CAPÍTULO I
Sesshomaru Taisho estacionou seu poderoso Lexus na ga ragem subterrânea de um luxuoso prédio localizado em Double Bay, Sydney.
Seu telefone celular tocou e ele rapidamente che cou o identificador de chamadas, esbravejou e deixou a ligação cair na caixa postal.
Kagura... De novo. Quantas vezes ligara hoje? A mulher estava ficando obcecada.
Havia meses desde que cortara os laços, educada mente recusando seus convites dissimulados até que seus protestos chegassem a ponto do desespero, a partir do qual ele recusou-se a atender qualquer liga ção dela. Pelas semanas seguintes, ela o perseguiu virtualmente, recorrendo a mensagens pelo celular várias vezes ao dia, e aparecendo onde quer que ele estivesse... Em seu restaurante favorito de Melbourne, em festas e em jantares beneficentes.
Ele a avisou, legalmente. Mesmo assim Kagura continuava insistindo.
Sesshomaru atravessou para o hall dos elevadores. Não precisava checar o número do apartamento ou o an dar onde estava situado, pois era mais um dos muitos de propriedade da Corporação Taishos e ocupado até recentemente por seu meio-irmão.
Seis anos mais novo que Sesshomaru, Inuyasha chegara na fa mília Taisho com muito amor há 21 anos. Para seu pai, era uma alegria, a menina-dos-olhos de Izaoi, a querida madrasta de Sesshomaru.
Sesshomaru pensou na amizade que tinham um pelo outro, apesar da diferença de idade. A educação que Inuyasha recebeu foi idêntica a sua... Severa, mas com muito amor. De que outro jeito poderia ter sido sob os cui dados de Izaoi?
No entanto, Inuyasha tornara-se negligente como Sesshomaru nunca poderia imaginar. Ele passou pela escola, for mou-se em administração de empresas e entrou na Corporação Taishos pelo primeiro degrau da esca da... Assim como Sesshomaru, prosperando sem o mínimo es forço aparente.
Inuyasha permaneceu em Sydney aprendendo a lidar com os negócios, enquanto Sesshomaru ficava no escritório central em Melbourne, entre grandes viagens pela América e Europa.
Bonito, divertido, Inuyasha tivera paixão pela vida, por mulheres e carros possantes... Nesta ordem.
Tragicamente, fora um carro possante — um Lam borghini — que causou a morte de Inuyasha há pouco mais de duas semanas.
Sesshomaru sabia da quantidade de mulheres que faziam de tudo para ter a companhia de Inuyasha, dividir sua cama e sua parte na fortuna dos Taisho. No entan to. Kagome Higurashi era a primeira mulher que Inuyasha convidara para morar junto com ele.
O que Sesshomaru não ficara sabendo era a novidade sobre a gravidez de Kagome. Izaoi foi à única, a saber, no dia anterior à morte prematura de Inuyasha.
Nada fora mencionado sobre isso... Droga, nenhum sinal aparente durante o enterro de Inuyasha, dez dias atrás.
Em meio às lamentações, Kagome permaneceu à dis tância.
Tranqüila, controlada, com uma fragilidade que ele instintivamente sentira necessidade de consolar.
A recusa de Kagome o surpreendera. Dadas as cir cunstâncias, pensara que ela se aproveitaria da situa ção para aproximar-se da família Taisho.
Havia algo nela que o intrigava.
Sua postura, a maneira como se mantinha indife rente. Os olhos brilhantes da cor de um oceano pro fundos, inescrutáveis.
Intocável, lembrara a si mesmo.
A mulher de seu meio-irmão. A mãe do filho de Inuyasha.
A existência de um neto dos Taisho proporcio nou alguma esperança a Inu Taisho e Izaoi Taisho. O filho do filho deles. Uma criança que compartilharia a herança de Inuyasha e tomaria seu lugar de direito na família Taisho.
