borro dois parágrafos e tenho que começar tudo de novo. Mas isso não vem ao caso.

- Depende do ponto de vista, ele é um cachorro mágico – ele se aproximou de mim como se contasse um segredo e um vento gelado bateu na minha espinha.

Já mandei inúmeros memorandos para regularem a temperatura do nosso setor e nunca me atendem, diacho.

- E o que ele faz? – indaguei um pouquinho curiosa.

- Não sei, um dia você descobre. Mas é melhor se apressar, seu tempo se esgota no domingo. Então uma dica, faça todas as suas vontades que o poder dele se revelará sem dúvidas! – ele piscou e eu pisquei como reflexo.

Reflexo da constatação que Amos estava mais divino do que nunca, nunquinha da vida! Os cabelos pareciam ainda mais macios (eu preciso descobrir o truque dele, o meu cabelo sempre fica assim sabe... Assim... Meio ruivo apagado... Ruivo-brega... Entende?).

E no segundo seguinte depois que ele me cumprimentou, eu me vi sozinha. Nem Potter, nem Sirius estavam ali.

E então eu me senti solitária como... O que? O Amos não falou do nosso encontro do sábado!! Isso é um sinal? Um sinal de que tudo não passou de um sonho não realizável? De que eu vou ficar para sempre e todo o sempre sozinha, oferecendo meus melhores vestidos e sapatos para o Pads comer e se transformar numa fada para realizar meu desejo de comprar outros vestidos para reporem os comidos por ela mesma em sua forma canina??

- Hey Evans, Moody lhe aguarda na sua mesa – oh não!, era o que me faltava.

Vou ser demitida.

E acho que vou ter que me juntar ao Pads e comer minha roupa também...


- Parabéns Evans, fiquei sabendo que você terá sua primeira missão fora dessas quatro paredes – a voz de um anjo me disse.

Um anjo de calças extremamente sexys.

- Obrigada – calças apertadas, calçasapertadascalçasapertadascalçasapertadascalçasapertadas.

- O que você vai fazer no sábado?

- Ahm... Nada – eu entrei em coma, só vejo calças apertadas na minha frente...

- Nenhum plano? Mas o aconteceu com esses homens? Andam cegos por aí... – e ele bebeu do copo de água que tinha em mãos, acompanhei o movimento de seu pomo já em transe.

- É... – atalhei em forma de eco.

Além das calças ele tem um pomo...! Mas que garota sai com um cara só porque ele tem o pomo mais saliente?

Eu.

Li uma vez que quanto mais proeminente o pomo de um homem, mais hormônio masculino ele produz. Pelo sim, pelo não, não custa nada arriscar. Sem contar que as calças apertadas já falam por si só. Se bem que, também ouvi dizer que calças apertadas levam à impotência sexual! Merlin, que horror! Já pensou se quando nós estivermos casados e fomos fazer nossos filhos, ele não puder fazer nada?! Eu vou ter que mandá-lo escolher: querido marido, eu ou as calças, e aí, quem vai ser?

- Seria um prazer te pegar às 8:00h e pra você? – calças, pomo, sorriso... Sorriso?!

Por que diabos eu diria não?? Claro que sim!!! Esqueçamos a impotência e as calças justas por enquanto. Ainda é muito cedo, não posso assustar meu esposo em potencial logo no primeiro encontro, pedindo-lhe para jogar fora todas as suas calças apertadas.

E então ficou acertado que ele me buscaria as oito, no sábado.

No mesmo horário que eu teria meu encontro com o Amos.

Fudeu.


- Lilían Evans! Lilían Evans! Li... – eu agradeço por minha mãe ter me dado um nome comum, dentro dos parâmetros da normalidade, sem excentricidades ou megalomanias, pois já pensou você ser chamada de Acheropita? Ou Callista? Ou Comfort (conforto)? Vem cá "Confortinha", vem...? Blergh.

Mas meu nome ser gritado aos quatro ventos não é algo que eu almeje do fundo da minha alma.

