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1- Pilot - Stella POV

Morar em Los Angeles era mais do que vim só aqui para estudar, passar um tempinho e já voltar para a minha cidade natal, como de costume. Não podia ser mais perfeito, como sou meio inquieta desde o meu nascimento, adoro cidades agitadas, não gosto de coisas muito quietas, sair de uma cidade pequena e calma e vir para L.A, é uma mudança completamente diferente, principalmente morando junto com 6 projetos de prostitutas e com uma tutora retardada que quando fala parece que está gemendo, a única pessoa que eu posso contar ali no meio de tudo é Hanna, minha melhor amiga desde a sétima série, que felizmente veio parar em uma republica comigo, apesar de ser completamente desagradável de conviver com aquelas vadias, eu tenho ela, uma pessoa foda, maravilhosa e carismática, estávamos em um ônibus sentadas em um dos primeiros bancos, já as patricinhas estavam lá atrás, deviam estar pagando boquete pra um pênis de borracha. Olhei para Hanna, que estava sentada do meu lado, ela estava olhando atenciosamente pela janela do ônibus, concentrada, cutuquei ela, mas ela não percebeu, ela estava também com fone de ouvido assim como eu, eu estava escutando She Wolf - Megadeth, percebi que as vadias estavam cantando Barbie Girl, aumentei o volume dos meus fones, mas não adiantou, ainda dava pra ouvir a voz irritante delas.

I'm Barbie Girl, in a Barbie World!

Life in plastic is fantastic!

Me virei para trás e fiquei de joelhos no banco, olhei as fuzilando.

- Já que a vida de plástico é tão legal, que tal se eu fizer um pacto com o demônio pra transformar vocês em bonequinhas de plástico?

Elas estavam me olhando assustadas, porém, se calaram. Me virei de volta no banco e sentei. Eu soube que nossa amada tutora alugou uma casa antiga pra gente, tava lá no estoque da imobiliária há muito tempo, deve ser uma casa podre, caindo aos pedaços, que a primeira festa que as pinks derem, a casa vai se desmontar, mais do que já deve estar desmontada, bom, vou tentar confiar em Los Angeles e ter a esperança de que seja uma casa decente.

Enfim chegamos, as vadias saíram se quebrando arrastando as malas, que mais pareciam arco-íris, até ardia meu olho de olhar para aquelas coisas multicoloridas, desci do ônibus, olhei para a casa, era simplesmente inacreditável, CARALHO, eu não acredito nisso, macabra, sinistra, PERFEITA.

- Eu sabia que eu poderia confiar em Los Angeles!

Falei baixo para mim mesma.

Hanna estava olhando atenciosamente para a casa, ela parecia ter gostado. Olhei para ela e falei:

- Irado!

- Vamos até nosso quarto.

Ela disse.

Eu estava quase babando, era a casa mais foda que eu já tinha visto, e olha que ainda nem olhei por dentro, o quintal era enorme e tinha um piazão loiro lá, não sei o que ele tava fazendo lá, deve ser algum vizinho, Hanna estava olhando para ele, safada.

Entramos lá, era magnífica, subimos as escadas e fomos até o nosso quarto, tirei da minha mala meus posters de banda, e comecei a grudar nas paredes, Hanna começou a me ajudar a grudar e logo depois foi colocar nossos lençóis escuros nas camas, para deixar o quarto com a nossa cara, ela até pendurou um quadro de giz lá, não sei pra que, mas tudo bem, era legal. Ouvi a campainha tocar, Hanna rapidamente foi atender. Fiquei olhando pra aquele quarto, acabamos de chegar e ele já está com nosso estilo, tirei meu som portátil da mala e botei em cima de uma escrivaninha, o liguei, e coloquei meu pen drive, começou a tocar Aces High - Iron Maiden, ouvi as piriguetes berrando igual gazelas, mesmo o quarto delas estando longe do meu e de Hanna, o nosso quarto era no final do corredor. Fui até o quadro de giz e escrevi: Well the devil may care, da musica Black Ice do AC/DC. Ri sozinha, sai do quarto e desci as escadas e fui até a porta, lá estava Hanna, e no lado de fora tinha uma menina com síndrome de down, e uma mulher que deveria ter uns 80 anos, não, menos.