Tanto Inu Taisho quanto Izaoi presumiram que Kagome receberia bem o apoio e a ajuda deles. O afeto e o amor incondicionais.
No entanto, Kagome recusara educadamente as ofer tas dos dois, o que aumentara de forma inconsolável a dor de Izaoi.
Agora era a vez de Sesshomaru esforçar-se para influenciar a decisão de Kagome. A qualquer custo, determinara Inu Taisho.
Sesshomaru pressionou o botão da campainha, surpreen dendo-se quando ninguém atendeu.
Sesshomaru admirava-se com a fascinação de Inuyasha pela mulher que carregava seu filho. Kagome tinha 27 anos e era quase seis anos mais velha que Inuyasha; a única fi lha de uma mãe viúva cujo segundo casamento resul tara na mudança para Nooza.
Droga, por que ela não atendeu?
Ficou impaciente, pegou o celular, discou para Inu Taisho e perguntou qual fora a última vez que o aparta mento havia sido checado.
A resposta de seu pai fez Sesshomaru enrugar a testa. Na manhã seguinte à morte de Inuyasha.
— Duas semanas atrás?
— Por causa da situação atual — disse Inu Taisho. — Izaoi recusa-se a interferir na decisão de Kagome em relação a onde morar.
Aumentou o tom de voz.
— Dê-me alguns minutos e ligo de volta.
Sesshomaru não precisou esperar muito para que Inu Taisho dis sesse que o administrador do prédio estava a caminho com a chave-mestra.
Sesshomaru agradeceu ao administrador e fechou a porta. Andou pela sala, os olhos atentos a qualquer sinal de ocupação; não havia nenhum.
As roupas de Inuyasha estavam penduradas em um dos dois closets e havia uma variedade de produtos masculinos em cima da penteadeira.
Ver essas coisas, curiosamente, causava-lhe muito mais dor do que quando recebeu a trágica notícia dada por Inu Taisho Mais até do que o funeral. Nesse mo mento, havia a confirmação visual de que Inuyasha nun ca mais retornaria para reivindicar o que era seu... Roupas, bens ou a alegria de segurar seu filho.
Assustou-se ao abrir o segundo armário e desco brir que estava vazio.
Sesshomaru andou pelo apartamento, checou um segundo quarto, um terceiro... E descobriu que ambos estavam vazios. Não havia roupas nem nos armários nem nas cômodas. Nenhum sinal de pertences femininos.
Esbravejou. Kagome Higurashi mudara-se.
Era óbvio que Inu Taisho não tinha a intenção de ficar to mando conta da vida dela.
Em 15 minutos, Sesshomaru obteve a informação de que precisava. Rapidamente, chegou ao pequeno hotel onde Kagome estava hospedada. Não demorou a localizar seu quarto. Bateu à porta e, não obtendo resposta, bateu novamente, agora com muito mais força que antes.
Ele ia tentar mais uma vez quando a corrente de segurança foi removida, a porta destrancada e aberta o suficiente para que pudesse entrever uma mulher enrolada em uma toalha de banho.
Sesshomaru percebeu os úmidos cachos pretos presos no alto da cabeça, o rosto pálido e um par de olhos azuis.
— Vá embora.
A porta bateu e ele esbravejou qualquer coisa.
— Faça isso novamente — alertou ele — e deixo a educação de lado.
A porta foi entreaberta.
— Eu poderia considerar isso uma ameaça e cha mar a polícia.
— Vá em frente.
— Não me provoque.
— Você não vai me convidar para entrar?
— Não se eu puder evitar.
— Nós podemos conversar agora com um pouco de privacidade ou... Eu apareço em seu trabalho e conversamos lá.
Houve um silêncio e depois a porta foi aberta to talmente.
— Outro agente dos Taisho?
Kagome olhou rapidamente para a figura masculina, obrigou-se a encarar aqueles olhos dourados... E sentiu todos seus instintos de autodefesa aflorarem.