- O que foi?? – disse impaciente a um garoto que parecia mais magro que um fio de cabelo.

- Tenho uma carta urgentíssima para lhe entregar... – e então ele lançou um envelope vermelho na minha fuça.

E para que servem as corujas??

E para que estamos num mundo mágico?

E para que Merlin se importou em criar a magia?

E para que...

Eu recebi um berrador, não era segredo.

Acho que a mulher mandou pelo moleque para ter certeza de que eu abriria o troço.

Pads havia feito uma coisa que vizinho nenhum tolera em condomínio.

Ele invadira apartamentos alheios e não parava de latir.

Como ele fez tudo isso, para mim permanece um mistério...

Meu jantar com a Alice para por em dias os babados, está cancelado.

Ela é alérgica a cachorro.

E Pads é muito carente. Digo, é um capeta e não pode ser deixado sozinho. Só eu o aguento...


Não sei como ele consegue fazer isso. Vai ver que esse é o tal poder dele que o Potter tanto enfatizou: destruir a MINHA vida.

Meus vestidos e sapatos sumiram! De vez. Sem volta. T-h-e e-n-d.

E minhas economias viraram história, porque eu as havia usado nos tais vestidos e sapatos. Ou seja, precisarei recorrer a Alice para ter o que vestir no sábado.

O que me faz lembrar que tenho dois encontros no mesmo dia e no mesmo horário.

Que grandes merdas. Eu posso muito bem me dividir em duas. Ou melhor, em três. Tinha me esquecido do Pads.

Pelo menos é algo do qual eu posso me gabar, ele, a cada dia que passa, parece mais apegado a mim. Se é que pode se nominar o fato de me receber às mordidas e saliva e patadas no traseiro: demonstração de afeto.

Acho que esse cachorro é meio tarado...

Muitas vezes quando vou trocar de roupa ou tomar banho, tenho que chutá-lo para fora do quarto e trancar a porta. Coisa louca, né? Mas tudo para o meu amor.

Talvez eu devesse descobrir se o Aubrey gosta de animais. Tomara que não sejam gatos, porque ter cachorro e gato em casa, não ia dar certo. Afinal esses animais se odeiam. Eu acho...


Cheguei quase inteira e ilesa no trabalho. Meio da semana, quarta-feira e o andar dos aurores se encontra num caos fenomenal.

Porém, quem liga para isso. Eu não.

- Hey Lil's.

- Potter – retorqui impaciente e prendendo o que era para ser um cabelo brilhoso, sedoso, cheiroso e ruivo, mas não era, era um protótipo eletrizado de fios rebeldes com pontas duplas e ressecadas cor de cobre apagado.

- E então, como vai o Padfoot?

- Vai indo – disse querendo que ele fosse embora.

Ele é a causa de meu infortúnio. Por que loucura eu o iria querer perto? Ele só me traz mais azar.

- Fiz uma lista dos pratos e brinquedos preferidos dele para você comprar – ele esfregou um pedaço de pergaminho na minha cara.

Ousado filho da...

- O quê?? Ele come caviar com champagne? E de sobremesa chocolate com trufas?? De onde vou tirar dinheiro para comprar tudo isso?? – quase tive um treco.

Como se não bastasse aquele cão peludo acabar com minhas roupas, meu sofá, minha geladeira, minha comida, minha cama, minhas plantas, meu sossego, meu sono e MINHA VIDA?!

- É, tudo pelo seu Diggoryzinho Lily – ele sorriu.

Sorriu! Infeliz duma figa.

- Oi Evans – alguém me cumprimentou e estava muito aborrecida e decidida a ignorar, quando a tal pessoa entrou no meu foco visual.

Era o Amos.

- Diggory... – a lista escabrosa que o Potter havia me dado varrida absolutamente da minha mente.

- Então, nosso encontro ainda está de pé? – ele sorriu.

ELE SORRIU!!

E ELE LEMBROU! ELE LEMBROU!