- E ai!

Falei.

- Bom dia, meu nome é Constance e vim aqui dar boas vindas.

A mulher parecia intrigada ao falar isso. Logo em seguida ela me entregou uma pequena caixa redonda, abri, rapidamente, lá tinha uma erva, ou planta verde, sei lá, parecia um musgo, peguei na mão e cheirei, não tinha cheiro de porra nenhuma.

- É salva, para limpar o ambiente dos espíritos, há muitas lembranças ruins aqui.

Disse Constance, eu sorri, que irado.

- Muito obrigada, você quer entrar?

Falou Hanna para Constance e para a menina.

- Não, tenho coisas mais importantes pra fazer, até mais.

Constance disse, virando as costas e indo em direção ao portão.

Eu e Hanna nos olhamos e rimos juntas.

Hanna sumiu pelos cômodos da casa, acho que ela foi ao porão, e eu fui conhecer a cozinha, que eu ainda não tinha visto, era bonita, ajeitada, abri a geladeira, estava forrada de congelados Hot Pocket, perfeito, provavelmente foi a nossa tutora que comprou, ela podia ser retardada, mas era útil pra esse tipo de coisa.

Julie entrou pela porta dos fundos, que ficava na cozinha, ela estava comendo uma maça coberta de caramelo derretido.

- Onde que tu comprou isso?

Eu pedi.

- De um homem ali na rua, mas agora ele já foi embora.

Ela falou, mastigando a maça como se estivesse mastigando uma camisinha.

- Eu também quero puta que pariu!

Eu falei, desapontada. Merda do cacete, to com fome, e eu quero algo doce, e a única coisa que tem é Hot Pocket.

- Vai ficar querendo honey.

Ela disse e riu, otária, vadia, que ódio.

- Cala a porra da tua boca boqueteira do caralho.

Falei.

- Pelo menos EU tenho uma maça do amor e você não!

Ela disse, e saiu rindo pela porta dos fundos.

Sai também pela porta dos fundos, ela estava de costas, ainda rindo, puxei o braço dela, e então ela ficou de frente pra mim, ela tava segurando a maça por um graveto, dei um tapa na maça que vôo longe e caiu na grama.

- Agora você não tem mais!

Eu falei e ela me olhou com uma cara de prostituta sem clientes, chateada, que pena, eu sorri e voltei para a cozinha.

Minha mão estava melecada de caramelo, fui até a pia, abri a torneira, comecei a enxaguar, ouvi barulhos, e risadas de meninos, que vinham ali diretamente da cozinha, rapidamente virei para trás.

As portas dos balcões, dos armários e da geladeira estavam abertas.

- Mas que porra é essa?!

Falei indignada, sozinha, bom, pelo menos eu acho que estava sozinha.

Peguei a toalha e enxuguei a mão, que coisa mais sinistra foi isso? O vento é que não foi. Fui até a geladeira e a fechei, fiz o mesmo com os armários, olhei ao redor da cozinha, não tinha nada, nem ninguém, deve ter sido alguém zoando com a minha cara.

Era umas 21h e pouco, que a festa das pinks começou, já tinha um monte de gente na casa, já estavam bêbados, pra variar, estavam fazendo um fiasco na sala, logo vi nossa tutora, com as malas delas, saindo pela porta, e ao lado dela, havia uma mulher velha, cabelos ruivos e presos, e com uma roupa preta de governanta. Fui até lá, e escutei ela falando com Hanna.

- Meu nome é Moira H-ora a nova tutora de vocês!

Ela falou, e nossa ela muito era sinistra, parecia ser legal, um dos olhos dela era meio apagado.