— Nós fomos apresentados.
Enquanto Inuyasha aparentava um ar jovial, despreo cupado, Sesshomaru Taisho possuía algo indefinível que misturava crueldade e poder... Combinado com uma química sexual que nenhuma mulher podia ignorar.
—Você quer conversar aqui na porta?
Ela havia acabado de sair do banho.
— Você vai ter de esperar enquanto eu me visto — bateu a porta na cara dele.
Ela levou apenas alguns minutos para se arrumar: jeans e camiseta.
Ele ainda estava lá quando ela abriu a porta, e seu rosto parecia mais ameaçador do que antes.
Homens da estirpe de sesshomaru taisho não estavam acostumados a ter portas batidas em suas caras. Ela percebeu isso com um certo humor irônico, indican do em silêncio que ele podia entrar.
— Obrigado — sua voz estava seca e com um certo grau de impaciência.
Kagome virou-se para ele ciente de que precisava ter controle.
— Vamos acabar logo com isso, sim?
— Recusa-se a uma conversa educada?
Ela começou a mexer nos cabelos para disfarçar seu nervosismo.
— Por que fingir civilidade se temos posições di vergentes? — kagome questionou.
— Você culpa meu pai e Izaoi por quererem par ticipar um pouco da vida do neto deles?
— Você acha que não sei o que isso pode acarretar?
— Esclareça-me.
— Vamos ver.
Ela começou a analisar as possibilidades:
— Você vai apresentar muitas razões atraentes pe las quais eu deveria concordar com o desejo de seus pais de colocar o nome dos Taisho no filho de Inuyasha — ela parou e respirou fundo.
Sesshomaru taisho dominava o ambiente, e sua presen ça perturbava-a mais do que podia admitir.
— Se eu concordar, a pressão será para que a criança seja educada e criada conforme a tradição dos Taisho.
— E isso é um problema... Por quê? — ele não en tendeu.
— Eu vou perder o controle.
— Todas as decisões deverão, é claro, ser tomadas de comum acordo.
— Ah, por favor! — disse Kagome com um cinismo evidente. — Me dá um tempo.
O olhar dela o atingia como uma lança.
— Quanto tempo vai levar, depois que ele nascer, para que seus pais peçam a guarda? Negue que é esse o grande plano.
Sesshomaru tencionou o rosto.
— Eu duvido que qualquer coisa desse tipo tenha passado pela cabeça de Izaoi.
— Mas passará.
Sua impetuosidade e fragilidade eram contraditó rias, o que sesshomaru achou intrigante.
— E quando eu voltar a trabalhar e colocar a crian ça na creche? E contratar babás nas poucas ocasiões em que sentir vontade de sair?
— Meus pais querem o bem dessa criança — ele esperou um pouco. — Está tudo em suas mãos. Diga as condições.
— E vocês vão aceitá-las? — ela passou a mão pe los cabelos exaustivamente. — Obrigada, mas não.
Ele tinha uma estratégia para cada um dos obstá culos impostos. Era apenas uma questão de tempo...
— Talvez você queira dizer o por quê?
— Eu não entendo por que uma noite determina que uma criança tenha de assumir o nome do falecido pai.
Sesshomaru disfarçou o olhar.
— Inuyasha não significava nada para você?
Kagome levou algum tempo para responder.
— Fingíamos ser namorados. Era... Conveniente. Para ambos.
Ela não tinha obrigação de dizer o porquê.
— A diferença de idade não incomodava?
Ela levantou o queixo e seus olhos adquiriram um brilho estranho.
— Você está insinuando que Inuyasha era meu brin quedo? Nós éramos amigos.
— No entanto, você foi morar com ele.
As explicações tendiam a se tornar complicadas. Contudo, Sesshomaru Taisho tinha o direito. De que forma a decisão dela faria algum sentido?