- Claro que sim – tratei rapidamente de confirmar e Potter soltou algo como um muxoxo do meu lado.

- Ótimo – ele sorriu de novo. ELE SORRIU! ELE S... Okay, chega Lily – E parabéns pela sua primeira missão.

- Ham... – corei e Potter pigarreou.

- Fale James – Diggory disse e se afastou – Até mais Evans.

- Até...

- Evans dê um jeito de comprar as coisas do Pads ou ele ficará insuportável, será impossível – Potter começou a dizer, olhando emburrado para as costas do Amos e eu nem, nem...

- Oi Evans – oh Merlin! É o Aubrey! O Aubrey. O AUBREY! Ahhhh!

- Oi... – acho que minha voz nem saía mais.

- Tá confirmado nosso encontro no sábado, não? – ele sorriu. Ele sorriu. Ele sorriu. ELE SORRIU!

- Sem sombra de dúvidas – ri quase explodindo de felicidade e um barulho de queixo deslocado chegou aos meus ouvidos, acho que o Potter perdeu o queixo...

- Aguardo por isso Evans – ele me olhou como se eu fosse verdadeiramente linda e sorriu mais uma vez.

Ele sorriu! Ele sorriu! ELE... Merlin, eu tenho que parar com isso.

- Lily – alguma voz sexy e levemente irritada me chamou.

Ah, retiro o sexy. É o Potter. Iew! Como posso ter chamado a voz dele de sexy? Nuss... Estou perigosamente avariada. Preciso olhar para o bumbum do Aubrey de novo.

- Hey Lily, tô falando com você – ele foi mais enfático e parecia também mais irritado – Dá para olhar para mim e não para o traseiro do "gay-apertadinho"?

Gay-apertadinho? Bem que o Aubrey parece mesmo gay com aquelas calças justas... O que?! Claro que não! Acorda Lily, ele é muito homem. Muito macho-cho-cho!

- O que foi Potter?

- Você tem dois encontros no sábado? Com caras do seu trabalho? Não me diga que é no mesmo horário também? – o...ou!, faça cara de quem não sabe do que o Potter está falando Lilían – E o Pads Lily? – ele disse como quem mostra a uma criança que não pode comer chocolate e morango ao mesmo tempo.

O que é um absurdo! Pois claro que a criança e todo ser vivo pode! É um direito de todos nós, humanos.

- Você pode ficar com ele Potter? Por favor? Por favorzinho??? – implorei.

- Esquece Evans – ele me afastou e o tom distante que ele empregou no meu sobrenome me machucou muito.

Ele nunca me chama de Evans. Ainda mais assim. Como se nem ligasse para mim.

Poxa vida Potter... Hey, ele é o Potter. Continue me tratando assim Potter. Pois é assim que deve ser.

Isso. Eu acho...

- Só quero que você saiba uma coisa Lily – ele pegou a lista das minhas mãos indiferentemente, não era para eu ficar com ela? – Você está se metendo em algo supérfluo e eu sei que não é isso o que você quer. Que no fundo, você só vai sair machucada – e ele se foi.

Como assim ele sabe o que eu quero e o que eu não quero?!

Potter louco.

E agora, como eu vou fazer?

Quem vai ficar com o Pads?


- Era de se esperar! Quando colocamos novatos!, quando lhes damos uma chance para eles pararem com seus papos furados de injustiçados e incubidos com a parte "chata" do trabalho eles nos... – Moody começou, mas eu não deixaria que ele continuasse a me difamar pelas costas.

Era meu primeiro dia em campo e tudo acontecera de ruim para me impedir de chegar a tempo.

Ou melhor, quase a tempo, pois eu estava ali.

- Moody... Tô aqui... – mal tinha forças para levantar minha mão e mover as pernas.

Mas quem disse que minha vida seria fácil?? Se o Agripino do setor de controle de animais mágicos havia dado um jeito na sua nhaca, eu poderia dar um jeito da minha vida. Mais fácil que domesticar o Pads, ainda restam dúvidas?