Me virei e fui em direção da mesa de bebidas que as piriguetes tinham arrumado, logo avistei uma garrafa de tequila scorpion silver. Peguei a garrafa de uma vez, e fui subindo as escadas.

- A STELLA PEGOU A GARRAFA INTEIRA DE TEQUILA!

Berrou Joice, indignadinha para as outras vadias.

- VAI SE FODER!

Eu disse, e logo em seguida mostrei o dedo do meio.

Continuei subindo as escadas e parei no corredor, abri a garrafa de tequila silver e joguei a tampa no chão, tomei uns goles, vi no teto do corredor uma corda, a curiosidade algum dia irá me matar, serio.

Fui até lá e puxei a corda, enquanto eu puxava a corda, descia uma escada de madeira, afirmei ela no chão, e então a subi, lá estava escuro, não dava pra enxergar muito bem. Vi um interruptor, o liguei e dei de cara com uma roupa preta de látex, pendurada com correntes, nossa que sexy.

- Puta merda!

Bebi mais uns goles de tequila, e percebi que já estava na metade da garrafa.

Aquele sótão era pequeno, mas era obscuro e sinistro, ou seja, diversão pra mim, estava todo empoeirado e tinha que ter cuidado pra não bater a cabeça, por que o teto era bem baixo.

Me sentei, tomei mais uns goles da tequila, que tontura. Fique observando aquela roupa estranha, a quantos anos aquela porra tava lá?

Em seguida escutei gritarias de gente bêbada lá em baixo e barulhos, como se estivem tentando demolir a casa.

Fui descer a escada do sótão, tropecei, dei de cara no chão, se a Hanna tivesse aqui agora ela ia rir de mim pra caralho. Derrubei um pouco de tequila no chão, levantei, tropecei de novo me bati contra a parede, ergui aquela porra de escada de volta pro sótão, quase cai de novo, será que esses tênis all star da porra me fazendo tropeçar? Ah puta que pariu, tirei eles e fui até o meu quarto e da Hanna, abri a porta e atirei os tênis lá para dentro, desci as escadas apenas de meias, notei que só restava mais um pouquinho de tequila na garrafa, bebi o resto. Avistei Hanna curtindo a festa, fui novamente até a mesa de bebidas, vi uma garrafa de vodka smirnoff e fui pegar, quando estava a destampando, alguém tirou de mim. Olhei furiosa pra ver quem era.

- Oi, Stella que bom que vocês estão morando aqui agora!

Era Dave, meu colega de aula, cabelo castanho, olhos castanhos, um pouco mais alto que eu, enquanto ele falava, colocou vodka pela metade de um copo, e me alcançou.

- Enche até a borda.

Falei, sem expressão alguma.

Ele encheu e então novamente me alcançou, peguei e tomei um pequeno gole.

- Deveria ser muito transtorno, vir de uma cidade para outra, só para as aulas não é? Vir morar aqui deve ser muito melhor pra você e suas amigas.

- Só a Hanna é minha amiga, seu troxa! E ela não estudava aqui, é a primeira vez que ela está vindo para Los Angeles e acha que eu seria amiga daquelas vadias?

Falei, sem tolerância e nossa que dor de cabeça, caralho.

Ele riu forçadamente e saiu da minha frente, virei o copo inteiro goela a baixo e sentei no sofá, vi mais uma mesa, com comida, aleluia! Fui até lá e peguei uns salgadinhos, comi, olhei para o lado e vi uns otários vomitando, aquilo embrulhou meu estomago. Olhei no relógio de pendulo que tinha lá na sala e já era 4h17min da madrugada, subi as escadas, percebi que Hanna estava vindo logo atrás de mim.

Cheguei no quarto, tropecei e cai, apoiei meus braços no chão, vi que Hanna deitou na cama, sem perceber a minha existência, tentei me erguer, mas não consegui, eu tava muito tonta, puta que pariu, me deitei ali no chão mesmo e dormi.