Por trás do espelho.
Oãça rocu esme ojesed osamo tso rueso ortso moãn.
Capítulo 2:
Ministério da Magia.
Harry foi até o telefone, colocou uma ficha, e pôde ouvir a voz feminina que indicava os departamentos do ministério.
Segundos depois o elevador da cabine telefônica parou e a voz feminina anunciou:
- nível nove, departamento de mistérios.
Harry andava pelo corredor do departamento de mistérios e viu a porta onde em seu quinto ano encontrou a profecia que determinava tanto seu futuro quanto o de Voldemort, passou por ela lembrando-se dos velhos anos em Hogwarts, sempre preocupado com a ideia de perder tudo para Lord Voldemort.
Seus pensamentos cessaram quando Kim foi ao seu encontro.
- Harry! - chamou Kim com a voz grave de sempre, puxando Harry pelo braço para que ele o acompanhasse - soube que tiveram problemas ontem.
- alguns.
- nada que curandeiros não resolvam.
- o que você quer Kim? - Harry sabia que se Kim estava dando tantas voltas para chegar a determinado assunto era porque tinha algo em mente.
- serei direto Harry, quero que fique de olho no espelho.
- eu adoraria Kim, mas tenho outros compromissos – disse Harry tentando desviar-se de tamanha responsabilidade - ainda mais agora com essa fuga em Azkaban... - enlouquecer olhando para a família que jamais teria, não parecia uma boa ideia.
- achei que concordaria por se tratar de Dumbledore. – disse Kim estranhando a reação de Harry.
- serei sincero Kim, eu não quero ficar olhando para o espelho e lembrando do passado.
- sei que é difícil para você rever lembranças Harry, mas é o único em que confio aqui, e já que não pode encarar isso como algo bom, encare como uma ordem.
- o que está escondendo Kim? - perguntou Harry a Kim que fingiu não ouvir e saiu andando sem olhar para trás.
Harry ficou alguns minutos pensando sozinho.
- não pode ser tão ruim assim. - disse a si mesmo.
Harry caminhou até o fim do corredor do departamento de mistérios. As portas eram iguais, abriu uma delas revelando uma sala alta, branca com enormes janelas, o espelho de Ojesed estava centralizado em um pequeno palco.
Harry se aproximou do objeto, fascinado passou a mão sobre a madeira ao redor dele e notou uma segunda inscrição na parte de trás.
ieri zud noc oue e evahc aem-êd
Por mais que pensasse Harry não entendia o que estava escrito no espelho.
- Hermione gostará de traduzir.
Harry não pôde anotar a frase, o Ministro havia proibido qualquer tipo de análise sem dois ou mais supervisores.
Chegando em sua sala, Harry sentiu o tédio tomar conta de seu corpo. Pilhas de pergaminhos, jornais, fotos entre outros objetos, estavam espalhados pelo escritório.
- o que eu tinha na cabeça quando decidi ser auror? - disse - com tanta coisa pra resolver eu já tinha me esquecido de como era ter que fazer relatórios.
Harry passou o final da tarde e parte da noite conferindo notas e revendo papéis do ministério.
Saiu da sala carregando uma pasta com mais papéis.
- Ginny não vai gostar nem um pouco – Ginny odiava quando Harry levava trabalho para casa, apesar de ser algo rotineiro.
xXx
No hospital St. Mungus, Harry foi ao encontro de uma curandeira alta de cabelos castanhos.
- procuro o quarto de Hermione Weasley?
- 314. - disse a garota mecanicamente.
- obrigado.
- de nada.
Andando pelos corredores do Hospital, era quase inevitável não olhar para os demais quartos. Enquanto procurava por Hermione, Harry notou um rosto conhecido, instintivamente parou e viu o ex-professor de Defesa contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockart.
O homem de bela aparência que ele havia sido não existia mais, estava velho, com uma expressão interrogativa nos olhos que acabaram encontrando Harry pela porta.
Lockart o encarou durante um tempo, e por um minuto Harry havia pensado que a memória do professor estava voltando, até que ele se deitou novamente na cama olhando para o outro lado.
Chegando ao 314, Harry bateu na porta que foi aberta por Hermione.
Notou que a amiga tinha pequenas olheiras e algumas rugas, de preocupação.
- Harry! - disse Hermione dando o conhecido abraço sufocador em Harry.
- oi Mione, como o Hugo está?
- melhorando a cada dia, dessa vez ele se machucou de verdade.
- Madame Pomfrey não conseguiu dar um jeito?
- ela está de licença, parece que teve que se ausentar.
- Entendo. Posso falar com você em um outro local?
- o que houve? - perguntou Hermione, mas ao notar a expressão no rosto de Harry achou melhor acompanhá-lo - Hugo eu vou dar uma volta com Harry, por favor, não apronte.
xXx
Os dois caminharam pelo corredor indo em direção a uma recepção.
- Harry, o que está me pedindo é complicado.
- preciso que faça isso Hermione.
- conheço seus motivos, mas desafiar o ministério não é algo que faço bem.
- será que você é realmente a Hermione que me ajudou a lutar com Voldemort tantas vezes?
- e será que você é o mesmo Harry Potter que sempre sonhava em comemorar seu aniversário?
- Ron te contou.
- Claro que ele me contou! Ron me conta tudo.
- então me dê esse presente de aniversário. - pediu Harry.
Hermione ficou pensativa.
- faço isso desde que você prometa voltar a ser o Harry de antigamente.
