Dados: 11/04/15.
Palavras:1200.
Capítulo 2.
Andado pela rua Yuri percebeu que a região era abastada, casas antigas, comercio exclusivo, tudo muito pacifico. No banco pediu para falar com o gerente, fez uma grande retirada mas saiu aborrecido, o homem fazia insinuações grosseiras, dando em cima dele descaradamente o tempo todo.
Com a barriga roncando procurou um lugar para comer, observando com mais atenção percebeu dois estabelecimentos: uma cafeteria e um restaurante, escolheu aquele que lhe traria maior discrição, entrando só não deu meia volta indo embora imediatamente porque sabia, seria o mesmo em qualquer local, teria de lidar com a situação da melhor forma que pudesse, pois nada do que fez surtiu efeito antes (feitiços, poções, rituais, disfarces comuns: trouxa), no entanto ele sabia que havia um jeito, o pergaminho era a prova e o motivo de sua vinda ao Japão encontraria uma maneira.
Sentou se, chamou o serviço, selecionou as comidas que reconheceu. Conforme recebia os pratos, sentiu o volume das conversas aumentar, devorou os rapidamente suspeitando do andamento das coisas, pagou a conta e dirigiu se a saída, quando três pessoas se colocaram na sua frente barrando o caminho, uma outra lhe agarrou braço o impedindo de se desviar.
-Com licença, deixem me passar. Disse educadamente.
-Gracinha. Você vem comigo. Falou apalpando a bunda de Yuri.
-Sai fora, olha eu não quero confusão... Puxando o braço e batendo na mão do tarado.
-Vamos gostosura, não faça dengo. Disse outro chegando perto.
-Senhores, nosso cliente ainda tem assuntos a tratar com a casa. Venha senhor, resolveremos no meu escritório. Yuri suspirou de alivio com a intervenção da senhora e seguiu atrás.
-O que você está pensando?! Se não queria atenção, não deveria sair nesse estado, sua irresponsabilidade está causando confusão no meu restaurante.
-Ei! Eu não fiz nada, foram eles que vieram pra cima de mim!
-É claro que iriam, você está exalando feromônios por toda parte! Controle-se!
-Feromonios? Disse Yuri com a voz quase sumida. Uma expressão de surpresa apareceu no rosto da proprietária.
-Você...
-Como? Como faço para controlar? Controlando o assédio terminará? Você poderia me ensinar? Eu poço pagar é só me dizer?
-Se acalme. Sente e poderemos conversar tranquilamente. Vamos começar do início, meu nome é Karen Tokashiki. Você é?
-Meu nome é Yuri Kenshin, prazer em conhecê-la.
-Kenshin-kun, conhece sobre sua condição?
-Me inteirei de minha herança a pouquíssimo tempo e desconheço praticamente tudo sobre ela.
-Mas Kenshin-san nasceu assim?
-Talvez... bem, eu... tive complicações, eu realmente não sei.
-Mas ninguém percebeu nada?
-Eu sou muito reservado e as pessoas só veem o que querem.
-Não é impossível, mais muito raro. Por 550.000,00 ao mês, meu filho pode lhe ensinar. A um teste do governo em três meses se você não estiver pronto haverá outro seis meses após (semestral).
-Eu aceito.
-Resolvido isso, o que faço com você agora? Kenshin-kun não pode andar assim, é como estar implorando por sexo, atrairá todo tipo de
-Espere, espere Tokashiki-san, implorando...
-Sim, pior do que uma prostituta.
-É por isso que eles...
-Sim, essa é a razão. Fique aqui por um instante, eu já volto. Disse saindo e voltando rapidamente me entregou pulseira de couro (pele de cobra).
-Um empréstimo, pertence ao meu filho Shinobu, seu professor, por enquanto vai servir para espantar os indesejados.
-Obrigada Tokashiki-san.
-Me chame de karen, verá muitos Tokashiki de agora em diante.
-Obrigada Karen-san. Por favor me chame de Yuri.
-Nos vemos amanhã Yuri-kun.
-Até amanhã Karen-san.