Todos me olharam horrorizados.

A pergunta que lhes martelava a cabeça é: quem era aquela coisa? Eu estava mais para cinzas e fuligem de Evans, do que a garota-ruiva Evans.

- O... O que houve de errado? O que aconteceu com você?! – o negócio devia estar muito feio para mim.

Qual a probabilidade de alguém assustar o Moody?! Aquele cara já deve ter visto o Voldemort pelado, ou de sunguinha de bolinhas amarelinhas.

O galho que eu tinha em mãos servia como meu cajado, tinha alguma coisa no meio do meu cabelo que descobri depois serem folhas, chiclete e terra. Meus joelhos, testa, bochechas e cotovelos estavam ralados ou arranhados. E eu não podia evitar fazer caretas.

Eu estava em dor. Muita dor!

- Meu pó de flú foi comido pelo meu cachorro; o nôitibus me atropelou porque o novo motorista me confundiu com a sogra dele; minha varinha foi quebrada por gangsters que achavam que eu lhes mandava um sinal obsceno; o nôitibus me atropelou de novo porque queria me ajudar acertando os gangsters, mas me acertaram (pela segunda vez); eu tentei entrar no ministério, mas fui pega pelos seguranças então tive que me esconder na fonte; fui expulsa porque me confundiram com uma mendiga doida que todo tempo invadia o ministério pedindo pirulito e me jogaram em cima de um arbusto; trôpega me encontrei com um outro bando de gangsters que roubaram minha carteira e eu já não podia comprovar no ministério que eu: era eu (?); um velhinho barbudo parente do Dumbledore me deu um sermão porque acreditava que eu estava cheirando maconha e andava com as folhas da planta grudada no meu cabelo para fazer um baseado instantâneo; um cara despejou uma bandeja de cimento em cima de mim quando eu passava em frente a uma construção; caí num bueiro; bati de cara num poste; fui mordida por um cachorro (que não era o meu); arranhada por um gato; atacada por uma abelha...

- Alguém a leve para a enfermaria, agora! Ah, você Potter! – Moody berrou completamente em choque e muito preocupado.

Mas eu não registrei isso, pelo menos não naquele momento.

- Buáááááááááá!!! Wah-ahhhh! – meu choro estava um pouco alterado e eu estava um pouquinho alterada também.

Mas por favor!, existe alguém mais azarada que eu? Justo no dia mais importante (nem tanto, sábado é o dia mais importante) tudo isso aconteceu comigo?! Não é para qualquer um.

- Okay, eu tenho que lhe acalmar primeiro – Moody sacudiu as mãos nervosamente, a frente do próprio corpo.

Meus colegas me olhavam mais horrorizados ainda.

- Tenho um ponto a expor para a Divisão de Recursos Humanos do Ministério: eu não posso ir. Por que devo tomar a responsabilidade sobre uma mulher que não pode nem tomar conta de si mesma? – Potter disse friamente.

Acho que vai ocorrer um dilúvio com uma tempestade de gelo...

Até minhas lágrimas secaram com o vento frio.

Grosso sem coração! Não preciso dele e nada que venha dele!

- Pois não precisa Potter, posso muito bem ir sozinha! – arrastei meu salto quebrado para longe de todos.

Quem ele pensa que é?! Mostrarei a ele que posso muito bem me cuidar sozinha e...

Arght! Torci meu pé.

- Tá tudo bem Evans? – alguém perguntou muito preocupado.

Acenei em positivo e prossegui no meu caminho, segurando meus urros e lágrimas de dor.

- Quem irá pegar a dianteira da batida? Não preciso lembrá-los de que se esta missão falhar, o responsável pelo equívoco terá que reportar com dez reuniões, de 8h de duração cada, para o superior administrativo – Potter continuou e Moody o encarou estupefato.

Potter estava com a macaca mesmo.

Aquele monstro!, o odeio.


N/A: Uma fic feliz (: Obg pelas reviews e aguardem o último cap.