Depois de um tempo, já tínhamos passado da praia. O casal e aquela lembrança não me saiam da cabeça! Droga! O que há de errado comigo? Eu tenho seis anos! Por que estou me preocupando com duas pessoas que nunca vi na vida? Ou por que estou tentando duvidas sobre a minha mãe ser minha mãe? Ai minha cabeça! Está tudo confuso! Mas eu não devia estar me preocupando com isso, devia estar me preocupando com o lance que ouve lá com os turistas... Ai! Eu me esqueci dos turistas! Eu to frito!

-Er... Tio Ryu... – chamei – Você não vai falar pra mamãe o que aconteceu com os turistas? Vai?

-Acho que não. – respondeu tio Ryu - Não contarei se ela não perguntar.

Droga! Do jeito que mamãe é, com certeza vai perguntar, e o tio Ryu vai contar, e eu vou ficar de castigo! Por que eu?

-Hey tio Ryu! – chamei – Se você, meu pai e seus eram tão unidos que nem você fala, por que se separam?

Tio Ryu demorou para me responder. Parecia que estava pensando se devia me responder ou não. Eu odeio quando ele age assim! É uma chatice! Ele sempre faz isso quando pergunto o que houve com meu pai, ou se ele e minha família escondem algo de mim. A resposta é sempre "Você saberá tudo no momento certo." Que momento? Ai, isso me dá raiva! Parece que todos escondem algo importante de mim! Algo que eu deveria saber, mas eles não me contam! Todos, ninguém ta de fora nisso! Mamãe, tio Ryu, o vovô Micky, a vovó Keiko,... Todos! E toda vez que eu falo que eles escondem algo de mim eles falam "Não pequeno Hana! Não esconderíamos nada de você querido!" Certo, eu posso ter seis anos, mas NÃO sou burro! Queria que minha família parasse de esconder tudo de mim, afinal, também sou um Asakura...

-No momento certo você ira saber... – respondeu tio Ryu.

Viu! Ta vendo! É sempre assim! Depois de um tempo isso começa a ficar irritante! Minha mãe diz a mesma coisa quando se trata do meu pai! Eu já ate sei, se eles param um pouco pra pensar, vem essa resposta irritante!

-Olha! – disse tio Ryu me tirando dos meus pensamentos – Chegamos na pousada.

Eu olhei para frente e vi a nossa pousada. Mamãe devia estar na cozinha como sempre. Tio Ryu estacionou o caminhão e eu entrei em casa.

-Mãe! Cheguei! – disse entrando em casa.

-Oi Hana! Onde você e o Ryu foram? – perguntou mamãe se virando pra mim.

Eu fiquei parado, sem responder a perguntar. Não poderia dizer que eu e o tio Ryu fomos pra cadeia tentar soltar um tal de Chocolove, se não a mamãe me daria uma bronca!

-Nós fomos dar uma volta de caminhão Ta... Patroa! – respondeu tio Ryu entrando em casa.

Olhei para ele. De novo aquele Ta. Ele quase disse esse nome hoje cedo no caminhão. E agora quase chamou a mamãe disso. As coisas aqui em casa estão cada vez mais estranhas.

-Hana, você poderia nos dar licença. Preciso conversar algo serio com o Ryu. – disse mamãe.

-Certo... – disse desanimado.

Esse tipo de coisa também tem acontecido muito ultimamente. Mamãe e tio Ryu tem conversado muito.

Mas eu não sai. Eu apenas me escondi atrás da parede para tentar ouvir o que eles conversavam. Eles estão escondendo algo de mim, e eu preciso saber o que é.

-Espionar é algo muito feio pequeno Hana. – disse uma voz atrás de mim.

-Desde quando vocês dois tem alguma moral? – perguntei irritado.

-Os dois vão conversar algo muito importante, não devia espionar. – disse o outro espírito.

-Agora estou ouvindo conselhos de uma raposa e um guaxinim que já morreram faz séculos. – disse irritado olhando para Ponchi e Conchi, que geralmente não tem nenhuma moral.

-Podemos não ter muita moral normalmente mas sabemos que o que eles vão conversar é algo importante que você ainda não deve saber. – disse Conchi.

-Em outras palavras, não é da sua conta no momento! – traduziu Ponchi.

-Como assim "sabemos"? – perguntei ainda mais irritado – Quer dizer que vocês dois também estão escondendo algo de mim?

-Não diga dessa maneira... – disse Ponchi – Estamos fazendo o mesmo que todos fazem!

-Agora sobe para seu quarto. – mandou Conchi.

Subi ainda mais irritado do que já estava. Puxa, ate aqueles dois sabem do grande segredo. Estou cada vez mais irritado com a minha família.

Chegando no meu quarto, eu me joguei na minha cama. Logo me veio a cabeça aquela lembrança, e o casal na praia. Quem seriam eles? Pela maneira que eles ficaram depois de me ver deviam me conhecer. Mas eu não tenho idéia de quem eles eram. E na lembrança? Os dois que se diziam meus pais, o homem pode ate ser o meu pai que anda sumido, mas e mulher? Ela não era minha mãe. E o homem disse "Eu e sua mãe queremos que você nunca se esqueça disso! Tenha sempre essa certeza!" Quer dizer que aquela mulher deveria ser minha mãe. Mas não é! A minha mãe é a aquela que esta lá embaixo conversando com o tio Ryu. E por que os dois estavam chorando? E o casal... Pensando bem, o homem da praia e o da minha lembrança são bem parecidos... Será que são a mesma pessoa? Ai... pensar nisso esta me dando dor de cabeça!

-Hana! Desce aqui! – gritou mamãe lá de baixo.

-To indo! – disse.

Chegando lá, vi que mamãe estava com uma expressão seria. Tio Ryu estava ao lado dela, e também parecia serio.

-Er... o que foi mãe? –perguntei nervoso.

-Não me chame de "mãe" Hana! – advertiu.

-Certo ma... er...quero dizer Anna! – respondi ainda mais nervoso.

-Também não me chame de "Anna" – advertiu de novo, dessa vez parecia que estava prestes a chorar.

-Então do que eu te chamo? – perguntei irritado.

-Não me chame de "Anna", e muito menos de "mãe"! – disse outra vez.

-Por quê? – perguntei curioso.

-Porque eu não sou sua verdadeira mãe!

Continua...

Notas: Oi! Desculpa a demora, mas ando muito ocupada hoje em dia. Bem, não tenho muito o que comentar sobre essa cap. O próximo será a conversa entre o Hana e a Tamao que o maldito Takei não colocou no Funbari no uta! Daqui a fic pode tomar dois cursos diferentes, e eu não sei qual escolher. Preciso saber qual que vocês preferem:

Final 1: Seria o curso original quando pensei em escrever a fic. O Yoh e a Anna chegam normalmente. Como seria no verdadeiro Funbari no Uta.

Final 2:é um final que surgiu na minha cabeça enquanto digitava o cap. 1. Ele é bem diferente do primeiro. Nesse final, algo acontece com Yoh e Anna (não irei dizer, pois caso se eu escrever esse final, não quero estragar a surpresa) e eles não voltam. Hana recebe uma mensagem que precisa ir atrás deles com os antigos companheiros dos seus pais. Esse seria um final que nunca ocorreria no verdadeiro Funbari no Uta, mas seria interessante...

Bem, esse são os finais, preciso saber qual dos dois vocês preferem...

Beijos

Smart Angel