— Eu vendi meu apartamento — Kagome defendeu-se. — Estava para comprar outro. Inuyasha sugeriu que fosse morar com ele em vez de ficar em um hotel ou alugar um apartamento por temporada.
Naquele momento parecia apropriado e ela insisti ra em contribuir com comida e outras utilidades.
— E dividiu a cama dele.
— Uma vez.
Droga, isso foi tudo o que aconteceu. Uma vez. Um pouco mais de champanhe, um beijo amigável que se tornou um pouco mais que isso e, ela não sabia como, terminaram na mesma cama.
Ela tentou evitar, mas foi difícil resistir às investi das... Da boca, das mãos de Inuyasha. Então, já era tarde demais. O sexo não fora nada de especial. Não que ela tivesse tido muita experiência para comparar.
— Eu devo ter desiludido sua mãe... Desculpe ma drasta? Seu pai faz uma idéia errada de um relaciona mento que era só amizade? Faça com que eles entendam que a concepção do cobiçado neto foi um erro. Droga — disse ela vigorosamente. — Um erro sem sentido.
Ela quis bater em alguma coisa, atirar alguma coisa. Qualquer coisa para livrar-se da imensa raiva que queimava dentro de si, por ser tão insensível.
— Obviamente, vocês não tomaram precaução al guma.
Kagome ouviu as palavras e segurou-se para não bater no homem que as proferiu.
— Obviamente.
— E você também não pensou em abortar?
Ela colocou a mão como que protegendo a barriga.
— Não.
Sesshomaru enrugou os olhos.
— Você teria abortado, mesmo se meus pais não estivessem sabendo da gravidez?
Kagome não hesitou.
— Não.
O insistente toque do celular soava alto no silêncio do quarto e kagome observou-o pegar o aparelho, checar o identificador de chamadas e mostrar sua irritação ao enfiá-lo de volta no bolso do paletó.
— Você já comeu?
Kagome arregalou os olhos.
— Como?
— Jantar — ele parecia meio impaciente. Ele es tava falando de comida?
— Eu não acho que essa seja uma pergunta rele vante.
— É relevante se você não tiver comido.
— Por quê?
— Estou sugerindo para irmos jantar.
— De novo... Por quê?
Ela o irritava e ao mesmo tempo o fascinava. E também era a primeira mulher, depois de muito tem po, a recusar um convite seu.
— Vá se trocar. Vou fazer uma reserva.
Kagome fechou os olhos, depois os abriu lançando-lhe um olhar feroz.
— Você é geralmente assim tão ditador?
Ele pegou o telefone celular e discou.
— Sou famoso por conseguir o que quero.
— Jura? — ela não se impressionara.
— Você quer discutir comigo?
— Que nenhuma mulher ouse! — Kagome brincou.
— E você seria uma exceção?
— Pode apostar — ela olhou-o fixamente e andou até a porta. — Quero que você vá embora.
A expressão dele permaneceu inalterada. Kagome lançou-lhe um olhar penetrante.
— Não quero jantar com você.
— Mesmo lugar — sesshomaru ressaltou. — Carros dife rentes.
— Essa é uma manobra persuasiva?
— Um acordo. São quase sete horas, nenhum de nós comeu e ainda temos de chegar a uma solução satisfatória.
— A minha decisão está tomada.
— A que diz respeito a você. Mas a vida de uma criança está em jogo.
— Espere lá fora enquanto eu me troco.
— Pra você fechar a porta logo em seguida? — disse com cinismo. — Pegue as roupas que vai preci sar e se troque no banheiro.
Ela teve vontade de matá-lo... Ou na melhor das hi póteses machucá-lo fisicamente. Mas não tinha o que discutir. Era melhor irem em carros separados do que permanecerem na intimidade de uma suíte de hotel.
Pelo menos ela estaria livre para sair do restauran te sem ser intimidada. Enquanto que ali seria total mente diferente.
— Tem algum problema?