- prometo que vou tentar.
- certo. E que esse assunto morra aqui, se Ron descobrir vai ficar uma fera.
- Hermione, você é simplesmente a melhor.
- certo, certo, agora vá pra casa, acho que você tem uma esposa te esperando.
xXx
O Largo Grimauld número 12 não era visível aos trouxas.
A antiga casa dos Black, agora abrigava a família Potter e suas futuras gerações.
Harry entrou em casa e antes que pudesse tirar seu casaco ouviu pequenos passos em sua direção.
- Papai! - gritou a pequena garotinha de cabelos ruivos correndo para abraçar Harry.
- oi Lily. - disse Harry retribuindo o abraço – Onde está a sua mãe? - perguntou pegando a filha no colo.
- lá dentro. – respondeu Lily apontando para a cozinha.
Harry colocou a pequena no chão e se foi até a cozinha.
Ao entrar percebeu que Ginny estava muito enrolada com as panelas e outras coisas, falava empolgada ao telefone, que Harry havia instalado para facilitar a comunicação, enquanto o vapor quente das panelas dominava o ambiente.
Harry pigarreou, mas Ginny não ouviu, então Harry tossiu e olhando para o marido ela deu um sorriso.
Ginny desligou o telefone e andou até Harry, atravessando o balcão que ficava no meio da cozinha, e deu-lhe um abraço.
- oi Ginny.
- como foi tudo? Encontrou alguma coisa? - disse Ginny olhando fixamente nos olhos verdes de Harry.
- oi Ginny. - insistiu.
- ah! Desculpe querido. Oi.- disse culpando a si mesma por não o ter cumprimentado.
- A casa dos Dumbledore era realmente bonita e sim encontramos alguma coisa.
- e o que é?
- se lembra do espelho de ojesed?
- sei, isso quer dizer que agora o espelho pertence ao Ministério. - disse desanimada e empolgada ao mesmo tempo.
- e Kim quer que eu "fique de olho" no espelho.
- que bom. - disse reparando na expressão de Harry. - Dumbledore ficaria feliz por ser você, mas não entendo porque Kim faz questão de que você cuide disso.
- porque ele acha que eu sei algo a mais sobre o espelho.
- e você não sabe?- perguntou Ginny se sentando no balcão.
- claro que não. O que eu deveria saber?
- bem, todos sabem que você e Dumbledore tinham muitos segredos Harry, e eu sei que eram coisas intimas, mas... Querendo ou não o ministério acha que Dumbledore pode ter falado algo pra você.
- Dumbledore sempre foi um mistério para mim.
- eu sei, mas Kim não sabe disso. - disse Ginny olhando seriamente para Harry que olhava para o chão. Ginny suspirou – não pode ser tão ruim assim pode? – disse segurando a mão de Harry.
- não, mas não é algo que eu queira fazer.
- não sei bem o que dizer querido, mas sugiro que pense bem antes de tomar uma decisão precipitada. Alem de diretor, Dumbledore era seu amigo.
- sei disso. - Harry ainda olhava o chão. - mudando de assunto, onde está o Teddy? Queria avisá-lo da vaga no ministério.
- bem, eu pedi a ele que comprasse umas coisas para mim. Mas acho que ele vai adorar ter você como colega de trabalho.
- também acho, mas eu andei pensando, se ele vai aguentar. Ser auror não é fácil e nós dois conhecemos bem o Teddy.
- acho que ele vai amadurecer bastante se começar a trabalhar.
Teddy apareceu na porta segurando uma grande quantidade de sacolas.
- oi padrinho! – disse com um sorriso no rosto. – se não se importa pode me ajudar? – falou com uma expressão de suplica no rosto.
- claro. - completou Harry pegando parte das sacolas.
Eles levaram mais de quinze minutos arrumando as compras.
- E como está indo a vida em seu apartamento? – disse Harry inciando o assunto.
- vai bem, o apartamento não é lá essas coisas, mas foi o que deu pra comprar com que os meus pais deixaram. De qualquer modo eu passo mais tempo aqui do que quando eu era menor de idade.
- eu avisei que ela não ia te deixar em paz. - cochichou Harry sorrindo.
Passando alguns minutos, Ginny os chamou para jantar e Harry ficou conversando com Teddy sobre a vaga no ministério e sobre o que ele teria que fazer.
Continua...
Nota da autora: caros leitores, recebi algumas criticas, na primeira vez que postei a fic, a respeito do comportamento um tanto "frio" do Harry, antes que vocês critiquem essa segunda edição gostaria de deixar claro que o objetivo da minha fic é sair um pouco dos clichês.
Não é uma fic onde Harry e Ginny simplesmente se amam demais e aparece alguem que interfere, e no final eles acabam vivendo felizes para sempre.
Eu busquei uma ideia diferente. Harry é um ser humano, bruxo, mas humano portanto não é 100% feliz 24 horas por dia.
Quis abandonar a ideia de "Harry príncipe encantado" e explorar a ideia de um Harry que comete erros, arrepende e tenta consertá-los, cheio de escolhas.
Espero que vocês tenham compreendido meu objetivo e que gostem da fic.
Um grande abraço.
Karina B. Black
Respondendo as Reviews:
amandinhanews: fico feliz que tenha gostado, é muito bom quando gostam daquilo que fazemos com dedicação. Não se preocupe, serei mais breve, pois tenho 16 capítulos já prontos que só precisam de revisão, continue lendo e comentando.
Um grande abraço.
