Cap. 2 – Tiago Potter.
Tiago era ruivo como a mãe. Tinha o rosto um pouco comprido e os olhos azuis. Era muito bonito, mas não se parecia nada com o pai. Era um menino sagaz, e fazia de tudo para ser e mostrar que era melhor que os outros. Harry nunca entendera como ele ficara daquele jeito.
- Influências em Hogwarts... Influências da Sonserina – repetia Rony para Harry.
- Ah Rony, não sei... Ele é meu primogênito e não se parece comigo em nada.
- Mas é parecido com a minha irmã... E tem um pouco da sua personalidade... É corajoso, romântico...
- É, eu sei... Mas tem uma arrogância que chega a me lembrar Malfoy nos tempos de escola. Alvo é que é um mini Harry...
- É, aquele garoto é igual a você em tudo. Ei... Ta tudo bem? Você não me parece bem Harry.
- Você não vai querer saber, acredite.
- Que isso... Pô, você é ou não é meu amigo?
- Gina não quis ir pra cama comigo ontem pela primeira vez em 19 anos.
- É, você tem razão. Eu não queria mesmo saber.
- Eu avisei – disse Harry com um sorriso.
Enquanto isso em Hogwarts Tiago irritava alguns alunos do primeiro ano no corredor.
- Você é mesmo uma esquisita... Como a sua mãe – dizia para Sarah Lovegood.
- Eu não me preocupo, porque os monstros caparós ainda vão aparecer pra você.
- Ei, você aí? – disse Tiago para um menino louro – Isso são fejõezinhos? Passa pra cá.
Ninguém se atrevia a desobedecê-lo. Ele era arrogante, metido, esperto. As pessoas tinham medo dele. Exceto uma.
- Tiago, dá pra vir aqui um minuto? – disse uma bela menina loura de cabelos longos cacheados na ponta, olhos verdes, silhueta de mulher.
- Oi Serena – disse Tiago dando um beijo no rosto dela. Serena era a menina mais bonita de Hogwarts, assim como Tiago era o garoto mais bonito.
Os dois subiram, e quando ninguém estava olhando, entraram na sala precisa.
- Eu já tava louca pra te dar um beijo grifinório...
- E eu ainda estou sonserina – ele disse agarrando Serena pelos cabelos e puxando-a para si – Eu te amo Serena... Acho que nunca disse isso a você antes...
- Não, nunca disse...
Tiago, apesar de toda a arrogância, tinha muito da personalidade do pai. Era decidido, corajoso, leal a quem merecia lealdade e muito romântico.
- É, mas eu amo...
- É, bom, eu também te amo sabe... – ela disse meio relutante.
- É tão difícil assim assumir que ama um grifinório?
- Eu aprendi que o amor é uma fraqueza... Fico pensando que sou fraca.
- Eu também achava o amor uma fraqueza até conhecer você... E isso é estranho, sabe... Meu pai é um romântico incorrigível... Hoje eu acho que sou também, mas antes eu não era. Não entendo como posso ser tão diferente dos meus pais...
- E eu não entendo como você foi parar na Grifinória...
- Eu só não queria desapontar meu pai... Eu meio que... Pedi pro chapéu...
Mal sabia ele que o Chapéu Seletor pensara em selecioná-lo para a Sonserina...