Kagome lançou-lhe um olhar sarcástico,
— Eu estou decidindo que método deveria usar para ferir você fisicamente.
Ela rapidamente pegou uma calça preta de seda, uma camisa de seda verde-esmeralda e foi para o ba nheiro.
Alguns minutos depois estava pronta.
— Vamos?
Desceram até o estacionamento e logo Kagome seguia o Lexus preto de Sesshomaru até o centro de Double Bay. De pois o acompanhou a um restaurante pequeno e aconchegante.
O maître cumprimentou Sesshomaru com todos os obsé quios dignos de um cliente preferencial e pessoalmen te os acompanhou até a mesa e chamou o garçom.
— Você sempre come aqui — era uma afirma ção, não uma pergunta. E Sesshomaru submeteu-a a uma ava liação solene.
— Sempre que estou em Sydney.
A sede da Corporação Taishos ficava em Melbourne. Os pais de Inuyasha moravam lá. Sesshomaru também, dissera Inuyasha... Quando não estava em viagens de ne gócios em Nova York, Londres, Atenas e Roma.
— Imagino que você vai contar minha decisão a seus pais?
— Quando resolvermos isto.
— Não existe "quando".
— E se eu sugerisse uma outra solução? — Sesshomaru pa rou, depois acrescentou: — Ou duas?
— Não existe nenhuma.
— Adoção — sugeriu ele com uma falsa tranqüilidade. — Por uma quantia determinada de comum acordo.
Kagome ficou gélida, temporariamente incapaz de di zer uma palavra por vários segundos antes de a raiva ameaçar explodir.
— Você deve estar brincando.
— Um milhão de dólares.
— Vá para o inferno! — conseguiu dizer com fe rocidade. Apanhou sua bolsa e levantou-se.
— Dois milhões.
Kagome percebeu a aparente calma na voz de Sesshomaru e por pouco não cedeu ao impulso de atirar algo nele.
— Três.
Ele a segurou com firmeza pelos braços.
— Deixe-me ir!
— Sente-se, por favor — ele acrescentou com frieza: — Existem outras opções.
— Eu não entendo como você pode propor uma coisa dessas — disse Kagome com irritação.
— Casar — Sesshomaru fez uma pausa. — Comigo.
Ela ficou paralisada por alguns segundos, choca da. Levou tempo para encontrar de novo a voz.
— Você é louco?
Kagome jogou a água no rosto de Sesshomaru, em um ato es pontâneo e selvagem, e permaneceu observando en quanto ele esquivava-se da água mineral gelada.
No instante seguinte, o copo escapou de seus de dos, atingiu a mesa, quicou no chão ladrilhado e es patifou-se em incontáveis cacos.
Kagome mal percebeu a presença do garçom, a preo cupação dele, a remoção do copo e a operação de lim peza. Nem mesmo lembrou-se de pedir desculpas.
Ouviu sesshomaru tentando explicar-se:
— Não é sempre que uma mulher reage dessa for ma, tão fora do comum, a um pedido de casamento.
Ela não prestou atenção nas felicitações entusias madas e nem que a novidade espalhara-se.
Sem perceber, já não estava mais de pé, mas senta da de frente para aquele homem arrogante e cruel que, ela fortemente suspeitava, certamente dirigia toda aquela cena.
— Retrate-se, agora — disse Kagome furiosa.
— Um casamento conveniente para ambos — Sesshomaru continuou com a voz meiga: — Isso vai dar legitimidade ao filho de Inuyasha e um lugar legal dentro da hierarquia Taisho.
O tom de voz de Kagome era frio.
— Não se esqueceu de alguma coisa?
Um fotógrafo surgiu do nada e um flash cegou-a por alguns instantes.
— Eu não vou fazer parte disso.
— Não? — Sesshomaru perguntou. — Esteja avisada: eu posso ser seu amigo... Ou seu pior pesadelo.