Foi embora agradecendo a Merlin pela boa sorte, encontrar respostas logo no primeiro dia e o mais extraordinário de toda história, agora usando a pulseira ninguém me perseguiu, fiz compras no mercado e voltei para casa tranquilamente, sem nenhum tarado atrás.
Guardei os mantimentos: comida na cozinha, os matérias de limpeza no armário do corredor e os de higiene no banheiro (completo: sanitário + casa de banho), passei no escritório, peguei um livro andei pela sala, fui para o quarto grande azul (2 grandes, 3 médios) deitei se comecei a leitura.
Yuri acordou ainda cansado, preparou o jantar (sopa com legumes) e voltou a dormir.
Enquanto isso na casa dos Tokashiki.
-Mãe, você sabe que vim para treinar a noiva de Kunimasa e Yunekune não podemos ficar aqui com esse estranho, vamos para casa de verão, havíamos conversado sobre isso antes.
-Eu sei Shinobu, mas tem alguma coisa diferente com Yuri Kenshin. Devemos leva-lo conosco.
-Diferentes como?
-Ele não sabe o que ele é e eu também não, sua aura mas é embaçada não posso defini-lo. Parece que teve problemas com sua herança e ela revelou-se somente agora, ele não sabe como controlar seus dons, os feromônios que está exalando são muito fortes.
-Isso é novo. Acho melhor traze-lo conosco. Quando a senhora marcou com ele?
-Amanhã. A eu ia me esquecendo, dei a ele um de seus braceletes.
-Mãe.
-Não estou planejando nada ... é verdade. Eu sempre disse que vocês poderiam escolher (o que não quer dizer que não posso dar um empurrãozinho pensa), eu não os obrigaria a nada. Ele simplesmente precisava de algo para que o deixassem em paz.
No outro dia.
Ai... já é 09:00 horas! o despertador não tocou? Não lembrei de ligar o alarme! Agora tenho que ser rápido, tomar banho, me vestir, comer ... fiquei tão feliz, ontem acabei esquecendo de pegar o endereço do local onde terei as aulas. O jeito é ir ao restaurante.
Depois de tudo que passei, as pessoas diriam que eu me tornaria mais atento, e elas estão certos até certo ponto, eu reconheço intenções hostis há distância, não preciso nem ver apenas sinto, mas para todas as outras coisas... bem, não é minha culpa que o mais importante era sobreviver: primeiro na família, segundo no colégio, terceiro na guerra e finalmente na política onde a hostilidade está sempre encoberta, pensava Yuri enquanto andava.
Não tínhamos marcado nenhum horário então não estar exatamente atrasado pensa parando na porta do estabelecimento onde uma mulher de rosto anguloso, olhos negros profundos, penteado severo no cabelo escuro, usando uma roupa tradicional (kimono) de cor azul oceano esperava.
-10:00 horas, chegando tarde, no primeiro dia, você está realmente interessado em aprender?
-Sim Tokashiki-san. Desculpe a demora.
-Eu pedi para me chamar de Karen, Yuri-san,. Estamos indo para casa de verão amanhã cedo as 06:00 horas, arrume suas coisas e nos siga com seu carro, vai ficar hospedado em nossa casa até o próximo teste.
-Mas como, não... Começou Yuri apenas para ser interrompido por Karen-san.
-Pensei ter ouvido Yuri-san dizer que estava interessado no que meu filho pode te ensinar, ele tem outros alunos lá, se Yuri-san não deseja mais...
-Não! Eu continuo querendo. Estarei pronto, nos encontramos aqui?
-Sim. É tudo por hoje Yuri-san.
-Nos vemos amanhã Karen-san. Diz Yuri e sai pensando nas coisas a fazer: como retirou uma grande quantia não precisaria de mais dinheiro, a casa ainda estava limpa, todos os perecíveis teriam de ser doados, embalar novamente as coisas que trouxera juntamente com os produtos de higiene comprados a pouco, colocar tudo no carro, abastecer e finalmente colocar o relógio para despertar... as 05:00 é por isso que a chamam de terra do sol nascente o povo acorda com os raios de luz.
